Dominar um idioma estrangeiro
é o passaporte para o sucesso, seja no âmbito acadêmico, profissional ou
pessoal. E para quem deseja estudar, trabalhar ou morar fora do Brasil, em
muitos casos é preciso comprovar o nível de conhecimento em inglês, espanhol ou
outro idioma. E, para isso, os testes de proficiência são grandes aliados.
Mas, afinal, o que é um teste
de proficiência? Como ele difere da fluência? Qual exame escolher? E como se
preparar? “O primeiro passo é entender a finalidade do teste, se é para
ingressar em uma universidade, para um visto de trabalho ou para compor o
currículo. Cada situação pode exigir um exame diferente, com formatos e exigências
específicos”, explica a coordenadora de Espanhol e professora da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo,
capital, Taiana Vanucci.
A especialista lembra que, embora
os termos sejam parecidos, proficiência e fluência têm significados distintos.
“Fluência é um conceito mais subjetivo, relacionado à capacidade de se
comunicar com naturalidade, sem pausas longas ou dificuldades frequentes. Já a
proficiência é mensurável e envolve o domínio técnico do idioma em diferentes
habilidades, com base em uma escala de avaliação padronizada”, explica.
Geralmente, os testes são
divididos em etapas que avaliam as principais competências linguísticas:
leitura, escrita, compreensão auditiva e fala. A parte oral geralmente é
realizada com um examinador ou por meio de gravações, enquanto as demais são
feitas por escrito ou em computadores. A depender do teste, o tempo de duração
varia entre duas e quatro horas, e podem ser feitas em formato digital ou
presencial. Os resultados das provas costumam ser exigidos por universidades no
exterior, processos seletivos internacionais, empresas multinacionais e órgãos
de imigração.
Quais são os níveis de
proficiência?
O Quadro Europeu Comum de
Referência para Línguas (Common European Framework of Reference for Languages –
CEFR) categoriza os falantes conforme abaixo:
A - Básico
A1 (Iniciante): é o primeiro
estágio do aprendizado. O falante consegue compreender e usar expressões
familiares e cotidianas, além de frases simples. É capaz de se apresentar e
responder perguntas básicas, desde que o interlocutor fale devagar e com
clareza.
A2 (Básico ou Pré-intermediário): o
falante se comunica em tarefas simples e rotineiras que exigem uma troca direta
de informações. Consegue falar sobre aspectos pessoais (como onde mora, sua
família, seus estudos), compreender instruções simples e se virar em situações
previsíveis, como fazer compras ou pedir informações.
B - Independente
B1 (Intermediário):
neste nível, a pessoa consegue lidar com situações do dia a dia enquanto viaja,
descrever experiências, eventos, desejos e ambições e dar opiniões de forma
básica. É capaz de produzir textos simples e coerentes sobre temas familiares
ou de interesse pessoal.
B2 (Usuário
Independente): o falante do idioma demonstra independência,
compreende textos mais complexos, como artigos e reportagens, interage com
falantes nativos com certo grau de espontaneidade, participa de reuniões de
trabalho e defende argumentos em discussões, ainda que com algumas limitações
linguísticas.
C - Proficiente
C1 (Proficiência
operativa eficaz): nesse estágio, a pessoa tem um domínio funcional
e eficaz da língua em contextos sociais, acadêmicos e profissionais. Compreende
longos discursos, se expressa de maneira clara e bem estruturada, usando
vocabulário amplo. Consegue produzir textos detalhados, com fluidez e coesão.
C2 (Domínio Pleno): é o
nível mais alto de proficiência, e o candidato compreende praticamente tudo o
que lê ou ouve, mesmo conteúdos complexos e técnicos. É capaz de resumir
informações de diferentes fontes, reconstruir argumentos e se expressar com
precisão, naturalidade e sofisticação, mesmo em contextos formais, acadêmicos
ou de negócios. Pessoas nesse nível geralmente têm vocabulário comparável ao de
falantes nativos.
Como escolher o teste
certo?
Existem diferentes exames
disponíveis no mercado. A escolha vai depender do seu objetivo acadêmico ou
profissional.
No caso do inglês, a Cambridge
English oferece alguns dos testes mais conhecidos mundialmente, como o First
Certificate in English - FCE, o Certificate of Proficiency in English - CPE e o
Cambridge Advanced Examination - CAE, ideais para quem busca uma certificação
com validade vitalícia e por empresas e órgãos governamentais; e o IGCSE, uma
certificação internacional para alunos de 14 a 16 anos, que incentiva o
pensamento crítico, a resolução de problemas e a comunicação eficaz, e tem
reconhecimento global por universidades e empresas.
Há ainda o TOEFL (Test of
English as a Foreign Language), amplamente exigido por universidades
norte-americanas e canadenses, e que avalia a capacidade de comunicação em contextos
acadêmicos; e o IELTS (International English Language Testing System), que tem
uma versão acadêmica voltada para ingresso em instituições de ensino, e a
geral, usada para imigração e trabalho.
Já para o idioma espanhol, os
principais exames são o DELE (Diplomas de Español como Lengua Extranjera),
organizado pelo Instituto Cervantes em nome do governo da Espanha, um diploma
oficial que certifica a proficiência no idioma para fins acadêmicos e
profissionais, e tem validade permanente; e o SIELE (Servicio Internacional de
Evaluación de la Lengua Española), um exame mais recente, voltado para quem
precisa de resultados rápidos e aceito por muitas universidades e empresas na
América Latina, Espanha e outras regiões.
Segundo a professora da
Aubrick, com planejamento, estratégia, orientação e prática, é possível
alcançar o nível desejado e conquistar a aprovação nos textos de proficiência.
Com táticas como essas, por exemplo, a escola marcou índice de 98% de aprovação
dos alunos no exame DELE 2024.
“Na Aubrick, o ensino de
espanhol vai muito além da sala de aula tradicional. Desde os primeiros anos,
os alunos têm contato com projetos culturais, produções textuais autênticas e
atividades interdisciplinares que valorizam o uso real da língua. Essa construção
ao longo dos anos é o que faz com que, ao chegar ao Ensino Médio, eles estejam
preparados, emocional e linguisticamente, para enfrentar desafios como o exame
DELE com segurança e autonomia”, afirma Taiana.
A aluna Luiza V., de 17 anos,
conseguiu obter certificações internacionais relevantes em línguas
estrangeiras, resultado de estudo sério e dedicado. “Ao longo dos anos, minha
experiência educacional na Aubrick tem sido muito mais do que um espaço de
aprendizagem. Graças a uma educação de qualidade e a um apoio contínuo da
escola, em espanhol, fiz o exame DELE e obtive o nível B2. Em inglês, obtive o
nível C2 no exame de Cambridge, que certifica um domínio praticamente nativo do
idioma. Tenho orgulho de compartilhar essa jornada e recomendo que os alunos
participem dos testes que a escola oferece”, afirma a jovem.
Confira dicas de
preparação para o teste:
- Pesquise
o formato do exame: cada teste tem estrutura, tempo e critérios próprios.
Conhecer esses detalhes ajuda a reduzir a ansiedade.
- Treine
com provas anteriores: simulados são essenciais para se acostumar com o
ritmo da avaliação.
- Invista
em todas as habilidades: ler e ouvir bem não basta — é preciso também escrever
e falar com clareza.
- Organize
um cronograma de estudos: determine metas realistas e reserve tempo para
revisão.
- Considere
um curso preparatório: o acompanhamento profissional pode ser decisivo,
principalmente para quem tem prazos curtos ou metas altas.
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