Estudo da CNM aponta que um terço dos municípios enfrenta falta de vacinas
Um levantamento recente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revelou que
33,7% dos municípios brasileiros enfrentam falta de vacinas, com destaque para
os imunizantes infantis. A CNM considera os dados preocupantes e encaminhou o
relatório ao Ministério da Saúde.
Na cidade de São
Paulo, a Secretaria Municipal de Saúde enviou ofício ao Ministério da Saúde no
início do mês para solicitar novas doses de vacinas contra a dengue e covid-19,
a fim de suprir a falta dos dois tipos de imunizantes.
O Ministério da
Saúde informou que as doses da vacina da dengue estão sendo distribuídas de
forma parcelada, de acordo com a entrega do laboratório produtor, e as vacinas
de covid-19 estão sendo fornecidas semanalmente.
“A ineficiência do
Ministério da Saúde na distribuição de vacinas mostra a negligência do governo
federal com a saúde pública, deixando a população vulnerável a doenças
evitáveis”, aponta Janaina Lima (PP), suplente na Câmara de Vereadores de São
Paulo e autora do Projeto de Lei 652/2022, que prevê contratações diretas de
profissionais de saúde pública municipal.
“Ainda há o
agravante de que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave continuam
aumentando no país, conforme informado pela Fiocruz”, completa Janaína.
Segundo o boletim
InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado no último dia 12, o
número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país tem sido
significativamente maior em 2025 do que nos dois anos anteriores. Entre as
semanas epidemiológicas 19 e 22, os registros quase dobraram em comparação ao
mesmo período do ano passado, representando um aumento de 91%. Esse crescimento
atípico concentra-se, sobretudo, nos estados das regiões Centro-Sul do Brasil.

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