O diagnóstico
tardio é uma realidade de muitas pacientes e o tratamento adequado é importante
para manutenção da qualidade e aumento do tempo de vida
Escutar o diagnóstico de um câncer é sempre um
momento difícil. E, para quem descobre o câncer em um estágio muito avançado, a
notícia do diagnóstico é ainda mais complicada. O câncer de mama é o principal
tipo de câncer a atingir mulheres (excluindo os tumores de pele não melanoma),
com uma estimativa de 66.280 novos casos em 2022,[1]
segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Destes, estima-se que cerca de
35% já são diagnosticados em fase avançada.[2]
O câncer de mama é caracterizado em diferentes
estágios: 0 a IV, sendo o último o mais grave. Isso significa que nesta fase o
câncer já pode ser encontrado em outras partes do corpo, também podendo ser
chamado como câncer metastático. Os locais mais propícios a serem atingidos são
o fígado, os ossos e o pulmão[3].
“Apesar de ser difícil ouvir esse diagnóstico, é importante destacar que hoje em dia há diversas opções de tratamento disponíveis que ajudarão o paciente a ter uma melhor qualidade de vida e aumentar seu tempo de sobrevida global, mesmo quando a presença do câncer é confirmada”, diz Lenio Alvarenga, diretor médico de Innovative Medicines da Novartis Brasil. “O importante é sempre conversar com o seu médico para entender qual o melhor caminho tomar com relação ao seu tratamento”, completa.
Para isso, é imprescindível conhecer a doença pela
qual você está passando e, assim, entender melhor cada passo do tratamento.
Afinal, conhecimento é a base para que cada paciente possa ir em busca do
melhor tratamento para o tipo e subtipo da doença, além de auxiliar para a
manutenção do bem-estar e da qualidade de vida.
Existem quatro tipos de câncer
de mama
As proteínas que os definem são os receptores
hormonais (RH) e o receptor do fator de crescimento epidérmico humano 2 (HER2).[4]
Quando as duas proteínas estão presentes, o tumor é classificado como RH+ e
HER2+. Agora, quando estão ausentes, o tumor é classificado como RH- e HER2-,
que pode também ser chamado de triplo negativo. Há ainda a possibilidade de
apenas uma das proteínas estarem presentes, levando a duas possibilidades
distintas: RH+ e HER2- ou RH- e HER2+.
Destes, o tipo mais comum é o RH+ e HER2-, que
atinge em torno de 69% das mulheres.[5] Assim, os
quatro tipos de câncer de mama são:
- RH+
e HER2+
- RH-
e HER2-
- RH+
e HER2-
- RH- e
HER2+.
Por que acontecem as
metástases?
A metástase pode acontecer quando as células do
câncer de mama se separam do tumor principal e entram no fluxo sanguíneo ou no
sistema linfático. Desta forma, as células que estão separadas são deslocadas
para outras partes do corpo, às vezes para longe do tumor original.
No momento em que essas células atracam em uma
determinada região, elas podem crescer e formar novos tumores nesse novo local.[6]
Quando o câncer de mama já
apresenta metástase, o tratamento é diferente?
Apesar do tumor ter se espalhado para outras
regiões do corpo, suas características ainda são de um câncer de mama. Por
exemplo, independentemente se o tumor se espalhou para os ossos, são as células
do câncer de mama que estão na região, que são diferentes das células de um
tumor que se inicia diretamente no osso. Por isso, o tratamento continua sendo
o mesmo.[7]
Como funciona o tratamento do
câncer no SUS?
Os médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) utilizam
as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas (DDT) em oncologia para nortear as
melhores condutas para tratamento do câncer. Trata-se de documentos
baseados em evidência científica que auxiliam o médico na escolha terapia
adequada para cada paciente. Por isso, é importante que as DDTs de cada tipo de
câncer estejam atualizadas com todos os tratamentos incorporados e disponíveis
no Brasil.
Recentemente, foi realizada uma Consulta Pública
para envio das contribuições sobre a recomendação da Comissão Nacional de
Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde - CONITEC, relativa à
proposta de atualização das Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Carcinoma
de Mama, que visa incluir a incorporação ao SUS da classe de medicamentos
chamada inibidores de ciclina ou CDK para o tratamento do câncer de mama
avançado ou metastático com HR+ e HER2-, além das demais opções de terapias já
disponibilizadas para as pacientes atualmente.
Tenho câncer de mama avançado,
e agora?
Mesmo que o câncer seja diagnosticado já em fase
metastática, isso não precisa significar uma sentença para essa paciente, pois
hoje em dia, com o avanço da ciência, há opções de tratamento para ajudar a
conviver com a doença.
Nos últimos anos, houve um grande avanço em
tecnologia e pesquisa, o que significa que mulheres que recebem o diagnóstico
de câncer de mama tipo 4 podem viver durante muitos anos, dependendo da
resposta ao tratamento proposto.[8]
Neste caso, o tratamento passa a focar no aumento
do tempo de sobrevida global (tempo total vivendo com metástase de câncer de
mama) ou livre de progressão (a quantidade de tempo que o câncer não cresceu ou
avançou durante o tratamento) da paciente e na promoção de qualidade de vida. O
médico pode se guiar por diversos fatores para montar um plano de ação, como as
características das células, os outros locais que foram atingidos, quais
sintomas a paciente pode estar sentindo, além de quais outros tratamentos de
câncer de mama foram realizados anteriormente.[9]
É importante tirar todas as dúvidas com relação aos
próximos passos com o médico e incluir a família e rede de apoio no processo.
Não deixe de buscar informações e até mesmo grupos de apoio de pessoas que
estão passando pela mesma situação. Ver a história de outras pessoas que passam
pelo mesmo processo é fortalecedor e pode ajudar a passar por esse processo de
uma maneira melhor.
Novartis
Referências
[1] INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER
JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Estimativa 2020: incidência do Câncer no Brasil.
Rio de Janeiro: INCA, 2019a. Disponível em: https://www.inca.gov.br/estimativa/taxas-ajustadas/neoplasia-maligna-da-mama-feminina-e-colo-do-utero
Acesso em: 12 maio 2021
[2] Estudo AMAZONA III/GBECAM
0115 - P2-09-11. Prevalence of patients with indication of genetic evaluation
for hereditary breast and ovarian syndrome in the Brazilian cohort study -
AMAZONA III. 2019. Disponível em: https://www.abstractsonline.com/pp8/#!/7946/presentation/701
[3] Zhuang SH, Xiu L, Elsayed YA.
Overall survival: a gold standard in search of a surrogate: the value of
progression-free survival and time to progression as end points of drug
efficacy. Cancer J. 2009;15(5):395-400.
[4] Onitilo AA, et al. Clin Med
Res 2009;7:4–13.
[5] Onitilo AA, et al. Clin Med
Res 2009;7:4–13.
[6] AMERICAN SOCIETY OF CLINICAL
ONCOLOGY (ASCO). Breast Cancer - Metastatic: Introduction. Disponível em: https://www.cancer.net/cancer-types/breast-cancer-metastatic/introduction#:~:text=When%20breast%20cancer%20spreads%20to,is%20called%20metastatic%20breast%20cancer.
Acesso em: 16 de setembro de 2022
[7] SUSAN G KOMEN INSTITUTE.
Treatments for Metastatic Breast Cancer. Disponível em: https://www.komen.org/breast-cancer/metastatic/metastatic/.
Acesso em: 16 de setembro de 2022.
[8] U.S. National Cancer
Institute. Stage IIIB, inoperable IIIC, IV, recurrent, and metastatic breast
cancer. http://www.cancer.gov/cancertopics/pdq/treatment/breast/healthprofessional/page7,
2014
[9] FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE
INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS DE APOIO À SAÚDE DA MAMA (FEMAMA). Câncer de Mama
Metastático. Disponível em: https://femama.org.br/site/blog-da-femama/cancer-de-mama-metastatico/.
Acesso em: 16 de setembro de 2022.
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