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sábado, 1 de agosto de 2026

Como inserir o autocuidado na rotina sem transformá-lo em mais uma cobrança

Psicólogas orientam como pequenas atitudes, descanso, lazer e limites saudáveis contribuem para o bem-estar emocional

 

Cerca de 15% da população mundial vivia com algum transtorno mental em 2021, segundo estimativa divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2025. Diante de uma rotina marcada por múltiplas responsabilidades, excesso de telas e dificuldade para conciliar trabalho, descanso e vida pessoal, incorporar práticas de autocuidado ao cotidiano contribui com​​ a promoção do bem-estar. 

De acordo com Caroline Rodrigues da Silva e Luana Pimentel, psicólogas do CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, autocuidado é o conjunto de atitudes e comportamentos intencionais adotados para preservar e promover a saúde física, mental, emocional e social. Mais do que um momento de descanso ou uma ação isolada, ele envolve práticas contínuas e escolhas conscientes, adaptadas às necessidades e possibilidades de cada pessoa. 

Um dos equívocos mais comuns, segundo as profissionais, é acreditar que cuidar de si exige muito tempo, dinheiro ou condições especiais.   

“Não existe uma fórmula única de autocuidado: o que promove bem-estar para uma pessoa pode não ser o mesmo para outra”, explicam as psicólogas.

A seguir, as especialistas apresentam orientações para incorporar esse cuidado à rotina de forma realista, sem transformá-lo em uma nova fonte de cobrança:
 

1. Inserção de pequenas pausas no cotidiano

Para quem precisa conciliar trabalho, família e outras responsabilidades, o autocuidado pode começar com pausas de alguns minutos durante o dia, como interromper temporariamente uma atividade, descansar ou reservar um breve período para fazer algo prazeroso​​. Esses momentos não precisam seguir duração ou frequência rígidas, mas devem ser adaptados às possibilidades individuais. 

O objetivo não é incluir mais uma obrigação na agenda, mas encontrar formas possíveis de atender às próprias demandas.

“Pequenas ações, realizadas de forma consistente e respeitando a realidade de cada pessoa, tendem a ser mais eficazes do que mudanças radicais que são difíceis de manter. O autocuidado deve aliviar a sobrecarga, e não se tornar mais uma fonte de cobrança”, destacam as profissionais.
 

2. Organização de uma rotina possível 

Manter uma rotina organizada, com horários equilibrados para trabalho, descanso e lazer, ajuda a reduzir o estresse e proporciona maior sensação de controle sobre o cotidiano. Isso não significa preencher a agenda com novas tarefas, mas estabelecer metas realistas e organizar os compromissos de acordo com o tempo e as condições de cada pessoa. 

O autoconhecimento é uma parte importante desse processo. Através dele, o indivíduo consegue identificar quais práticas fazem sentido no seu dia a dia e quais expectativas precisam ser revistas. 

Para as psicólogas, o autocuidado não deve ser adiado até que todas as responsabilidades sejam cumpridas. Ele pode estar presente na maneira como a pessoa se organiza, toma decisões, respeita os próprios limites e reserva um tempo para si.​​
 

3. Reconhecimento do descanso como necessidade

Assim como o trabalho e as demais responsabilidades, as pausas são essenciais para a recuperação física e mental e devem fazer parte do cotidiano. 

Sempre que possível, deve-se equilibrar sono de qualidade com momentos de descanso, trabalho, lazer e atividade física. Além disso, é essencial estar atento à diferença entre a necessidade natural de repouso e um cansaço intenso e persistente. 

“O descanso deve ser entendido como uma necessidade, e não como um sinal de preguiça ou falta de produtividade”, ressaltam as especialistas. 

Quando o cansaço se torna frequente, intenso ou começa a interferir nas atividades diárias, pode ser um sinal de esgotamento ou de outros problemas de saúde mental, e demanda avaliação profissional.
 

4. Valorização do lazer e das atividades prazerosas 

O lazer desempenha um papel primordial no autocuidado porque oferece momentos de pausa e recuperação emocional. Ler um livro, caminhar em um parque, desenvolver um hobby, encontrar pessoas queridas ou realizar outra atividade descontraída são algumas das possibilidades. 

Além de contribuir para a redução do estresse e a melhora do humor, o lazer favorece a criatividade e pode ajudar a estabelecer maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. 

Por isso, não deve ser tratado como perda de tempo nem como uma recompensa permitida somente depois que todas as obrigações forem cumpridas. Reservar espaço para atividades prazerosas também é uma maneira de preservar a saúde. 


5. Revisão do uso excessivo de telas 

O uso excessivo de telas, redes sociais e jogos ​​online​​, assim como outros comportamentos compulsivos, pode afetar o sono, o humor, os relacionamentos e a qualidade de vida sem que a pessoa perceba imediatamente. 

Rever esses hábitos e observar como eles interferem no cotidiano são formas de autocuidado. O objetivo não é estabelecer uma proibição generalizada, mas buscar uma relação mais equilibrada com a tecnologia. 

Observar o tempo de uso, o impacto dos conteúdos consumidos e a dificuldade para se desconectar auxilia a identificar a necessidade de mudanças na rotina.
 

6. Estabelecimento de limites e cultivo de relações saudáveis 

As conexões interpessoais também são um aspecto importante do autocuidado. Manter vínculos saudáveis com familiares, amigos e outras pessoas promove o sentimento de pertencimento, fortalece a rede de apoio e contribui para o desenvolvimento pessoal e emocional. 

Ao mesmo tempo, é necessário reconhecer situações que geram desgaste e aprender a definir prioridades e respeitar as próprias necessidades. Esse processo começa pelo autoconhecimento e pela identificação dos momentos em que é preciso se posicionar. 

​​Uma comunicação aberta contribui para relações mais equilibradas. A psicoterapia é uma aliada​​​ ​​ nesse processo, oferecendo maior clareza sobre a maneira como a pessoa se relaciona consigo mesma e com os outros.
 


7. Atenção às mudanças no funcionamento diário 

Sensação constante de exaustão, dificuldade para equilibrar as diferentes áreas da vida, alterações no sono ou no apetite, oscilações de humor, aumento da ansiedade, irritabilidade, desânimo, fadiga persistente e redução da produtividade estão entre os sinais que merecem atenção.

O isolamento social deve ser observado, principalmente quando a pessoa passa a evitar o convívio com familiares e amigos ou perde o interesse por atividades que antes lhe proporcionavam prazer. Sintomas físicos incluem falta de ar, palpitações e sudorese.

Uma maneira simples de realizar um “check-up emocional” é observar mudanças no próprio funcionamento, considerando sua duração e seu impacto no cotidiano.
 

8. Busca por apoio profissional quando necessário 

O autocuidado é uma ferramenta importante para promover o bem-estar, mas há momentos em que ele, sozinho, não é suficiente. Tentar enfrentar sozinho dificuldades mais profundas e adiar a busca por atendimento não são ações recomendadas. Mudanças nessa área exigem tempo, dedicação e constância . 

“Quando o sofrimento emocional é intenso, persistente ou começa a comprometer a rotina, os relacionamentos e a qualidade de vida, é hora de procurar ajuda psicológica”, finalizam as profissionais. 

Nos casos de transtornos como ansiedade e depressão, o acompanhamento psicológico é fundamental e, quando necessário, deve ser associado ao tratamento psiquiátrico.  



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial


Volta às aulas de meio de ano: como ajudar crianças e adolescentes a retomarem a rotina escolar

 

Magnific

Especialistas compartilham orientações para tornar a readaptação mais leve após as férias de julho

 

Depois de semanas com horários mais flexíveis, viagens, passeios e uma rotina menos estruturada, a volta às aulas do segundo semestre representa um novo período de readaptação para crianças, adolescentes e suas famílias. Embora o retorno seja mais tranquilo do que costuma ser o início do ano letivo, a retomada dos compromissos escolares exige atenção aos aspectos emocionais, físicos e organizacionais. 

A boa notícia é que pequenas atitudes adotadas nos dias que antecedem o primeiro dia de aula podem tornar essa transição mais leve. Segundo educadores, o planejamento, acolhimento e diálogo são fundamentais para que os estudantes retomem a rotina com segurança, motivação e bem-estar.
 

Readaptar a rotina e os horários antes do primeiro dia de aula 

Um dos principais desafios da volta às aulas após as férias é reorganizar a rotina. Durante o recesso, é comum que crianças e adolescentes durmam mais tarde e tenham horários menos rígidos. Por isso, a recomendação é iniciar a readaptação alguns dias antes do retorno às aulas, ajustando gradualmente os horários de dormir, acordar e realizar as refeições. 

“Quando a retomada da rotina acontece de forma gradual, a criança chega ao primeiro dia de aula mais descansada e preparada. A previsibilidade traz segurança e reduz o impacto da transição entre o período de férias e as exigências da vida escolar”, afirma Pâmela Lopes, coordenadora pedagógica do colégio Progresso Bilíngue de Itu (SP). 

O período de férias também costuma ser marcado pelo aumento do tempo de exposição a celulares, tablets e videogames. Embora façam parte do cotidiano das crianças e adolescentes, o uso excessivo pode dificultar a retomada do ritmo escolar, especialmente quando interfere no sono e na capacidade de manter a atenção por períodos mais longos. 

“O cérebro se adapta aos estímulos que recebe com frequência. Quando predominam conteúdos rápidos e altamente estimulantes, a transição para atividades que exigem persistência e concentração pode se tornar mais desafiadora. Por isso, é importante que a redução do tempo de telas aconteça gradualmente nos dias que antecedem o retorno às aulas”, acrescenta Pâmela.
 

Inclua a criança nos preparativos para o retorno 

A família deve incluir crianças e adolescentes nos preparativos do retorno. Transformar a volta às aulas em um momento de participação pode ajudar a despertar o entusiasmo dos estudantes. “Quando o aluno participa, ele deixa de receber decisões prontas e passa a ser dono da própria jornada. Na infância, isso fortalece a autonomia. Na adolescência, desenvolve protagonismo e noção de consequência”, explica Audrey Taguti, pedagoga há 40 anos e diretora pedagógica do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP). 

Com as crianças menores, organizar materiais e arrumar a mochila funciona como forma de inclusão no processo. Já para os adolescentes, é preciso rever horários, definir metas para notas e entender o que ficou pendente no primeiro semestre. “Julho não é janeiro. O aluno já conhece professores, colegas e regras. Por isso, a volta às aulas do meio do ano é o momento de cobrar mais maturidade”, acrescenta Audrey. 

Segundo a docente, o comprometimento é inegociável: se no primeiro semestre ainda valia o "estou me adaptando", agora o adolescente precisa entender que frequência, entrega de trabalhos e estudo contínuo definem o resultado final. “É hora de trocar o ‘depois eu vejo’ por planejamento”, diz a educadora. 

“O jovem precisa entender que cada aula constrói o boletim de dezembro. Que o vestibular, o ENEM e o futuro profissional fazem parte da organização do ano letivo, e principalmente na reta final do segundo semestre", reforça Audrey. 

A participação da criança nesse processo não deve estar condicionada a recompensas ou prêmios. “Prometer presente, dinheiro ou viagem por nota gera motivação errada. A criança e o adolescente precisam separar: a escola é compromisso, não negociação. O reconhecimento vem do esforço, da autonomia conquistada e das portas que a educação abre”, afirma Audrey.
 

A família também precisa se preparar 

A volta às aulas não mobiliza apenas os estudantes. Pais e responsáveis também precisam reorganizar horários, expectativas e emoções para acompanhar esse novo ciclo. É importante manter uma comunicação aberta em casa, acolhendo dúvidas, inseguranças e expectativas que possam surgir nos primeiros dias de aula.

Segundo Jacqueline Cappellano, psicopedagoga e coordenadora da Educação Infantil da Escola Internacional de Alphaville – EIA, de Barueri (SP), a ansiedade dos adultos pode ser percebida pelas crianças, influenciando diretamente a forma como elas encaram o retorno à escola. Por isso, é importante que as famílias demonstrem confiança e tranquilidade durante esse processo. “Os filhos observam constantemente as reações dos adultos. Quando os responsáveis transmitem segurança e confiança na escola, a tendência é que a criança se sinta mais confortável para enfrentar os desafios naturais da readaptação”, diz. 

Ainda segundo Jacqueline, a readaptação das crianças menores pode ser um pouco mais difícil e por isso, é importante que os professores e demais pessoas envolvidas na vida escolar dos pequenos se preparem para um possível retorno à insegurança do início do ano. O diálogo e o apoio às famílias são essenciais para que todos os pequenos passem por esta fase com tranquilidade. 

Jacqueline também destaca que reencontrar colegas antes do primeiro dia de aula pode contribuir para uma readaptação mais tranquila. “Os vínculos de amizade são importantes fontes de acolhimento emocional e ajudam a criar expectativas positivas para o retorno.”
 

Primeira vez na escola exige atenção especial 

Para algumas famílias, o segundo semestre coincide com um momento ainda mais marcante: a primeira experiência de crianças pequenas na Educação Infantil representa uma grande mudança na rotina familiar e na vida do novo aluno, que passa a conviver com novos adultos, colegas e ambientes. 

Antes do início das aulas, é recomendável que as famílias conversem com os pequenos sobre o que está por vir de forma clara e positiva, preparando a criança para as novidades que encontrará pela frente. Falar sobre os professores, as brincadeiras, os novos amigos e a rotina escolar ajuda a reduzir a ansiedade e cria expectativas mais saudáveis em relação a essa nova fase. 

“Entrar na escola é uma experiência emocional significativa. Quando a criança se sente acolhida, compreendida e segura, ela cria vínculos positivos com o espaço escolar e desenvolve mais confiança para explorar, aprender e se relacionar”, explica Teca Antunes, diretora pedagógica da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP). “É importante responder às dúvidas com sinceridade, sem prometer que tudo será perfeito ou que não haverá momentos de insegurança.” 

Além disso, para evitar cenas de “choro” na porta da escola nos primeiros dias, Teca recomenda que a família evite despedidas longas, saídas escondidas ou demonstrações excessivas de insegurança. Explicar previamente como será a rotina, quem será responsável por levar e buscar a criança, e realizar uma despedida breve e afetuosa ajuda a transmitir confiança. 

“O choro faz parte da adaptação e nem sempre indica que algo está errado. O mais importante é que os adultos demonstrem segurança, porque a criança se apoia nas reações dos responsáveis para interpretar essa nova experiência”, afirma. A educadora ressalta que cada criança tem seu próprio ritmo. “Quando família e escola atuam em parceria, oferecendo previsibilidade, afeto e confiança, a adaptação tende a acontecer de forma mais tranquila e positiva”. 

A adaptação também merece atenção especial nos casos de estudantes mais velhos que ingressam em uma nova escola, seja por mudança de cidade ou escolha da família. Além de precisarem se ambientar com um ambiente desconhecido, eles podem sentir saudade dos amigos, professores e vínculos construídos na instituição anterior. Nesses momentos, é fundamental validar os sentimentos da criança ou do adolescente, sem minimizar a importância das relações que ficaram para trás. 

“Ao mesmo tempo, é possível ajudar esse aluno a enxergar as oportunidades que acompanham a mudança, como a possibilidade de fazer novas amizades, conhecer diferentes formas de aprender, desenvolver autonomia e ampliar sua visão de mundo. Muitas vezes, aquilo que inicialmente gera insegurança acaba se transformando em uma experiência rica de crescimento pessoal”, conclui Teca.
 
 



Audrey Taguti - acumula 41 anos de experiência e trabalho em Educação. É formada em Magistério e Pedagogia, possui pós-graduações em Psicopedagogia e Bilinguismo e é especialista em Alfabetização. É diretora pedagógica do Brazilian International School – BIS, de São Paulo/SP desde a fundação do colégio, em 2000.

Jacqueline Cappellano - pedagoga, pós-graduada em Bilinguismo e Psicopedagogia coordenadora da Educação Infantil da Escola Internacional de Alphaville. É uma grande entusiasta da Educação Bilíngue e fascinada pelo universo da educação infantil. Enxerga no intercâmbio entre ideias e culturas, um caminho para a paz entre os povos.

Pamela Lopes Fragoso - formada em Pedagogia e pós-graduada em Psicopedagogia, Alfabetização e Letramento, Psicologia Escolar (Yale University), Liderança e Gestão Participativa na Escola (FGV), Metodologias Ativas (Ativar/USP), entre outras. Atualmente é Coordenadora do Ensino Fundamental I do Progresso Bilíngue Itu, atuando na condução estratégica de equipes e na implementação de projetos voltados à inovação pedagógica, metodologias ativas e aprendizagem. Comprometida com uma educação transformadora, fundamentada nas diferenças individuais de aprendizagem, na formação integral e no desenvolvimento socioemocional de estudantes e educadores, atuando com sensibilidade humana, mobilizando equipes, promovendo ambientes colaborativos e o fortalecimento da cultura escolar.

Teca Antunes -pedagoga, Mestre em Educação Especial e pós graduada nas áreas de Didática para Educação Bilíngue e Alfabetização. Tem experiência em sala de aula e na gestão de escolas bilíngues, além de atuar como formadora de professores em diversas áreas. Na Escola Bilíngue Aubrick, atua na direção pedagógica promovendo o alinhamento de práticas frente ao projeto pedagógico da instituição, acompanhando o desenvolvimento profissional dos colaboradores e buscando construir uma experiência de excelência e relevância para todos os estudantes.


Menos horas de estudo, mais aprendizado: 7 hábitos que podem potencializar a preparação para o Enem

Magnific
Diretor acadêmico do Grupo MoveEdu reúne estratégias diferenciadas que ajudam a melhorar concentração, memória e equilíbrio emocional durante os estudos para o exame

 

À medida que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) se aproxima, muitos estudantes aumentam a carga de estudos na tentativa de absorver o máximo possível de conteúdo. No entanto, a preparação vai muito além de passar horas diante dos livros. Aspectos como qualidade do sono, organização da rotina, pausas estratégicas e equilíbrio emocional podem influenciar diretamente o desempenho durante a prova, que será realizada nos dias 08 e 15 de novembro deste ano.

Para Walker Nascimento, diretor acadêmico do Grupo MoveEdu, uma das maiores empresas educacionais do Brasil, detentora das marcas Microlins, Prepara IA, Yázigi e Ensina Mais Turma da Mônica, desenvolver hábitos saudáveis durante o período de preparação é tão importante quanto revisar o conteúdo programático.

"Estudar não significa somente acumular horas de leitura ou resolver centenas de exercícios. O cérebro precisa de estímulos variados, descanso e organização para consolidar o aprendizado. Pequenas mudanças de comportamento ajudam a manter a motivação, reduzem a ansiedade e tornam os estudos muito mais eficientes", explica Walker.

Pensando nisso, a especialista reuniu sete estratégias diferenciadas que podem contribuir para uma preparação mais produtiva e equilibrada para o Enem.

Estude sempre no mesmo horário: criar uma rotina ajuda o cérebro a entender que aquele período será dedicado à aprendizagem. Com o tempo, a concentração acontece de forma mais natural e o estudante perde menos tempo tentando "entrar no ritmo".

Faça pausas antes de sentir cansaço: esperar a exaustão para descansar reduz o rendimento. Interrupções curtas e planejadas ao longo do estudo ajudam a manter a atenção por mais tempo e evitam a sensação de sobrecarga.

Explique a matéria em voz alta: ensinar um conteúdo, mesmo que para si próprio, é uma das formas mais eficientes de identificar dúvidas e fortalecer a memória. Se conseguir explicar um assunto de forma simples, é sinal de que realmente o compreendeu.

Alterne disciplinas ao longo do dia: dedicar muitas horas seguidas ao mesmo tema pode diminuir a capacidade de retenção. Variar entre áreas do conhecimento estimula diferentes regiões do cérebro e torna o estudo mais dinâmico.

Treine o cérebro para lidar com distrações: em vez de estudar apenas em ambientes totalmente silenciosos, vale reservar alguns momentos para resolver exercícios em locais com pequenos ruídos. Isso ajuda a desenvolver foco e preparação para diferentes condições durante a prova.

Cuide da rotina fora dos estudos: alimentação equilibrada, prática de atividades físicas leves e boas noites de sono favorecem a concentração, a memória e o raciocínio lógico. O desempenho intelectual também depende da saúde física e emocional.

Reserve um tempo para não pensar no Enem: momentos de lazer sem culpa ajudam a controlar a ansiedade e reduzem o desgaste mental. Assistir a um filme, caminhar, ouvir música ou conversar com amigos pode contribuir para que o estudante retorne aos estudos com mais disposição.

Segundo Walker Nascimento, outro ponto importante é evitar comparações com a rotina de outros candidatos. "Cada estudante possui um ritmo de aprendizagem e uma realidade diferente. Comparar a quantidade de horas estudadas ou o desempenho nas redes sociais pode aumentar a ansiedade sem trazer benefícios. O mais importante é manter uma rotina consistente e respeitar o próprio processo de evolução", finaliza.

 

Grupo MoveEdu


Agosto Dourado: romantização da maternidade pode dificultar identificação da depressão pós-parto

Neuropsicóloga Aline Graffiette alerta que a cobrança em torno da amamentação pode aumentar o sofrimento emocional das mães e atrasar o pedido de ajuda

 

Com a chegada do Agosto Dourado, campanha dedicada à promoção e incentivo ao aleitamento materno, a neuropsicóloga Aline Graffiette reforça a importância de discutir um tema que ainda recebe pouca atenção: a saúde mental da mulher no pós-parto. Em meio às orientações sobre a amamentação, muitas mães enfrentam sentimentos de culpa, frustração e inadequação quando a experiência não acontece como imaginavam.


Para a especialista, a romantização da maternidade contribui para que muitas mulheres escondam o sofrimento emocional justamente no momento em que mais precisam de acolhimento.


"A sociedade ainda vende a ideia de que a maternidade é naturalmente feliz e que a mulher nasce pronta para cuidar, amar e amamentar. Quando isso não acontece dessa forma, muitas mães acreditam que estão falhando. O problema é que essa culpa pode mascarar um quadro de depressão pós-parto."


Segundo Aline, embora seja esperado que o puerpério envolva oscilações emocionais, é preciso atenção quando a tristeza, a sensação de incapacidade e a perda do prazer persistem por semanas e começam a comprometer a rotina da mãe.


"Existe uma diferença entre o cansaço esperado do pós-parto e um sofrimento psíquico que impede essa mulher de viver o dia a dia. Muitas vezes ela acredita que tudo aquilo faz parte da maternidade e demora para buscar ajuda."


A especialista destaca que algumas mulheres apresentam maior risco de desenvolver a depressão pós-parto e, por isso, precisam de um acompanhamento ainda mais atento durante a gestação e após o nascimento do bebê. Entre os principais fatores de risco estão o histórico de depressão antes da gravidez e os transtornos alimentares.


"Mulheres que já tiveram episódios de depressão antes da gestação são consideradas de alto risco para desenvolver a depressão pós-parto. O mesmo acontece com pacientes que têm ou tiveram transtornos alimentares, pois esses quadros indicam uma maior vulnerabilidade ao sofrimento psíquico. Nesses casos, o acompanhamento da saúde mental desde a gestação é fundamental para identificar precocemente qualquer sinal de adoecimento."


A neuropsicóloga cita a amamentação como um dos principais gatilhos de pressão nesse período.


"A amamentação é extremamente importante, mas ela não pode ser transformada em um instrumento de julgamento. Quando a mulher enfrenta dificuldades para amamentar, sente dor, produz menos leite ou precisa complementar a alimentação do bebê, isso não significa que ela seja uma mãe pior. O sofrimento aumenta quando ela passa a acreditar que fracassou."


Outro ponto importante, segundo Aline, é que a depressão pós-parto nem sempre se manifesta apenas por meio da tristeza.


"Muitas mulheres chegam extremamente irritadas, ansiosas, emocionalmente esgotadas e com um sentimento constante de incapacidade. Como o foco normalmente está voltado para o bebê, os sinais da mãe acabam sendo minimizados pela família e até por ela mesma."


Para a neuropsicóloga, o Agosto Dourado também deve ser um momento para ampliar o olhar sobre a saúde mental materna.


"Cuidar da mãe também é cuidar do bebê. Promover o aleitamento é importante, mas acolher essa mulher, sem culpa, sem comparações e sem exigir uma maternidade perfeita, é igualmente essencial. Além disso, mulheres com histórico de depressão ou transtornos alimentares precisam de um acompanhamento ainda mais próximo durante a gestação e no pós-parto, porque apresentam maior risco de desenvolver a doença. Quanto antes o sofrimento for reconhecido, maiores são as chances de recuperação e de fortalecimento do vínculo entre mãe e filho."



Agosto Lilás: o autossilenciamento que acompanha as relações abusivas

Magnific
No mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, psicóloga explica como o medo constante da reação do parceiro pode levar mulheres a abandonar desejos, opiniões e até a própria identidade

 

Você já mediu palavras ou deixou de fazer algo porque teve medo da reação da outra pessoa? Ou mudou comportamentos porque acreditava que seu companheiro não saberia lidar com aquela situação? Sentiu insegurança ou desconfiou da própria percepção, mesmo sendo uma pessoa segura de si? 

Nesse movimento que acontece aos poucos, passamos a ajustar a nossa forma de existir para caber no espaço do outro, limitando a espontaneidade e cerceando nossa capacidade de ser. Esse fenômeno descrito por alguns autores como autossilenciamento ou self-silence consiste em inibir pensamentos, sentimentos, desejos e ações para evitar conflitos, retaliações ou a perda da relação. 

Para a psicanalista Jessica Benjamin, uma relação depende da capacidade de sustentar uma tensão fundamental que é afirmar a própria existência sem anular a do outro. Reconhecer alguém significa suportar que o outro seja realmente outro, um sujeito separado, com pensamentos, desejos e limites que não coincidem necessariamente com os nossos.  

Nas dinâmicas de controle, buscamos garantias do amor através de comportamentos esperados que podem não acontecer, e que aos poucos podem se tornar críticas ao parceiro: ironias, mudanças de humor, acusações ou até longos silêncios como forma de punição. Por isso, o controle raramente se satisfaz. Quanto mais o outro cede, menos essa concordância parece suficiente. E então, para aliviar a própria insegurança, passamos a exigir ainda mais provas, mais adaptações e mais controle. 

Do outro lado passa a acontecer o famoso “pisar em ovos”, adaptações, obediência, e uma tentativa de antecipar reações para se proteger do caos emocional. O outro já não precisa demandar algo porque a própria pessoa começa a se vigiar e silenciar diante do que pode vir a acontecer. 

É importante lembrar que amar e se relacionar exige constante negociação, capacidade de tolerar frustrações e renúncias. Mas é essencial perceber se esse movimento acontece dos dois lados ou se apenas uma pessoa precisa se adaptar continuamente para que a relação sobreviva. Por isso, um dos sinais mais precoces de que uma relação pode se tornar perigosa é perceber não apenas o comportamento do parceiro, mas o que está acontecendo dentro de nós. Assim, podemos desenvolver a consciência de que estar em um relacionamento não significa que precisamos nos afastar de nós mesmos. 

 

Danielle Vieira - psicóloga e psicanalista, pesquisadora dos afetos e das relações contemporâneas, mestre pela UMinho (PT), fundadora do IIPB e autora do livro “Amor moderno: o nosso mundo evitativo” (Editora Labrador).


Yogue urbano: como assim?

Opinião

 

Um yogue urbano pode ser aquele cara tranquilo fazendo seu trabalho com atenção apesar das dificuldades e dos imprevistos que sempre surgem para desviar o seu foco. O telefonema de golpe ao fim da manhã e da tarde, a chegada de encomenda do Mercado Livre, a notificação sonora de outra mensagem no celular, o gatinho da casa miando por comida, o alarme pra pegar as crianças na escola... isso não dá tréguas!

Faz tempo que essas situações acontecem até mesmo na mitologia. Dizem, por exemplo, que o rei Midas, de tanto lutar com o excesso de preocupações para governar e resolver os problemas do seu reino, resolveu retirar-se por uns dias na floresta dos sátiros. Lá, quis conversar com o mais sábio deles, Silêncio, para um aconselhamento que lhe trouxesse paz e tranquilidade para superar a vida agitada de governante e lhe permitisse ser apenas alguém autenticamente ele mesmo em meio a tantos papéis para dar conta. Não é fácil pra ninguém!

Ele bem que tentou atrair a atenção do Silêncio para uma entrevista pessoal. Falou com vários sátiros e apelou aos inúmeros outros seres míticos que encontrou na floresta, mas o máximo que conseguiu foi uma lacônica mensagem daquele sábio inescrutável por intermédio de uma ninfa que dele apiedou-se. A mensagem dizia: “Quem não encontra o silêncio dentro de si, não o encontrará na floresta, nem em lugar nenhum.”

Vem de volta o pobre Midas a caminhar pela floresta (todos conhecem essa parte da história), quando por uma irônica sorte acha uma pequena flauta pertencente a uma protegida de Dionísio. Logo em seguida, encontra-se com aquele próprio deus do vinho, da alegria e dos prazeres contagiantes, que lhe oferece em troca da flautinha atender a qualquer pedido que Midas fizesse. Pois então parece que as coisas podem dar certo. 

Que silêncio, que nada, para resolver todos os seus problemas no reino, Midas decidiu pelo poder de pagar quaisquer serviços e custos materiais necessários e, assim, não ter mais preocupações que distraíssem a realização de seus desejos e suas responsabilidades. Pediu, então (como todo mundo sabe), que tudo o que ele tocasse fosse transformado em ouro. Mas não deu muito certo, não é? Afinal, “para todo problema complexo há sempre uma solução fácil, rápida e errada”, como diz a sabedoria popular.

Ah! Se ele tivesse escutado o que aquela mensagem dizia, a história poderia ser bem melhor. Em vez de tragédia grega, poderia ter sido uma aventura ambientada na Índia dos yogues que respiram para acalmar a mente. Talvez ele tranquilizasse o coração propiciador do silêncio tão necessário para tomar as decisões adequadas a cada situação desafiadora, tanto na vida pessoal, quanto na social.

Os yogues urbanos desenvolveram um método de obter o silêncio tão valioso para realizar seus propósitos conforme as circunstâncias da vida social. Não é muito fácil, nem rápido, mas é eficaz e disponível para quem for inteligente. 

 

Thadeu Martins - mestre em Psicologia, professor de Yoga há mais de 50 anos e autor do livro “Conversas com um yogue urbano

 

Dia dos Pais: 10 livros que transformam conhecimento em um presente com significado

 Seleção reúne obras sobre paternidade, propósito, liderança, filosofia, comunicação e desenvolvimento pessoal para quem busca fugir dos presentes tradicionais e apostar em experiências que deixam legado 

 

Em um cenário em que experiências e conexões afetivas ganham cada vez mais valor, os livros se consolidam como uma alternativa significativa aos presentes tradicionais do Dia dos Pais. A leitura pode ser uma ferramenta de reflexão, aprendizado e transformação, tornando-se uma forma de presentear com propósito.

Pensando nisso, a Literare Books International reuniu dez sugestões de obras que dialogam com diferentes perfis de pais. A seleção contempla temas como parentalidade, liderança, filosofia, desenvolvimento humano, comunicação, propósito de vida e formação de valores, oferecendo opções para quem deseja incentivar novas perspectivas, fortalecer vínculos familiares ou simplesmente proporcionar momentos de inspiração.

As obras reforçam a importância do conhecimento como ferramenta para construir relações mais conscientes, ampliar horizontes e estimular o crescimento contínuo em todas as fases da vida.

 

Sonhar, Mentalizar e Realizar

Renato Alves 

Divulgação
/ Literare Books International


O livro narra a trajetória de Renato Alves, que transformou um sonho em uma empresa referência no setor de facilities. Ao revisitar sua jornada empreendedora, o autor compartilha desafios, aprendizados e os valores que sustentaram esse crescimento: fé, resiliência, ética e respeito às pessoas. Mais do que contar a história da RS Serviços, o livro mostra que o verdadeiro sucesso nasce de princípios sólidos, relações de confiança e do propósito de servir, inspirando empreendedores e líderes a construir um legado. 

 

201 filmes para assistir com seus filhos de 9 a 18 anos

Maurício Passaia 

Divulgação
/ Literare Books International


Este livro vai além de simplesmente indicar obras cinematográficas. Ele se propõe a ser uma ferramenta valiosa para famílias que desejam usar o cinema como ponto de partida para diálogos profundos e significativos. Voltado para a faixa etária dos 9 aos 18 anos (um período repleto de transformações, descobertas e questionamentos), a proposta é mostrar como um bom filme, assistido no momento certo e com a abordagem adequada, pode abrir caminhos para reflexões, fortalecimento de vínculos e aprendizado mútuo. 

 

Agenda Estoica

Lúcia Helena Galvão

Divulgação
  Literare Books International


Inspirada nos ensinamentos de Epicteto, Sêneca e Marco Aurélio, esta obra conduz o leitor por uma jornada de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Em 15 etapas, combina reflexões e exercícios práticos para fortalecer virtudes como sabedoria, coragem, justiça e autodomínio. Com base na filosofia estoica, apresenta um treinamento semanal voltado ao equilíbrio emocional, à resiliência e à disciplina interior, incentivando uma vida mais consciente, serena e alinhada aos valores que conduzem à verdadeira felicidade.

 

Gente S.A

Luiz Buozz 

Divulgação
 Literare Books International


Com base em mais de quatro décadas de experiência no mundo corporativo, esta obra propõe uma reflexão sobre carreira, liderança e relações humanas. Ao compartilhar desafios, aprendizados e dilemas vividos ao longo da trajetória profissional, o autor mostra que o sucesso não precisa custar a autenticidade. Entre temas como cultura organizacional, marca pessoal e convivência entre gerações, o livro convida o leitor a desenvolver maturidade, fortalecer conexões genuínas e construir uma carreira pautada por propósito, consciência e humanidade.

  

Liderança que inspira resultados

Claiton Olog Fernandez

Divulgação
 Literare Books International


Em um cenário de rápidas transformações, esta obra mostra que a liderança eficaz continua tendo as pessoas como principal diferencial. Combinando experiências reais, reflexões e exercícios práticos, o autor apresenta conceitos como comunicação, empatia, meritocracia e definição de objetivos de forma acessível e aplicável. Ao longo da leitura, convida o leitor a desenvolver autoconhecimento, fortalecer sua capacidade de inspirar equipes e construir uma liderança autêntica, capaz de gerar confiança, engajamento e resultados consistentes.

  

Novo Rumo: O Legado do Homem

Gustavo Tait

Divulgação
 Literare Books International


Voltada aos homens que desejam ressignificar sua identidade, esta obra propõe uma reflexão sobre os desafios da masculinidade contemporânea. Combinando práticas de autoconhecimento e conhecimentos da neurociência, conduz o leitor por um processo de transformação pessoal, incentivando o enfrentamento de medos, crenças limitantes e conflitos internos. Ao longo da jornada, estimula a construção de uma vida mais autêntica, equilibrada e consciente, inspirando a formação de um legado pautado pela coragem, vulnerabilidade e responsabilidade.

  

Pais (não) Nascem Prontos!: Construindo Caminhos Para o Desafio de Educar

 diversos autores

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 Literare Books International


O livro aborda os desafios de educar filhos com consciência, afeto e limites. Idealizado pela psicanalista Mônica Donetto Guedes, o livro reúne 28 especialistas de diversas áreas para abordar a complexa relação entre pais e filhos. Com base na experiência clínica e no papel central da família nas primeiras aprendizagens da criança, a obra oferece caminhos para o desenvolvimento de uma parentalidade mais sensível, presente e transformadora. 

 

O Deus da filosofia

Chileno Gómez 

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Esta obra convida o leitor a refletir sobre uma das questões mais debatidas da história da humanidade: a existência de Deus. Sem oferecer respostas definitivas, o autor percorre a construção filosófica desse conceito, estimulando a curiosidade, o pensamento crítico e a capacidade de argumentação. Voltado especialmente a quem deseja ingressar nos estudos filosóficos, o livro propõe uma leitura instigante que desafia certezas, amplia perspectivas e incentiva uma investigação profunda sobre um dos maiores temas da existência humana. 

 

Comunicação Assertiva - Aprenda a arte de falar e influenciar

Débora Brum

 

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Em um cenário marcado pelo excesso de informações, esta obra apresenta estratégias para desenvolver uma comunicação clara, segura e autêntica. Combinando teoria e prática, a autora reúne técnicas e ferramentas para aprimorar a forma de transmitir ideias, fortalecer relacionamentos, resolver conflitos e inspirar confiança. Baseado em anos de experiência em treinamentos corporativos, o livro mostra que comunicar bem vai além do conteúdo: depende da maneira como a mensagem é apresentada e das conexões que ela é capaz de criar. 

 

George Orwell: A revolução dos bichos + Um pouco de ar, por favor

(livro 2 em 1) 

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Este livro reúne dois clássicos de George Orwell. Em “A Revolução dos Bichos”, uma fábula poderosa e atemporal, os animais de uma fazenda se rebelam contra os humanos buscando igualdade, mas acabam vítimas de um novo regime tirânico, uma crítica à ditadura stalinista e ao totalitarismo. Já “Um Pouco de Ar, por Favor!” acompanha George Bowling, um homem comum em crise existencial, que tenta reencontrar sua infância às vésperas da Segunda Guerra Mundial, apenas para descobrir uma realidade dura e desencantada. Duas obras que revelam a genialidade crítica de Orwell.


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