Com a projeção de 78,6 mil novos diagnósticos anuais de câncer de mama no país pelo Inca, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz destaca como os avanços científicos ajudam a transformar o enfrentamento da doença em uma jornada mais humana e esperançosa
O diagnóstico do câncer de mama traz consigo um turbilhão de incertezas e transformações na rotina da mulher. De acordo com dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer), a estimativa é de 78.610 novos casos anuais do tumor no Brasil para o triênio 2026-2028. Há mais de três décadas, o mês de outubro é marcado mundialmente pela campanha Outubro Rosa, que visa ampliar a conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama.
Diante dessa realidade, o enfrentamento da doença exige um olhar que ultrapassa os limites da intervenção médica tradicional, colocando o bem-estar, os planos de vida e o acolhimento à mulher no centro de cada decisão. Para contribuir e orientar com informações corretas sobre a doença, além de oferecer tratamentos cada vez mais customizados às necessidades biológicas e pessoais de cada paciente, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz reuniu os principais avanços no tratamento do câncer de mama.
Nos últimos anos, o avanço da oncologia permitiu o desenvolvimento de tratamentos direcionados que atacam as células tumorais com maior assertividade, preservando as células saudáveis e reduzindo significativamente os efeitos colaterais.
“A oncologia vive um momento de inovação e já temos diagnósticos e tratamentos que permitem à paciente seguir sua vida e manter os planos mesmo diante de um diagnóstico tão desafiador”, ressalta Dr. Pedro Exman, coordenador do Grupo de Tumores de Mama e Ginecológicos do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
Entre
os avanços em diagnóstico, está a Biópsia líquida, um importante
recurso da medicina de precisão que permite, por meio de um exame de sangue
minimamente invasivo, identificar fragmentos de DNA tumoral circulante (ctDNA).
Essa análise avalia mutações moleculares específicas (como alterações nos genes
PIK3CA, ESR1 ou HER2). No câncer de mama metastático, a técnica atua como uma
grande aliada ao orientar escolhas terapêuticas mais assertivas e monitorar a
resposta aos medicamentos, detectando precocemente eventuais sinais de
resistência com menor desconforto para a paciente.
Tratamentos
Em tratamento, as principais inovações estão no avanço dos medicamentos: os inibidores de CDK4/6 (como palbociclibe, ribociclibe e abemaciclibe), quando combinados à hormonioterapia, oferecem controle eficaz da doença e mais qualidade de vida para pacientes com câncer de mama avançado hormônio-positivo - uma estratégia amplamente avaliada em estudos clínicos realizados no próprio hospital. Além disso, novas tecnologias direcionadas a tumores HER2-positivos, como o trastuzumabe deruxtecana e combinações de aplicação subcutânea, garantem maior eficácia e mais conveniência no dia a dia do tratamento.
Já
a Radioterapia Intraoperatória é a indicação em casos
selecionados de câncer de mama em estágio inicial. Há quase uma década o
Hospital Alemão Oswaldo Cruz foi pioneiro no Brasil ao oferecer aos seus
pacientes a tecnologia do Intrabeam, equipamento responsável por uma única
sessão para o tratamento em mulheres acima de 50 anos, com lesões até 2,5 cm e
que estejam localizadas somente nas mamas, ou seja, que não tenham atingido os
linfáticos da axila. A aplicação de dose única, feita durante a cirurgia de
remoção do tumor, poupa a paciente do desgaste de frequentar semanas de sessões
de radioterapia no pós-operatório.
Fertilidade
Para mulheres em idade reprodutiva, o impacto das terapias sobre o sistema reprodutivo pode gerar angústia quanto aos planos de maternidade. Pensando nisso, o programa de oncofertilidade do hospital integra o diagnóstico oncológico ao planejamento reprodutivo desde os primeiros momentos. As pacientes são direcionadas a serviços parceiros especializados em reprodução assistida para a realização de procedimentos como a coleta e o congelamento de óvulos ou embriões antes da introdução da quimioterapia ou radioterapia.
“A
oncofertilidade une a oncologia e a reprodução humana para preservar o sonho de
ser mãe ou pai. É fundamental que essa conversa aconteça de forma aberta logo
no início do diagnóstico, permitindo que a mulher vislumbre o seu futuro com
esperança e a segurança de que existem caminhos para manter seus projetos de
vida após o tratamento”, explica Dr. Exman.
Prevenção faz a diferença
Mesmo
diante de tantos avanços, a prevenção ainda é o que faz a diferença . A
detecção precoce é um dos principais fatores associados aos melhores desfechos
no câncer de mama. Dados do National Cancer Institute2
mostram que a sobrevida relativa em cinco anos chega a 100% quando a doença é
diagnosticada em estágio localizado, enquanto cai para 33,8% nos casos com
metástase à distância. No Brasil, o Inca destaca que o rastreamento
mamográfico, associado ao diagnóstico e tratamento oportunos, contribui para a
redução da mortalidade pela doença.
Hospital Alemão Oswaldo Cruz
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