Entenda o que
é e a relação com a queda de fios e pelos
Embora nem sempre represente um problema grave de
saúde, a alopecia pode ser um sinal de que algo no organismo precisa de atenção
A queda de cabelos
ou de pelos em determinadas regiões do corpo pode indicar um problema de saúde
que requer tratamento. Quando a perda ultrapassa 100 fios por dia, quando
surgem falhas visíveis no couro cabeludo ou rarefação (cabelos ralos), existem
sinais de condições específicas que necessitam de avaliação dermatológica.
A alopecia pode
aparecer como resultado de outras alterações significativas no organismo. Se
seus cabelos e pelos estão caindo, este pode ser o momento de entender os
motivos e procurar ajuda. A seguir, Dra. Fernanda Daniela, dermatologista do
dr.consulta, detalha o que é, as causas, os tipos e os principais quadros de
alopecia.
O que é
alopecia?
A alopecia é caracterizada pela ausência, redução ou
queda de cabelos e de pelos. Essa condição não contagiosa, também chamada de
calvície, pode ser definitiva ou momentânea – agravada até mesmo por questões
psicológicas.
Apesar de afetar mais as pessoas do sexo masculino,
também ocorre entre as mulheres e está diretamente associada a produção do
hormônio testosterona. Segundo dados do Ministério da Saúde, estima-se que
cerca de 2% da população mundial tenha alopecia.
Causas
Existem diversos fatores que podem ocasionar a
calvície e o diagnóstico, normalmente feito por um dermatologista, parte dessa
análise. Entre as principais causas da alopecia estão:
- fatores hormonais;
- fatores genéticos;
- fatores emocionais
como estresse, processo de luto e qualquer outro motivo que leva a
oscilação emocional;
- tratamentos de
beleza que agridem o couro cabeludo com produtos químicos;
- falta de vitaminas
decorrentes de má alimentação.
A investigação se
torna ainda mais importante, porque essa queda excessiva de cabelos e pelos ou
as falhas aparentes (espécie de “buracos”) podem ser consequência de:
- alergias
(especialmente rinites);
- diabetes;
- lúpus;
- tireoide;
- vitiligo.
Os
principais tipos de alopecia
1 – Alopecia
areata
- perfis afetados:
homens e mulheres de qualquer idade, embora seja mais comum em jovens de
até 20 anos;
- áreas atingidas:
couro cabeludo, cílios, sobrancelhas e barba.
Tem causa
hereditária, mas pode acontecer também quando o sistema imunológico ataca as
células ao redor do folículo capilar, impedindo a produção de novos fios.
2 – Alopecia
androgenética
- perfis afetados:
homens e mulheres na fase da adolescência. A alopecia só aparece entre os
40 ou 50 anos, em média;
- áreas atingidas:
couro cabeludo. Os fios passam a ficar mais finos.
De causa genética,
a alopecia androgenética como o nome sugere faz com que os cabelos fiquem mais
finos ou “ralos”. Enquanto nos homens a parte frontal (“entradas”) e o topo da
cabeça são mais afetados, nas mulheres, a queda se concentra na região central.
No caso das mulheres,
os sintomas da alopecia podem derivar dos períodos de irregularidade menstrual
e ser acompanhados de acne, aumento de pelos pelo corpo e obesidade.
3 – Alopecia
por tração
- perfis afetados:
homens e mulheres com cabelos longos ou que façam uso de apliques e
tranças;
- áreas atingidas:
couro cabeludo.
Esse outro tipo de
calvície acontece pelo enfraquecimento dos fios, quando as pessoas fazem
penteados como tranças muito “puxadas”, por exemplo. Como os cabelos são
esticados, a raiz pode ser machucada e os fios ficam mais quebradiços. A mesma
situação pode se repetir quando as pessoas colam apliques em cima dos fios
originais (o que gera um peso extra) ou utilizam produtos químicos, tinturas e
realizam processos estéticos mais agressivos.
Meus cabelos
estão caindo, será que tenho?
Não necessariamente. Por dia, perdemos em média de 50
a 100 fios de cabelo. Esse é seu ciclo natural de renovação, no entanto, se ao
tomar banho, pentear o cabelo ou até mesmo fazer a barba, você notar “tufos” ou
volumes maiores e injustificáveis, é bom consultar um dermatologista.
Outros sinais característicos são:
- encontrar muitos
fios de cabelo no travesseiro, ao acordar;
- perda de fios
excessiva, simplesmente ao passar a mão no cabelo;
- falhas na barba,
sobrancelhas ou cílios;
- “buracos
circulares” com pouco pelo ou sem nenhum pelo, diferente de outras áreas
do corpo.
Cada pessoa, e
cada tipo de pele (como a negra, por exemplo) merecem atenção especial.
Tem cura?
À medida que a doença avança, o tratamento pode
exigir mais tempo. O primeiro passo, portanto, é entender qual é o tipo de
alopecia, com as consultas e exames investigativos. Após o diagnóstico podem
ser prescritos antibióticos, corticoides tópicos ou injetáveis e até
imunoterápicos – para fortalecimento das defesas do organismo.
A ingestão de
suplementos pode ser uma alternativa, quando identificado que a causa da
alopecia ou das doenças está relacionada com a deficiência nutricional.
Importante! Não utilize nenhuma pomada para o couro cabeludo ou medicamento sem
supervisão médica. A vitalidade dos seus cabelos e, até mesmo, da sua beleza
natural dependem de hábitos mais saudáveis e de cuidados diários com a sua
saúde.
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