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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Vai imigrar para os EUA? 5 momentos em que orientação jurídica pode fazer diferença

  Advogada de imigração explica quando o acompanhamento especializado pode evitar escolhas inadequadas, prejuízos e problemas futuros

 

 

O processo de imigração para os Estados Unidos passa por mudanças e exige atenção de quem planeja se mudar para o país. Recentemente, uma decisão da Justiça americana derrubou a política que suspendia a emissão de vistos de imigrante para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil. Mesmo após a decisão, o Departamento de Estado manteve uma pausa nas entrevistas para vistos de imigrante em diversos países enquanto prepara funcionários consulares para novas orientações de análise dos pedidos.

 

Em meio a esse cenário, escolher uma categoria migratória apenas pelo preço, pelo prazo ou pela experiência de outra pessoa pode trazer consequências para o processo. Histórico migratório, documentação, perfil profissional e mudanças ao longo do caminho precisam ser avaliados individualmente antes de uma decisão.

 

Para a Dra. Ingrid Domingues-McConville, advogada de imigração nos Estados Unidos há mais de 31 anos, existem momentos específicos em que contar com orientação jurídica pode evitar erros e prejuízos. Confira cinco deles:


 

1. Antes de contratar qualquer serviço


Antes mesmo de escolher um visto, o primeiro passo é saber quem vai analisar e conduzir o caso.

 

“O momento mais importante é o primeiro, antes de qualquer coisa: escolher quem vai cuidar do seu caso. E essa pessoa precisa ser um advogado licenciado nos Estados Unidos. Não é uma empresa de consultoria. Não é assessoria de imigração. Não é influenciador que conta a própria experiência nas redes. Só um advogado licenciado pode analisar o seu caso, dizer para qual visto você se qualifica ou representar você perante o governo americano”, afirma Ingrid.


 

2. Na escolha da categoria migratória


Escolher um caminho porque ele está em alta ou porque funcionou para alguém conhecido é um dos riscos apontados pela especialista.

 

“O erro que origina todos os outros é deixar quem vende o serviço escolher o seu caminho. Quem vende plano de negócios enxerga investimento em todo cliente. Quem vende pacote de NIW enxerga NIW em todo mundo. Ninguém que ganha por volume vai dizer que o seu perfil ainda não está pronto. A pergunta certa nunca é qual caminho é mais rápido, e sim qual caminho você consegue provar”, reforça a advogada.


 

3. Antes de protocolar o processo


Levantar o histórico migratório e conferir se as informações atuais são compatíveis com declarações anteriores está entre os cuidados fundamentais antes do protocolo.


“Levante seu histórico completo antes de começar. Todos os vistos já solicitados, inclusive os negados, todas as entradas e saídas dos Estados Unidos, e qualquer problema anterior com imigração. Confira também se o que você vai declarar agora bate com o que já declarou no passado. Currículo, pedidos de visto anteriores e declarações de imposto precisam contar a mesma história”, orienta Ingrid.


 

4. Diante de um pedido de evidências ou de uma negativa


Uma exigência adicional ou uma negativa pode exigir uma nova análise do caso, principalmente quando o processo foi iniciado sem que o solicitante tivesse provas suficientes para sustentar aquela categoria.


“Peticionar antes da hora é um erro. Negativa não é só dinheiro perdido. Ela fica no seu histórico e atrapalha tudo que vier depois. Por isso, não basta escolher uma categoria e tentar. É preciso avaliar antes se o perfil realmente consegue atender ao que a lei exige”, alerta.


 

5. Durante o processo e antes da aprovação


Mudanças de emprego, status ou circunstâncias pessoais também podem interferir no processo. A recomendação é não tomar decisões irreversíveis antes de ter segurança sobre o resultado.

 

“Qualquer mudança de status ou de emprego durante o processo pode exigir atenção. A orientação também é importante na entrevista consular ou no USCIS e, mais adiante, na fase final de remoção de condições e cidadania. E não desmonte sua vida no Brasil antes da aprovação. Não venda imóvel, não feche empresa, não tire filho da escola contando com um resultado que ainda não chegou”, ressalta a especialista.

 

Para Ingrid, o planejamento deve começar pela análise do perfil e não pela escolha de um pacote ou de uma categoria que esteja em evidência.

“Escolher pela moda, copiar o caso do colega ou escolher pelo prazo ou pelo preço pode levar a uma decisão errada. O caminho migratório precisa ser aquele que você consegue provar”, conclui.

 

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