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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Você sabe interpretar os sinais da urina? Alterações de cor e cheiro podem indicar problemas

Especialista explica quando mudanças na urina são apenas reflexo da alimentação ou da hidratação e quando podem indicar infecções ou outras condições de saúde
 

Observar a cor, o cheiro e até a frequência da urina pode dizer muito sobre a saúde do organismo. Embora alterações ocasionais sejam comuns e, muitas vezes, estejam relacionadas à alimentação ou ao consumo de líquidos, mudanças persistentes merecem atenção e podem ser um sinal de infecção urinária, desidratação, cálculos renais ou outras condições que exigem avaliação médica.

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a infecção do trato urinário está entre as infecções bacterianas mais frequentes, especialmente entre as mulheres. Estima-se que cerca de 50% das mulheres terão pelo menos um episódio de infecção urinária ao longo da vida, sendo a anatomia feminina um dos principais fatores que favorecem a ocorrência da doença.

De acordo com o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, conhecer as características normais da urina pode ajudar na identificação precoce de alterações importantes.

"A urina saudável costuma apresentar coloração amarelo-clara e odor discreto. Alterações pontuais podem acontecer após o consumo de determinados alimentos ou medicamentos, mas quando essas mudanças persistem ou vêm acompanhadas de outros sintomas, é importante investigar a causa", explica.

A coloração muito escura, por exemplo, costuma estar associada à baixa ingestão de líquidos e à desidratação. Já uma urina avermelhada pode indicar a presença de sangue, situação que pode estar relacionada a infecções, cálculos renais ou outras doenças do trato urinário e que sempre deve ser avaliada por um profissional de saúde.

Outra mudança que chama atenção é o odor intenso ou desagradável. Embora alimentos como aspargos e alguns suplementos possam alterar temporariamente o cheiro da urina, um odor muito forte, principalmente quando acompanhado de ardência ao urinar, aumento da frequência urinária ou dor na região pélvica, pode indicar uma infecção urinária.

"O cheiro isoladamente nem sempre significa doença. O que realmente preocupa é a associação entre alterações na urina e sintomas como dor, febre, urgência para urinar ou desconforto persistente", destaca o médico.

A aparência também pode fornecer pistas importantes. Urina muito turva ou com aspecto leitoso pode estar relacionada à presença de células inflamatórias, bactérias ou cristais, enquanto espuma persistente pode indicar alterações na eliminação de proteínas pelos rins, especialmente quando ocorre com frequência.

As mulheres merecem atenção especial. Além da maior predisposição às infecções urinárias, fatores como gestação, menopausa e alterações hormonais podem aumentar o risco de desenvolver problemas no trato urinário.

Entre as principais medidas de prevenção estão manter uma boa hidratação, não adiar a ida ao banheiro, adotar hábitos adequados de higiene íntima e buscar atendimento médico diante de sintomas persistentes.

"O organismo costuma dar sinais quando algo não vai bem. Observar alterações na urina é uma forma simples de acompanhar a própria saúde, mas o diagnóstico nunca deve ser feito apenas com base na aparência. A avaliação médica é indispensável para identificar a causa e indicar o tratamento adequado", reforça Dr. Carlos.

Embora mudanças ocasionais possam ser benignas, alterações persistentes na cor, no cheiro ou no aspecto da urina não devem ser ignoradas. Quanto mais cedo a causa for identificada, maiores são as chances de evitar complicações e preservar a saúde do sistema urinário.


Carnot® Laboratórios


O perigo do silêncio: por que os homens negligenciam as varizes até o surgimento de feridas e trombose?

 

 Cirurgião vascular alerta para o preconceito que afasta o público masculino dos consultórios, transformando um problema circulatório tratável em quadros graves de úlceras de difícil cicatrização nas pernas.

 

Existe uma crença antiga e perigosa circulando entre os homens: a de que varizes são "coisa de mulher". Esse pensamento, alimentado por décadas de associação da doença à estética feminina, tem um custo alto para a saúde masculina. Embora a condição atinja majoritariamente as mulheres, cerca de 76% dos casos, segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, os homens que desenvolvem o problema costumam demorar muito mais para buscar ajuda, e é exatamente esse atraso que transforma uma doença simples de tratar em quadros graves de úlceras e trombose.

 

O cirurgião vascular Henrique Abreu explica que o comportamento masculino diante da doença segue um padrão bem definido nos consultórios. Enquanto as mulheres costumam procurar tratamento ainda na fase dos primeiros vasinhos, muitas vezes motivadas pela vaidade, os homens só aparecem quando o quadro já evoluiu de forma silenciosa por anos. 

 

"É muito comum o paciente homem chegar ao consultório com varizes de grosso calibre, a perna já escurecida ou até com uma ferida aberta que não fecha. Quando pergunto há quanto tempo ele sente aquele peso ou aquele inchaço na perna, a resposta quase sempre é 'ah, tem uns bons anos'", relata o especialista.

 

Esse silêncio prolongado tem uma explicação cultural clara. Por trás da demora, existe a ideia arraigada de que o homem, como provedor, não pode se dar ao luxo de parar por um problema de saúde antes que ele se torne incapacitante, somada à crença de que veias dilatadas são apenas uma questão estética que não diz respeito a eles. O problema é que, enquanto esse desconforto é ignorado, a doença segue avançando por dentro, comprometendo a circulação de forma progressiva.

 

"As varizes não tratadas seguem um curso degenerativo. Com o tempo, a pressão constante nas veias comprometidas provoca escurecimento da pele, ressecamento e, em muitos casos, feridas que demoram meses para cicatrizar, quando cicatrizam. Além disso, o sangue represado nessas veias dilatadas cria terreno fértil para a formação de coágulos, o que aumenta significativamente o risco de trombose", alerta Henrique Abreu.

O médico reforça que os sinais de alerta são simples de identificar e não deveriam ser tolerados por tanto tempo. Sensação de peso ou cansaço nas pernas ao final do dia, inchaço recorrente, veias visivelmente dilatadas e escurecimento da pele na altura dos tornozelos são sintomas que já indicam a necessidade de uma avaliação vascular, independentemente do gênero de quem os sente.

A boa notícia, segundo o especialista, é que o medo de um tratamento invasivo e demorado também está ultrapassado. As técnicas atuais para o tratamento de varizes são minimamente invasivas, com recuperação rápida e sem a necessidade de longos períodos de afastamento, o que deveria funcionar como um convite, e não um obstáculo, para os homens que ainda adiam essa consulta.

"Quanto antes o homem quebrar esse tabu e procurar o cirurgião vascular, mais simples é o tratamento e menor é o risco de complicações graves. Cuidar da circulação das pernas não é uma questão de vaidade, é prevenção de verdade. Ignorar o problema não o faz desaparecer, só dá tempo para que ele se agrave", conclui Henrique Abreu.

 

Fonte: Dr. Henrique Abreu - Especialista em Cirurgia Vascular

 

Por que idosos sentem mais frio? Entenda o que muda no organismo com o envelhecimento

Com a chegada do inverno, médico explica por que o envelhecimento reduz a capacidade do corpo de regular a temperatura e aumenta a sensibilidade ao frio na terceira idade

 

Com a chegada das temperaturas mais baixas, é comum que famílias percebam que os idosos sentem mais frio do que outras faixas etárias. A sensação não é apenas subjetiva: ela está diretamente relacionada a mudanças fisiológicas naturais do envelhecimento, que afetam a regulação térmica do corpo.

Segundo o geriatra Bruno Vial, da Said Rio, empresa referência em cuidados domiciliares, o organismo passa por transformações importantes ao longo dos anos, o que reduz a capacidade de adaptação ao frio e aumenta os riscos associados à exposição a baixas temperaturas.

Entre as principais mudanças estão a redução da massa muscular e da gordura corporal, responsáveis por ajudar na manutenção do calor, além da diminuição da circulação sanguínea periférica. Esses fatores fazem com que o corpo do idoso perca calor mais rapidamente e tenha mais dificuldade em mantê-lo.

“Com o envelhecimento, há uma desaceleração do metabolismo e uma menor eficiência dos mecanismos de termorregulação. Isso faz com que o idoso demore mais para perceber e reagir às mudanças de temperatura, ficando mais vulnerável ao frio”, explica o geriatra da Said Rio.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que pessoas idosas estão entre os grupos mais vulneráveis a complicações relacionadas ao frio, como infecções respiratórias, agravamento de doenças cardiovasculares e aumento do risco de hospitalizações durante o inverno.

Além da fisiologia, fatores externos também contribuem para o desconforto térmico, como uso de medicamentos que interferem na circulação, menor nível de atividade física e presença de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, que podem afetar a sensibilidade corporal.

Outro ponto de atenção é que, muitas vezes, o idoso não percebe a queda de temperatura com a mesma intensidade, o que pode atrasar medidas de proteção adequadas.

“É importante que familiares e cuidadores estejam atentos. Manter ambientes aquecidos, incentivar o uso de roupas adequadas em camadas, hidratação e alimentação equilibrada são medidas simples que fazem diferença na prevenção de complicações”, reforça o especialista.

Entre as principais recomendações estão também o cuidado com banhos em água muito quente, que podem causar queda de pressão, e a manutenção de uma rotina de movimentação leve, que ajuda a estimular a circulação.

Com o suporte de equipes multidisciplinares, como as oferecidas pela Said Rio, é possível monitorar esses fatores de forma contínua, garantindo mais segurança e qualidade de vida aos idosos durante o inverno.


Perda de peso depende da qualidade da dieta

 Redução do apetite exige atenção à qualidade da dieta para preservar a saúde durante o emagrecimento

 

O avanço do uso das chamadas canetas emagrecedoras transformou a forma como muitas pessoas conduzem o processo de perda de peso. Ao reduzir o apetite e retardar o esvaziamento gástrico, esses medicamentos favorecem a diminuição da ingestão calórica e podem proporcionar resultados expressivos. Ao mesmo tempo, especialistas observam um desafio crescente: pacientes que comem menos, mas não necessariamente melhor.

A diminuição da fome costuma levar à redução do volume das refeições. Sem orientação adequada, muitos passam a pular horários de alimentação ou fazem escolhas pobres em nutrientes, acreditando que qualquer redução no consumo será suficiente para emagrecer. O resultado pode ser um organismo com menor peso, mas também mais vulnerável à perda de massa muscular, deficiências nutricionais e alterações metabólicas.

Sintomas como fadiga, fraqueza, queda de cabelo, dificuldade de concentração e redução do desempenho físico podem estar relacionados à ingestão insuficiente de nutrientes essenciais. A restrição alimentar prolongada também favorece a perda de massa magra, condição que reduz o gasto energético do organismo e dificulta a manutenção do peso no longo prazo.

Segundo o médico gastroenterologista e cirurgião geral Mauro Lúcio Jácome, o principal erro é associar o sucesso do tratamento apenas à redução das calorias consumidas. "As canetas emagrecedoras diminuem o apetite, mas não substituem uma alimentação equilibrada. Quando o paciente passa a ingerir pequenas quantidades de alimentos com baixo valor nutricional, o organismo deixa de receber proteínas, vitaminas, minerais e fibras fundamentais para preservar a saúde durante o emagrecimento”, indica.

De acordo com o especialista, a proteína merece atenção especial durante esse processo. “Além de contribuir para a preservação da massa muscular, ela participa da recuperação dos tecidos, da produção de hormônios e do funcionamento do sistema imunológico. Perder peso não significa apenas eliminar gordura. O objetivo deve ser reduzir o tecido adiposo preservando a massa muscular. Isso depende diretamente da qualidade da alimentação e, em muitos casos, da prática de exercícios de força orientados por profissionais”, completa Dr. Mauro.

As fibras também exercem papel importante na resposta ao tratamento. Presentes em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e leguminosas, elas favorecem o funcionamento intestinal, prolongam a saciedade e contribuem para o controle da glicemia. A hidratação, por sua vez, merece atenção constante, já que muitos pacientes deixam de sentir sede com a mesma frequência durante o uso dos medicamentos, aumentando o risco de desidratação.

Outro aspecto frequentemente negligenciado é a necessidade de acompanhamento multidisciplinar. Embora as canetas tenham ampliado as possibilidades de tratamento da obesidade e do sobrepeso, especialistas ressaltam que os medicamentos representam apenas uma etapa de um processo mais amplo, que envolve mudanças permanentes nos hábitos de vida.

"O tratamento medicamentoso oferece uma oportunidade importante para reeducar o comportamento alimentar, mas ele precisa ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar. Médico, nutricionista, educador físico e, quando necessário, psicólogo atuam de forma complementar para que o paciente alcance resultados consistentes e seguros, evitando tanto a desnutrição quanto o reganho de peso", finaliza Dr. Mauro.


Médico alerta para a epidemia de obesidade infantil

Tiago Simões Leite chama atenção de pais, médicos e especialistas em saúde pública

 

Em 2008, o pediatra Tiago Simões Leite, então especializando-se em Atenção Básica e Saúde da Família na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), começou a investigar um paradoxo no Conjunto Felicidade, comunidade de Belo Horizonte. Enquanto o programa Fome Zero celebrava a redução da desnutrição no país, o médico identificou um problema emergente: metade dos moradores atendidos no centro de saúde local apresentavam sobrepeso ou obesidade. E isso incluía crianças. Mais grave: 82,9% dos atendimentos médicos na unidade se relacionavam com alterações causadas pelo sobrepeso. 

“O que mudou desde então é a escala. O que era um achado em uma comunidade de Belo Horizonte tornou-se a realidade de um terço das crianças e adolescentes brasileiros. O que não mudou é a resposta do sistema de saúde: ainda fragmentada, ainda reativa, ainda voltada ao tratamento das consequências em vez da prevenção das causas”, avalia Tiago Simões Leite.

 

Primeiro estudo já era um alerta de saúde pública 

O estudo, orientado pela professora Cristina Maria Martins e intitulado "Fome Zero, Obesidade 50%: uma realidade assustadora", foi apresentado em 2011.  Na época, os dados foram recebidos com ceticismo por parte de setores que ainda viam a obesidade como problema de países desenvolvidos.

Tiago Simões Leite, que também é mestre em Saúde da Criança e Adolescente pela UFMG, continuou relacionando os dados nos anos que vieram. A pesquisa foi feita em paralelo a atuação como coordenador de pediatria em hospitais de Minas Gerais e como professor de medicina em instituições como UniBH e Faculdade de Medicina de Barbacena.

 

O que os dados de 2025 e 2026 revelam sobre obesidade infantil?

Quinze anos após o primeiro alerta do pediatra, a obesidade infantil deixou de ser projeção para se tornar a principal forma de má nutrição entre crianças em idade escolar no planeta. 

Segundo relatório do UNICEF divulgado em setembro de 2025, pela primeira vez na história, a obesidade superou a desnutrição entre crianças e adolescentes de 5 a 19 anos. São 188 milhões de jovens com obesidade no mundo: 1 em cada 10 nessa faixa etária. O total de crianças e adolescentes acima do peso chega a 391 milhões. 

No Brasil, o quadro segue a mesma curva. Os dados mais recentes do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), compilados no Panorama da Obesidade em Crianças e Adolescentes do Instituto Desiderata, mostram que:

·         33% das crianças e adolescentes brasileiros de 0 a 19 anos (cerca de 6,8 milhões de pessoas) estão com excesso de peso.

·         Entre adolescentes de 10 a 19 anos, 1 em cada 3 tem excesso de peso, totalizando 2,6 milhões de jovens (1,5 milhão com sobrepeso, 840 mil com obesidade e 237 mil com obesidade grave).

·         Em uma década, o sobrepeso nessa faixa etária subiu quase 9 pontos percentuais.

·         O Atlas Mundial da Obesidade de 2026, citado pelo Hospital de Clínicas da Unicamp, aponta 7 milhões de crianças e adolescentes brasileiros entre 5 e 19 anos com obesidade. 

A Federação Mundial de Obesidade (WOF) projeta que, mantida a tendência atual, metade das crianças no Brasil estará com sobrepeso em 2035.

Diabetes tipo 2 é a doença de adulto que chegou à infância

 

Um dos pontos centrais do trabalho de Tiago Simões Leite era a relação entre obesidade e diabetes na população que ele acompanhava. Em 2025, essa correlação se concretizou.

 

A diabetes tipo 2, até recentemente considerada doença de adultos, avança entre crianças e adolescentes brasileiros. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo em julho de 2025, o crescimento de casos está diretamente ligado à obesidade infantil, ao sedentarismo e à puberdade precoce. O Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância) da Fiocruz já havia identificado, em 2023, que o Brasil possuía quase três vezes mais crianças de até 5 anos com excesso de peso do que com desnutrição.

 

Ultraprocessados e a arquitetura da epidemia de obesidade infantil

O relatório do UNICEF de dezembro de 2025 reforça o que o pediatra mineiro já indicava em seu trabalho: o ambiente alimentar é o motor da epidemia. A revisão global publicada pela agência mostra que o consumo de ultraprocessados aumenta entre crianças e adolescentes no Brasil e no mundo.

 

O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), conduzido pela UFRJ entre 2019 e 2020, revelou que 25% das calorias consumidas por crianças brasileiras até 6 anos vêm de ultraprocessados. Na faixa de 2 a 5 anos, essa proporção chega a 30% — um terço de tudo o que a criança consome.

 

A regulação segue lenta. A rotulagem nutricional frontal, aprovada pela ANVISA, passou a exigir avisos em embalagens de alimentos com alto teor de açúcar, sódio ou gordura saturada. Projetos de lei que restringem a comercialização de ultraprocessados em cantinas escolares avançaram em alguns estados, como a Lei Estadual nº 15.216/2018, do Rio Grande do Sul, mas ainda não há norma federal consolidada.

 


O que mudou e o que não mudou


O trabalho de Tiago Simões Leite, em 2010, já apontava três elementos que a literatura científica consolidou nos anos seguintes:

  1. A transição nutricional brasileira: passagem da desnutrição para o excesso de peso como principal problema nutricional, especialmente em populações de baixa renda
  2. A ligação direta entre obesidade e doenças crônicas: hipertensão, diabetes e dores osteomusculares como consequências imediatas, e não futuras, do excesso de peso
  3. A necessidade de intervenção na Atenção Primária: o espaço onde o pediatra detectou o problema é o mesmo onde ele deve ser combatido, por meio de educação alimentar, acompanhamento nutricional e detecção precoce.

Anvisa aprova nova opção terapêutica para epilepsia


Briveka® (brivaracetam) chega ao Brasil ampliando o acesso ao tratamento de uma das condições neurológicas mais comuns, que afeta cerca de 2 milhões de pessoas no país
 

A Adium, farmacêutica com atuação em mais de 18 países da América Latina, anuncia a aprovação do registro de Briveka® (brivaracetam) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)¹. Indicado como terapia adjuvante no tratamento de crises focais, com ou sem generalização secundária, em pacientes com epilepsia a partir de 6 anos de idade com peso igual ou superior a 25 kg, o medicamento marca a chegada da primeira molécula de brivaracetam ao mercado brasileiro.

A epilepsia é uma condição neurológica crônica caracterizada pela predisposição a crises epilépticas recorrentes, que podem impactar diferentes aspectos da vida dos pacientes. No Brasil, estima-se que cerca de 2 milhões de pessoas vivam com a doença, com aproximadamente 50 mil novos casos por ano². Mesmo com essa alta prevalência, até um terço dos pacientes permanece com crises mal controladas, apesar do uso adequado dos medicamentos atualmente disponíveis. Isso reforça a importância da ampliação do acesso a alternativas terapêuticas no país. Nesse contexto, a chegada do brivaracetam representa um avanço, ao incorporar uma nova alternativa terapêutica que pode apoiar a tomada de decisão médica e ampliar as possibilidades de controle das crises em diferentes perfis de pacientes. 

Segundo a Dra. Elizabeth Bilevicius, gerente médica da Adium Brasil, o brivaracetam apresenta características que podem contribuir para a prática clínica, especialmente ao ampliar o arsenal terapêutico disponível para neurologistas no manejo da epilepsia. “O brivaracetam é um medicamento anticrise que atua de forma seletiva na proteína SV2A, envolvida na regulação da atividade neuronal. Entre seus diferenciais estão o início do tratamento na dose-alvo, sem necessidade de titulação, o baixo potencial de interações medicamentosas e a menor incidência de eventos adversos comportamentais, como irritabilidade e agressividade”. 

Com a aprovação de Briveka®, a Adium amplia sua atuação no tratamento da epilepsia e fortalece seu portfólio em Sistema Nervoso Central (SNC), uma das áreas estratégicas da companhia. O medicamento se soma a Iludral® (levetiracetam) e Lacotem® (lacosamida), expandindo as opções terapêuticas da empresa em neurologia.

“A incorporação de Briveka® reforça nossa estratégia de crescimento em SNC e amplia o acesso às alternativas disponíveis para o tratamento da epilepsia no Brasil”, declara Hélio Segouras, gerente geral da Adium Brasil.

 

Referências:

1. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Resolução-RE nº 2.361, de 12 de junho de 2026. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 15 jun. 2026. Disponível em: Link. Acesso em: 15 jun. 2026

2. BRASIL. Ministério da Saúde. Epilepsia: conheça a doença e os tratamentos disponíveis no SUS. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 28 mar. 2022. Disponível em: Link. Acesso em: 15 jun. 2026.
  


Câncer de cavidade oral lidera mortes entre tumores de cabeça e pescoço com 41,6 mil óbitos em cinco anos no Brasil

 Levantamento do Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP), baseado em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, mostra que os cânceres da cavidade oral responderam por 41.601 mortes entre 2020 e 2024, superando laringe (34.281), orofaringe (11.239) e tireoide (4.611). Os dados também evidenciam diferenças importantes entre homens e mulheres, concentração dos óbitos após os 50 anos e predominância entre pessoas com menor escolaridade


Os cânceres da cavidade oral foram responsáveis pelo maior número de mortes entre os tumores de cabeça e pescoço registrados no Brasil entre 2020 e 2024. Levantamento realizado pelo Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP), a partir de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, identificou 41.601 óbitos relacionados às neoplasias malignas do lábio, cavidade oral e faringe (CID-10 C00 a C14). Na sequência aparecem os cânceres de laringe, com 34.281 mortes; orofaringe, com 11.239; e tireoide, com 4.611 óbitos.

Em alusão ao Julho Verde, campanha nacional de conscientização sobre os cânceres de cabeça e pescoço, o Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP) realizou um levantamento com base em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. O estudo mostra que os cânceres da cavidade oral responderam pelo maior número de mortes entre os principais tumores da região entre 2020 e 2024, com 41.601 óbitos. Em seguida aparecem os cânceres de laringe (34.281 mortes), da orofaringe (11.239) e da tireoide (4.611).

Embora todos integrem o grupo dos cânceres de cabeça e pescoço, os dados mostram diferenças importantes entre essas doenças. Os tumores da cavidade oral, da orofaringe e da laringe apresentam perfil epidemiológico semelhante, com predominância de mortes entre homens, maior concentração de óbitos após os 50 anos e frequência mais elevada entre pessoas com menor escolaridade. Já o câncer de tireoide possui características próprias, incluindo maior ocorrência entre mulheres.

Segundo a cirurgiã de cabeça e pescoço Fátima Matos, vice-presidente do Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP), embora essas doenças sejam frequentemente agrupadas sob uma mesma denominação, elas acometem diferentes estruturas anatômicas e apresentam particularidades em relação ao comportamento da doença, aos fatores de risco e ao tratamento.

"A região da cabeça e pescoço é pequena do ponto de vista anatômico, mas extremamente rica em estruturas importantes. Por isso, podem surgir diferentes tipos de tumores. Os mais frequentes acometem a cavidade oral, a faringe, a laringe e a tireoide”, explica. 

A cirurgiã de cabeça e pescoço também detalha que os tumores da cavidade oral, da faringe e da laringe são formados, na maioria dos casos, por carcinomas epidermoides, também conhecidos como carcinomas escamosos, enquanto a tireoide apresenta características biológicas distintas e comportamento clínico próprio. 


Cavidade oral concentra maior número de mortes

Considerando o conjunto formado pelos tumores da cavidade oral, lábios e faringe, foram registrados 41.601 óbitos no país entre 2020 e 2024. Desse total, 32.296 ocorreram entre homens, correspondendo a 77,6% das mortes, enquanto 9.303 foram registradas entre mulheres (22,4%).

A distribuição por faixa etária demonstra que a mortalidade aumenta de forma importante a partir da meia-idade. Somente entre pessoas com 50 anos ou mais ocorreram 36.897 mortes, equivalentes a 88,7% do total. O grupo entre 60 e 69 anos concentrou o maior número absoluto de óbitos, com 13.113 registros (31,5%), seguido pelas faixas de 50 a 59 anos, com 10.029 (24,1%), de 70 a 79 anos, com 8.356 (20,1%) e de 80 anos ou mais, com 5.399 mortes (13%).

Entre adultos mais jovens, os números são significativamente menores. Foram registrados 699 óbitos entre pessoas de 30 a 39 anos, 234 entre 20 e 29 anos e apenas 76 mortes entre indivíduos com menos de 20 anos durante todo o período analisado. O levantamento também evidencia importante desigualdade relacionada à escolaridade. Entre os pacientes cuja informação estava disponível, a maior parte das mortes ocorreu entre pessoas com até sete anos de estudo. 

Foram registrados 5.519 óbitos entre indivíduos sem escolaridade formal, 8.899 entre aqueles com um a três anos de estudo e 10.694 entre quatro e sete anos de escolaridade. Em contrapartida, apenas 2.377 mortes ocorreram entre pessoas com 12 anos ou mais de estudo. Embora 5.754 registros apresentassem escolaridade ignorada, o padrão reforça a conhecida associação entre vulnerabilidade social, exposição aos fatores de risco e dificuldades de acesso ao diagnóstico precoce.

De acordo com Fátima Matos, muitos pacientes ainda chegam aos serviços especializados com doença avançada, o que reduz as possibilidades de tratamentos menos agressivos. "Infelizmente, a maioria dos pacientes chega para nós com tumores avançados. Isso acaba exigindo cirurgias maiores. Mesmo assim, hoje dispomos de técnicas reconstrutivas, cirurgia robótica em situações específicas e diferentes formas de reabilitação que permitem preservar melhor as funções e reduzir sequelas”. 

A especialista ressalta que a principal estratégia continua sendo identificar a doença precocemente. "A prevenção é essencial para que consigamos fazer o diagnóstico em fases iniciais. Quanto mais cedo o tumor é identificado, maiores são as possibilidades de tratamentos menos extensos, com melhor recuperação funcional e resultado para o paciente”. Ela lembra ainda que feridas na boca que não cicatrizam, manchas persistentes, caroços no pescoço, rouquidão prolongada e dificuldade para engolir são sinais que merecem avaliação médica ou odontológica especializada. 


Orofaringe apresenta mudança no perfil epidemiológico

O levantamento do GBCP registrou 11.239 mortes por câncer de orofaringe entre 2020 e 2024. Assim como observado na cavidade oral, os homens concentraram a maior parte dos óbitos: 9.408 registros, equivalentes a 83,7% do total. Entre as mulheres ocorreram 1.831 mortes. Os óbitos também se concentraram principalmente após os 50 anos, especialmente entre pessoas de 50 e 69 anos. A distribuição por escolaridade repete o padrão observado nos demais tumores do trato aerodigestivo superior, com predominância entre indivíduos com menor nível de instrução.

Embora a maior mortalidade continue concentrada entre homens acima dos 50 anos, especialistas observam uma mudança gradual no perfil epidemiológico desse tipo de câncer. Tem aumentado a participação de tumores relacionados ao papilomavírus humano (HPV), especialmente o subtipo HPV-16, que frequentemente acometem homens mais jovens, muitos deles sem histórico de tabagismo ou consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

O câncer de orofaringe, em relação às causas, tem passado por uma mudança em seu perfil. Embora o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas permaneçam entre os principais fatores de risco, cresce a participação dos tumores relacionados ao papilomavírus humano (HPV), especialmente ao subtipo HPV-16. Esses casos costumam atingir pessoas mais jovens, muitas vezes sem histórico de tabagismo ou consumo excessivo de álcool. A infecção persistente pelo vírus, transmitido principalmente por contato sexual, tornou-se uma das principais causas desse tipo de câncer em diversos países, incluindo o Brasil.

Segundo Fátima Matos, a vacinação representa hoje uma das principais estratégias para prevenir esses tumores. "Temos uma forma de prevenção, que é a vacina contra o HPV, disponível no Brasil para meninos e meninas a partir dos nove anos de idade pelo SUS. É muito importante fazer essa prevenção tanto para evitar esse tipo de tumor, quanto outros cânceres relacionados ao HPV”, orienta. 


Laringe apresenta segunda maior mortalidade

Com 34.281 mortes registradas entre 2020 e 2024, o câncer de laringe apresentou o segundo maior número de óbitos entre os principais tumores de cabeça e pescoço analisados pelo GBCP. Os homens responderam por 29.182 mortes (85,1%), enquanto entre as mulheres foram registrados 5.099 óbitos (14,9%).

Assim como observado na cavidade oral e na orofaringe, a mortalidade concentrou-se principalmente após os 50 anos de idade, com predominância nas faixas entre 60 e 69 anos, seguidas por 50 a 59 anos e 70 a 79 anos. A análise da escolaridade também evidencia maior número de óbitos entre pessoas com menor nível de instrução, reforçando um padrão observado em praticamente todos os tumores do trato aerodigestivo superior.

Entre os principais sinais de alerta estão rouquidão persistente, dificuldade para engolir, dor ao engolir e a presença de caroços no pescoço. Como esses sintomas frequentemente surgem quando a doença ainda pode ser tratada com maior chance de preservação funcional, especialistas recomendam investigação sempre que persistir por mais de duas semanas. Segundo Fátima Matos, identificar o tumor precocemente amplia as possibilidades de tratamentos menos agressivos. "Quanto mais cedo conseguimos diagnosticar, maiores são as chances de realizar tratamentos menos agressivos e preservar funções importantes para o paciente”. 


Morte por câncer de tireoide é mais comum nas mulheres

O levantamento identificou 4.611 mortes por câncer de tireoide entre 2020 e 2024. Diferentemente dos demais tumores analisados, a mortalidade foi maior entre as mulheres, responsáveis por 2.822 óbitos (61,2%), enquanto os homens registraram 1.789 mortes (38,8%). A distribuição por idade também difere parcialmente dos tumores da cavidade oral, orofaringe e laringe. Embora a maior parte dos óbitos também ocorra após os 50 anos, o câncer de tireoide apresenta comportamento biológico distinto, com diferentes subtipos histológicos, fatores de risco e estratégias terapêuticas. A análise da escolaridade mostra distribuição mais equilibrada entre os diferentes níveis de instrução, sem o predomínio tão acentuado observado nos carcinomas escamosos do trato aerodigestivo superior.

Segundo Fátima Matos, embora o câncer de tireoide integre o grupo dos tumores de cabeça e pescoço por acometer uma estrutura anatômica dessa região e fazer parte da área de atuação do cirurgião de cabeça e pescoço, trata-se de uma doença com características próprias, exigindo abordagem diagnóstica e terapêutica específica.


Julho Verde defende integração para mudar esse cenário

Os dados divulgados pelo GBCP integram as ações da campanha Julho Verde 360 – Integração para transformar o futuro, que neste ano propõe ampliar a conscientização sobre os cânceres de cabeça e pescoço por meio da atuação conjunta de profissionais de saúde, pesquisadores, gestores, pacientes, familiares e sociedade. A campanha parte do entendimento de que nenhuma medida isolada será suficiente para reduzir a mortalidade dessas doenças.

Além de estimular hábitos saudáveis, combater o tabagismo e o consumo abusivo de bebidas alcoólicas e ampliar a cobertura da vacinação contra o HPV, a iniciativa busca fortalecer o diagnóstico precoce e o acesso oportuno ao tratamento especializado. O GBCP também destaca a importância do cuidado multidisciplinar, envolvendo cirurgiões de cabeça e pescoço, oncologistas clínicos, radioterapeutas, dentistas, fonoaudiólogos, nutricionistas, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais, desde o diagnóstico até a reabilitação. 



GBCP - Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço
https://www.gbcp.org.br/


CFM regulamenta uso de plasma rico em plaquetas para tratamento de condições osteomusculares específicas

 

Está em vigor, a partir desta quarta-feira (15), a Resolução nº 2.464/2026 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que regulamenta o uso do plasma rico em plaquetas (PRP) como procedimento médico auxiliar ao tratamento de quatro condições osteomusculares: osteoartrite de joelho, discopatia lombar, epicondilite lateral do cotovelo e reparo meniscal.

A norma revoga a Resolução CFM nº 2.128/2015, que classificava a técnica como experimental, e passa a autorizar sua utilização em situações específicas, observados critérios rigorosos de indicação, segurança, rastreabilidade e responsabilidade médica.


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Para o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, a nova regulamentação acompanha a evolução do conhecimento científico sem abrir mão da segurança dos pacientes. “O Conselho Federal de Medicina estabeleceu critérios claros para que o PRP possa ser utilizado de forma ética e segura. O nosso compromisso continua sendo proteger o paciente e oferecer aos médicos parâmetros técnicos que assegurem uma assistência de qualidade”, esclarece.

Relator da resolução, o conselheiro federal Francisco Cardoso (SP) afirma que a atualização normativa foi motivada pelo amadurecimento das evidências científicas disponíveis sobre o tema. “O uso do PRP era restrito à pesquisa clínica em razão da insuficiência de evidências científicas e da falta de padronização dos protocolos. Nos últimos anos, houve importante expansão da literatura biomédica, especialmente na osteoartrite de joelho, permitindo ao CFM reconhecer sua utilização como recurso terapêutico adjuvante em indicações específicas, sempre com critérios técnicos, éticos e sanitários rigorosos”, explica Cardoso.

Segundo o relator, a segurança do paciente é o elemento central da norma. Embora o PRP tenha uma baixa frequência de efeitos adversos graves, a resolução estabelece exigências relativas a aspectos como técnica asséptica, infraestrutura mínima e controle documental. “O CFM atualiza o tratamento normativo de PRP de forma tecnicamente prudente, sanitariamente responsável e eticamente proporcional, reconhecendo a evolução do conhecimento científico sem abdicar da proteção da segurança do paciente, da rastreabilidade do procedimento e da responsabilidade médica na incorporação de novas tecnologias terapêuticas”, afirma.


EXERCÍCIO FÍSICO NO INVERNO PODE AJUDAR NA PREVENÇÃO DE PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS, EXPLICA ESPECIALISTA

Manter o corpo ativo durante os dias frios fortalece a imunidade, melhora a disposição e contribui para a prevenção de doenças respiratórias e cardiovasculares 


Muito além da estética ou do condicionamento físico, manter uma rotina de exercícios no inverno pode ter impacto direto na saúde respiratória. Em uma estação marcada pelo aumento de gripes e crises alérgicas, a atividade física regular surge como importante aliada para fortalecer o organismo.

Segundo Aline Turazzi, profissional de Educação Física e diretora de operação da rede Azzurro Fitness, manter exercícios durante o inverno ajuda o organismo a enfrentar melhor os impactos típicos da estação, especialmente no sistema respiratório.

“Nessa época, nosso corpo tende a ficar mais suscetível a infecções respiratórias, além de haver uma redução natural na disposição e no nível de atividade física. Manter uma rotina regular de exercícios ajuda a fortalecer o sistema imunológico, melhora a circulação, favorece a capacidade pulmonar e contribui para um funcionamento mais eficiente do sistema cardiorrespiratório”, explica.


CUIDADOS DURANTE OS TREINOS

Apesar dos benefícios, alguns cuidados se tornam ainda mais importantes durante o inverno. O aquecimento, por exemplo, ganha papel essencial na preparação do corpo para o exercício, ajudando músculos e articulações a responderem melhor ao esforço.

A hidratação também exige atenção. Mesmo com a redução da sensação de sede, o corpo continua demandando reposição adequada de líquidos.

“No frio, muitas pessoas acabam reduzindo a ingestão de água porque sentem menos sede, mas a hidratação continua sendo essencial”, ressalta a especialista. “Outro ponto importante é respeitar a progressão do treino para evitar lesões e melhorar o desempenho”.


CONSTÂNCIA NOS TREINOS

Para quem enfrenta mais dificuldade em manter a rotina durante os meses frios, a adaptação da rotina pode ser uma estratégia importante para preservar a constância.

“O mais importante é manter a regularidade. Nem sempre será possível treinar com a mesma intensidade de outras épocas do ano, e tudo bem. O fundamental é continuar em movimento e adaptar a rotina para que a atividade física siga fazendo parte do dia a dia e claro, antes de iniciar uma nova rotina, realizar uma avaliação com um profissional”, finaliza Aline.

 

Azzurro Fitness
Mais informações em azzurrofit.com.br ou pelo telefone (12) 99232-5965.


Novo exame de urina fornece resultado em cerca de 10 minutos e amplia as possibilidades de rastreamento precoce da saúde cerebral


Um teste semelhante ao de gravidez: pode ser feito em casa, com urina e que promete indicar risco para Alzheimer décadas antes dos primeiros sinais e acaba de chegar ao Brasil.

O teste rápido de urina é capaz de identificar biomarcadores associados ao risco de desenvolvimento da doença de Alzheimer muitos anos antes do surgimento dos primeiros sintomas clínicos. A tecnologia, distribuída no país pela Biocon Diagnósticos, representa um importante avanço no rastreamento e monitoramento da saúde cognitiva.

Com resultado em aproximadamente 10 minutos e sem necessidade de procedimentos invasivos, o exame chega em um momento em que o envelhecimento da população brasileira aumenta a preocupação com doenças neurodegenerativas. Diferentemente dos métodos tradicionalmente utilizados na investigação do Alzheimer, que costumam envolver exames complexos, de alto custo ou até coleta de líquor, o novo teste utiliza apenas uma amostra de urina e pode ser realizado em laboratórios habilitados em todo o país.

A proposta da tecnologia não é substituir a avaliação médica, exames complementares ou estabelecer um diagnóstico definitivo da doença. O exame funciona como uma ferramenta de triagem, auxiliando médicos na identificação de pessoas que podem se beneficiar de uma investigação mais aprofundada e de um acompanhamento mais próximo.

Para o neurocirurgião e neurocientista Dr. Fernando Gomes, um dos maiores desafios atuais é justamente identificar o risco antes que o cérebro apresente perdas irreversíveis.

"Durante muitos anos, o Alzheimer foi encarado como uma doença que só podia ser reconhecida quando a perda de memória já comprometia a vida do paciente. Hoje sabemos que as alterações biológicas começam muitos anos antes dos sintomas. Quanto mais cedo conseguimos identificar quem apresenta maior risco, maiores são as oportunidades de monitoramento, adoção de hábitos protetores, controle dos fatores de risco e planejamento terapêutico", afirma.

Segundo o especialista, a medicina vive uma mudança de paradigma.

"Estamos migrando de uma medicina baseada apenas no diagnóstico da doença instalada para uma medicina preditiva e preventiva. O cérebro merece o mesmo cuidado que já dedicamos ao coração. Assim como monitoramos colesterol, pressão arterial e glicemia antes que ocorram infartos ou AVCs, precisamos incorporar a saúde cerebral aos programas de prevenção."

Para a marca responsável pela disponibilização da tecnologia no mercado brasileiro, a principal missão é democratizar o acesso ao rastreamento da saúde cerebral e ampliar a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce. "A saúde cerebral precisa passar a fazer parte dos check-ups preventivos da mesma forma que já acompanhamos colesterol, glicemia e saúde cardiovascular", afirma Giulia Campanha, Diretora Internacional da Biocon Diagnósticos.

Segundo a executiva, o objetivo da tecnologia não é gerar medo ou preocupação desnecessária, mas ampliar as possibilidades de acompanhamento e cuidado.

"O teste não tem como finalidade diagnosticar Alzheimer em 10 minutos. Ele funciona como uma ferramenta de rastreamento, permitindo que pacientes e médicos tenham acesso a informações que podem contribuir para decisões clínicas e estratégias de acompanhamento mais precoces."

Giulia destaca ainda que a chegada da tecnologia ao Brasil representa um marco importante para a medicina preventiva no país. "Durante muitos anos, o Alzheimer só entrava na conversa quando os sintomas já estavam instalados. A grande mudança agora é trazer essa discussão para muito antes disso, permitindo uma atuação mais antecipada e organizada."

Dr. Fernando Gomes ressalta que o diagnóstico precoce ganha ainda mais importância diante do avanço das pesquisas e do surgimento de terapias capazes de retardar a progressão da doença quando iniciadas nas fases iniciais.

"Não estamos falando apenas de descobrir uma doença antes. Estamos falando de preservar autonomia, qualidade de vida e independência por mais tempo. Cada ano que conseguimos ganhar antes da instalação dos sintomas pode representar uma enorme diferença para o paciente, para sua família e para todo o sistema de saúde."

A Biocon reforça que o exame já está disponível em laboratórios e redes de saúde em todo o Brasil. A expectativa é que a inovação contribua para ampliar o rastreamento da saúde cerebral, incentive a incorporação do tema aos exames preventivos e fortaleça uma cultura de cuidado baseada na identificação precoce dos fatores de risco para doenças neurodegenerativas.


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