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terça-feira, 14 de julho de 2026

Saúde SP orienta população a manter vacinação contra o sarampo em dia

Imunização é a principal forma de prevenção da doença; bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias têm recomendação de dose zero em municípios com indicação epidemiológica

 

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) orienta a população a manter a vacinação contra o sarampo em dia. A imunização é a principal forma de prevenção da doença e contribui para a proteção individual e coletiva. Em 2026, o estado registrou sete casos da doença. 

Desde 25 de junho, está recomendada a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo e Guarulhos. A medida tem como objetivo ampliar a proteção das crianças diante do cenário epidemiológico. 

A dose zero não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Após recebê-la, a criança deve seguir o esquema de rotina, com a primeira dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses. 

"A vacinação continua sendo a forma mais segura e eficaz de prevenir o sarampo. É fundamental que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças e procurem uma unidade de saúde sempre que houver dúvida ou necessidade de atualização do esquema vacinal", orienta a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), Tatiana Lang. 

Crianças, adolescentes e adultos que não tenham recebido as doses recomendadas também devem procurar uma unidade de saúde para verificar a situação vacinal. Manter o esquema vacinal atualizado é uma medida essencial para reduzir o risco de transmissão da doença.

 

Vacinação nas estações da CPTM

A SES-SP, em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP) e a CPTM, promove, entre os dias 6 e 20 de julho, uma ação especial de vacinação contra o sarampo em quatro estações de trem da capital paulista. A iniciativa busca ampliar o acesso da população à imunização e facilitando a vacinação de quem utiliza o transporte público. 

A campanha é realizada das 9h às 16h nas estações Comendador Ermelino, Guaianases, Itaim Paulista e São Miguel Paulista.

 

Quem deve se vacinar

Dose zero

Devem receber a dose zero da vacina tríplice viral as crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo e Guarulhos. 

A dose zero também pode ser indicada em ações de bloqueio vacinal, conforme avaliação epidemiológica, para crianças dessa faixa etária no entorno de casos suspeitos ou confirmados de sarampo.

 

Vacinação de rotina

Crianças

A primeira dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, deve ser aplicada aos 12 meses de idade.

A segunda dose deve ser aplicada aos 15 meses, preferencialmente com a vacina tetraviral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela.

 

Pessoas de 5 a 29 anos

Devem comprovar duas doses da vacina tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Quem comprovar as duas doses é considerado vacinado.

 

Pessoas de 30 a 59 anos

Devem comprovar uma dose da vacina tríplice viral. Quem comprovar a dose é considerado vacinado.

Trabalhadores da saúde 

Devem comprovar duas doses da vacina tríplice viral, independentemente da idade, conforme a situação vacinal. São considerados vacinados os trabalhadores que comprovarem as duas doses.

 

Dúvidas sobre vacinação

O Governo de São Paulo disponibiliza o portal https://www.vacina100duvidas.sp.gov.br/, que reúne respostas às principais perguntas da população sobre vacinação, eficácia dos imunizantes, eventos adversos, doenças imunopreveníveis e riscos da não vacinação.

 

Serviço

Vacinação contra o sarampo nas estações da CPTM

Locais: Estações Comendador Ermelino, Itaim Paulista e São Miguel Paulista (Linha 12-Safira) e Guaianases (Linha 11-Coral).

Datas:  15, 17 e 20 de julho.

Horário: das 9h às 16h.




FIES 2026: inscrições começam nesta terça-feira; candidatos devem ficar atentos às regras do financiamento

  

Magnific

Com modalidades que podem financiar até 100% das mensalidades para estudantes de baixa renda, programa segue como uma das principais portas de entrada para a graduação.

 



As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) acontecem entre os dias 14 e 17 de julho e permitem que estudantes que desejam ingressar no ensino superior tenham acesso ao financiamento das mensalidades. Além de acompanhar o calendário do programa, os candidatos precisam conhecer o funcionamento do financiamento estudantil, os critérios para contratação e as condições de acesso.

No primeiro semestre de 2026, o Ministério da Educação registrou 528.175 inscrições no processo seletivo do FIES. Na chamada única, mais de 210 mil estudantes participaram da seleção para as vagas ofertadas. Antes de realizar a inscrição, o candidato deve verificar as regras do programa e se atende aos requisitos exigidos. Entre eles, estão a participação em uma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir de 2010, com média mínima de 450 pontos nas provas e nota superior a zero na redação. Para a modalidade tradicional do financiamento, também é necessário comprovar renda familiar por pessoa de até 3 salários mínimos.

Outra modalidade é o Fies Social, destinado a estudantes inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) com renda familiar per capita de até meio salário-mínimo. A modalidade permite o financiamento de até 100% dos encargos educacionais. O Fies Social também possui reserva de vagas para pessoas autodeclaradas pretas, pardas, indígenas, quilombolas e com deficiência, seguindo os mesmos prazos de inscrição do programa regular.

Segundo Cristiane Resende, diretora da Afya Itajubá, acompanhar as atualizações do programa é tão importante quanto atender aos critérios de inscrição. O Fies passa por aperfeiçoamentos constantes para atender às diferentes necessidades dos estudantes. Uma das novidades deste ano, divulgada nesta segunda-feira (13), envolve o Fies Empreendedor. Além da ampliação dos prazos, os contratos de pessoas físicas passam a contar com até seis meses de carência para o pagamento do principal da dívida, enquanto as pessoas jurídicas poderão ter até 12 meses de carência. "Como o programa passa por mudanças a cada edição, é fundamental que o candidato conheça todas as regras e modalidades disponíveis para identificar aquela que melhor atende à sua realidade financeira", destaca.

Para participar do Fies, o estudante também deve verificar se o curso e a instituição de ensino escolhidos estão credenciados no programa. Para os estudantes que participarão do processo seletivo do segundo semestre, o cronograma começa com as inscrições entre 14 e 17 de julho. O resultado da pré-seleção será divulgado em 30 de julho. Os candidatos pré-selecionados deverão complementar a inscrição entre 31 de julho e 4 de agosto. Aqueles que não forem chamados na primeira etapa poderão acompanhar a lista de espera entre os dias 7 e 24 de setembro.

Para a validação e contratação do financiamento junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino, os estudantes convocados deverão apresentar documentos comprobatórios, incluindo identificação dos membros do grupo familiar, comprovantes de residência e extratos de rendimentos atualizados.

A Afya Itajubá, localizada no sul de Minas Gerais, integra o modelo ao oferecer formação em ensino superior na área da saúde, possibilitando que estudantes interessados em ingressar na instituição também avaliem as opções de financiamento estudantil disponíveis conforme as regras do FIES. Desde sua criação, o programa beneficiou mais de 3 milhões de estudantes e recebeu investimentos ao longo da última década.


segunda-feira, 13 de julho de 2026

ECA completa 36 anos nesta segunda-feira (13) e se adapta aos desafios da era digital

Estatuto amplia formas de proteção à infância com iniciativas digitais e enfrenta novos desafios, como cyberbullying, crimes virtuais e exposição de crianças e adolescentes na internet


Nesta segunda-feira (13), o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 36 anos consolidado como a principal legislação de proteção à infância e à adolescência no Brasil. Criado em 1990 para garantir direitos fundamentais de crianças e adolescentes, o Estatuto chega ao aniversário diante de uma realidade muito diferente daquela em que foi concebido. Com a popularização da internet, das redes sociais e da inteligência artificial, a proteção integral passou a exigir novos mecanismos para enfrentar desafios como cyberbullying, exploração sexual online, vazamento de dados, violência digital e impactos na saúde mental. Nesse cenário, iniciativas como o ECA Digital surgem para aproximar a legislação da população e tornar mais acessíveis os instrumentos de garantia de direitos.

Para o advogado Max Kolbe, o maior mérito do Estatuto foi criar princípios capazes de atravessar gerações, mas a forma de aplicá-los precisa acompanhar a transformação da sociedade. "O ECA foi criado em um momento em que a realidade era completamente diferente da que vivemos hoje. A internet ainda era incipiente, não existiam redes sociais e muitos dos riscos que hoje preocupam famílias e autoridades sequer faziam parte do cotidiano. O mérito do Estatuto é justamente estabelecer princípios que continuam válidos, mas que precisam ser aplicados à luz dessas novas realidades", afirma.

Promulgado em 13 de julho de 1990, o ECA representou uma das maiores mudanças na legislação brasileira ao reconhecer crianças e adolescentes como sujeitos de direitos. A partir da nova norma, Estado, família e sociedade passaram a compartilhar a responsabilidade pela proteção integral desse público, assegurando direitos à educação, saúde, convivência familiar, cultura, lazer e proteção contra todas as formas de violência, negligência e exploração.

Ao longo das últimas três décadas, o Estatuto impulsionou importantes políticas públicas voltadas à infância e à adolescência. A legislação fortaleceu a atuação dos Conselhos Tutelares, aperfeiçoou os processos de adoção, ampliou o combate ao trabalho infantil, à violência sexual e aos maus-tratos, além de integrar a atuação do Judiciário, Ministério Público, escolas, serviços de saúde, assistência social e forças de segurança.

Se antes os desafios estavam concentrados no acesso aos direitos básicos, hoje o ambiente digital passou a ocupar lugar central na proteção de crianças e adolescentes. O uso cada vez mais precoce da internet expôs esse público a novas formas de violência, exigindo atualização permanente das políticas públicas e maior participação das famílias na orientação sobre segurança digital.

Nesse contexto, o ECA Digital representa um dos movimentos de modernização da legislação. A plataforma reúne o texto do Estatuto, orientações, serviços, canais de denúncia e informações sobre direitos, permitindo acesso mais rápido tanto para cidadãos quanto para profissionais que atuam na rede de proteção.

Para Max Kolbe, a tecnologia também pode ser uma aliada na garantia desses direitos. Segundo ele, o desafio não está apenas em combater os riscos da internet, mas em utilizar as ferramentas digitais para fortalecer a proteção da infância.

"A tecnologia não deve ser vista apenas como um problema. Ela também amplia o acesso à informação, aproxima as famílias dos serviços públicos e fortalece a atuação dos profissionais que trabalham na proteção de crianças e adolescentes. O desafio é fazer com que inovação e direitos caminhem juntos", destaca.

Mesmo após 36 anos, especialistas avaliam que o ECA continua sendo um dos instrumentos mais importantes da legislação brasileira. A diferença é que, agora, a proteção integral também passa pelas telas dos celulares, pelas redes sociais e pelo ambiente virtual, exigindo uma atuação cada vez mais integrada entre poder público, escolas, famílias e sociedade.


13/7, Dia Mundial do Rock: veja dicas e uma playlist de hits que ajudam a aprender inglês

É possível usar músicas como ferramenta de estudo de idiomas, desenvolvendo escuta, vocabulário e pronúncia


Celebrado nesta segunda-feira, 13 de julho, o Dia Mundial do Rock homenageia um dos gêneros musicais mais influentes da história. Além de marcar gerações com artistas e bandas icônicas, o rock também pode ser um importante aliado para quem deseja aprender ou aperfeiçoar o inglês. As canções oferecem contato frequente com vocabulário, expressões cotidianas e diferentes padrões de pronúncia, transformando momentos de lazer em oportunidades de aprendizado. 

A música favorece a aprendizagem porque estimula simultaneamente diferentes habilidades linguísticas, como compreensão auditiva, leitura, pronúncia e memorização. A combinação entre melodia, repetição e contexto ajuda o cérebro a identificar padrões da língua de forma mais natural, facilitando a assimilação de novas palavras e estruturas gramaticais. 

“A música cria uma conexão emocional com o idioma e torna o processo de aprendizagem mais significativo. Quando o indivíduo escuta uma canção de que gosta, tende a prestar mais atenção aos sons, às palavras e ao significado da mensagem, o que favorece a retenção do conteúdo”, explica Patrícia Areias, professora da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP). 

Uma estratégia simples para tornar a música um hábito de exposição ao idioma é criar playlists temáticas e reservar alguns minutos por dia para ouvir canções em inglês durante deslocamentos, atividades físicas ou tarefas domésticas. O ideal é alternar momentos de escuta livre com atividades mais direcionadas, como acompanhar a letra, identificar palavras conhecidas e pesquisar novos termos e expressões. 

“A regularidade é mais importante do que longas sessões de estudo. O contato frequente com o idioma, mesmo por poucos minutos diários, contribui para desenvolver familiaridade com a sonoridade da língua e ampliar o repertório linguístico”, afirma Alaôr Gomes, docente do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP). 

Para potencializar o aprendizado, vale recorrer a diferentes recursos e estratégias. Ler a letra enquanto escuta a música, consultar traduções após uma primeira tentativa de compreensão e destacar expressões recorrentes são práticas que ajudam a fortalecer a relação entre escrita, som e significado. Aplicativos de streaming com letras sincronizadas também podem complementar a experiência; enquanto recursos de karaokê para cantar junto com as músicas são uma forma de treinar pronúncia, ritmo e entonação, reduzindo a insegurança que muitos estudantes sentem ao falar inglês. 

“Mais do que decorar palavras isoladas, o estudante passa a observar como elas são usadas em contextos reais de comunicação. Isso contribui para uma aprendizagem mais natural e próxima da forma como a língua é efetivamente utilizada”, destaca Juliana Nico, coordenadora pedagógica da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri (SP). 

As estratégias de aprendizagem com música podem variar conforme o nível de conhecimento do estudante. Para iniciantes, a recomendação é escolher canções com refrões repetitivos, ritmo mais lento e vocabulário simples. Já alunos intermediários podem explorar letras mais elaboradas para ampliar repertório e identificar estruturas gramaticais. Para os mais avançados, o desafio pode ser analisar metáforas, expressões idiomáticas, referências culturais e diferentes sotaques presentes nas canções. 

“Nenhum estudante se torna fluente apenas ouvindo músicas, mas poucos recursos conseguem despertar tanta curiosidade e motivação para aprender. Ao transformar o contato com o idioma em um hábito, a música amplia a exposição ao inglês de forma natural e significativa. E, quando o estudante passa a compreender as histórias contadas nas canções, percebe que não está apenas aprendendo novas palavras, mas também se conectando a diferentes culturas, pessoas e formas de enxergar o mundo”, conclui Elisete Prado, diretora do colégio Progresso Bilíngue de Itu (SP).
 

Playlist: 60 clássicos do rock para aprender inglês 

Os educadores da Aubrick, BIS, EIA e Progresso listam, a seguir, 60 canções como sugestões de estudo, do nível iniciante ao avançado, para treinar e aprender o idioma.
 

Nível iniciante: letras mais simples, refrões repetitivos e pronúncia relativamente clara; ideais para aprender vocabulário básico, pronúncia de palavras frequentes, compreensão de refrões e formação de frases simples.

  1. Africa — Toto
  2. Boulevard of Broken Dreams — Green Day
  3. Don't Stop Believin' — Journey
  4. Every Breath You Take — The Police
  5. Free Fallin' — Tom Petty
  6. Heaven — Bryan Adams
  7. Here Without You — 3 Doors Down
  8. Hey Jude — The Beatles
  9. I Still Haven't Found What I'm Looking For — U2
  10. I Want to Break Free — Queen
  11. Imagine — John Lennon
  12. Learning to Fly — Tom Petty and the Heartbreakers
  13. Let It Be — The Beatles
  14. Summer of '69 — Bryan Adams
  15. Viva La Vida — Coldplay
  16. We Are the Champions — Queen
  17. We Will Rock You — Queen
  18. Wind of Change — Scorpions
  19. With or Without You — U2
  20. Yellow — Coldplay

Nível intermediário: canções com vocabulário mais amplo e maior riqueza de expressões; são excelentes para explorar tempos verbais, expressões idiomáticas, conectores e estruturas narrativas.

  1. Another Brick in the Wall — Pink Floyd
  2. Chasing Cars — Snow Patrol
  3. Clocks — Coldplay
  4. Don't Look Back in Anger — Oasis
  5. Dream On — Aerosmith
  6. Everybody Hurts — R.E.M.
  7. Hotel California — Eagles
  8. Iris — Goo Goo Dolls
  9. Livin' on a Prayer — Bon Jovi
  10. Losing My Religion — R.E.M.
  11. Mr. Brightside — The Killers
  12. One — U2
  13. Patience — Guns N' Roses
  14. Speed of Sound — Coldplay
  15. Sweet Child O' Mine — Guns N' Roses
  16. Use Somebody — Kings of Leon
  17. Wish You Were Here — Pink Floyd
  18. Wonderwall — Oasis
  19. You Give Love a Bad Name — Bon Jovi
  20. Zombie — The Cranberries

Nível avançado: letras mais densas, com metáforas, construções poéticas, vocabulário sofisticado e maior desafio auditivo; permitem trabalhar linguagem figurada, referências culturais, expressões coloquiais e idiomáticas, interpretação textual e diferentes sotaques.

  1. Alive — Pearl Jam
  2. American Pie — Don McLean
  3. Bitter Sweet Symphony — The Verve
  4. Black Hole Sun — Soundgarden
  5. Bohemian Rhapsody — Queen
  6. Californication — Red Hot Chili Peppers
  7. Comfortably Numb — Pink Floyd
  8. Dust in the Wind — Kansas
  9. Enter Sandman — Metallica
  10. Jeremy — Pearl Jam
  11. Kashmir — Led Zeppelin
  12. Money — Pink Floyd
  13. Mrs. Robinson — Simon & Garfunkel
  14. Nothing Else Matters — Metallica
  15. November Rain — Guns N' Roses
  16. Scar Tissue — Red Hot Chili Peppers
  17. Stairway to Heaven — Led Zeppelin
  18. The Sound of Silence — Simon & Garfunkel
  19. Time — Pink Floyd
  20. Under the Bridge — Red Hot Chili Peppers

 



Alaôr Gomes Castanheira - licenciado em Inglês pela Uniplena e em Pedagogia pela FACEL, e pós-graduado em Educação Bilíngue e Multilíngue pelo Instituto Singularidades. Atua há dez anos na área da educação e é professor de English Language Arts no Brazilian International School – BIS, em São Paulo/SP.

Juliana Andreoni Nico - licenciada em Matemática, Biologia e Pedagogia, com doutorado em Bioquímica e Biologia Molecular pela Universidade de São Paulo (USP). Atuando na Educação há mais de 20 anos, acumula experiências como docente em instituições bilíngues e internacionais. Possui certificações em programas do IB (International Baccalaureate). Atualmente atua como Coordenadora Pedagógica do Teens (EF2), Coordenadora IB-MYP e Coordenadora dos programas ILOS (SCHILOS) na Escola Internacional de Alphaville.

Patricia Areias Fernandes - educadora com mais de trinta anos de experiência no ensino de língua inglesa, educação bilíngue e avaliações internacionais. É licenciada em Letras e Pedagogia e pós-graduada em Bilinguismo além de possuir mestrado em Formação de Professores pela Universidade Presbiteriana Metodista. Atua na Escola Aubrick Bilíngue Multicultural, em São Paulo, em parceria com alunos, professores e famílias para apoiar o desenvolvimento linguístico e acadêmico, com foco especial nas qualificações da Cambridge Assessment English.

Elisete Prado - Pedagoga com ampla experiência em Educação, atuando dentro e fora da sala de aula. Com mais de 25 anos ocupando diferentes posições na Gestão Escolar, acredita na parceria família-escola para a formação integral dos estudantes, unindo o trabalho acadêmico ao socioemocional para estarem preparados para os desafios do futuro. Atualmente, é diretora do Progresso Bilíngue Itu.


International Schools Partnership - ISP
Para mais informações, acesse o site


Rock fortalece a mente

 

arquivo pessoal
Luti Cristóforo

No Dia Mundial do Rock, psicólogo destaca como a música pode contribuir para o equilíbrio emocional e ajudar pessoas a enfrentarem momentos difíceis da vida.

 

Muito além de um estilo musical, o rock pode ser um aliado da saúde mental. Estudos científicos têm demonstrado que a música é capaz de reduzir os níveis de estresse, aliviar sintomas de ansiedade, estimular áreas do cérebro ligadas ao prazer e favorecer a regulação das emoções. No Dia Mundial do Rock, celebrado em 13 de julho, o psicólogo clínico Luti Christóforo chama a atenção para o papel que a música desempenha no bem-estar emocional e na forma como muitas pessoas enfrentam os desafios da vida.

A relação entre música e saúde mental já é reconhecida pela ciência. Pesquisas mostram que ouvir música estimula a liberação de neurotransmissores como a dopamina, associada às sensações de prazer e motivação, além de contribuir para a redução do cortisol, hormônio relacionado ao estresse. Por isso, a musicoterapia vem sendo utilizada como recurso complementar em tratamentos voltados ao sofrimento psíquico e a diferentes condições neurológicas.

Para Luti Christóforo, cada pessoa estabelece uma conexão diferente com a música. Enquanto alguns encontram acolhimento, outros descobrem força, esperança ou tranquilidade. No caso dele, foi o rock que se tornou um importante instrumento de enfrentamento diante das dificuldades impostas pela vida.

Antes de atuar como psicólogo, Luti foi músico. Os palcos, os ensaios, os estúdios e as bandas fizeram parte de sua trajetória muito antes da carreira clínica. "O rock nunca foi apenas um estilo musical para mim. Ele representa liberdade, autenticidade, amizade, pertencimento e a possibilidade de transformar emoções em arte", afirma.

Há 26 anos convivendo com a esclerose múltipla, doença neurológica crônica que provoca desafios físicos e emocionais permanentes, o psicólogo conta que a música teve papel fundamental durante todo esse processo. Segundo ele, o tratamento médico sempre foi indispensável, mas preservar aquilo que alimenta a identidade, os sonhos e a capacidade de criar também faz parte do cuidado com a saúde emocional.

"Em muitos momentos difíceis, quando o corpo parecia impor limites, cantar era uma forma de lembrar que a doença não era maior do que quem eu sou. Cada apresentação representava uma reafirmação da vida e a certeza de que ainda existia muito de mim que nenhuma doença poderia alcançar", destaca.

Na prática clínica, Luti observa que muitas pessoas têm dificuldade para encontrar formas saudáveis de expressar sentimentos. Nesse contexto, a música surge como um importante recurso emocional. "Ela não elimina a dor, mas pode tornar o sofrimento mais suportável. Não resolve todos os conflitos, mas frequentemente nos ajuda a atravessá-los com mais recursos emocionais", explica.

Para o psicólogo, a homenagem ao Dia Mundial do Rock vai além da celebração de um gênero musical. Ela representa um convite para que cada pessoa descubra sua própria trilha sonora, aquela capaz de fortalecer a esperança, estimular a resiliência e lembrar que, mesmo diante das adversidades, sempre é possível escrever um novo capítulo da própria história.

 

Luti Christóforo - Psicólogo Clínico
@luti.psicologo
lutipsicologo@gmail.com
YouTube.com/@lutipsicologo

 

Déficit de Atenção vai muito além da distração: entenda o transtorno e saiba identificar os sinai

No Dia Mundial de Conscientização do
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (13.07), especialistas alertam para importância do diagnóstico precoce e tratamento individualizado 

 

Esquecer compromissos, perder objetos com frequência, adiar tarefas importantes ou ter dificuldade para manter a atenção são situações comuns na rotina de muitas pessoas. No entanto, quando esses comportamentos são persistentes, começam na infância e causam prejuízos na vida escolar, profissional e social, eles podem indicar o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Apesar de ser um dos transtornos do neurodesenvolvimento mais conhecidos, o TDAH ainda é cercado por estigmas. É comum que crianças, adolescentes e adultos sejam rotulados como "preguiçosos", "desorganizados", "mal-educados" ou "sem força de vontade". Segundo especialistas, essas interpretações estão longe da realidade.

De acordo com a Dra. Mariana Ramos, professora de Psicologia na Afya Centro Universitário Itaperuna, o TDAH possui bases neurobiológicas bem estabelecidas e está relacionado ao funcionamento de áreas do cérebro responsáveis pela atenção, pelo controle dos impulsos e pelas funções executivas, conjunto de habilidades que permite planejar, organizar, iniciar, monitorar e concluir atividades. “Não se trata de falta de disciplina ou de interesse. O TDAH é uma condição neurobiológica que interfere na forma como o cérebro organiza e executa comportamentos direcionados a objetivos", explica.

Embora os sintomas geralmente apareçam antes dos 12 anos de idade, muitas pessoas só descobrem que têm TDAH na adolescência ou na vida adulta. Segundo o Dr. Rodrigo Eustáquio, médico e professor de pós-graduação em Psiquiatria na Afya Vitória, isso acontece porque alguns indivíduos desenvolvem estratégias para compensar suas dificuldades durante a infância. O diagnóstico costuma surgir quando aumentam as responsabilidades acadêmicas, profissionais ou familiares. "O diagnóstico do TDAH é essencialmente clínico. Não existe exame de sangue, ressonância magnética ou qualquer outro exame que confirme o transtorno", afirma.

A investigação é realizada por meio de uma entrevista detalhada, avaliação do histórico de desenvolvimento, desempenho escolar e profissional, além da análise dos impactos dos sintomas na vida cotidiana. Também é fundamental excluir outras condições que podem apresentar manifestações semelhantes, como ansiedade, depressão, distúrbios do sono e dificuldades específicas de aprendizagem.

Os critérios utilizados atualmente são os descritos no DSM-5-TR e na Classificação Internacional de Doenças (CID), podendo ser complementados por entrevistas estruturadas e, quando indicado, por avaliação neuropsicológica.


Sintomas variam entre as pessoas

Nem todas as pessoas com TDAH apresentam os mesmos sinais. Existem diferentes apresentações do transtorno.Alguns indivíduos apresentam predominância da desatenção, caracterizada por dificuldade para manter o foco, organizar tarefas, administrar o tempo, seguir instruções e finalizar atividades. Outros apresentam sintomas mais evidentes de hiperatividade e impulsividade, como inquietação constante, dificuldade para permanecer sentado, interrupções frequentes durante conversas e tendência a agir antes de refletir.

Também existe a forma combinada, na qual os dois grupos de sintomas estão presentes. Segundo Rodrigo, essas características também podem variar conforme a idade e o sexo. "As meninas costumam apresentar mais frequentemente o subtipo predominantemente desatento, enquanto os meninos apresentam, com maior frequência, a forma combinada, com sintomas de desatenção e hiperatividade. Na idade adulta, é comum que a hiperatividade diminua, mas muitos pacientes continuam apresentando dificuldades relacionadas principalmente à atenção e à organização."


Muito além da dificuldade de concentração

Embora a desatenção seja o sintoma mais conhecido, ela representa apenas parte dos desafios enfrentados pelas pessoas com TDAH. Dra. Mariana Ramos explica que alterações nas funções executivas comprometem atividades do cotidiano, como organizar materiais, estabelecer prioridades, cumprir prazos, controlar impulsos, lidar com frustrações e concluir projetos de longo prazo. "Muitas vezes a pessoa sabe exatamente o que precisa fazer, possui capacidade para executar determinada atividade, mas encontra enorme dificuldade para iniciar ou manter a tarefa até o fim. Isso gera sofrimento porque frequentemente é interpretado como falta de responsabilidade."

Outro aspecto pouco conhecido é que pessoas com TDAH podem apresentar episódios de hiperfoco, estado de intensa concentração em atividades que despertam grande interesse, enquanto encontram extrema dificuldade para realizar tarefas consideradas pouco estimulantes. Esquecimentos frequentes, procrastinação e dificuldades na percepção do tempo também fazem parte das manifestações do transtorno e estão relacionados às alterações nas funções executivas, e não simplesmente à falta de empenho.


Impactos vão além da aprendizagem

Os prejuízos do TDAH não se restringem ao ambiente escolar.Ao longo da vida, muitas pessoas convivem com críticas constantes relacionadas ao seu comportamento, o que pode favorecer o desenvolvimento de baixa autoestima, ansiedade e depressão."Durante muitos anos, essas pessoas escutam frases como 'você é inteligente, mas não se esforça' ou 'você nunca termina o que começa'. Esse histórico pode provocar sofrimento emocional importante", destaca Mariana.

Segundo Dr. Rodrigo, o transtorno foi, durante muito tempo, subdiagnosticado, fazendo com que inúmeras pessoas crescessem sem compreender a origem de suas dificuldades."Quando o paciente recebe o diagnóstico correto e inicia o tratamento, consegue desenvolver melhor seu potencial, melhora a autoestima e reduz o risco de desenvolver outros transtornos, como ansiedade e depressão."

Além da avaliação médica, a avaliação neuropsicológica desempenha papel importante na investigação do TDAH. O processo permite analisar funções cognitivas como atenção, memória, velocidade de processamento, linguagem, raciocínio e funções executivas, além de identificar potencialidades e dificuldades específicas de cada indivíduo. Mais do que confirmar ou afastar o diagnóstico, essa avaliação contribui para a elaboração de estratégias terapêuticas individualizadas.


Tratamento  deve ser personalizado

Os especialistas ressaltam que não existe um tratamento único para todas as pessoas com TDAH. A abordagem depende da idade, intensidade dos sintomas, grau de prejuízo funcional e da presença de outras condições associadas. Este pode incluir medicamentos, quando indicados pelo médico, psicoterapia,  especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), reabilitação neuropsicológica, orientação familiar e adaptações no ambiente escolar ou profissional.

Também são recomendadas estratégias práticas, como reduzir estímulos que favoreçam distrações, criar rotinas estruturadas e desenvolver habilidades de organização e planejamento."O objetivo do tratamento não é apenas reduzir os sintomas, mas melhorar a qualidade de vida, favorecer a autonomia e permitir que cada pessoa desenvolva todo o seu potencial", conclui o psiquiatra.

Os especialistas reforçam que nem toda dificuldade de atenção significa TDAH. Por isso, diante de sintomas persistentes e prejuízos no cotidiano, é fundamental buscar avaliação com profissionais qualificados para um diagnóstico preciso e um tratamento baseado em evidências científicas.

 

Cinco sinais de que seu coração pode estar batendo fora do ritmo

Palpitações, falta de ar, tontura, desmaios e cansaço excessivo podem indicar arritmias cardíacas. Reconhecer os sintomas e buscar avaliação médica é essencial para prevenir complicações graves
 

Palpitações frequentes, sensação de que o coração "falha", tonturas ou falta de ar costumam ser atribuídas ao estresse, à ansiedade ou ao excesso de cafeína. Embora isso possa acontecer, esses sintomas também podem indicar uma arritmia cardíaca, alteração no ritmo dos batimentos que, dependendo do tipo, aumenta o risco de complicações como acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e até morte súbita. 

A fibrilação atrial, considerada a arritmia sustentada mais comum no mundo, afeta cerca de 60 milhões de pessoas e está associada a um risco até cinco vezes maior de AVC. O problema é que muitas pessoas convivem com a doença durante anos sem diagnóstico, porque os sintomas podem ser leves, esporádicos ou até inexistentes. 

"Muitas pessoas acreditam que sentir o coração acelerado ou perceber batimentos irregulares é apenas consequência da ansiedade. Embora isso possa ocorrer, esses sinais também podem indicar uma arritmia. Quando são recorrentes ou aparecem acompanhados de falta de ar, tontura ou desmaios, é importante procurar avaliação médica", explica o presidente da Associação Brasileira de Estimulação Cardíaca (ABEC), Dr. Marcelo Luiz Peixoto Sobral. 

Segundo o especialista, cinco sinais merecem atenção: palpitações, falta de ar, tontura ou desmaios, cansaço excessivo sem causa aparente e dor ou desconforto no peito. Isoladamente, eles não confirmam uma doença cardíaca, mas quando surgem com frequência ou se repetem, devem ser investigados por um cardiologista. 

"As arritmias podem fazer o coração bater rápido demais, devagar ou de forma irregular. Felizmente, hoje contamos com exames capazes de identificar essas alterações com precisão e indicar o tratamento mais adequado para cada paciente. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de evitar complicações", afirma Sobral. 

O diagnóstico pode ser feito por exames como eletrocardiograma e monitorização do ritmo cardíaco, enquanto o tratamento varia conforme o tipo de arritmia e pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos, ablação por cateter ou implante de dispositivos cardíacos, como marcapassos e cardiodesfibriladores.


Associação Brasileira de Estimulação Cardíaca - ABEC


Férias escolares desafiam a continuidade do tratamento de crianças e adolescentes com TDAH

Mudança de rotina nas férias pode intensificar sintomas do TDAH e aumentar desafios para famílias no manejo do transtorno


Julho marca o Mês de Conscientização sobre o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), com o Dia Mundial da condição no dia 13. O transtorno afeta milhões de crianças, adolescentes e adultos em todo o mundo. O período coincide com as férias escolares, quando a interrupção da rotina, a redução da previsibilidade do dia a dia e o aumento do tempo de exposição às telas podem intensificar sintomas do transtorno e tornar ainda mais desafiadora a organização das famílias.

Sem os horários regulares impostos pela escola, crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar maior dificuldade para manter a atenção, controlar a impulsividade, regular o sono e organizar atividades cotidianas. O período também costuma aumentar a sobrecarga dos pais e cuidadores, que passam a administrar integralmente a rotina dos filhos durante o recesso. Nesse contexto, especialistas alertam que manter hábitos saudáveis são medidas fundamentais para minimizar os impactos das férias no transtorno e evitar prejuízos no controle dos sintomas.

"Na maioria dos casos de TDAH, o impacto do transtorno ocorre não apenas no ambiente escolar, mas também em casa e outros ambientes sociais (festas, encontros, restaurantes, clubes, etc) Nestes casos é importante a manutenção do tratamento conforme prescrição médica, mesmo durante as férias. Quando o impacto do TDAH é significativo apenas no ambiente escolar, pode haver interrupção dos psicoestimulantes nesse período, porém, no caso dos medicamentos não estimulantes, como a atomoxetina, é fundamental não interromper o tratamento. Temos que ser bem criteriosos e cada quadro precisa ser analisado individualmente antes de qualquer mudança", explica o Dr. Paulo Mattos, médico psiquiatra e pesquisador do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino.


Sinais e sintomas do TDAH

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por padrões persistentes de desatenção, hiperatividade e impulsividade que comprometem o desempenho escolar, os relacionamentos interpessoais e a qualidade de vida¹.

Entre os principais sinais e sintomas estão a dificuldade para manter a atenção, a distração frequente, os esquecimentos, a desorganização, a dificuldade para concluir tarefas, a inquietação, a necessidade constante de movimento, a fala excessiva, a impulsividade e a dificuldade para esperar a própria vez¹².

Os sintomas costumam surgir ainda na infância e podem persistir na adolescência e na vida adulta. O diagnóstico é clínico e deve ser realizado por profissional habilitado, com base na história do paciente, na avaliação dos sintomas e nos critérios diagnósticos internacionalmente reconhecidos². O tratamento é individualizado e pode incluir orientação familiar, acompanhamento psicológico, intervenções psicossociais e medicamentos, conforme indicação médica².


Férias exigem atenção redobrada ao manejo do TDAH

Durante o período letivo, a rotina escolar ajuda a estabelecer horários previsíveis para acordar, estudar, realizar atividades e dormir. Nas férias, essa estrutura é interrompida, favorecendo desorganização, aumento da impulsividade, alterações comportamentais e maior dificuldade para manter hábitos saudáveis.

Outro desafio frequente é o aumento do tempo de exposição às telas. Celulares, tablets, videogames e computadores costumam ocupar boa parte do tempo livre durante o recesso escolar e, quando utilizados em excesso, podem prejudicar a qualidade do sono, dificultar a autorregulação emocional e potencializar sintomas de desatenção e impulsividade³. 

A quebra da rotina também costuma aumentar a sobrecarga dos pais e cuidadores, que passam a administrar integralmente o dia a dia das crianças e adolescentes sem o suporte da escola. Sempre que possível, manter horários relativamente estáveis para alimentação, sono, atividades físicas e momentos de lazer ajuda a reduzir os impactos desse período. 

Diante desse cenário, a adesão ao tratamento torna-se ainda mais importante. Entre as opções terapêuticas disponíveis estão medicamentos estimulantes e não estimulantes. No caso da atomoxetina, aprovada pela Anvisa para o tratamento do TDAH⁴, especialistas reforçam que é obrigatória a manutenção do seu uso durante as férias, quando muitas famílias optam por interromper o tratamento por conta própria, exatamente como ocorre com vários outros medicamentos (antidepressivos ou anticonvulsivantes, por exemplo). 

"As férias representam uma mudança importante na rotina, mas não significam uma pausa no TDAH. Com organização, acompanhamento adequado e adesão ao tratamento quando indicado, é possível atravessar esse período de forma mais tranquila, reduzindo impactos para a criança, o adolescente e toda a família", conclui Dr. Paulo Mattos, psiquiatra e pesquisador do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino.


Referências:

  1. World Health Organization (WHO). ICD-11: Attention Deficit Hyperactivity Disorder. Disponível em: Link
  2. American Psychiatric Association. DSM-5-TR: Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. American Psychiatric Publishing, 2022.
  3. Wolraich ML et al. Clinical Practice Guideline for the Diagnosis, Evaluation, and Treatment of ADHD in Children and Adolescents. Pediatrics. 2019;144(4). Disponível em: Link
  4. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Registro de atomoxetina para TDAH. Disponível em: Link

 

Ultrassom dermatológico amplia precisão no diagnóstico de doenças da pele, afirma especialista

Tecnologia de alta resolução auxilia no diagnóstico precoce e no acompanhamento de doenças dermatológicas e procedimentos estéticos 

 

O avanço das tecnologias de imagem vem transformando diferentes especialidades médicas, e na Dermatologia não é diferente. Cada vez mais presente na prática clínica, o ultrassom dermatológico tem ampliado a capacidade dos médicos de investigar alterações da pele de forma não invasiva, oferecendo informações que muitas vezes não são perceptíveis apenas durante o exame físico. Segundo a médica radiologista e especialista em ultrassom dermatológico, Dra. Priscilla Tashiro, o exame representa uma mudança importante na forma como a pele é avaliada. “O ultrassom dermatológico é uma tecnologia de alta resolução capaz de visualizar, em tempo real, as diferentes camadas da pele, do tecido subcutâneo e das estruturas anexas, como unhas e folículos pilosos. Ele permite enxergar alterações que muitas vezes não são perceptíveis apenas no exame clínico”, avalia. 

Embora muitas pessoas associem o ultrassom apenas à gestação ou à avaliação de órgãos internos, a tecnologia também pode ser aplicada à Dermatologia por meio de equipamentos de alta frequência, capazes de gerar imagens detalhadas das estruturas superficiais da pele. "Trabalhamos com transdutores de alta frequência, acima de 15 MHz, capazes de produzir imagens com resolução suficiente para visualizar estruturas extremamente superficiais. Isso nos permite estudar a espessura da pele, vascularização, processos inflamatórios, nódulos, cistos, tumores e até alterações provocadas por procedimentos estéticos", explica a especialista. 

Atualmente, o exame auxilia na investigação de tumores benignos e malignos, doenças inflamatórias como hidradenite supurativa, psoríase e alterações das unhas, além de contribuir para o acompanhamento da resposta aos tratamentos e para o planejamento cirúrgico. "O grande diferencial é que conseguimos entender não apenas a presença da lesão, mas também sua extensão, profundidade e comportamento", destaca a médica. 

Ao caracterizar com mais detalhes o tipo de tecido, o exame fornece informações importantes para a definição da melhor conduta médica. "Quanto mais informação temos antes de uma cirurgia, maior tende a ser a segurança e a previsibilidade do tratamento", afirma. Outro benefício importante é a possibilidade de identificar alterações ainda em fases iniciais da doença, antes mesmo que elas sejam evidentes clinicamente. 

O crescimento dos procedimentos estéticos também ampliou a importância do ultrassom dermatológico. "Essa talvez seja uma das áreas que mais cresceram nos últimos anos. O ultrassom permite diferenciar produtos preenchedores, reconhecer inflamações, granulomas, infecções, alterações vasculares e orientar procedimentos guiados. Vale ressaltar a importância do ultrassom antes e durante os procedimentos. Isso muda completamente a segurança e evita complicações", ressalta. 

Na avaliação de nódulos e lesões cutâneas, o exame também fornece informações que ajudam o médico a definir os próximos passos da investigação. "Embora nenhum exame isolado substitua a avaliação médica ou a biópsia quando indicada, essas informações ajudam significativamente na estratificação do risco”, explica. 

Para a Dra. Priscilla, a tendência é que o ultrassom dermatológico ocupe um espaço cada vez maior na prática clínica, acompanhando a evolução da medicina personalizada. "Acredito que caminhamos nessa direção. À medida que surgem novas evidências científicas e mais profissionais são capacitados, o ultrassom tende a ocupar um espaço semelhante ao que hoje a dermatoscopia representa na Dermatologia. Ele não substituirá o exame clínico, pelo contrário, potencializa a avaliação do dermatologista. O futuro da Dermatologia passa por uma medicina cada vez mais precisa, personalizada e guiada por imagem. E o ultrassom dermatológico faz parte dessa transformação”, finaliza.

 

Dra. Priscilla Tashiro - Graduada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP), a médica radiologista, Dra. Priscilla Tashiro, também está à frente da RADDERM, clínica referência em ultrassonografia dermatológica e suporte a procedimentos estéticos, que oferecem atendimento personalizado com tecnologia de ponta para diagnósticos precisos e mais segurança para a pele.

 

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