Palpitações, falta de ar, tontura,
desmaios e cansaço excessivo podem indicar arritmias cardíacas. Reconhecer os
sintomas e buscar avaliação médica é essencial para prevenir complicações
graves
Palpitações frequentes, sensação de que o coração
"falha", tonturas ou falta de ar costumam ser atribuídas ao estresse,
à ansiedade ou ao excesso de cafeína. Embora isso possa acontecer, esses
sintomas também podem indicar uma arritmia cardíaca, alteração no ritmo dos
batimentos que, dependendo do tipo, aumenta o risco de complicações como
acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e até morte súbita.
A fibrilação atrial, considerada a arritmia sustentada mais comum
no mundo, afeta cerca de 60 milhões de pessoas e está associada a um risco até
cinco vezes maior de AVC. O problema é que muitas pessoas convivem com a doença
durante anos sem diagnóstico, porque os sintomas podem ser leves, esporádicos
ou até inexistentes.
"Muitas pessoas acreditam que sentir o coração acelerado ou
perceber batimentos irregulares é apenas consequência da ansiedade. Embora isso
possa ocorrer, esses sinais também podem indicar uma arritmia. Quando são
recorrentes ou aparecem acompanhados de falta de ar, tontura ou desmaios, é
importante procurar avaliação médica", explica o presidente da Associação
Brasileira de Estimulação Cardíaca (ABEC), Dr. Marcelo Luiz Peixoto Sobral.
Segundo o especialista, cinco sinais merecem atenção: palpitações,
falta de ar, tontura ou desmaios, cansaço excessivo sem causa aparente e dor ou
desconforto no peito. Isoladamente, eles não confirmam uma doença cardíaca, mas
quando surgem com frequência ou se repetem, devem ser investigados por um
cardiologista.
"As arritmias podem fazer o coração bater rápido demais,
devagar ou de forma irregular. Felizmente, hoje contamos com exames capazes de
identificar essas alterações com precisão e indicar o tratamento mais adequado
para cada paciente. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de
evitar complicações", afirma Sobral.
O diagnóstico pode ser feito por exames como eletrocardiograma e
monitorização do ritmo cardíaco, enquanto o tratamento varia conforme o tipo de
arritmia e pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos, ablação por
cateter ou implante de dispositivos cardíacos, como marcapassos e
cardiodesfibriladores.
Associação Brasileira
de Estimulação Cardíaca - ABEC
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