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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Cinco sinais de que seu coração pode estar batendo fora do ritmo

Palpitações, falta de ar, tontura, desmaios e cansaço excessivo podem indicar arritmias cardíacas. Reconhecer os sintomas e buscar avaliação médica é essencial para prevenir complicações graves
 

Palpitações frequentes, sensação de que o coração "falha", tonturas ou falta de ar costumam ser atribuídas ao estresse, à ansiedade ou ao excesso de cafeína. Embora isso possa acontecer, esses sintomas também podem indicar uma arritmia cardíaca, alteração no ritmo dos batimentos que, dependendo do tipo, aumenta o risco de complicações como acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e até morte súbita. 

A fibrilação atrial, considerada a arritmia sustentada mais comum no mundo, afeta cerca de 60 milhões de pessoas e está associada a um risco até cinco vezes maior de AVC. O problema é que muitas pessoas convivem com a doença durante anos sem diagnóstico, porque os sintomas podem ser leves, esporádicos ou até inexistentes. 

"Muitas pessoas acreditam que sentir o coração acelerado ou perceber batimentos irregulares é apenas consequência da ansiedade. Embora isso possa ocorrer, esses sinais também podem indicar uma arritmia. Quando são recorrentes ou aparecem acompanhados de falta de ar, tontura ou desmaios, é importante procurar avaliação médica", explica o presidente da Associação Brasileira de Estimulação Cardíaca (ABEC), Dr. Marcelo Luiz Peixoto Sobral. 

Segundo o especialista, cinco sinais merecem atenção: palpitações, falta de ar, tontura ou desmaios, cansaço excessivo sem causa aparente e dor ou desconforto no peito. Isoladamente, eles não confirmam uma doença cardíaca, mas quando surgem com frequência ou se repetem, devem ser investigados por um cardiologista. 

"As arritmias podem fazer o coração bater rápido demais, devagar ou de forma irregular. Felizmente, hoje contamos com exames capazes de identificar essas alterações com precisão e indicar o tratamento mais adequado para cada paciente. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de evitar complicações", afirma Sobral. 

O diagnóstico pode ser feito por exames como eletrocardiograma e monitorização do ritmo cardíaco, enquanto o tratamento varia conforme o tipo de arritmia e pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos, ablação por cateter ou implante de dispositivos cardíacos, como marcapassos e cardiodesfibriladores.


Associação Brasileira de Estimulação Cardíaca - ABEC


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