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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Morte em rope jumping: “Prefeitura é responsável pela fiscalização da empresa”, alerta ex-secretário nacional de Direito do Consumidor

  

Para Arthur Rollo, União responde pelo acesso ao local, mas município é quem controla e autoriza atividades de lazer; jovem de 21 anos morreu nesse sábado (13/6), após ser lançada de ponte, em Limeira-SP, sem equipamento de segurança

 

A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, nesse sábado (13/6), em Limeira-SP, após ser lançada de uma ponte sem a corda de proteção, tem a responsabilidade compartilhada entre a empresa que prestou o serviço de rope jumping, a Prefeitura e o governo federal. É o que explica o advogado Arthur Rollo, ex-secretário nacional de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça. 

Após a tragédia, a gestão municipal veio a público declarar que a Ponte do Esqueleto, onde os saltos são costumeiramente realizados, é estrutura federal, sendo da União a responsabilidade pela manutenção, pela segurança e pelo controle de acesso. Rollo concorda. Contudo, alerta que, as empresas que exploram a região com esportes de aventura devem ser fiscalizadas pelo município: 

“A Prefeitura de Limeira diz que já havia alertado o governo federal inúmeras vezes sobre o uso indevido do local para atividades radicais e que, agora, vai processar a União. Ora, por que não fez isso antes? Uma vida se perdeu! E, por mais que o governo federal seja responsável pela área, é o município quem fiscaliza as empresas que atuam na cidade. Ainda mais num fim de semana, em que estas atividades são mais corriqueiras, não se viu ali no entorno uma só viatura da Guarda Civil Municipal (GCM) ou do Departamento de Fiscalização. Para mim, é muito claro: este risco é compartilhado entre União, Prefeitura e empresa”, avalia. 

Seis pessoas foram presas, após a vítima ser lançada de uma altura de 40 metros sem o equipamento de segurança fixado ao seu corpo, incluindo os três homens que conduziam a atividade. Segundo a Polícia, o grupo responsável pelo rope jumping não tem empresa formal. Em depoimento, os instrutores alegaram que praticam este tipo de esporte há tempos e que promoviam eventos havia cerca de um ano. O ingresso para saltar da Ponte do Esqueleto custa entre R$ 100 e R$ 180, dependendo da empresa organizadora. 

Para Rollo, a falta de fiscalização é flagrante, assim como é inaceitável o despreparo de quem ficou responsável por preparar a consumidora para o esporte radical: 

“Os instrutores estavam ali na Ponte (do Esqueleto) uniformizados. A jovem tinha ingresso nas mãos - aquelas pulseiras de controle e de identificação. Ela confiou que estava contratando um serviço seguro, legalizado. Queria apenas se divertir. Mas o que vimos é algo sem o mínimo de controle e de preparo. Onde estava a Prefeitura? Cadê a União? E, simplesmente, os instrutores se esqueceram do principal: de acoplar na consumidora a corda que a protegeria de uma queda fatal. Penso que devem responder por homicídio doloso, quando o autor assume o risco de produzir o resultado (dolo eventual)”.

 

Indenização

Sobre os direitos da família da vítima, o ex-secretário nacional de Defesa do Consumidor explica que cabe indenização e que a empresa responsável pela atividade deve ser a primeira a ser acionada na Justiça. Contudo, como trata-se, segundo as investigações, de grupo sem atividade formalizada, é possível que lhe falte lastro econômico para arcar com a reparação financeira.


O líder de 2026: menos chefe, mais gestor de emoções

Com equipes mais diversas, ambientes híbridos e aumento dos afastamentos por saúde mental, empresas passam a exigir líderes capazes de lidar com emoções, conflitos e relações humanas — não apenas com metas.

 

Durante décadas, a liderança foi associada à capacidade de comando, controle e cobrança por resultados. Esse modelo, no entanto, começa a mostrar sinais claros de esgotamento em um mercado de trabalho marcado por instabilidade, pressão constante e mudanças aceleradas na forma de trabalhar. 

A consolidação do trabalho híbrido, a intensificação do uso de tecnologia e o aumento dos casos de ansiedade e burnout deslocaram o centro da liderança. Hoje, a forma como o gestor conduz pessoas tem impacto direto na produtividade, no engajamento e na permanência dos profissionais. 

De acordo com estudo da McKinsey & Company, equipes lideradas por gestores com alta inteligência emocional apresentam até 23% mais engajamento e índices significativamente menores de rotatividade. O relatório aponta que habilidades emocionais deixaram de ser complementares e passaram a ser centrais para a performance organizacional. 

No Brasil, pesquisas da Kantar mostram que saúde mental, clima organizacional e qualidade da liderança já figuram entre os principais fatores de decisão para permanecer ou sair de um emprego, especialmente entre profissionais qualificados e mais jovens. 

Para Patrícia Suzuki, CHRO da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs, essa mudança é estrutural. “O líder de 2026 não será apenas alguém que entrega resultados, mas alguém capaz de lidar bem com as emoções do seu time, essencialmente em contextos de pressão contínua”, afirma. 

Segundo a executiva, muitos dos problemas atribuídos à falta de comprometimento têm origem na forma como as relações são estabelecidas: “conflitos que não são tratados, comunicação ineficiente e ausência de escuta geram custos invisíveis que aparecem depois como turnover, afastamentos e queda de produtividade.” 

Suzuki destaca que gestão emocional não significa permissividade ou perda de autoridade. “Ser empático não é evitar decisões difíceis, é saber comunicá-las de forma clara, previsível e humana, reduzindo ruído e insegurança", diz. 

Empresas que mantêm estilos autoritários ou excessivamente hierárquicos enfrentam maior dificuldade para atrair e reter talentos, especialmente em áreas de alta demanda. esse cenário, formar líderes emocionalmente preparados deixa de ser um diferencial competitivo e passa a ser uma condição básica de sobrevivência organizacional. "O líder do futuro não será lembrado apenas pelo que entregou, mas por como conduziu pessoas em tempos de incerteza e como fortaleceu a sua equipe", conclui a CHRO do Infojobs.


Carreiras jurídicas seguem entre as mais procuradas por universitários brasileiros

Reitora do Centro Universitário UniProcessus, Claudine Fernandes, analisa os fatores que mantêm o Direito entre os cursos mais buscados no país


Mesmo diante das transformações do mercado de trabalho e do crescimento de novas profissões ligadas à tecnologia, as carreiras jurídicas continuam entre as mais procuradas por estudantes brasileiros. O curso de Direito segue ocupando posição de destaque nos processos seletivos de instituições de ensino superior, impulsionado pela diversidade de áreas de atuação, estabilidade profissional e oportunidades no setor público e privado.

Dados do Mapa do Ensino Superior 2025, elaborado pelo Instituto Semesp com base em informações do Censo da Educação Superior do MEC/Inep, mostram que o curso de Direito lidera as matrículas presenciais da rede privada no Brasil, com 571.380 estudantes matriculados. O número reforça a permanência das carreiras jurídicas entre as opções mais buscadas por universitários brasileiros.

Além da tradicional advocacia, a formação jurídica permite atuação em carreiras como magistratura, Ministério Público, defensoria, delegacia, consultoria empresarial, compliance, mediação de conflitos e concursos públicos, ampliando as possibilidades de inserção no mercado de trabalho.

Para a reitora do Centro Universitário UniProcessus, Claudine Fernandes, a versatilidade da formação é um dos principais fatores que explicam a permanência do interesse dos estudantes pelo Direito.

“Trata-se de uma graduação que oferece inúmeras possibilidades profissionais. O conhecimento jurídico está presente em diversas áreas da sociedade e permite ao estudante construir trajetórias bastante diferentes ao longo da carreira, seja no setor público, privado ou acadêmico”, destaca.

Outro aspecto que contribui para a procura pelo curso é a busca por profissões que proporcionem estabilidade e boas perspectivas de crescimento profissional. Em um cenário de constantes mudanças econômicas e tecnológicas, muitos estudantes enxergam no Direito uma formação sólida e com ampla empregabilidade.

“O Direito continua sendo uma carreira muito valorizada porque desenvolve competências que são cada vez mais necessárias no mercado, como capacidade de argumentação, análise crítica, negociação e tomada de decisões. São habilidades que ultrapassam os limites da atuação jurídica tradicional”, afirma Claudine.

A crescente demanda por profissionais especializados em áreas como direito digital, proteção de dados, compliance, mediação e resolução de conflitos também tem contribuído para renovar o interesse pela graduação. As mudanças regulatórias e o avanço das novas tecnologias abriram espaço para novas oportunidades de atuação jurídica.

Além disso, muitos estudantes escolhem o curso como caminho para a preparação de concursos públicos e carreiras de Estado, que continuam atraindo candidatos em busca de estabilidade e desenvolvimento profissional.

Segundo Claudine Fernandes, a formação universitária desempenha papel fundamental na construção dessas trajetórias.

“A universidade é responsável por oferecer não apenas conhecimento técnico, mas também uma formação ética, crítica e humanizada. O profissional do Direito precisa compreender as transformações da sociedade e estar preparado para atuar diante de desafios cada vez mais complexos”, ressalta.

Para a reitora, a tendência é que o Direito continue ocupando posição de destaque entre os cursos mais procurados pelos brasileiros.

“A sociedade está em constante transformação, mas a necessidade de profissionais capacitados para interpretar normas, garantir direitos e contribuir para a construção da cidadania permanece fundamental. Por isso, as carreiras jurídicas seguem despertando grande interesse entre os jovens”, conclui 

 

Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa: os 5 golpes digitais mais comuns contra idosos em 2026

Especialista alerta para o avanço das fraudes online direcionadas à população 60+ e explica como identificar tentativas de golpe antes que elas causem prejuízos financeiros e emocionais


 

Os golpes digitais contra idosos estão cada vez mais sofisticados e passaram a figurar entre as formas mais recorrentes de violência financeira contra a população 60+. Aplicativos de mensagens, ligações falsas, perfis clonados e até ferramentas de inteligência artificial vêm sendo utilizados por criminosos para explorar a confiança e a vulnerabilidade desse público, causando prejuízos financeiros e emocionais. A preocupação ganha ainda mais relevância no Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, celebrado em 15 de junho.

 

Um levantamento inédito da Fundação Seade revelou que 82% das pessoas com 60 anos ou mais no estado de São Paulo já sofreram tentativas de golpes virtuais por meio de mensagens, e-mails ou ligações fraudulentas. Embora o percentual seja inferior ao observado entre adultos de 30 a 59 anos, faixa em que os índices superam 90%, o dado mostra que os idosos também estão amplamente expostos aos riscos do ambiente digital, um cenário que reflete uma realidade observada em todo o país.

 

Para o advogado Mário Henrique Martins, do Martins Cardozo Advogados Associados e especialista em Direitos Difusos e Coletivos, a combinação entre a rápida digitalização dos serviços e a evolução das técnicas utilizadas pelos fraudadores criou um ambiente especialmente desafiador para a população idosa.

 

“Os criminosos estão utilizando recursos cada vez mais sofisticados para enganar as vítimas, explorando sentimentos como confiança, medo e urgência. Em muitos casos, o prejuízo vai além da questão financeira e afeta diretamente a autonomia, a segurança e a qualidade de vida do idoso. A informação e a educação continuam sendo as principais ferramentas de prevenção”, afirma.

 

Diante desse cenário, o especialista lista os golpes digitais mais comuns aplicados contra idosos em 2026 e as principais formas de proteção.

 

1. Golpe da falsa central bancária

“Os criminosos costumam criar uma sensação de urgência para impedir que a vítima reflita antes de agir. Quando alguém pede senhas, códigos de autenticação ou transferências sob o argumento de proteger uma conta bancária, o primeiro passo deve ser interromper o contato e buscar confirmação diretamente com a instituição financeira. Nenhum banco solicita esse tipo de procedimento por telefone”, alerta o advogado.

 

2. Clonagem de voz por inteligência artificial

“A inteligência artificial tornou os golpes mais sofisticados porque permite reproduzir vozes com um grau de realismo cada vez maior. Hoje, ouvir a voz de um familiar não é mais uma garantia de autenticidade. Sempre que houver um pedido de dinheiro fora do habitual, a orientação é confirmar a situação por outros canais antes de qualquer transferência”, explica.

 

3. Falso pedido de atualização cadastral

“Muitas fraudes começam com uma mensagem aparentemente simples informando a necessidade de atualizar dados ou regularizar um cadastro. O objetivo é obter informações pessoais e bancárias da vítima. Por isso, é fundamental evitar clicar em links recebidos por mensagens e acessar apenas canais oficiais das empresas ou instituições envolvidas”, recomenda Mário.

 

4. Golpe do falso benefício ou restituição

“Promessas de valores a receber costumam despertar interesse imediato, especialmente quando envolvem aposentadorias, benefícios sociais ou restituições. O consumidor precisa ter em mente que órgãos públicos não exigem pagamentos antecipados para liberar recursos. Sempre que houver cobrança prévia para acesso a um suposto direito, existe um forte indicativo de fraude”, ressalta.

 

5. Golpe do WhatsApp clonado

“Grande parte dos casos poderia ser evitada com medidas básicas de segurança digital. A autenticação em duas etapas cria uma camada adicional de proteção e dificulta significativamente a ação dos criminosos. Além disso, pedidos urgentes de dinheiro enviados por aplicativos de mensagens devem ser confirmados diretamente com a pessoa antes de qualquer decisão”, orienta o advogado.

 

Informação é a principal ferramenta de proteção

Segundo Mário, o enfrentamento à violência digital contra idosos exige uma combinação entre educação digital, apoio familiar e conscientização jurídica. “Muitos idosos foram educados em uma cultura baseada na confiança e acabam se tornando alvos preferenciais de criminosos que exploram justamente essa característica. Conversar sobre golpes, compartilhar informações e estimular a checagem de dados antes de qualquer decisão financeira são atitudes simples que podem evitar prejuízos significativos”, destaca.

 

O advogado reforça que conhecer os próprios direitos também é uma forma de proteção. “Em muitos casos, a vítima acredita que não há o que fazer após o golpe. No entanto, dependendo das circunstâncias, é possível buscar responsabilização dos envolvidos e reparação dos danos. A informação continua sendo a melhor defesa contra qualquer fraude”, conclui o advogado.



Festas juninas aumentam alerta para acidentes graves com fogos de artifício

Levantamentos recentes mostram que internações por lesões relacionadas aos artefatos voltaram a subir no Brasil; emergencista alerta para queimaduras, amputações e risco aumentado para crianças 

 

Com o início das festas juninas, o uso de fogos de artifício, rojões, bombinhas e outros artefatos explosivos, além das tradicionais fogueiras, volta a fazer parte das comemorações em muitas regiões do país. A tradição, no entanto, também impõe um alerta importante aos serviços de saúde: todos os anos, esse período é marcado pelo aumento de ocorrências, especialmente queimaduras, traumas nas mãos, lesões oculares, ferimentos na face e, nos casos mais graves, amputações.

Dados do Ministério da Saúde mostram que os acidentes envolvendo artefatos pirotécnicos seguem como causa relevante de atendimento no Sistema Único de Saúde. O Brasil registrou 348 internações em 2023 e 377 em 2024 por ferimentos relacionados à queima de fogos de artifício, o que representa alta de aproximadamente 8,3% em um ano¹.
 

Além das internações, os atendimentos ambulatoriais ajudam a dimensionar a gravidade do problema. Em 2023, foram contabilizados 97 casos relacionados a queimaduras e lesões provocadas pelo manuseio inadequado desses artefatos. Em 2024, esse total subiu para 162, avanço de aproximadamente 67% em relação ao ano anterior². O problema também persistiu em 2025. Apenas nos três primeiros meses de 2025, o Sistema Único de Saúde registrou 628 atendimentos ambulatoriais e hospitalares por queima de fogos de artifício, média de cerca de sete casos por dia, segundo dados do Ministério da Saúde³.  

Para o Dr. Felipe Liger, médico emergencista do Pronto Atendimento do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o principal risco está na falsa sensação de controle. “Fogos de artifício muitas vezes são vistos como parte da brincadeira, especialmente nas festas juninas, mas estamos falando de um artefato explosivo. Quando há falha no manuseio, a lesão pode ser imediata e muito grave, com queimaduras profundas, fraturas, perda de tecido e até amputações. Isso também vale para as fogueiras, símbolo dessa festa.”, afirma. 

Segundo o especialista, mãos, braços, face e olhos estão entre as áreas mais atingidas, justamente pela proximidade com o artefato no momento da explosão. Crianças e adolescentes exigem atenção redobrada, não apenas pelo risco de manipularem bombinhas e rojões, mas também por estarem próximas de adultos que fazem o uso inadequado desses materiais. 

“O ideal é que crianças não manipulem fogos, bombinhas ou qualquer artefato explosivo. Mesmo aqueles considerados pequenos podem causar queimaduras importantes, lesões nos olhos e ferimentos permanentes. Também é fundamental que adultos não acendam fogos próximos a aglomerações, dentro de casas, perto de fogueiras, veículos, fiações ou materiais inflamáveis”, orienta o Dr. Felipe Liger. 

O período junino costuma reunir fatores que ampliam o risco de acidentes: maior circulação de pessoas, consumo de álcool, roupas de tecido sintético, ambientes abertos com pouca estrutura de segurança e uso doméstico de artefatos comprados sem orientação adequada. 

Entre as medidas de prevenção, o médico destaca que fogos devem ser adquiridos apenas em locais autorizados, mantidos longe de crianças e utilizados estritamente conforme as instruções do fabricante. Também é importante nunca tentar reacender um artefato que falhou, não apontar fogos na direção de pessoas, não segurá-los diretamente com as mãos e manter distância segura após o disparo. 

Em caso de queimadura, a recomendação é lavar a área com água corrente em temperatura ambiente, não aplicar manteiga, pasta de dente, pó de café, pomadas caseiras ou qualquer produto sem orientação médica, e procurar atendimento imediatamente quando houver bolhas extensas, dor intensa, ferimentos profundos, sangramento, acometimento de mãos, rosto, olhos, genitais ou sinais de inalação de fumaça. 

“Em acidentes com explosivos, o tempo até o atendimento faz diferença. Algumas lesões parecem pequenas no início, mas podem evoluir com infecção, perda de sensibilidade ou comprometimento funcional. O mais seguro é procurar avaliação médica, principalmente quando há queimadura profunda, trauma nas mãos ou qualquer alteração visual”, reforça o emergencista. 

Mais do que restringir a comemoração, o alerta é para que a tradição seja acompanhada de responsabilidade. Com o aumento das internações entre 2023 e 2025, a prevenção segue como a medida mais eficaz para evitar que a celebração termine em acidentes.

 

Hospital Alemão Oswaldo Cruz


 

TENA apoia Junho Violeta e reforça importância da capacitação de cuidadores diante do aumento da violência contra idosos


Violência interpessoal aumenta contra idosos no Brasil e capacitação
 de cuidados oferecida por TENA pode evitar negligência
DIVULGAÇÃO TENA

Violência interpessoal contra pessoa idosa cresceu 226,3% entre 2014 e 2024 no Brasil. Marca da Essity disponibiliza conteúdo gratuito com orientações práticas para cuidados diários, higiene e prevenção de negligência.

 

TENA, marca número 1 mundial em produtos para incontinência urinária em adultos, que faz parte da Essity, líder global em higiene e saúde, apoia a campanha Junho Violeta, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) e de conscientização e combate à violência contra a pessoa idosa. O tema ganha relevância diante do avanço dos casos de violência interpessoal contra esse público no país: segundo o Atlas da Violência 2026, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as notificações desse tipo de violência cresceram 226,3% entre 2014 e 2024 no Brasil. 

Somente em 2024, foram registrados 30.097 casos de violência interpessoal contra pessoas idosas na rede de saúde, o equivalente a uma taxa de 88,4 notificações por 100 mil habitantes com mais de 60 anos. O estudo aponta ainda que negligência, abandono e situações de vulnerabilidade no ambiente doméstico estão entre os principais fatores associados ao agravamento da saúde e da segurança dessa população. 

O Atlas também chama atenção para outro dado preocupante: as mortes por quedas cresceram de forma expressiva entre os idosos. Desde 2000, os óbitos decorrentes de quedas aumentaram 345% entre homens e 630% entre mulheres. Segundo o estudo, o avanço do envelhecimento populacional exige que o debate sobre violência contra idosos inclua também prevenção, cuidado contínuo, adaptação do ambiente doméstico e apoio aos cuidadores. 

O cenário também chama atenção para a rotina de familiares e profissionais envolvidos em atividades de cuidados diários. A pesquisa “TENA: Hábitos & Atitudes dos Cuidadores”, realizada pela MindMiners e divulgada em 2026, aponta que seis em cada dez cuidadores brasileiros não possuem formação específica para exercer a função. 

“Cuidar de uma pessoa idosa exige atenção constante, conhecimento técnico e sensibilidade para identificar mudanças físicas, emocionais e comportamentais. Muitas situações de negligência ou violência acontecem pela falta de orientação adequada sobre higiene, mobilidade, prevenção de lesões e manejo da incontinência urinária”, afirma Patrícia Fera, doutora em Ciências da Saúde – Urologia pela Unifesp e enfermeira consultora de TENA. 

A especialista destaca ainda que o suporte aos cuidadores é parte importante da promoção da saúde e da dignidade da pessoa idosa. “Quando o cuidador recebe informação de qualidade, ele se sente mais preparado para lidar com os desafios da rotina e consegue oferecer um cuidado mais seguro, confortável e humanizado. O acesso à informação ajuda inclusive na prevenção de situações de abandono, isolamento e violência psicológica”, diz. 

Alinhada com as ações de conscientização do Junho Violeta, TENA disponibiliza gratuitamente o conteúdo “Cuidado & Conforto com TENA”, com pílulas de conhecimento voltadas a familiares e cuidadores profissionais. O material reúne orientações práticas sobre higiene, troca de produtos para incontinência urinária adulta, prevenção de lesões de pele, conforto, mobilidade e acolhimento no dia a dia do cuidado. 

Além do conteúdo educativo, TENA oferece produtos para incontinência urinária adulta desenvolvidos para auxiliar a rotina de cuidados, com tecnologias voltadas à absorção rápida de urina e ao controle de odor. 

Os interessados no conteúdo devem acessar a página oficial de TENA.

 

SERVIÇO

Casos de violência contra pessoas idosas podem ser denunciados de forma gratuita e anônima por meio do Disque 100, canal oficial do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Em situações de risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.



Essity
Saiba mais no site da Essity


País tem mais de 800 queixas contra planos de saúde registradas por dia na ANS

Foram 622,1 mil Notificações de Intermediação Preliminar junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar entre janeiro de 2024 e março de 2026, segundo levantamento do Instituto Ética Saúde; Confederação das Unimeds concentra 37,6% das queixas

 

O país registrou, nos últimos dois anos, 622.179 queixas de consumidores contra as principais operadoras de planos de saúde, formalizadas por meio de NIPs (Notificações de Intermediação Preliminar) junto à ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). O número representa uma média de 864 reclamações por dia, de acordo com levantamento realizado pelo Instituto Ética Saúde (IES).

Os dados integram o Radar Ética Saúde, por meio da plataforma ITES – Inteligência e Transparência da Ética na Saúde, nova ferramenta desenvolvida pelo IES para monitoramento contínuo do setor. A plataforma utiliza pesquisa de informações abertas (Open Source Intelligence), reunindo dados provenientes de diversas bases públicas, sites, redes sociais e sistemas oficiais, além de integração via APIs (Application Programming Interface) para extração em tempo real. O objetivo é identificar, sistematizar e dar transparência a práticas antiéticas no ecossistema da saúde, incluindo corrupção — pública e privada —, fraudes, simulações e desvios de finalidade.

De acordo com o estudo, de janeiro de 2024 a março de 2026 foram registradas 622.179 NIPs. Foram contabilizados dados relativos aos 10 principais planos de saúde brasileiros, que respondem por 42 milhões de vidas, ante a 53 milhões de brasileiros que possuem planos de saúde.

O levantamento utilizou como métrica a unificação das informações por grupo econômico, ou seja, aquelas operadoras de planos de saúde que fazem parte de um mesmo conglomerado empresarial e congênere. O monitoramento dos grupos econômicos de planos de saúde categorizou os “Top 10” em reclamações pelo consumidor, que juntos, respondem por cerca de 42 milhões de beneficiários, dos 53 milhões de brasileiros que utilizam a saúde suplementar.

As principais reclamações dizem respeito a negativas de cobertura, demora na autorização de procedimentos, restrições de acesso a serviços de saúde, limitação da rede credenciada e aumentos considerados abusivos, entre outros fatores que impactam diretamente a experiência do usuário.

A Confederação Nacional das Cooperativas Médicas, que unifica todas as cooperativas Unimed no Brasil, lidera o ranking de notificações, com 239.165 registros — o equivalente a 37,6% do total. Na sequência aparecem NotreDame/Hapvida, com 131.963 queixas (20,8%), e Bradesco, com 85.000 notificações (13,4%).

Completam o “Top 10” de queixas formalizadas junto à ANS nos últimos dois anos os grupos SulAmérica/Rede D’Or (59.231), Amil (54.163), Prevent Senior (11.719), Porto Seguro/Itaú (10.908), Cassi (10.857), Athena Saúde (10.589) e Assim Saúde (8.584).

Quando considerado o volume proporcional ao número de vidas atendidas, o ranking de reclamações é liderado por São Cristóvão, seguido por Bradesco, Geap, Prevent Senior, SulAmérica/Rede D’Or, Cassi, Amil, Assim Saúde, NotreDame/Hapvida e Athena Saúde.

“A plataforma ITES amplia a capacidade de monitoramento do setor ao transformar dados dispersos em inteligência estruturada. Ao integrar informações abertas e analisá-las de forma contínua, conseguimos identificar padrões, dar transparência às práticas e fortalecer o controle social — um passo essencial para promover mais integridade na saúde”, afirma Sérgio Rocha, presidente do Instituto Ética Saúde.

A plataforma ITES, dentro do Radar Ética Saúde, ainda monitora as práticas antiéticas, dentre elas a corrupção na saúde, ocorridas no Brasil, utilizando geolocalização e ranqueando também os Estados mais problemáticos, utilizando como metodologia de cálculo o número de casos identificados por estado, a população geral (IBGE), tomando como base a taxa proporcional a cada 100.000 habitantes. E, neste aspecto, o Radar Ética Saúde já conseguiu monitorar 62 casos recentes, o que mostra que as Irregularidades cometidas por Organizações Sociais de Saúde (OSS) despontam como o mais crítico, podendo ser constatado em vários estados casos de corrupção, fraudes, superfaturamentos, nepotismo e outras práticas antiéticas.

“O Instituto Ética Saúde se mostra um grande intermediador entre a população, o Estado e o setor privado, a fim de promover a identificação, o monitoramento e proposta de soluções exequíveis para resolver este problema tão antigo e que afeta em demasia a população brasileira, reduzindo o acesso e a qualidade dos desfechos dos tratamentos médicos-hospitalares no setor público e na saúde suplementar”, complementa o presidente Sérgio Rocha.

“Nos propomos a ser a voz, os ouvidos e o corpo técnico da sociedade e do setor privado, atuando com os Poderes da República e órgãos de fiscalização e controle, buscando dialogar e propor soluções que sejam efetivas para que este teratoma social seja sanado de vez. Uma voz técnica, que possa transversalizar todo setor na saúde na busca pela materialização da ética”, complementa Filipe Venturini, diretor-executivo do IES.


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Geração de Leads B2B: estratégias que realmente funcionam


Gerar leads no mercado B2B é um dos maiores desafios para empresas que buscam crescimento sustentável. Diferente do B2C, em que as decisões costumam ser mais rápidas e emocionais, o processo B2B envolve múltiplos decisores, ciclos de vendas mais longos e análises mais criteriosas antes da conversão. 

Nesse cenário, atrair contatos deixou de ser suficiente. O foco das empresas passou a ser a construção de estratégias estruturadas, capazes de gerar leads qualificados e aumentar a previsibilidade comercial. Até porque, hoje, 61% dos profissionais afirmam que gerar leads qualificados continua sendo o maior desafio do marketing B2B, segundo dados divulgados pela WifiTalents. 

Uma das principais diferenças da geração de leads B2B está justamente na jornada de compra. Enquanto o consumidor final pode tomar decisões impulsivas, empresas avaliam fatores como retorno sobre investimento, eficiência operacional e impacto estratégico. Isso exige conteúdos mais educativos, técnicos e orientados por dados. 

Entre os principais canais de aquisição, o SEO vem ganhando cada vez mais relevância. Isso porque o tráfego orgânico conecta marcas a usuários que já estão buscando soluções para problemas reais. Além de gerar visitas qualificadas, o SEO fortalece a autoridade digital e reduz o custo de aquisição no médio e longo prazo. 

O conteúdo estratégico também desempenha um papel central nesse processo. Artigos, materiais ricos, estudos de caso e conteúdos educativos ajudam empresas a construir relacionamento e confiança ao longo da jornada de compra. 

Ao mesmo tempo, campanhas de mídia paga permitem acelerar a geração de oportunidades. Plataformas como Google Ads, Meta Ads e LinkedIn Ads oferecem segmentações avançadas por cargo, setor e comportamento digital, tornando as campanhas mais precisas. 

O LinkedIn, inclusive, se consolidou como uma das plataformas mais estratégicas para o mercado B2B. Além da geração de leads, a rede fortalece o posicionamento de marca e aproxima empresas de profissionais responsáveis pela tomada de decisão. 

Outro ponto essencial é a estruturação do funil de vendas. Estratégias eficientes precisam considerar todas as etapas da jornada: atração, nutrição e conversão. Leads que ainda não estão prontos para comprar precisam passar por um processo contínuo de relacionamento até chegarem ao momento de decisão. 

Por isso, conceitos como MQL (Marketing Qualified Lead) e SQL (Sales Qualified Lead) se tornaram fundamentais dentro das operações comerciais. Essa separação ajuda empresas a priorizarem oportunidades com maior potencial de fechamento e aumenta a eficiência do time de vendas. 

A tecnologia também passou a ocupar um papel estratégico na geração de demanda. Ferramentas de CRM, automação de marketing e análise de dados permitem acompanhar métricas em tempo real, identificar gargalos e otimizar continuamente os processos comerciais. 

Apesar da evolução das estratégias digitais, alguns erros ainda comprometem muitas operações B2B, como foco excessivo em volume de leads e não em qualidade, falta de alinhamento entre marketing e vendas e ausência de uma estratégia consistente de conteúdo. 

O mercado caminha para estratégias cada vez mais integradas, orientadas por dados e focadas em construção de relacionamento. Empresas que conseguem unir SEO, tráfego pago, conteúdo e automação tendem a criar operações mais previsíveis e sustentáveis. 

Mais do que gerar contatos, o desafio atual das marcas passou a ser construir autoridade, fortalecer confiança e entregar valor ao longo de toda a jornada do cliente. 

 

Renan Cardarello - Fundador e Diretor da iOBEE - Agência de marketing digital e Growth.


iOBEE
https://iobee.com.br/


16 estados brasileiros perdem mais de 40% da água tratada antes de chegar às famílias

O país perde 39,53% da água tratada na distribuição, com os maiores índices concentrados no Norte e no Nordeste

 

No processo de abastecimento de água, podem ocorrer perdas por diferentes motivos, como vazamentos, erros de medição e consumos não autorizados. Além de impactar o meio ambiente, esse desperdício encarece o sistema como um todo, prejudicando, em última instância, todos os usuários. 

De acordo com um estudo do Instituto Trata Brasil, com base nos dados mais recentes do SINISA (ano-base 2024), o país desperdiça 39,53% da água tratada antes que ela chegue às torneiras das famílias. Para ter dimensão do que isso representa, o volume de perdas físicas em 2024 equivale a 4,8 mil piscinas olímpicas desperdiçadas por dia, ou a 4,5 vezes o volume do Sistema Cantareira ao longo de um ano. 

Entre os estados, o levantamento evidencia um padrão de maior ineficiência concentrado principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país.

 

Quadro 1 – Perdas na Distribuição por estado, 2024

  


Estados como Alagoas (66,90%), Roraima (65,97%), Pará (57,33%), Maranhão (56,68%), Acre (56,48%) e Sergipe (55,10%), apresentam níveis de perdas na distribuição superiores a 55% do volume distribuído, significativamente acima da média nacional (39,53%). 

Por outro lado, o Piauí se destaca como o único estado que já cumpre a meta estabelecida pela Portaria 788/2024, com índice de perdas de 24,61%. Goiás aparece logo em seguida, com 27,13%, também próximo do patamar exigido. 

Reduzir as perdas de água é uma medida com impacto direto na vida da população e na sustentabilidade dos sistemas de abastecimento. A Portaria 788/2024 estabelece a meta de 25% de perdas na distribuição até 2033 e, para atingi-la, o país precisa ampliar investimentos e tornar o controle de perdas uma prioridade na agenda do saneamento básico. 

Neste contexto, o Trata Brasil lançou o Voto no Saneamento, uma iniciativa que busca ampliar a visibilidade do tema no contexto eleitoral. A plataforma reúne conteúdos informativos sobre saneamento básico, disponibiliza orientações para eleitores e guias de propostas para que o saneamento esteja nos planos dos candidatos.

 

domingo, 14 de junho de 2026

Por que cães e gatos reagem de forma tão diferente a novidades na alimentação?

A relação dos pets com aromas, texturas e estímulos sensoriais influencia adaptação, comportamento e bem-estar

 

Quem tem mais de um animal em casa costuma perceber uma diferença curiosa no momento da alimentação: enquanto os cães demonstram interesse imediato diante de qualquer novidade, os gatos podem passar minutos observando, cheirando e até evitando algo novo antes de decidir se aproximar. Em alguns casos, basta uma pequena alteração de textura ou temperatura para provocar estranhamento.

Mas, essas respostas não têm relação apenas com preferência individual. Elas fazem parte da forma como cada espécie evoluiu para reconhecer segurança alimentar.

Os cães desenvolveram, ao longo do processo evolutivo, uma relação mais flexível com diferentes fontes de alimento. Como animais socialmente adaptáveis aprenderam a explorar diferentes estímulos e contextos com menor resistência. Isso ajuda a explicar por que muitos respondem com curiosidade a novos formatos, aromas e experiências associadas à alimentação.

Já os gatos seguem uma lógica diferente. Como caçadores solitários, os felinos evoluíram priorizando cautela diante de mudanças. Na prática, isso significa que o cérebro do felino tende a interpretar novidades de maneira mais criteriosa, avaliando cheiro, textura, temperatura e até familiaridade antes da aceitação. Esse comportamento, muitas vezes confundido com “exigência”, está ligado a mecanismos naturais de proteção da espécie.

Segundo a médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, Bruna Isabel Tanabe, essa construção começa cedo e influencia diretamente a capacidade de adaptação ao longo da vida. “Os animais aprendem o que é seguro a partir das experiências repetidas quando são filhotes. Quando o repertório sensorial fica muito restrito, o cérebro tende a responder com maior resistência diante de qualquer mudança, mesmo que ela seja pequena. Essa limitação pode se tornar mais perceptível em situações específicas, como mudanças de rotina, envelhecimento ou necessidade de ajustes nutricionais. Animais pouco expostos a diferentes estímulos sensoriais tendem a apresentar maior dificuldade de adaptação, principalmente quando há alteração de textura, aroma ou formato”, explica.

Hoje, esse comportamento vem ganhando mais atenção dentro da nutrição animal. O próprio mercado pet acompanha essa transformação. Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet), o Brasil movimentou R$ 77,96 bilhões no setor pet em 2025, impulsionado principalmente pela busca por cuidados mais individualizados e conectados ao bem-estar. Dentro desse cenário, cresce também o interesse por experiências alimentares mais diversas e enriquecedoras.

Isso não significa romper a rotina ou transformar o dia a dia do animal em uma sequência constante de novidades. Pelo contrário: previsibilidade continua sendo importante para os pets. A diferença está em compreender que, dentro dessa estrutura estável, pequenas variações sensoriais ajudam a promover experiências positivas, favorecer a interação com o tutor e atuar como ferramentas de reforço positivo e enriquecimento ambiental, estimulando comportamentos naturais de exploração e investigação

É justamente nesse contexto que os petiscos passam a ocupar um espaço interessante. Diferentes texturas, formatos e aromas permitem apresentar novos estímulos de maneira gradual, sem alterar a alimentação principal do animal.

Mas o impacto vai além do sabor. A maneira como os snacks são inseridos na rotina influencia diretamente a forma como cães e gatos interagem com o ambiente. Em vez de funcionarem apenas como recompensa, eles podem ajudar a criar experiências mais variadas e cognitivamente estimulantes.

Para os cães, uma alternativa interessante é variar o grau de desafio associado ao consumo. Em alguns momentos, o petisco pode ser oferecido de forma mais simples, em outros, pode exigir pequenas ações antes da ingestão, como abrir compartimentos de brinquedos interativos, empurrar objetos leves, desenrolar tecidos ou encontrar o item escondido entre obstáculos simples. Esse tipo de atividade estimula persistência, raciocínio e uso do olfato de maneira integrada.

Já com os gatos, mudanças sutis costumam gerar maior impacto. Oferecer snacks em recipientes diferentes, criar pequenos percursos entre pontos de oferta ou posicionar os petiscos em locais que incentivem salto, observação e exploração ajuda a ativar comportamentos naturais da espécie sem gerar excesso de estímulo ou quebra da rotina.

Segundo Bruna, esse tipo de experiência ajuda a construir maior flexibilidade comportamental ao longo da vida. “Quando o animal vivencia diferentes estímulos de forma gradual e positiva, ele tende a responder melhor a mudanças futuras. Isso contribui não apenas para adaptação alimentar, mas também para uma relação mais ativa e curiosa com o ambiente”, afirma.

Ao ampliar o repertório sensorial de maneira equilibrada, o responsável não está apenas oferecendo variedade. Está ajudando o animal a desenvolver maior capacidade de adaptação, exploração e interação com o mundo ao redor, algo que impacta diretamente sua qualidade de vida. 



Pet Nutrition
https://www.petnutrition.com.br/

 

Pets que não saem de casa também precisam de proteção: MSD Saúde Animal explica a "carona" de parasitas

Kathia Soares, médica-veterinária da companhia, explica como pulgas e carrapatos podem invadir ambientes internos e destaca a importância do uso de produtos com ação rápida e prolongada para quebrar o ciclo de vida desses parasitas

 

Muitos responsáveis de gatos que vivem exclusivamente em apartamentos ou de cães que só saem para necessidades rápidas acreditam que seus animais estão protegidos contra pulgas e carrapatos. No entanto, essa percepção não reflete a realidade: mesmo sem sair, cães e gatos continuam expostos a infestações. De acordo com a MSD Saúde Animal, referência global em saúde animal, pulgas e carrapatos podem invadir o ambiente doméstico através dos próprios humanos, tornando a prevenção contínua indispensável mesmo para pets "caseiros". 

"Pulgas e carrapatos são excelentes 'caronistas'. Eles podem entrar em casa pegando carona nos sapatos, nas roupas ou nas bolsas dos responsáveis após uma simples caminhada pela calçada, pelo jardim do prédio ou por áreas comuns do condomínio", explica Kathia Soares, médica-veterinária e coordenadora técnica da MSD Saúde Animal. 

A chamada “regra dos 5%” ajuda a explicar por que as infestações são frequentemente subestimadas. “Quando um responsável vê uma pulga no animal, ele está enxergando apenas 5% do problema – que corresponde aos parasitas adultos. Os outros 95% estão no ambiente, na forma de ovos, larvas e pupas, escondidos em frestas de pisos, tapetes e vãos de sofás”, pontua Kathia. 

Em ambientes internos, onde a temperatura se mantém estável e agradável ao longo de todo o ano, o ciclo de reprodução desses parasitas torna-se ainda mais eficiente. Uma única pulga pode colocar, em média, até 50 ovos por dia, que levam cerca de 6 semanas para atingir a fase adulta. Já os carrapatos podem colocar aproximadamente 4000 ovos por postura, com um ciclo que varia, em média, de 60 a 90 dias até se tornarem adultos. Sem uma proteção que interrompa esse ciclo, o lar se torna um reservatório constante de reinfestação.

 

Por que métodos de curto prazo falham no controle da infestação? 

Muitos responsáveis recorrem a soluções pontuais ou produtos de curta duração apenas quando notam o problema. No entanto, essas medidas isoladas não são eficientes. “Sem uma ação prolongada, o ciclo não é interrompido. Enquanto o produto perde o efeito em poucos dias, novas pulgas ou carrapatos continuam nascendo semanas depois. Isso cria um ciclo contínuo de reinfestação”, alerta a especialista.

Além disso, Kathia reforça o perigo das receitas caseiras, como o uso de vinagre ou óleos essenciais. "Essas substâncias não têm eficácia comprovada contra pulgas e carrapatos e podem causar alergias e intoxicações severas, especialmente em gatos, que são mais sensíveis a odores e substâncias químicas".

Para interromper efetivamente o ciclo de vida dos parasitas, são necessários dois pilares fundamentais: ação rápida associada ao efeito prolongado. “A estratégia mais eficaz é usar soluções sistêmicas de longa duração, que transformam o próprio pet em um agente de controle. Quando o parasita entra no ambiente, sobe no animal e se alimenta, ele é eliminado antes de colocar ovos, interrompendo o ciclo e contribuindo para a redução da carga parasitária no ambiente” explica Kathia.


Dicas para um lar protegido

Para auxiliar os responsáveis a blindarem suas casas contra esses invasores, a especialista separou dicas práticas que reforçam o cuidado diário, confira abaixo:

  1. Higiene ao chegar da rua
    Higienizar os calçados e evitar circular com eles nas áreas onde o pet costuma ficar ajuda a reduzir a entrada de parasitas no ambiente.
     
  2. Limpeza do ambiente
    Manter a casa limpa, especialmente locais como tapetes, sofás e frestas, contribui para o controle da infestação.
     
  3. Atenção às visitas
    Pets visitantes podem trazer parasitas. Por isso, é essencial manter seu pet sempre protegido.
     
  4. Cuidados em áreas comuns
    Mesmo acessos rápidos a ambientes como elevadores, jardins e áreas compartilhadas podem expor o pet. A proteção deve estar sempre em dia.
     
  5. Proteção o ano todo
    A prevenção não deve ser interrompida, nem mesmo no inverno. Ambientes internos favorecem o desenvolvimento de pulgas e carrapatos durante todas as estações.
     

Para apoiar responsáveis de pets na manutenção de um lar saudável, a MSD Saúde Animal oferece o portfólio Bravecto®, referência mundial com mais de 350 milhões de doses distribuídas em 114 países. A linha conta com apresentações que se adaptam a diferentes rotinas: Bravecto® Comprimido Mastigável; Bravecto® Transdermal (ideal para cães que não consomem comprimidos e para gatos com aplicação prática na nuca; tem duração de 12 semanas, assim como o Comprimido); e o revolucionário BRAVECTO® 365. Esta última é a primeira e única solução injetável que protege os cães por um ano inteiro contra pulgas e carrapatos com apenas uma aplicação realizada pelo médico-veterinário, eliminando o risco de esquecimentos e garantindo a proteção do pet e da família durante os 365 dias do ano.

Outra opção contra pulgas, carrapatos e sarnas é o Defenza, com duração de ação de até 37 dias. Ele ainda é o único produto do mercado que possui ação contra a pulga Tunga penetrans, que causa a zoonose bicho-de-pé, doença transmissível entre animais e seres humanos, sendo, portanto, considerada uma questão de saúde pública.



MSD Saúde Animal
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Declarações Prospectivas da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA

Este comunicado à imprensa da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA (“empresa”) inclui “declarações prospectivas” de acordo com o significado das disposições de segurança da U.S. Private Securities Litigation Reform Act (Lei Norte-Americana de Reforma de Litígios de Ações Privadas) de 1995. Essas declarações são baseadas em suposições e expectativas atuais da direção executiva da empresa e estão sujeitas a riscos e incertezas significativos. Se as suposições subjacentes forem incorretas ou houver riscos ou incertezas, os resultados reais podem diferir substancialmente daqueles contidos nas declarações prospectivas. Os riscos e incertezas incluem, mas não estão limitados a, condições gerais da indústria e da concorrência, fatores econômicos gerais, incluindo taxa de juros e flutuações da taxa de câmbio; o impacto da epidemia global do novo coronavírus (COVID-19);impacto da regulamentação da indústria farmacêutica e legislação de saúde nos Estados Unidos e internacionalmente; tendências globais para contenção de custos com a saúde; avanços tecnológicos, novos produtos e patentes obtidas por concorrentes; desafios inerentes ao desenvolvimento de novos produtos, incluindo a obtenção de aprovações regulatórias; capacidade da empresa prever com precisão as condições futuras de mercado; dificuldades ou atrasos de produção; instabilidade financeira das economias internacionais e de risco à soberania; dependência da eficácia das patentes da empresa e outras proteções para produtos inovadores; e exposição a litígio, incluindo litígios de patentes e/ou ações regulatórias. A empresa não assume nenhuma obrigação de atualizar publicamente qualquer declaração prospectiva, seja como resultado de novas informações, eventos futuros ou de qualquer outra forma. Outros fatores que possam fazer com que os resultados difiram substancialmente daqueles descritos nas declarações prospectivas podem ser encontrados no Relatório Anual de 2020 da empresa, no Formulário 10-K e outras submissões da Empresa junto à Securities and Exchange Commission (SEC) (Comissão Norte-Americana de Valores Mobiliários), disponível no site da SEC (www.sec.gov).



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