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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Pegar sereno, dormir com cabelo molhado? Saiba o que é mito ou verdade sobre o que realmente nos faz adoecer no inverno.

Com proximidade do inverno e as recentes ondas de frio pelo país, os casos de doenças respiratórias disparam; infectologista desmistifica as famosas "crenças de vó"

 

Faltam poucos dias para o inverno começar oficialmente, mas o Brasil já enfrenta os reflexos das primeiras ondas de frio. Com a queda brusca nas temperaturas, é comum um aumento significativo de doenças respiratórias nos leitos de hospitais e consultórios. O ar mais seco e a tendência de permanecermos em locais fechados facilitam a circulação de vírus, como confirmam os dados recentes do Boletim InfoGripe da Fiocruz: o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) mantém tendência de crescimento no país. Atualmente, o rinovírus lidera de forma isolada a positividade dos quadros, seguido pelo vírus da influenza A. 

No entanto, junto com o frio, ganham força diversas crenças populares, aquelas que ouvimos desde crianças dos nossos pais e avós, sobre o que realmente causa essas doenças. 

Para ajudar a separar a ciência dos mitos, a infectologista Luísa Chebabo, dos laboratórios Sérgio Franco e Bronstein, da Dasa, no Rio de Janeiro, esclarece o que é fato e o que é apenas lenda urbana de inverno.
 

1. Andar descalço ou pisar em chão frio causa gripe?
Mito. Quem nunca ouviu um "bota o chinelo para não ficar gripado"? Luísa Chebabo esclarece que o contato dos pés com o chão gelado não tem o poder de colocar um vírus para dentro do organismo.

"Gripes e resfriados são causados por vírus respiratórios, que entram pelas vias aéreas ou pelos olhos, geralmente através das mãos contaminadas ou gotículas no ar. O chão frio pode, no máximo, causar uma sensação de desconforto ou uma resposta reflexa do corpo, como um espirro isolado, mas não causa infecção."
 

2. Sair no sereno, vento gelado ou pegar chuva adoece?

Mito. Outro clássico das gerações passadas. O vento da noite ("sereno") ou a água da chuva não transmitem vírus. Porém, a médica faz um alerta: o frio extremo e prolongado no corpo pode, indiretamente, dar uma "ajudinha" aos patógenos. 

"Nas temperaturas mais baixas, ocorre a vasoconstrição, ou seja, os vasos sanguíneos das vias aéreas se contraem. Isso diminui o fluxo de sangue e a chegada de células de defesa na região do nariz e da garganta, deixando o organismo temporariamente mais vulnerável se você já tiver tido contato com o vírus", explica Luísa.
 

3. Ficar com o cabelo molhado no frio causa pneumonia?

Mito. Dormir ou sair de casa com o cabelo molhado no inverno pode dar uma intensa sensação de frio, mas não causa pneumonia. A pneumonia é uma infecção pulmonar séria causada por bactérias, vírus ou fungos. O cabelo úmido não cria esses microrganismos.
 

4. Tomar canja de galinha ajuda a melhorar?

Verdade! Nossas avós estavam cobertas de razão. Não é apenas efeito psicológico ou superstição.

"A canja melhora a hidratação e o vapor quente do caldo ajuda diretamente na fluidez do muco nasal, aliviando a congestão e facilitando a respiração. Além disso, a combinação de proteínas do frango e os nutrientes dos vegetais oferece o aporte de energia ideal para o corpo combater o vírus. É um remédio caseiro validado pela ciência", afirma a infectologista.
 

5. Vitamina C previne a contaminação por gripe?

Mito. Tomar doses extras de vitamina C em pastilhas efervescentes no inverno não vai impedir que você pegue um resfriado ou gripe se for exposto ao vírus. A vitamina C é fundamental para o sistema imunológico, mas seu uso isolado e imediato não funciona como um escudo protetor. O ideal é manter uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes de forma constante, ao longo de todo o ano.
 

6. Só a vacina da gripe protege contra quadros respiratórios no inverno?

Mito. Embora a vacina da gripe (influenza) seja indispensável e precise ser tomada anualmente de forma antecipada (já que o corpo leva cerca de 15 dias para gerar anticorpos), a estratégia de imunização hoje é muito mais ampla.
 

Luísa Chebabo destaca que a ciência evoluiu para proteger a população de outros grandes vilões do inverno:

  • Vírus Sincicial Respiratório (VSR): Responsável por surtos graves de bronquiolite. Hoje existem os imunizantes Abrysvo (para gestantes protegerem os bebês e para idosos) e o Beyfortus, um anticorpo de ação imediata para recém-nascidos.
  • Vacina Efluelda de Alta Dosagem: Exclusiva para maiores de 60 anos, com quatro vezes mais antígenos para garantir proteção reforçada contra a gripe.
  • Pneumocócica (como a 20-valente): Protege contra os principais sorotipos da bactéria causadora da pneumonia bacteriana, que costuma surgir como complicação de uma gripe mal curada.
  • Vacinas contra a Covid-19: Essenciais para evitar casos graves de SRAG pelo vírus Sars-CoV-2.

  

Maratona de futebol na TV pode causar dores nas costas e problemas de postura

Freepik
Especialista explica como evitar desconfortos durante longos períodos no sofá acompanhando os jogos

 

Diversos estudos demonstram que o comportamento sedentário prolongado está associado ao aumento de dores musculoesqueléticas, especialmente na região lombar, cervical e ombros. “Permanecer sentado por longos períodos reduz a ativação muscular responsável pela estabilização da coluna, favorecendo sobrecarga mecânica nos discos intervertebrais e nas estruturas ligamentares”, comenta Rimon Tannous Elias, coordenador do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera. 

A Organização Mundial da Saúde recomenda a redução do tempo sedentário e a interrupção frequente dos períodos prolongados sentado, destacando que mesmo pessoas fisicamente ativas podem sofrer impactos negativos quando permanecem muitas horas consecutivas em repouso. 

Pesquisas publicadas em periódicos da área de fisioterapia e ergonomia apontam que posturas inadequadas diante da televisão ou dispositivos eletrônicos aumentam significativamente a incidência de dor lombar, cervicalgia (dor no pescoço), rigidez muscular, tensão nos ombros, formigamentos em membros superiores e inferiores, fadiga muscular.

 

Por que o sofá pode causar dores?

Quando uma pessoa se acomoda de forma relaxada demais, escorregando no sofá ou permanecendo deitada de lado durante várias horas, a coluna perde seu alinhamento fisiológico natural. 

A região lombar tende a ficar excessivamente flexionada, enquanto a cervical permanece inclinada para visualizar a televisão. Esse desalinhamento gera aumento da pressão sobre músculos, articulações e discos vertebrais. 

Especialistas em biomecânica explicam que uma postura mantida por muito tempo, mesmo que aparentemente confortável, pode gerar mais desconforto do que movimentos frequentes em posições variadas.

 

Efeitos da imobilidade prolongada

Além dos problemas posturais, permanecer sentado por horas seguidas pode provocar:

  • Redução da circulação sanguínea nos membros inferiores;
  • Inchaço nas pernas e pés;
  • Sensação de peso nas pernas;
  • Maior rigidez articular;
  • Diminuição da flexibilidade muscular;
  • Maior risco de lesões por esforço repetitivo em indivíduos predispostos.

Estudos indicam que pausas curtas de 2 a 5 minutos a cada 30 ou 60 minutos já são capazes de reduzir a tensão muscular acumulada e melhorar a circulação.

 

Recomendações ergonômicas

Para quem pretende acompanhar várias partidas consecutivas, especialistas recomendam:

  • Posição da TV: o centro da tela deve ficar aproximadamente na altura dos olhos. A cabeça deve permanecer neutra, evitando flexão ou extensão excessiva do pescoço.
  • Posição das costas: manter apoio lombar adequado. Evitar sentar na ponta do sofá. Utilizar almofadas para preencher espaços vazios entre a lombar e o encosto.
  • Posição das pernas: manter os pés apoiados no chão sempre que possível. Evitar cruzar as pernas por períodos prolongados.
  • Pausas ativas: levantar-se durante o intervalo dos jogos. Caminhar pela casa. Fazer movimentos de mobilidade para pescoço, ombros e quadris.

Permanecer mais de duas horas consecutivas na mesma posição pode aumentar significativamente a sobrecarga sobre a coluna vertebral e a musculatura postural. “Pequenas pausas para caminhar, alongar-se ou mudar de posição ajudam a reduzir a rigidez muscular, melhorar a circulação sanguínea e prevenir dores lombares e cervicais, comuns em períodos prolongados diante da televisão”, finaliza.


Anhanguera
Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site


A PRESSA NO EMAGRECIMENTO PODE CUSTAR CARO: OS IMPACTOS DA FALTA DE ACOMPANHAMENTO

A busca pelo emagrecimento rápido ganhou ainda mais força nos últimos anos. Impulsionado pela cultura do imediatismo e por promessas milagrosas de transformação em poucas semanas, o emagrecimento acelerado virou a meta de milhares de pessoas. No entanto, a medicina e a psicologia acendem um alerta crucial: a velocidade isolada não é sinônimo de sucesso. Quando o processo foca apenas na perda rápida de peso sem o devido acompanhamento multidisciplinar, as consequências para o corpo e para a mente podem ser significativas.

O perigo não está nas ferramentas médicas disponíveis hoje, que são grandes aliadas da saúde, mas sim na ilusão de que uma intervenção isolada, sem mudança de comportamento e reeducação, seja capaz de sustentar o bem-estar a longo prazo. A perda de peso acelerada, principalmente quando baseada em restrições severas ou conduzida sem orientação profissional, pode trazer consequências como carências nutricionais, fadiga, perda de massa muscular e dificuldade de manter a rotina, o que torna a manutenção do novo peso uma tarefa biologicamente muito mais difícil. Mais do que reduzir números na balança, o emagrecimento exige adaptação do organismo e mudanças sustentáveis na alimentação e no estilo de vida, algo que costuma demandar tempo e acompanhamento individualizado. 

É aí que mora o maior risco de focar apenas no ponteiro da balança: o efeito sanfona, comum em quem busca soluções imediatistas. Dados de um estudo de Wilding et al., publicado em 2022 pela Diabetes, Obesity and Metabolism, apontam que, após a interrupção de tratamentos para perda de peso quando realizados sem uma reeducação de hábitos consolidada, os pacientes recuperaram, em média, dois terços (67%) do peso eliminado em apenas um ano. Esse reganho acontece porque qualquer estímulo clínico ou metabólico atua diretamente no controle temporário do apetite, mas não muda a relação profunda do indivíduo com a comida. Sem o acompanhamento de um nutricionista para desenhar uma transição alimentar sustentável, o corpo reage aumentando os hormônios da fome, gerando o rebote.

"As medicações modernas são ferramentas extraordinárias para o tratamento da obesidade, mas não fazem o trabalho sozinhas. O medicamento ajuda a controlar a fome e facilita a perda de peso, mas a preservação da massa muscular, a qualidade da alimentação e a construção de novos hábitos dependem de um acompanhamento adequado. Sem essa base, o risco de recuperar parte do peso perdido após a suspensão do tratamento é significativamente maior", explica a Dra. Karla Bandeira*, médica endocrinologista e consultora da Voy, empresa de gestão de saúde que oferece uma jornada de emagrecimento prática, segura e personalizada.

O impacto dessa pressa também pode ser emocional. Expectativas elevadas, metas rígidas e a pressão por resultados rápidos podem gerar ansiedade e frustração ao longo do tratamento, especialmente quando a evolução não acompanha o ritmo esperado. De acordo com dados da Associação Brasileira de Psiquiatria, os transtornos alimentares, como a compulsão alimentar, afetam mais de 70 milhões de pessoas e estão diretamente ligados à ansiedade e à busca por metas estéticas inflexíveis.

"A cabeça não emagrece na mesma velocidade do corpo. Tratar a obesidade exige olhar para os gatilhos emocionais, para o comer compassivo e o estresse. Sem o suporte para ressignificar a relação com a comida, o paciente fica vulnerável a crises de frustração e ao abandono do tratamento", complementa a endocrinologista.

É nesse contexto que o acompanhamento multidisciplinar ganha relevância. A orientação nutricional ajuda a garantir que a perda de peso aconteça de forma equilibrada, com foco na saúde e na manutenção da massa muscular, enquanto o suporte psicológico contribui para fortalecer a adesão ao tratamento e apoiar mudanças que precisam se sustentar ao longo do tempo.

Com a obesidade cada vez mais tratada como uma condição complexa e multifatorial, cresce também a percepção de que resultados consistentes dependem de uma abordagem mais ampla do que apenas a busca pelo emagrecimento imediato. Mais do que perder peso rapidamente, o desafio está em construir uma jornada possível de ser mantida, com segurança, acolhimento e foco na saúde de longo prazo.

 

Dra. Karla Bandeira - médica endocrinologista e metabologista, especialista em obesidade e saúde metabólica. CRM-SP: 159406. RQE-64373.


Alta de casos respiratórios e gripe acendem alerta para vacinação antecipada no Brasil

Boletim InfoGripe.
Crédito da imagem: Agência Fiocruz de Notícias.


Diretor Médico da Funcional destaca importância da imunização diante do aumento de internações

 

O cenário da saúde respiratória no Brasil em 2026 tem acendido um sinal de alerta entre especialistas. A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgada em 21 de maio, aponta que a maioria das unidades federativas do país apresenta incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco. Com tendência de piora nas próximas semanas, o avanço preocupa ainda mais porque a temporada de gripe começou antes do esperado neste ano. 

De acordo com a Fundação, a circulação da influenza A foi antecipada, elevando o número de internações e pressionando o sistema de saúde antes do período tradicional de maior incidência. Até o momento, o país já registrou mais de 63 mil casos de SRAG em 2026, com quase 2 mil óbitos notificados. A mortalidade segue mais elevada entre idosos, enquanto a incidência é maior entre crianças, refletindo o impacto dos vírus respiratórios nos extremos de idade. 

Para o Dr. Ricardo Moraes, Diretor Médico da Funcional, pioneira e líder em programas de acesso e adesão no Brasil, o momento exige uma mudança de postura, especialmente no ambiente corporativo. “Quando a sazonalidade se altera, como estamos vendo agora, a resposta também precisa ser antecipada. Esperar o pico da doença para agir aumenta o risco de complicações e amplia os impactos tanto para a saúde das pessoas quanto para a operação das empresas”, afirma. 

Segundo o especialista, o aumento da visibilidade do tema neste período deve ser aproveitado como uma oportunidade para reforçar a importância da vacinação. Ele destaca que a imunização segue sendo uma das estratégias mais eficazes para conter o avanço dos vírus respiratórios e reduzir desfechos graves. 

“No caso da influenza, a eficácia das vacinas varia, em média, entre 40% e 60% na prevenção da doença, podendo ser ainda maior quando há boa correspondência entre as cepas circulantes e as incluídas na vacina. Mais importante, a imunização reduz de forma consistente os desfechos graves, especialmente em grupos de maior risco. Além da gripe, o cenário atual é marcado pela ampliação do arsenal preventivo com a incorporação de novas vacinas respiratórias. As vacinas contra o vírus sincicial respiratório, por exemplo, demonstram eficácia superior a 80% na prevenção de doença do trato respiratório inferior em idosos, um avanço relevante na proteção dessa população”, aponta o especialista. 

Diante desse contexto, a Funcional antecipou sua campanha de vacinação contra a gripe e tem incentivado empresas a adotarem uma postura mais proativa na proteção de seus colaboradores. Por meio do Benefício Farmácia, modelo no qual as companhias podem subsidiar parcial ou totalmente medicamentos e vacinações, é possível ampliar o acesso à vacina tetravalente 2026, atualizada para proteção contra as cepas mais recentes do vírus, incluindo H1N1, H3N2 e duas linhagens do tipo B. A iniciativa se torna ainda mais relevante em um momento em que o acesso público pode ser limitado. 

“Estamos diante de uma mudança de paradigma. A prevenção de doenças respiratórias deixa de ser pontual e passa a ser uma estratégia integrada, baseada em diferentes vacinas e direcionada à redução da carga global de doença”, explica o Dr. Ricardo. 

Na avaliação do especialista, empresas que adotarem uma abordagem estruturada de vacinação, integrada a dados de saúde e programas de adesão, terão benefícios diretos. “Investir em prevenção não é apenas uma decisão clínica, mas também uma estratégia de gestão, com impacto em absenteísmo, produtividade e custo assistencial”, completa. 

Com um cenário em que os vírus respiratórios circulam mais cedo e com maior intensidade, a vacinação antecipada se consolida como uma medida essencial para proteger vidas, reduzir a pressão sobre o sistema de saúde e garantir maior segurança no ambiente corporativo.


Funcional
funcionalhealthtech.com.br


5 MITOS E VERDADES SOBRE A GRIPE

 

Bateu o friozinho e com ele vêm os primeiros espirros. Mas será que as duas situações estão interligadas? Especialista quando o assunto é gripe, Resfenol (Paracetamol 400 mg + Maleato de clorfeniramina 4 mg + Cloridrato de fenilefrina 4 mg) reuniu as principais dúvidas sobre o vírus para uma temporada de frio mais tranquila em relação à saúde. Confira!

 

A menos de um mês da chegada do inverno, os casos de gripe começam a aumentar; e, junto com eles, surgem informações equivocadas sobre transmissão, vacinação e tratamento. O grande problema é que acreditar em mitos pode atrasar diagnósticos, aumentar os contágios e dificultar a prevenção. Pensando nisso, Resfenol, especialista no alívio dos sintomas de gripes e resfriados, reuniu um guia prático para esclarecer as principais dúvidas sobre a doença. 

Febre, dores no corpo, congestão nasal, coriza, tosse e fadiga estão entre os sintomas mais comuns da gripe, doença que costuma ter maior circulação durante os períodos mais frios do ano¹. Para ajudar a identificar informações corretas e evitar equívocos que podem comprometer a prevenção e o tratamento, confira a seguir cinco mitos e verdades sobre a gripe.

 

v  O FRIO CAUSA GRIPE?

Mito! A gripe é causada por vírus. O frio, por si só, não provoca a doença. A infecção ocorre apenas quando há contato com o vírus influenza. As temperaturas mais baixas podem favorecer ambientes fechados, pouca ventilação e ressecamento das vias respiratórias, aumentando os riscos de transmissão².

 

v  A VACINA PODE CAUSAR GRIPE?

Mito! É comum que as pessoas tenham efeitos colaterais após a vacinação, como dor, febre e mal-estar, o que dá a falsa sensação de que a vacina da gripe causa a doença.

Não há como a vacina causar a gripe, já que ela é composta por imunizantes contra influenza que utilizam vírus inativados. Outra questão é que ela leva cerca de duas semanas para garantir proteção e pode acontecer da pessoa ter contraído o vírus antes ou logo após a aplicação³.

 

v  REPOUSO E HIDRATAÇÃO AJUDAM NA RECUPERAÇÃO?

Verdade! Além do acompanhamento dos sintomas, a hidratação adequada e o repouso auxiliam na recuperação do organismo durante quadros gripais leves¹.

Para apoiar o cuidado em diferentes momentos da jornada de gripes e resfriados, Resfenol conta com opções para o alívio dos sintomas gripais, além de soluções para o cuidado da garganta, como xarope e spray.

 

v  ANTIBIÓTICOS SÃO INDICADOS PARA TRATAR A GRIPE?

Mito! A gripe é causada por vírus, enquanto os antibióticos são indicados para combater bactérias. Além de não combater a gripe, o uso inadequado desses medicamentos pode causar efeitos colaterais e contribuir para o desenvolvimento da resistência bacteriana⁴.

 

v  USO DE SUPLEMENTAÇÃO COMO VITAMINA C EVITA A GRIPE?

Mito! A suplementação com vitamina C, vitamina D e outros nutrientes não impede, sozinha, que uma pessoa contraia gripe ou resfriado. Esses nutrientes podem contribuir para o funcionamento adequado do sistema imunológico, mas não garantem proteção contra infecções virais. Para a manutenção da saúde respiratória e do bem-estar geral, também são importantes hábitos como alimentação equilibrada, hidratação, sono adequado e vacinação². 

Resfenol é a linha de medicamentos contra gripes e resfriados da Hertz, farmacêutica especialista em Consumer Health. Seus produtos possuem ação analgésica, antitérmica, antialérgica e descongestionante, atuando no alívio dos principais sintomas como coriza, febre, dor de cabeça, congestão nasal e dores musculares. A linha conta com diferentes apresentações e oferece ação rápida, auxiliando no bem-estar durante estados gripais.

 



Sobre o medicamento

Registro: 1.0689.0135. Resfenol cápsula: Paracetamol 400 mg + Maleato de clorfeniramina 4 mg + Cloridrato de fenilefrina 4 mg. Resfenol solução oral: Paracetamol 40 mg/mL + Maleato de clorfeniramina 0,6 mg/mL + Cloridrato de fenilefrina 0,6 mg/mL. Registro: 1.0689.0165. Resfenol Thermus: Paracetamol 500 mg/5g. Resfenol cápsula e solução Indicações: Resfenol é indicado no tratamento de sintomas de gripes e resfriados. Resfenol é destinado ao alívio da congestão nasal, coriza, febre, dor de cabeça e dores musculares presentes nos estados gripais. Contraindicações: Resfenol é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, pressão alta, doença cardíaca, diabetes, glaucoma, hipertrofia da próstata, doença renal crônica, insuficiência hepática grave, disfunção tireoidiana, gravidez e lactação sem controle médico. Resfenol não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Resfenol cápsula e solução: contraindicado para menores de 18 anos. Resfenol solução: contraindicado para uso por portadores de diabetes melito. Resfenol Thermus: Indicações: É destinado ao alívio da dor de cabeça, febre e dores no corpo associados à gripe. Contraindicações: Resfenol Thermus é contraindicado para pacientes alérgicos ao paracetamol ou a qualquer outro componente do produto. Não use Resfenol Thermus Sachê caso tenha doença do fígado ou rins. Este medicamento é contraindicado para menores de 12 anos. Se você está grávida ou amamentando, consulte um médico antes de usar este medicamento. É aconselhável cuidado na administração de paracetamol em pacientes com função hepática comprometida incluindo aqueles com doença hepática alcoólica não cirrótica. Os perigos de overdose são maiores naqueles com doença hepática alcoólica. Junho/2026. SAC 0800 704 9001

“SE PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. RESFENOL É UM MEDICAMENTO. DURANTE SEU USO, NÃO DIRIJA VEÍCULOS OU OPERE MÁQUINAS, POIS SUA AGILIDADE E ATENÇÃO PODEM ESTAR PREJUDICADAS.”

FONTES CIENTÍFICAS

[1] Ministério da Saúde. Gripe (Influenza): O que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção. Disponível em: gov.br/saude.
[2] Instituto Butantan. Mitos e verdades sobre o vírus influenza. Disponível em: butantan.gov.br.
[3] OPAS/OMS. Mitos e verdades sobre a vacina contra a influenza sazonal. Disponível em: paho.org.
[4] Cochrane Library. Antibiotics for the common cold and acute purulent rhinitis. Disponível em: https://www.cochrane.org/evidence/CD000247_antibiotics-common-cold-infection-upper-respiratory-tract



Como a rotina contemporânea faz o corpo atacar a própria saúde bucal e já atinge 40% dos brasileiros


Magnific
Especialista alerta para os impactos do bruxismo na saúde integral e apontam como a rotina de cuidados preventivos e reparadores minimiza danos estruturais aos dentes e tecidos moles

 

O ritmo acelerado da vida contemporânea tem cobrado um preço alto da saúde mental, mas os reflexos mais severos desse cenário costumam se manifestar de forma física e silenciosa. O bruxismo, caracterizado pelo hábito involuntário de ranger ou apertar os dentes, consolidou-se como um dos principais sintomas do estresse e da ansiedade na atualidade. Longe de ser apenas um problema dentário isolado, a condição afeta a saúde integral do indivíduo e exige diagnóstico precoce para evitar o comprometimento severo da qualidade de vida, desencadeando desde dores crônicas até a perda da estrutura dentária.

A disfunção pode ocorrer tanto durante o dia, conhecido como bruxismo de vigília, quanto à noite, no período do sono. A pressão constante exercida pela mandíbula gera uma sobrecarga mecânica na articulação temporomandibular (ATM), estrutura responsável pelos movimentos da boca. O resultado desse atrito contínuo vai muito além do desgaste estético: ele provoca microfissuras nos dentes, destruição progressiva do esmalte e quadros frequentes de dores de cabeça, cervicais e faciais, que muitas vezes são negligenciados ou confundidos com outras patologias.


O reflexo da mente na estrutura bucal

A forte correlação entre o esgotamento mental e a manifestação física do distúrbio foi chancelada por um estudo epidemiológico nacional publicado na revista científica Brazilian Journal of Pain (BrJP). A pesquisa apontou que 76% dos voluntários relataram o início ou o agravamento do hábito de ranger e apertar os dentes em períodos de maior estresse e nervosismo. Esse gatilho psicológico ajuda a explicar por que o problema se tornou tão prevalente no país: de acordo com a literatura odontológica e estudos clínicos nacionais, estimase que o bruxismo já afete cerca de 40% da população brasileira, superando as médias históricas globais que costumam variar entre 8% e 31%.

“Na prática, o corpo utiliza a musculatura mastigatória como uma válvula de escape para as tensões cotidianas. Quando o nível de cortisol, o hormônio do estresse, permanece elevado, o sistema nervoso central estimula a atividade muscular involuntária. O grande desafio reside no fato de que muitos pacientes sofrem com o problema por anos sem notar a fricção, despertando apenas com os sintomas secundários, como cansaço na mandíbula ao acordar ou hipersensibilidade aguda a alimentos frios e quentes, decorrente da perda da barreira natural do dente”, explica Dra. Brunna Bastos, da GUM, mestre e cirurgiã-dentista pela Faculdade de Odontologia da USP.

Além do comprometimento ósseo e dentário, o tecido mole da boca também se torna uma vítima frequente. Dentes fraturados ou com pontas desgastadas criam arestas cortantes que lesionam continuamente a mucosa bucal, provocando aftas, feridas e inflamações dolorosas na parte interna das bochechas e da língua, o que prejudica tarefas simples como falar e mastigar.


Prevenção e reparação integral do sorriso

Para conter o avanço dos danos, a abordagem clínica exige uma mudança de comportamento e o uso de ferramentas adequadas de proteção. É neste cenário de cuidado preventivo e alívio de danos que marcas especializadas em higiene oral, como a GUM, ganham protagonismo. A recomendação médica inclui o fortalecimento da rotina de higiene com produtos desenvolvidos especificamente para bocas fragilizadas pela fricção constante.

“Para os dentes que já apresentam sensibilidade devido à exposição da dentina, o uso de escovas com cerdas ultramacias e específicas é fundamental para realizar a limpeza sem intensificar o desgaste mecânico. Paralelamente, para mitigar o desconforto gerado pelas lesões na mucosa, o uso de ceras de proteção ortodôntica e barreira surge como uma alternativa essencial, isolando as áreas pontiagudas dos dentes e permitindo a regeneração natural dos tecidos moles. Cuidar do bruxismo, portanto, exige olhar para o organismo de forma holística, unindo o gerenciamento do estresse à preservação da integridade do sorriso”, conclui a doutora.

 

 GUM®


Fim dos comprimidos? Cirurgia bariátrica pode eliminar uso contínuo de remédios, mas requer suplementação

Médico explica impacto da intervenção sobre doenças crônicas e necessidade de complementos nutricionais, reforçando que rotina simplificada é suficiente para a maioria dos pacientes 


Muitas pessoas que convivem com a obesidade fazem uso diário de diversos comprimidos, a exemplo de medicamentos para controlar a pressão arterial, o diabetes, o colesterol e outras comorbidades que podem estar associadas a essa condição de saúde. Para quem recorre à cirurgia bariátrica, o resultado costuma ir além da perda de peso, podendo levar à suspensão desses remédios. O procedimento traz mais saúde e praticidade à rotina, mas também a prescrição médica de suplementos alimentares, muitas vezes cercada de mitos.

O cirurgião bariátrico César De Fazzio, fundador do Instituto de Cirurgia Digestiva (ICD), em Brasília, esclarece que o maior ganho para o paciente operado não é apenas deixar de tomar vários comprimidos por dia, mas mudar o foco do tratamento. “O verdadeiro benefício é que o paciente obeso deixa de tratar as consequências das doenças e passa a tratar as causas. Muitas questões de saúde resultam do descontrole hormonal e metabólico causado pela obesidade. É como tentar apagar um incêndio colocando água apenas nas chamas, enquanto o fogo continua queimando embaixo”, ilustra.

Diferentemente do tratamento medicamentoso que busca controlar os sintomas e prevenir complicações a longo prazo, a cirurgia atua na raiz do problema. Ao reequilibrar o funcionamento hormonal antes mesmo de promover uma perda de peso expressiva, as doenças associadas podem entrar em remissão, afirma De Fazzio. “O diabetes melhora porque a insulina volta a funcionar. A pressão normaliza porque os vasos ficam saudáveis. Quando o metabolismo é reprogramado, a tendência é haver redução ou até eliminação da necessidade de suporte farmacológico contínuo”, destaca.



O papel dos suplementos alimentares

A cirurgia bariátrica altera a anatomia do sistema digestivo. Apesar dos benefícios ao metabolismo, ela também provoca a redução da absorção de nutrientes devido à diminuição da superfície de contato e outros fatores, por isso a suplementação se torna indispensável, em muitas técnicas. Na prática, a manutenção da saúde pós-operatória é simplificada e exige, fundamentalmente, aporte proteico adequado e um polivitamínico diário, afirma o especialista. Em alguns casos, pode haver necessidades adicionais, verificadas por meio de exames.

O cirurgião alerta que, muitas vezes, a sensação de excesso de comprimidos na suplementação pode ocorrer quando são incorporados à rotina produtos sem comprovação clínica. “Vemos muito o uso de 'suplementos perfumaria', que não trazem benefício real, com embasamento científico, e são vendidos apenas para criar a impressão de que algo está sendo feito. Isso confunde o paciente, gera gastos desnecessários e pode até prejudicar a adesão ao que é realmente vital para o organismo”, ressalta De Fazzio.

Tanto a redução de fármacos de uso contínuo quanto a adição de suplementos deve ser realizada com acompanhamento profissional, visando a segurança e a manutenção da saúde. “Quando bem orientado, o paciente bariátrico recupera a qualidade de vida, trocando uma farmácia de remédios pelo essencial para manter o bom funcionamento do corpo”, resume o médico.


César De Fazzio - cirurgião bariátrico, dedica-se à área do aparelho digestivo há mais de 15 anos. Fundador do ICD (Instituto de Cirurgia Digestiva), em Brasília-DF, é referência no tratamento cirúrgico e clínico da obesidade. Com um olhar sistêmico do paciente, o especialista coordena todas as etapas do emagrecimento, integrando medicina, nutrição e psicologia em um acompanhamento multidisciplinar. Sua prática é pautada em evidências científicas, pela ética e pelo uso de tecnologia de ponta com materiais de alta qualidade em intervenções minimamente invasivas, visando resultados de longo prazo. Prioriza a segurança e um atendimento transparente e individualizado.



Quando a dor de ouvido exige atenção? Especialista do HSANP explica os riscos da otite média

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 Comum após episódios de gripe, a infecção pode afetar pessoas de todas as idades, mas tem maior incidência na primeira infância

 

Com a chegada do inverno e o aumento da circulação de vírus, cresce também a incidência de complicações associadas a gripes e resfriados, entre elas, a otite média. A doença é caracterizada por uma infecção na orelha média, região localizada atrás do tímpano e responsável pela transmissão dos sons até a orelha interna.

A otite média pode ter origem viral ou bacteriana e costuma se desenvolver durante ou após infecções das vias respiratórias superiores. Isso acontece porque o processo inflamatório pode comprometer o funcionamento da tuba auditiva, estrutura que conecta o ouvido à parte posterior do nariz e ajuda a equilibrar a pressão na orelha média. 

“Quando há obstrução, ocorre o acúmulo de secreções, criando um ambiente propício para infecções”, explica o otorrinolaringologista Caio Simão, do Hospital HSANP.  “Embora possa acometer pessoas de todas as idades, as crianças de até três anos estão entre as mais vulneráveis devido à imaturidade do sistema imunológico e às características anatômicas da tuba auditiva nessa faixa etária. A exposição à fumaça do cigarro e a ambientes com elevados níveis de poluição também pode aumentar o risco de desenvolver a doença”, acrescenta.

Segundo o especialista, algumas medidas ajudam a reduzir as chances de infecção. "A prevenção passa principalmente pelo controle das infecções respiratórias. Manter o calendário vacinal atualizado, incentivar a higienização frequente das mãos e evitar a exposição à fumaça do cigarro são atitudes importantes, especialmente para crianças pequenas", orienta.

Entre os principais sintomas da otite média estão dor intensa no ouvido, febre, redução da audição, irritabilidade, dificuldade para dormir e diminuição do apetite. Em crianças menores, também podem ocorrer vômitos e diarreia.

"O diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica e do exame com otoscópio, que permite observar alterações na membrana timpânica. O tratamento varia de acordo com a idade do paciente, a intensidade dos sintomas e a gravidade do quadro. Em alguns casos, podem ser indicados analgésicos e antibióticos", explica o médico.

De acordo com Caio Simão, o acompanhamento médico é fundamental para evitar complicações e garantir a recuperação adequada. "Diante de sintomas persistentes ou dor intensa, é importante buscar avaliação especializada. O diagnóstico precoce contribui para um tratamento mais assertivo e reduz o risco de recorrências e de prejuízos auditivos", finaliza.

 

Hospital HSANP


Fumaça de fogueira pode piorar rinite, sinusite e rouquidão?

Durante as festas juninas, exposição à fumaça, fogos e mudanças de temperatura pode irritar nariz, garganta e voz, especialmente em pessoas com alergias respiratórias 

 

As festas juninas são marcadas por comidas típicas, música, bandeirinhas, fogueiras e fogos de artifício. Mas, para quem sofre com rinite, sinusite, bronquite, asma, rouquidão ou sensibilidade nas vias respiratórias, esse período também pode trazer desconfortos. A exposição à fumaça de fogueiras, pólvora, poeira, frio e ambientes cheios pode irritar nariz, garganta e laringe, favorecendo sintomas como espirros, tosse, coriza, ardência na garganta, pigarro, falta de ar e alteração na voz. 

De acordo com o otorrinolaringologista André Freire Kobayashi, da Clínica Dolci, a fumaça atua como um agente irritante para as mucosas. 

“A fumaça da fogueira e dos fogos contém partículas que podem irritar diretamente o nariz, a garganta e as vias respiratórias. Em pessoas com rinite, sinusite, bronquite, asma ou maior sensibilidade, essa exposição pode desencadear ou piorar sintomas, como nariz entupido, tosse, ardência, pigarro e rouquidão”, explica Kobayashi. 

Segundo o especialista, o problema não se restringe a quem já tem diagnóstico de doenças respiratórias. Mesmo pessoas sem histórico alérgico podem sentir desconforto após permanecerem próximas à fumaça por muito tempo, especialmente em noites frias e secas, quando a mucosa tende a ficar mais sensível. 

"O frio e o ar seco podem ressecar as vias aéreas. Quando isso se soma à fumaça, à poeira e à aglomeração, há maior chance de irritação. A voz também pode ser afetada, principalmente quando há abuso vocal ou esforço fonatório, sendo muito comum em festas e eventos”, afirma. 

Para reduzir os riscos, a orientação é evitar ficar muito próximo de fogueiras, manter distância da fumaça, hidratar-se bem, lavar o nariz com soro fisiológico quando indicado, evitar gritar ou forçar a voz e procurar ambientes mais ventilados. Crianças, idosos, pessoas com asma, rinite intensa, sinusite crônica ou doenças respiratórias devem ter atenção redobrada. 

“Se os sintomas forem leves e passageiros, medidas simples podem ajudar. Mas falta de ar, chiado no peito, febre, dor facial intensa, secreção nasal persistente, rouquidão por mais de alguns dias ou piora progressiva exigem avaliação médica”, finaliza o otorrinolaringologista.

  


Fonte:

Dr. André Freire Kobayashi: otorrinolaringologista na Clínica Dolci Otorrinolaringologia e Cirurgia Estética Facial, em São Paulo. Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências


Anchieta, o padre que viu destinos de um Brasil menino

Forte de São João, em Bertioga, onde Anchieta se hospedou, no século XVI
(foto: Elias Gomes
Setur-SP


Na semana de celebração do Dia Nacional de Anchieta, a Setur-SP traça o mapa da cartografia a pé que o Apóstolo do Brasil andou, esquadrinhou e escreveu em detalhes 

 

Em maio de 1560, o padre jesuíta José de Anchieta escreveu um relatório chamado “Carta de São Vicente”, em que descreveu o que viu da Mata Atlântica, da geografia física e humana, da fauna e da flora presentes na então Capitania de São Vicente. Mas ele fez muito mais. Anchieta e a história do Brasil estão praticamente interligados. Nesta terça-feira (9), o jesuíta é homenageado em Dia Nacional, uma data que marca o seu falecimento, em 1597. Anchieta foi canonizado em 2014.

 

Para prestar essa homenagem e relembrar os passos do jesuíta, a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) registrou alguns dos destinos por onde ele esteve, lugares esses que se tornaram turísticos e que lembram a passagem de Anchieta pelo território e pela história paulista.


 

Itanhaém

 

A segunda cidade mais antiga do Brasil abriga os Caminhos de Anchieta, um roteiro de seis atrações que celebram a passagem dele, entre 1563 e 1595: a Cama de Anchieta (uma formação rochosa onde ele descansava e compunha poemas), a Passarela de Anchieta (um passadiço suspenso de 220 metros, com vista para o mar), o Pocinho de Anchieta (uma estrutura de pedras construída por indígenas), os Painéis de Anchieta (mosaicos em pastilhas de vidro), o Monumento a Anchieta (uma estátua na Praça Narciso de Andrade) e a Igreja Matriz de Sant’Anna (que abriga a imagem da Virgem de Anchieta). Itanhaém está a 116 km da capital.


 

Ubatuba

 

Nas areias de Iperoig (atual Praia do Cruzeiro), onde hoje é Ubatuba, Anchieta compôs um poema dedicado à Virgem Maria, com mais de 5.700 versos. Como não tinha papel, ele memorizava os versos e os riscava com um cajado na areia. Anchieta esteve em Ubatuba em 1563. A Praia do Cruzeiro é uma extensa faixa de areia, com calçadão, com local para esportes e passeios, pista de skate, feirinha de artesanato e restaurantes. A ilha Anchieta, também em Ubatuba, tem esse nome em homenagem ao jesuíta. É a segunda maior ilha do litoral paulista, tem praias paradisíacas, rica vida marinha, trilhas, ruínas de um antigo presídio e praias (do Presídio e a Praia do Sul). Ubatuba fica a 220 km da capital paulista.


 

Itu

 

Anchieta esteve na aldeia de Maniçoba, às margens do Tietê, na atual Itu, para catequizar indígenas, aprender a língua dos nativos e conhecer o território. Itu homenageia o padre no Largo do Bom Jesus (hoje a Praça Padre Anchieta). Nessa praça, ficava a antiga capela de Nossa Senhora da Candelária, que deu origem ao município, em 1610, e à Igreja Matriz, que contém o maior patrimônio do barroco paulista, com altar e órgão magníficos. A Matriz é o coração histórico de Itu e, próximos a ela, estão o Semáforo Gigante, o Orelhão Gigante e lojinhas de souvenirs exagerados, além do Museu Republicano, da USP. Itu está a 96 km de São Paulo.


 

São Paulo

 

A capital tem muitas marcas da presença de Anchieta. Marco Zero de São Paulo, o Pateo do Collegio foi fundado em 1554 pelo Padre Manoel da Nóbrega, provincial jesuíta e seus auxiliares, entre eles, Anchieta. A Igreja São José de Anchieta, localizada no Pateo do Collegio, contém relíquias do santo e arquitetura do barroco paulista. O Monumento a Anchieta, em bronze, é uma escultura de 1954, para comemorar o quarto centenário da cidade e fica na Praça da Sé, em frente à Catedral. Ainda no Pateo do Collegio, o Museu Anchieta preserva objetos históricos e conta com uma maquete da Vila de São Paulo de Piratininga, no século XVI.


 

Outras passagens de Anchieta

 

Anchieta esteve em locais que hoje são estâncias turísticas, como São Vicente, por onde chegou à Capitania, em 1553. Na vila, ele aprendeu o tupi e escreveu a primeira gramática indígena da História. No Guarujá, o jesuíta rezou missas e catequizou indígenas na Ermida de Santo Antônio do Guaibê, que é uma das primeiras igrejas do Brasil, toda feita de pedras de sambaquis com óleo de baleia e conchas. Em Bertioga, Anchieta abrigou-se no Forte de São João, outro ponto turístico da cidade, antes de seguir para missões em Ubatuba, no litoral norte.


 

O espanhol cristão-novo que gerou São Paulo

 

Nascido em 1534 na ilha de Tenerife, nas Canárias (Espanha), José de Anchieta tinha ascendência judaica sefardita (da Península Ibérica) e pertencia a uma família de cristãos-novos (judeus convertidos à força ao catolicismo). Devido às óbvias restrições espanholas para que o rapaz entrasse em seminário católico, Anchieta foi enviado a Portugal, onde estudou na Universidade de Coimbra. Aos 17 anos, ingressou na Companhia de Jesus e, em julho de 1553, após dois meses de viagem, chegou ao Brasil, desembarcando em Salvador. Em outubro do mesmo ano, seguiu para a Capitania de São Vicente, participando da fundação de São Paulo, em janeiro de 1554. O padre jesuíta José de Anchieta morreu em 1597, no Espírito Santo.



Além do "prompt": o abismo na formação docente diante da IA


A Inteligência Artificial chegou às salas de aula sem pedir licença, mas encontrou um sistema de defesa fragilizado. O problema não reside na tecnologia, mas em um gargalo histórico que agora cobra seu preço: a formação de professores no Brasil. Enquanto discutimos o que o estudante deve ou não fazer com a ferramenta, ignoramos que o corpo docente, em sua maioria, foi formado em uma "pedagogia da resposta", num modelo que pouco prioriza a construção da autonomia e do pensamento crítico, exatamente as competências que a IA agora torna vitais.

É preciso reconhecer que as matrizes curriculares das licenciaturas ainda operam em um inevitável descompasso em relação à velocidade estonteante das transformações tecnológicas. Nossos cursos de Pedagogia, em sua maioria, foram estruturados para um mundo analógico, em que o professor era a fonte primária da informação. Mais do que apontar falhas isoladas, é urgente que as instituições de ensino superior liderem uma revisão profunda de suas bases, integrando a lógica da investigação e a ética da IA como pilares centrais. Ou reformamos a formação de quem ensina, ou continuaremos preparando profissionais para salas de aula que já não existem mais.

Ensinar um estudante a “fazer boas perguntas” para uma IA não é um exercício trivial; é uma técnica que exige domínio de lógica, síntese e, acima de tudo, um vasto repertório cultural. No entanto, como exigir que o professor medie essa arquitetura do pensamento se ele mesmo não foi instrumentalizado para tal? O que vemos é um abismo entre a realidade tecnológica das escolas e currículos que raramente abordam como ensinar e desenvolver estudantes autônomos e críticos.

Se não houver uma modificação profunda e urgente na formação docente, a exclusão educacional no país mudará de face. O risco não é mais o “analfabetismo digital”, mas o “analfabetismo funcional cognitivo”. Teremos uma elite educada para ser arquiteta de sistemas, que sabe usar a IA para potencializar seu intelecto, e uma massa de estudantes que apenas consome passivamente o que o algoritmo entrega, sem capacidade de crítica ou validação.

A formação de professores precisa migrar da entrega de conteúdo para a gestão da investigação. Isso exige currículos que abordem a ética dos dados, a lógica da argumentação e a mediação de processos de aprendizagem. O professor não será substituído pela IA se ele for o mentor que ensina o estudante a navegar no mar de dados com bússola própria. A exclusão aumentará drasticamente se continuarmos ignorando que a base do sistema precisa de uma nova gramática pedagógica.

  

Miriã Salles - diretora do Colégio Santo Ivo.

 

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