Pesquisar no Blog

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Faturamento do comércio varejista paulista deve crescer 3% com Dia das Mães

 
Estimativa da FecomercioSP é que setor fature R$ 82 bilhões no mês de maio; mercado de trabalho aquecido e aumento da renda sustentam alta
 

As vendas nas atividades mais impactadas pelo Dia das Mães devem crescer 3% em maio, no Estado de São Paulo, de acordo com projeção da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). A expectativa é que o faturamento atinja quase R$ 82 bilhões, R$ 2,7 bilhões a mais em comparação com o mesmo período do ano passado.

 
[TABELA 1]
Projeções Faturamento do Comércio Varejista Estado de São Paulo — maio de 2026
Fonte: Secretaria do Estado de São Paulo
Elaboração: FecomercioSP
Valores em R$ mil a preços de fev/26

 


Na avaliação da FecomercioSP, o crescimento pode parecer tímido tanto no Estado como na capital (2%), mas, considerando a forte base de comparação e o cenário macroeconômico marcado por juros elevados, famílias endividadas e inflação ainda em patamar desconfortável, o resultado, se confirmado, pode ser avaliado como positivo.
 
A expectativa otimista se sustenta principalmente pelo mercado de trabalho, que segue positivo, e pelo aumento da renda, tornando possível que mais pessoas consumam e obtenham crédito. Assim, o Dia das Mães permanece como uma data importante para as vendas, principalmente nos segmentos ligados a presentes tradicionais (cosméticos, roupas e calçados) e experiências familiares.


 
Crescimento disseminado


Todos os segmentos analisados pelo levantamento da FecomercioSP devem exibir alta no faturamento. Os principais destaques são as farmácias e perfumarias, com avanço de 6%; as lojas de vestuário, tecidos e calçados, que devem crescer 4%; e os supermercados, com elevação de 3%.
 
Os juros elevados e o endividamento familiar, somados às incertezas econômicas e eleitorais, acabaram afetando negativamente as vendas de bens duráveis. Nesses casos, a compra normalmente depende de crédito e do comprometimento da renda por vários meses.
 
Nesse contexto, as atividades de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos, bem como as lojas de móveis e decoração, devem apresentar as menores taxas de crescimento em maio, com altas de 1% e 2%, respectivamente.


 
Capital paulista


Na Cidade de São Paulo, o Dia das Mães deve levar o faturamento do mês de maio a crescer 2%. Lojas de vestuário, tecidos e calçados apresentarão a maior alta (4%). Na sequência, estão farmácias e perfumarias (3%), supermercados (2%) e lojas de móveis e decoração (1%). Eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento devem registrar estabilidade.

 
[TABELA 2]
Projeções Faturamento do Comércio Varejista cidade de São Paulo — maio de 2026
Fonte: Secretaria do Estado de São Paulo
Elaboração: FecomercioSP
Valores em R$ mil a preços de fev/26



FecomercioSP
Instagram 
LinkedIn 

 

Recorde de emprego no Brasil. Recorde de jovens em funções que estão em extinção

João tem 19 anos, mora na periferia de São Paulo e conseguiu seu primeiro emprego com carteira assinada. Auxiliar logístico. Jornada puxada. Tarefas repetitivas. Salário abaixo da média nacional. 

Para as estatísticas, João é parte de um recorde histórico. Para o futuro, ele pode estar entrando numa função que não existirá daqui a poucos anos.

 

E esse é exatamente o ponto que poucos no Brasil estão discutindo com a seriedade que o momento exige.

 

O Brasil encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego da série histórica iniciada em 2012: 5,1%, segundo o IBGE. O país atingiu 103 milhões de pessoas ocupadas. O rendimento médio dos trabalhadores também alcançou o maior nível da série.

 

São, objetivamente, os melhores números do mercado de trabalho brasileiro de toda a história.

 

Quando você abre os dados, aparece uma realidade bem menos confortável.

 

Pesquisa do FGV IBRE baseada em microdados da PNAD Contínua mostra que metade dos jovens de 18 a 24 anos está concentrada em apenas 20 ocupações — balconistas, escriturários, auxiliares de limpeza, caixas, operadores de telemarketing. Funções de baixa complexidade, alta rotatividade e baixo salário. O rendimento médio mensal desse grupo é de R$1.815. A renda média nacional: R$3.315. Uma diferença de quase 45%.

 

A taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos chegou a 14,9% no primeiro trimestre de 2025 — quase o dobro da média nacional de 7%, segundo o IBGE. E entre 2019 e 2024, a ocupação dos jovens cresceu 4,2% enquanto a dos adultos de 30 a 59 anos cresceu 8,6%. O mercado aqueceu. Mas não aqueceu igual para todo mundo.

 

Tem ainda um dado que passou quase despercebido no noticiário de janeiro de 2026: o CAGED fechou 2025 com 1,27 milhão de empregos formais — queda relevante em relação a 2024, indicando desaceleração no ritmo de criação de empregos formais. O governo celebrou o saldo positivo. A imprensa destacou o recorde de desemprego baixo. Ninguém parou para notar que o mercado formal está desacelerando exatamente no momento em que a automação está acelerando.

 

A escada que alguém está removendo

Existe um conceito simples na economia do trabalho chamado learning by doing — aprender fazendo. As primeiras funções de uma carreira não existem só para produzir. Existem para formar. O analista júnior que organiza dados aprende a interpretar dados. O redator de entrada aprende a estruturar argumentos. O assistente de atendimento aprende a lidar com pessoas sob pressão. Essas funções são degraus, não destinos.

O que está acontecendo agora é que a inteligência artificial chegou exatamente nesse ponto. Não no topo da escada. No primeiro degrau.

 

Em abril de 2026, economistas do Goldman Sachs publicaram a análise mais precisa já feita sobre o impacto real da IA no mercado de trabalho — baseada em dados reais de folha de pagamento, não em projeções. A IA está eliminando, líquido, 16 mil empregos por mês nos Estados Unidos. A substituição destrói 25 mil posições mensais; a criação de novas funções repõe apenas 9 mil. Quem absorve o impacto primeiro: trabalhadores entre 22 e 25 anos, que experimentaram queda de 16% no emprego em funções expostas à IA em menos de três anos.

 

Os setores mais afetados são: entrada de dados, suporte ao cliente, redação básica, análise elementar, suporte administrativo. Exatamente as funções onde metade dos jovens brasileiros está concentrada.

 

O mesmo Goldman Sachs publicou, na mesma semana, um segundo estudo baseado em 40 anos de dados individuais: trabalhadores deslocados por tecnologia levam em média dez anos para recuperar a trajetória salarial que teriam tido em condições normais. Os economistas chamam isso de scarring — cicatriz de carreira. Não é metáfora. É o que acontece quando uma geração passa os anos formativos sem acumular a experiência que deveria.

 

Fluentes na ferramenta. Bloqueados na porta.

Existe uma ironia que precisa ser nomeada: quem está chegando agora ao mercado é a geração mais fluente em inteligência artificial de toda a história do trabalho. São jovens que usam agentes de IA no dia a dia, que constroem projetos com modelos de linguagem, que chegam às empresas já operando ferramentas que seus gestores de 45 anos ainda estão tentando entender.

 

E são exatamente essas pessoas que estão absorvendo o maior impacto da substituição por IA.

 

Não por incapacidade. Mas porque estão concentradas exatamente nas funções que a IA aprendeu primeiro a executar — funções que historicamente serviram de porta de entrada e de escola ao mesmo tempo. A competência técnica chegou. A oportunidade de aplicá-la dentro de uma carreira estruturada, ainda não.

 

Acompanho isso de perto. À frente do CIEE — a maior ONG de inserção jovem da América Latina, que inseriu mais de 290 mil jovens em programas de estágio e aprendizagem só em 2025 — vejo um movimento que os dados agregados ainda não capturam com precisão — mas que já é evidente na ponta: as vagas com maior potencial de desenvolvimento, aquelas que ensinavam enquanto ocupavam, estão encolhendo. A demanda por jovens de entrada continua, mas tem uma velocidade mais acelerada para funções operacionais. O degrau está sendo retirado em silêncio.

 

O Brasil que envelhece enquanto desperdiça seus jovens

Aqui o argumento deixa de ser só econômico e passa a ser estrutural.

O Brasil está envelhecendo mais rápido do que consegue criar riqueza. A PNAD 2025 do IBGE confirma: a proporção de brasileiros com menos de 30 anos caiu de 49,9% para 41,4% desde 2012. O grupo com 60 anos ou mais já representa 16,6% da população. A taxa de fecundidade chegou a 1,57 filho por mulher — abaixo do nível de reposição de 2,1. A população brasileira deve parar de crescer em 2041.

 

Isso significa uma coisa simples e inescapável: o país depende de que os jovens de hoje construam trajetórias sólidas. Com salários crescentes. Com contribuição previdenciária acumulada ao longo de décadas. Não existe outro caminho — não existe matematicamente.

 

Quando essa geração entra no mercado em funções de baixo salário, alta rotatividade e alto risco de automação, o problema não é só social. É fiscal. É o tipo de conta que aparece no balanço do INSS daqui a vinte anos e faz todo mundo perguntar como não vimos isso vindo.

 

Três mudanças que o Brasil ainda não fez — e que precisam começar agora

Trabalho há mais de duas décadas com jovens e mercado de trabalho. Fui CEO do Instituto PROA, que preparou dezenas de milhares de jovens de baixa renda para o primeiro emprego. Passei 14 anos no Instituto Ayrton Senna, onde aprendi que educação e empregabilidade são dois lados de uma crise que o Brasil insiste em tratar separadamente. Hoje, à frente do CIEE, vejo esse mercado de dentro e de fora, do lado dos jovens e do lado das empresas, ao mesmo tempo.

 

E o que décadas de experiência e os dados mostram em conjunto é que três mudanças são urgentes — e ninguém está tomando a sério o custo de não fazê-las:

 

Para o governo: o CAGED precisa evoluir. Medir só o volume de vagas abertas em 2026 é como avaliar a saúde de um país pelo número de refeições servidas, sem checar o valor nutricional. É possível e necessário criar um índice de qualidade do emprego jovem que inclua potencial de automação da função, faixa salarial em relação à média e mobilidade ocupacional em 24 meses. Sem isso, continuamos comemorando números que escondem uma crise.

 

Para as empresas: eliminar posições de entrada em nome da eficiência de curto prazo é uma conta que vai cobrar juros. Sem base, não existe topo. Quem não forma júnior hoje não terá liderança sênior amanhã — e vai pagar por isso no mercado de talentos daqui a uma década, quando a conta chegar e não houver de onde tirar.

 

Para o sistema educacional: as habilidades que a IA não substitui — julgamento contextual, negociação, resiliência, colaboração, leitura emocional de situações complexas, comunicação que convence — precisam ser desenvolvidas antes da entrada no mercado, não depois. O Brasil tem mais de 7 milhões de jovens no ensino médio. É ali, e não na faculdade, que a janela de intervenção mais eficiente ainda está aberta.

 

A pergunta que falta fazer

O CAGED de 2025 mostra 1,27 milhão de novos empregos formais. É real. Mas não responde às perguntas que mais importam: que tipo de emprego é esse? Quanto ele paga? Quanto ele ensina? E esse emprego ainda existirá daqui a dez anos?

 

O João, de 19 anos, da periferia de São Paulo, não está fazendo essas perguntas. Ele está aliviado por ter conseguido o primeiro emprego. Tem todo o direito de estar.

 

A questão é quem está fazendo essas perguntas por ele. E com que urgência.

 

O Brasil nunca teve tantos jovens trabalhando. E talvez nunca tenha corrido tanto risco de desperdiçá-los.O problema não é a falta de trabalho — formal ou informal. É a falta de caminho.

 

Rodrigo Dib - superintendente Institucional do Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE

 

5 coisas que (provavelmente) nunca te contaram sobre o Imposto de Renda


A reta final da declaração do Imposto de Renda já começou e o prazo está mais apertado do que muitos imaginam. A entrega se encerra no próximo dia 29 de maio e milhões de brasileiros ainda não enviaram seus dados à Receita Federal. 

 

Até o momento, mais de 19 milhões de declarações já foram entregues em todo o país, mas o número ainda está abaixo do esperado para o período. Especialistas alertam que deixar para a última hora pode aumentar o risco de erros, além de dificuldades técnicas causadas pelo alto volume de acessos próximos ao fim do prazo. 

 

Com o encerramento se aproximando, a recomendação é clara: não há mais tanto tempo quanto parece. A reta final exige atenção redobrada dos contribuintes, tanto para evitar inconsistências quanto para garantir o envio dentro do prazo. 

 

A declaração de Imposto de Renda é uma certeza na vida de milhões de brasileiros, mas há detalhes nesse processo que podem passar despercebidos até mesmo pelos mais atentos. André Charone, contador, tributarista e mestre em negócios internacionais, professor universitário e autor do livro "Declaração de Imposto de Renda: Dicas e Truques que o Leão Não Quer Que Você Saiba", esclarece alguns desses pontos menos óbvios. Veja abaixo cinco aspectos do imposto de renda que raramente são discutidos: 

 

1. Erros podem ser corrigidos sem pânico: 

 

André Charone ressalta que um dos maiores medos dos contribuintes é cometer erros na declaração. No entanto, ele tranquiliza: "Se você cometeu um erro, pode enviar uma declaração retificadora sem necessidade de pagar multas, desde que faça isso antes de ser notificado para uma auditoria." Isso mostra a flexibilidade do sistema em permitir correções. No entanto, o contador ressalta que o contribuinte deve ficar atento para corrigir as inconsistências antes de receber a notificação da Receita Federal. “Caso contrário, não será possível mais realizar a retificação”, destaca Charone. 

 

2. Pode ser bom declarar mesmo que você não esteja obrigado: 

 

O contador destaca um aspecto muitas vezes ignorado sobre a declaração do imposto de renda: os benefícios de declarar mesmo quando não se é obrigado. Muitos contribuintes assumem que, se não atingem o limite de renda que torna a declaração obrigatória, não há vantagens em preenchê-la. No entanto, existem situações em que declarar pode ser extremamente benéfico. 

 

"Por exemplo, pessoas que tiveram imposto retido na fonte e não são obrigadas a declarar podem receber uma restituição se optarem por enviar a declaração", explica Charone. Além disso, realizar a declaração voluntariamente pode facilitar a obtenção de vistos para viagens internacionais ou a aprovação de financiamentos e empréstimos, já que muitas instituições financeiras e consulados pedem o comprovante de declaração de renda como prova de rendimentos. 

 

3. Declarações em conjunto podem ser benéficas (ou não): 

 

Casais têm a opção de fazer a declaração conjuntamente ou separadamente, e a escolha entre uma e outra pode impactar significativamente o valor a pagar ou a restituir. André destaca que "em muitos casos, a declaração conjunta pode ser mais benéfica, dependendo das rendas e das deduções envolvidas". Ele recomenda analisar cuidadosamente as finanças do casal antes de decidir. 

 

O especialista explica que, em algumas situações, a soma das deduções e dos limites fiscais pode favorecer a declaração conjunta, especialmente quando um dos cônjuges não tem rendimentos. “No entanto, quando ambos possuem rendimentos altos tende a ser mais vantajoso declarar em separado”, alerta o contador. 

 

4. A restituição não passa de um “empréstimo grátis” ao governo: 

 

Embora aquele dinheirinho extra da restituição possa ajudar bastante no orçamento familiar, André Charone comenta que não existe muito motivo para ficar agradecido ao Fisco. “A restituição não é um benefício concedido pelo governo. Muito pelo contrário, na verdade é o reembolso dos valores que foram retidos a mais em relação ao que você devia”. Segundo o contador, a declaração de imposto de renda faz um ajuste entre o valor que foi retido ao longo do ano anterior e o que o contribuinte de fato devia, após o lançamento de todas as deduções. 

 

“Se foi retido mais do que era devido, o governo vai lhe restituir essa diferença. Na prática, é como se você tivesse emprestado, sem juros e sem escolha, seu dinheiro para o Fisco e agora o recebesse de volta”, explana Charone. 

 

5. A fiscalização está mais tecnológica do que nunca: 

 

Com o avanço tecnológico, a Receita Federal tem melhorado seu sistema de cruzamento de dados. "A chance de ser convocado para ajustar sua declaração ou mesmo enfrentar uma auditoria aumenta se houver inconsistências", alerta o autor. A tecnologia tem tornado a fiscalização mais eficaz, exigindo maior precisão nas declarações. Charone destaca que o uso de softwares sofisticados pela Receita permite que ela identifique rapidamente discrepâncias ou omissões, o que torna ainda mais crucial a precisão no preenchimento das informações. 

 



André Charone - contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA). É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e centenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional. Seu mais recente trabalho é o livro "Empresário Sem Fronteiras: Importação e Exportação para pequenas empresas na prática", em que apresenta um guia realista para transformar negócios locais em marcas globais. A obra traz passo a passo estratégias de importação, exportação, precificação para mercados externos, regimes tributários corretos, além de dicas práticas de negociação e prevenção contra armadilhas no comércio internacional.
Disponível em versão física: https://loja.uiclap.com/titulo/ua111005/
e digital: https://play.google.com/store/books/details?id=nAB5EQAAQBAJ&pli=1
Instagram: @andrecharone


quarta-feira, 6 de maio de 2026

Um presente que cultiva vidas

GSH Banco de Sangue de São Paulo promove ação especial de Dia das Mães

 

Na semana do Dia das Mães, o GSH Banco de Sangue de São Paulo convida a população a celebrar a data com um gesto que vai além dos presentes tradicionais: a doação de sangue.

Nos dias 9 e 10 de maio, a instituição realiza uma ação especial para homenagear as mulheres que transformam cuidado em vida. Durante o período, as mulheres que realizarem a doação receberão uma suculenta em embalagem personalizada (enquanto durarem os estoques), símbolo de cuidado, afeto e continuidade da vida, valores que se conectam ao gesto de doar sangue.

A campanha integra uma mobilização nacional do GSH Banco de Sangue e inclui um incentivo extra: as doadoras que comparecerem ao longo do mês de maio participarão do sorteio de um kit Natura da linha Todo Dia.

“Além de homenagear essas mulheres incríveis, queremos, ao mesmo tempo, estimular que famílias inteiras enxerguem a doação de sangue como um ato de amor e de solidariedade ao próximo”, destaca Janaína Ferreira, líder de captação do GSH Banco de Sangue.

A iniciativa também chama a atenção para a importância de se manter os estoques abastecidos, especialmente neste período em que foram impactados pelos recentes feriados prolongados. Doações regulares são essenciais para garantir o atendimento de pacientes que dependem de transfusões diariamente.

A campanha será divulgada nas redes sociais e nos demais canais digitais da instituição, ampliando o convite para que mais pessoas transformem o carinho pela data em solidariedade.


As doações podem ser feitas nos seguintes endereços:

  • Unidade Paraíso: Rua Tomás Carvalhal, 711, bairro Paraíso – atende diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados;
Unidade Beneficência Portuguesa, Rua Maestro Cardim 769, Bela Vista (Portaria 2) – atende diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados;



Estação Tatuapé da CPTM terá inscrição para Mutirão de Atendimento de Catarata

Entre os dias 07 e 14 de maio, os passageiros poderão se inscrever para o Mutirão de Atendimento de Catarata gratuito, promovido pelo Instituto São Paulo de Ação Voluntária


A estação Tatuapé da CPTM terá, a partir desta quinta-feira (7), inscrição para Mutirão de Atendimento de Catarata gratuito. A equipe do Instituto São Paulo de Ação Voluntária estará no local das 9h às 16h para promover a 22ª edição do evento, que já beneficiou mais de 30 mil pessoas ao longo dos anos. 

O objetivo é cadastrar pacientes que necessitam da cirurgia. Para se inscrever é necessário ter mais de 50 anos, residir no município de São Paulo, apresentar documento de identidade com foto e CPF (do paciente e do acompanhante) e levar comprovante de residência (do paciente e do acompanhante). 

As inscrições estarão abertas até o dia 14 de maio de 2026. 

Após a inscrição, os passageiros serão orientados a comparecer ao Shopping Aricanduva para passar por avaliação médica completa, com realização de exames gratuitos. Todo o processo, desde a triagem até o procedimento cirúrgico, é 100% gratuito, viabilizado por meio de parcerias consolidadas ao longo das edições do projeto. 

A iniciativa reforça o compromisso com a saúde da população, ampliando o acesso ao diagnóstico e ao tratamento da catarata, uma das principais causas de cegueira reversível no Brasil.
 

Serviço

Inscrição Mutirão de Atendimento de Catarata
Local: Estação Tatuapé (Linhas 11-Coral e 12-Safira)
Data: Do dia 7 ao dia 14 de maio
Horário: 9h às 16h


Estação da Luz da CPTM recebe ação com psicoterapeutas nesta quinta-feira (7)

 

Divulgação
CPTM

Profissionais da saúde estarão presentes para atender passageiros gratuitamente

 

Nesta quinta-feira (7), quem estiver na Estação da Luz da CPTM poderá utilizar o atendimento gratuito com psicoterapeutas do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da USP. A ação é oferecida pelo Museu da Língua Portuguesa em parceria com o IPq. 

A ação “Converse com o Psicoterapeuta” acontece das 10h às 13h. Os profissionais estarão situados ao lado do guarda-volumes, próximo à antiga bilheteria, oferecendo escuta e acolhimento psicoterapêutico aos passageiros e promovendo o cuidado da saúde mental a população em um espaço urbano de grande circulação. 


Serviço

Converse com o Psicoterapeuta
Local: Estação da Luz (Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e Expresso Aeroporto)
Data: quinta-feira (07/05)
Horário: 10h às 13h


 

Estação Brás da CPTM recebe ação para prevenção ao HIV e outras ISTs nesta quinta-feira (7)

Divulgação CPTM
Entre 9h30 e 13h30, os passageiros poderão realizar testes e receber orientações da equipe de saúde

 

A Estação Brás da CPTM recebe ação de saúde para prevenção e tratamento ao HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) nesta quinta-feira (07/05). 

Das 9h30 às 13h30, técnicos estarão disponíveis para realizar testes rápidos de HIV e sífilis por meio de punção digital, distribuir autotestes de HIV com oferta de cabine e profilaxia pós-exposição (PrEP), para pessoas que possam ter sido expostas por meio de relações sexuais. 

O objetivo da ação, em parceria com a Coordenação do Programa Estadual IST/Aids da Secretaria de Saúde, é oferecer diagnóstico precoce para quem não tem conhecimento de seu status sorológico, além de prevenir a disseminação da doença.
 

Serviço

Ação de saúde: testagem de ISTs
Local: estação Brás (Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira)
Data: quinta-feira (07/05)
Horário: das 9h30 às 13h30


Exames laboratoriais podem fazer a diferença na preparação para grandes maratonas

Foco Radical
 
Maratona Internacional de Porto Alegre

Com a Maratona Internacional de Porto Alegre e a New Balance 42K Porto Alegre no calendário, atletas intensificam cuidados para chegar bem no dia da prova 

 

A contagem regressiva para duas das principais provas de rua do Sul do país já mudam a rotina de quem vai encarar os 42 quilômetros e 195 metros na Maratona Internacional de Porto Alegre e na New Balance 42K Porto Alegre. Na fase final de preparação, além dos treinos longos e do ajuste fino na planilha, cresce entre os corredores a busca por exames laboratoriais como ferramenta para chegar mais seguro e competitivo no dia da largada. 

A lógica é simples para quem já vive o ambiente das maratonas: não basta treinar bem, é preciso garantir que o corpo esteja pronto para sustentar o esforço. Alterações silenciosas, como baixa de ferro, desgaste muscular acumulado ou desequilíbrios de eletrólitos, podem comprometer o rendimento justamente quando mais importa. E, muitas vezes, só aparecem com exames. 

A supervisora Operacional do Laboratório Qualitá, Dra. Stephany Lima de Camargo (CRBM 8890), explica que esse acompanhamento tem impacto direto na reta final de preparação. “Os exames laboratoriais são essenciais antes de competições porque ajudam a avaliar a saúde e a performance do atleta de forma mais precisa, identificando alterações que nem sempre aparecem na avaliação clínica, mas que podem prejudicar o rendimento. Eles permitem monitorar adaptações do organismo ao treino intenso, diferenciar respostas normais de sinais de fadiga, inflamação ou overtraining, além de detectar problemas comuns como anemia, desequilíbrio de eletrólitos e lesões musculares silenciosas. Com isso, é possível prevenir riscos, manter a performance ao longo do ciclo competitivo e ainda personalizar treino e nutrição de acordo com as necessidades individuais de cada atleta”, afirma. 

Entre os principais indicadores observados por quem vai encarar a distância estão o hemograma e a ferritina, fundamentais para a resistência e o transporte de oxigênio; a glicemia, que influencia a disponibilidade de energia; e a creatinoquinase (CK), que mostra o nível de desgaste muscular após os treinos mais pesados. Eletrólitos como sódio e potássio também entram no controle, especialmente para evitar queda de desempenho e câimbras nos quilômetros finais. 

Outros exames, como creatinina, ureia e marcadores inflamatórios, ajudam a entender como o corpo está respondendo ao volume acumulado de treinos. Para muitos atletas, esse acompanhamento funciona como um ajuste fino antes da prova, evitando surpresas e permitindo chegar na largada com mais confiança. 

Com o crescimento das maratonas em Porto Alegre e o aumento do número de participantes, a preparação também evolui. Cada vez mais, corredores incorporam dados à rotina para tomar decisões mais precisas e evitar que meses de treino sejam comprometidos por detalhes que poderiam ser identificados com antecedência. 

Para saber quais exames são mais indicados para o seu momento de preparação, o Laboratório Qualitá orienta que atletas consultem o seu médico e, posteriormente, procurem suas unidades ou canais oficiais para uma avaliação individualizada.

 

Marcelo Matusiak


Glaucoma avança sem sinais e pode comprometer a visão de forma irreversível

Freepik
Cerca de 2,5 milhões de brasileiros acima dos 40 anos convivem com a doença, e 70% desconhecem o diagnóstico; Maio Verde alerta para a importância dos exames regulares  


A perda da visão pode avançar sem dar sinais claros e, quando percebida, já estar em estágio avançado. Esse é o principal desafio do glaucoma, uma doença ocular que afeta o nervo óptico e compromete progressivamente o campo visual. A estimativa da Sociedade Brasileira de Glaucoma aponta que cerca de 2,5 milhões de brasileiros acima dos 40 anos convivem com a doença, sendo que 70% desconhecem o diagnóstico. Diante desse cenário, a campanha Maio Verde reforça a importância da conscientização e do acompanhamento oftalmológico regular. 

“O glaucoma é uma doença do nervo óptico em que ocorre perda progressiva das células, reduzindo o campo de visão de fora para dentro, podendo levar à perda total da visão”, explica o Dr. Renato Klingelfus Pinheiro, oftalmologista do H.Olhos. Ele destaca que a incidência aumenta com o envelhecimento, o que amplia o número de casos ao longo dos anos. “É uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo, e muitas vezes o diagnóstico acontece tardiamente, quando já há pouco a ser feito para recuperar a visão perdida”, afirma. 

Entre os diferentes tipos, o glaucoma primário de ângulo aberto é o mais frequente e tem forte influência genética. Há também quadros secundários, que podem surgir a partir de outras condições ou pelo uso de determinados medicamentos. “Os corticoides merecem atenção, pois podem desencadear aumento da pressão ocular em pessoas predispostas, independentemente da forma de uso”, alerta o especialista. 

Um dos maiores riscos está no comportamento silencioso da doença. “Na maioria dos casos, não há sintomas no início. O paciente não sente dor nem percebe alterações, e só identifica algo quando a lesão já está avançada”, explica o médico. Situações agudas são raras, mas podem provocar dor intensa, visão embaçada e a percepção de um efeito semelhante a um arco-íris ao redor das luzes, como se houvesse um círculo colorido em volta de lâmpadas e faróis. 

O envelhecimento é um dos principais fatores associados, mas não o único. Histórico hereditário aumenta significativamente as chances de desenvolvimento. “Se há casos na família, o risco pode ser até sete vezes maior, o que exige acompanhamento mais frequente”, orienta. Condições como diabetes, traumas oculares e doenças inflamatórias também estão relacionadas. 

O diagnóstico não depende apenas da medição da pressão ocular. “Esse é um fator importante, mas não define sozinho a doença. O ponto central é a avaliação do nervo óptico”, destaca. Exames feitos em consulta e testes complementares permitem identificar alterações precoces, antes mesmo de qualquer impacto perceptível na visão. “A tomografia de coerência óptica consegue detectar lesões iniciais, enquanto o exame de campo visual avalia como a visão está funcionando ao longo do tempo”, completa. 

O tratamento busca controlar a progressão e preservar a visão existente. A estratégia varia conforme cada caso. “A partir do diagnóstico, estabelecemos uma pressão-alvo e utilizamos recursos para alcançá-la. Isso pode incluir colírios, laser ou cirurgia”, explica. O oftalmologista ressalta que intervenções mais precoces têm ganhado espaço por apresentarem melhores resultados no controle da doença. 

A adesão ao acompanhamento é determinante para o sucesso terapêutico. “O controle depende tanto da conduta médica quanto do comprometimento do paciente. Ajustes podem ser necessários para garantir eficácia e qualidade de vida”, pontua. Também é importante evitar o uso indiscriminado de medicamentos, especialmente aqueles que podem influenciar a pressão ocular. 

Manter hábitos saudáveis contribui para o cuidado geral, mas não substitui a avaliação especializada. “Atividade física, controle de doenças sistêmicas e atenção à saúde ajudam, porém o acompanhamento oftalmológico é indispensável”, reforça. 

Como mensagem da campanha, o especialista enfatiza a necessidade de vigilância contínua. “A orientação é realizar consultas anuais a partir dos 50 anos e verificar se o nervo óptico foi avaliado com atenção. Esse cuidado simples pode permitir identificar precocemente uma condição que, embora não tenha cura, pode ser controlada de forma eficaz, evitando a perda da visão”, finaliza o Dr. Renato Klingelfus Pinheiro.


Dia das Mães: Congelamento de óvulos nas empresas pode trazer equilíbrio entre vida pessoal e carreira

Shutterstock
Movimento acompanha adiamento da maternidade e pressiona empresas a rever políticas de carreira

 

Em um cenário em que carreira e maternidade deixaram de seguir uma lógica linear, empresas começam a incorporar novas soluções para responder a essa transformação, e o congelamento de óvulos passa a ganhar espaço como benefício corporativo. A discussão ganha ainda mais relevância no contexto do Dia das Mães, ao evidenciar como o tema da maternidade vem sendo ressignificado dentro e fora das organizações.

 

O avanço desse tipo de benefício acompanha uma mudança demográfica relevante. Dados do IBGE mostram que a idade média das mulheres ao se tornarem mães no Brasil subiu de 25,3 anos em 2000 para 27,7 anos em 2020, chegando a 28,1 anos em 2022. Ao mesmo tempo, a proporção de mães com até 24 anos caiu de 31,1% em 2003 para 23,6% em 2023, indicando que os nascimentos estão cada vez mais concentrados em idades mais avançadas.

 

A tendência deve se intensificar nas próximas décadas, e as projeções do instituto apontam que a idade média da maternidade pode chegar a 31,3 anos até 2070, refletindo mudanças estruturais como maior escolaridade, inserção das mulheres no mercado de trabalho e planejamento familiar.

 

Para Phillip Wolf, especialista em reprodução humana e sócio-fundador da clínica Genics, o movimento sinaliza uma mudança estrutural na relação entre empresas e colaboradores. “A gente está diante de uma mudança na relação entre carreira e maternidade. Não é mais uma decisão linear, e as empresas começam a perceber que, se não acompanharem esse movimento, perdem competitividade na atração e retenção de talentos femininos.”

 

Na prática, o congelamento de óvulos passa a integrar uma nova lógica de benefícios corporativos, mais voltada à individualização e ao ciclo de vida do colaborador. A tendência acompanha o que já acontece no mercado internacional, onde empresas como Google e Meta passaram a incluir o procedimento em seus pacotes de benefícios, influenciando a adoção gradual em outros mercados, incluindo o Brasil.

 

Benefícios atraentes

 

Atualmente, as maneiras que as companhias encontram para estruturar esse tipo de iniciativa passam pela contratação de fornecedores especializados, como clínicas de reprodução humana parceiras. Além disso, incluem coberturas em planos de saúde específicos, subsídios e políticas de reembolso.

 

Nesse contexto, na opinião de Phillip Wolf, a tendência é que os benefícios corporativos evoluam para soluções mais alinhadas aos diferentes momentos de vida dos profissionais. “O que a gente começa a ver é uma sofisticação no que se oferece ao colaborador. Eles deixam de ser genéricos e passam a refletir decisões importantes da vida das pessoas. Nesse cenário, programas de apoio à maternidade, que podem incluir o congelamento de óvulos, tendem a ganhar espaço como diferencial competitivo”, comenta. 

 

Apesar do avanço, o tema ainda carrega desafios importantes. O custo do procedimento pode ultrapassar R$ 15 mil por ciclo, o que historicamente limitou o acesso a um público mais restrito. No entanto, clínicas especializadas já vêm estruturando modelos mais flexíveis, com opções de parcelamento e condições facilitadas, ampliando gradualmente a viabilidade para empresas e pacientes.

 

“O custo ainda é um ponto de atenção, mas o mercado já começou a se adaptar. Hoje, existem formatos mais flexíveis, com parcelamentos e modelos viáveis tanto para empresas quanto para pacientes. Isso tende a acelerar a adoção do benefício nos próximos anos”, explica Wolf.

 

Além da questão econômica, especialistas também apontam um debate ético relevante. Se, por um lado, o benefício representa um avanço ao oferecer mais autonomia às mulheres, por outro, pode ser interpretado como um incentivo indireto ao adiamento da maternidade em função da carreira.

 

“Existe uma linha tênue entre oferecer uma possibilidade e gerar uma expectativa. Se a empresa não tiver clareza na forma como posiciona esse benefício, ele pode ser interpretado como um incentivo indireto ao adiamento da maternidade. Isso exige maturidade na gestão e na comunicação”, avalia o sócio-fundador da Genics.

 

Do ponto de vista técnico, o procedimento segue protocolos bem estabelecidos. O processo começa com uma avaliação individualizada, que inclui histórico clínico e exames hormonais, como o Hormônio Antimülleriano, utilizado para estimar a reserva ovariana. A partir disso, é estruturado um planejamento personalizado, considerando idade e objetivos reprodutivos.

 

As etapas seguintes envolvem a estimulação ovariana, a coleta dos óvulos e o congelamento. Apesar da complexidade, o processo pode ser concluído em cerca de três a quatro semanas.

 

Para Wolf, o avanço desse tipo de benefício não deve ser analisado de forma isolada, mas como parte de uma mudança mais ampla na gestão de pessoas. “O congelamento de óvulos não pode ser visto como uma solução isolada. Ele faz parte de uma agenda maior de gestão de pessoas. Empresas que tratam isso como uma estratégia integrada, com políticas de carreira, flexibilidade e cultura, tendem a capturar muito mais valor do que aquelas que enxergam apenas como um benefício pontual”, finaliza. 

 

Posts mais acessados