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sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Estudantes do Ensino Médio da rede estadual têm 60 opções de cursos técnicos para 2026


400 mil alunos da 1ª série do EM devem registrar opção de itinerário formativo até esta sexta-feira (19) na Secretaria Escolar Digital

 

Termina nesta sexta-feira (19) o prazo para que estudantes matriculados na 1ª série do Ensino Médio registrem a escolha do itinerário formativo para os próximos dos anos letivos. As opções para os mais de 400 mil alunos dessa série são: Exatas, Humanas e Educação Técnica Profissional. No total, os estudantes têm 62 opções de formação diferentes, 60 delas são cursos técnicos.

 

“A rede estadual de ensino, com mais de 1 milhão de estudantes no Ensino Médio, oferece a oportunidade de nossos alunos escolherem o modelo de ensino que mais cabe nos seus planos futuros, com a possibilidade de escolher entre tempo parcial, tempo integral, formação em exatas, humanas e 60 cursos técnicos diferentes sem qualquer prova de seleção ou custo”, afirma o secretário da Educação, Renato Feder. 

 

A Educação de SP também recebe até esta sexta-feira as novas matrículas na rede estadual de ensino para 2026. Essas matrículas são voltadas a alunos que não estão matriculados em uma escola estadual em 2025. Para quem já faz parte da rede, a matrícula é automática.

 

Na escolha dos itinerários, cada estudante deve registrar quatro opções durante acesso à Secretaria Escolar Digital (SED). Para aqueles que optarem pelo itinerário de Humanas, o registro deve ser por Linguagens e Ciências Humanas. Para exatas, o registro deve ser por Matemática e Ciências da Natureza. Somando aos 60 cursos técnicos oferecidos pela Educação nas escolas estaduais, no Senai e no Senac, são 62 formações diferentes à disposição dos estudantes.

 

“Os nossos cursos técnicos são oferecidos pelos melhores profissionais do mercado para que nossos estudantes aprendam na teoria e na prática. Além disso, eles podem concorrer às vagas de estágio do nosso programa Bolsa Estágio Ensino Médio, o BEEM, que é um sucesso com mais de 7.500 alunos já contratados, com bolsas de até R$ 851,46”, complementa Feder.

 

Confira abaixo as 62 formações disponíveis:

 

  1. Exatas
  2. Humanas
  3. Administração
  4. Agronegócio
  5. Ciência de Dados
  6. Desenvolvimento de Sistemas
  7. Eletrônica
  8. Enfermagem
  9. Farmácia
  10. Hotelaria e eventos
  11.  Logística
  12. Meio Ambiente
  13. Vendas
  14. Senai - Alimentos
  15. Senai - Automação industrial
  16. Senai - Biotecnologia
  17. Senai - Desenvolvimento de sistemas
  18. Senai - Edificações
  19. Senai - Eletroeletrônica
  20. Senai - Eletromecânica
  21. Senai - Eletrônica
  22. Senai - Eletrotécnica
  23. Senai - Fabricação mecânica
  24. Senai - Farmácia
  25. Senai - Instrumentação industrial
  26. Senai - Logística
  27. Senai - Manufatura digital
  28. Senai - Manutenção automotiva
  29. Senai - Manutenção de máquinas industriais
  30. Senai - Mecânica
  31. Senai - Mecânica de precisão
  32. Senai - Mecatrônica
  33. Senai - Mecatrônica automotiva
  34. Senai - Plásticos
  35. Senai - Portos
  36. Senai - Processos gráficos
  37. Senai - Qualidade
  38. Senai - Química
  39. Senai - Redes de computadores
  40. Senai - Segurança do trabalho
  41. Senai - Soldagem
  42. Senac - Computação gráfica
  43. Senac - Desenvolvimento de sistemas
  44. Senac - Design de interiores
  45. Senac - Design gráfico
  46. Senac - Estilismo e coordenação de moda
  47. Senac - Eventos
  48. Senac - Farmácia
  49. Senac - Guia de turismo
  50. Senac - Hospedagem 
  51. Senac - Informática
  52. Senac - Informática para internet
  53. Senac - Manutenção e suporte em informática 
  54. Senac - Meio ambiente
  55. Senac - Modelagem do vestuário
  56. Senac - Multimídia
  57. Senac - Nutrição
  58. Senac - Publicidade
  59. Senac - Redes de computadores
  60. Senac - Segurança cibernética
  61. Senac - Segurança do trabalho
  62. Senac - Teatro

 

Para ajudar os alunos no processo de escolha, a Educação criou um site com todas as informações sobre os cursos técnicos e também os dois outros itinerários formativos. Além disso, a Seduc-SP organizou encontros com os grêmios estudantis, lives e, nesta semana, compartilhou um comunicado para que as escolas organizassem um Dia D para escolha dos itinerários com aqueles alunos que ainda não registraram a opção de estudos para os próximos dois anos. 

 

Para alunos que optarem pela formação do Senai ou Senac, é preciso que a mãe, o pai ou o responsável valide a opção do estudante, também por meio de acesso à SED. Isso porque o estudante vai cursar a formação técnica no contraturno das aulas nas escolas estaduais, na unidade do Senai ou do Senac.

 

Passo a passo para a escolha de itinerários

O itinerário formativo deve ser escolhido exclusivamente por estudantes da 1ª série do Ensino Fundamental, na SED. 

 

No menu de escolhas, estão disponíveis, em primeira página, o itinerário com cursos técnicos por área e, abaixo, o de Exatas e Humanas. Nos cursos técnicos, para escolher enfermagem, por exemplo, o estudante deve clicar antes na área de Saúde e Educação. Para escolher desenvolvimento de sistemas, antes o aluno interessado deve clicar na área de Tecnologia.

 

Os estudantes que estão, em 2025, na 2ª série do Ensino Médio, seguirão no mesmo itinerário formativo no próximo ano letivo.


Cerrado exuberante: espécies nativas ganham destaque no paisagismo e na restauração ecológica

Especialista defende valorização de plantas locais para promover identidade regional, sustentabilidade e equilíbrio ambiental 

Fonte: Arquivo pessoal Eder Silva

 

     

Fonte: Arquivo pessoal Eder Silva

Fonte: Arquivo pessoal Eder Silva

O Cerrado brasileiro é um dos biomas mais ricos em biodiversidade do mundo, mas ainda é pouco explorado quando o assunto é paisagismo urbano ou projetos de restauração ecológica. Enquanto espécies exóticas continuam dominando praças, avenidas e jardins, plantas nativas que combinam beleza e resistência seguem à margem do planejamento paisagístico. 

Para Eder Marcos da Silva, engenheiro florestal, doutor em Botânica Aplicada e professor do curso de Agronomia da Una, é hora de mudar esse cenário. “Temos no Cerrado uma infinidade de espécies com potencial ornamental, que aliam beleza estética, valor ecológico e identidade regional. No entanto, muitas delas ainda são ignoradas por falta de conhecimento técnico ou por uma ideia equivocada de que o que vem de fora é mais bonito ou sofisticado”, afirma. 

Entre as árvores mais conhecidas estão os ipês — amarelo, roxo e branco —, reconhecidos pela floração vibrante e presença marcante em espaços públicos. Mas há muito mais. Espécies da família Vochysiaceae e uma ampla variedade de gramíneas, arbustos e herbáceas também merecem atenção. “Durante uma visita ao Parque Nacional das Emas, fiquei impressionado com a diversidade de capins nativos. Muitos deles são mais interessantes que o capim-do-Texas, tão usado por aqui. É uma beleza que é nossa, mas que ainda não aprendemos a valorizar”, ressalta Silva.

 

Mudança de olhar no paisagismo 

Para Silva, incluir plantas nativas em projetos paisagísticos é uma escolha consciente que une estética e sustentabilidade. “Valorizar o Cerrado no paisagismo urbano é não apenas uma escolha estética e funcional. Essas espécies são adaptadas ao nosso solo, ao nosso clima e exigem menos manutenção. Além disso, fortalecem a biodiversidade ao atrair fauna local e resistem melhor às mudanças climáticas, como ondas de calor e estiagens prolongadas”. 

Apesar das vantagens, essas espécies enfrentam ameaças significativas. “O avanço da fronteira agrícola com desmatamento de remanescentes para a prática da agropecuária e a urbanização desordenada reduzem drasticamente seus habitats, enquanto as queimadas cada vez mais frequentes e intensas comprometem toda a dinâmica natural dos ecossistemas. O fogo descontrolado, por exemplo, impacta diretamente espécies que não têm adaptações específicas a incêndios, prejudicando sua regeneração e sobrevivência”, alerta. 

A extinção ou redução de espécies vegetais do Cerrado impacta profundamente o meio ambiente, o paisagismo urbano e a restauração ecológica. O professor explica que "o Cerrado é um hotspot de biodiversidade, com alto grau de endemismo. Muitas espécies ocorrem exclusivamente nessa região. Essa perda compromete funções ecológicas essenciais, como a proteção do solo, a recarga hídrica e o equilíbrio das cadeias alimentares”. 

“No contexto urbano, a ausência dessas plantas reduz a resiliência das cidades ao clima local, empobrece a paisagem e limita os serviços ambientais prestados pela vegetação. Já na restauração ecológica, a escassez de espécies nativas adaptadas dificulta a recuperação de áreas degradadas, favorecendo soluções menos eficientes e ecologicamente frágeis, como o uso de espécies exóticas ou generalistas. Preservar as espécies endêmicas do Cerrado, portanto, é vital para manter sua biodiversidade única e garantir sustentabilidade ecológica e urbana”, defende Silva.

 

Ações concretas e valorização regional 

Algumas iniciativas têm buscado reverter esse cenário. A Rede de Sementes do Cerrado (RSC), por exemplo, atua há mais de duas décadas na coleta, conservação e distribuição de sementes nativas, envolvendo comunidades locais e apoiando projetos de recuperação ambiental. 

Para ampliar o uso dessas espécies, o professor defende uma atuação conjunta de paisagistas, arquitetos, agricultores, universidades e gestores públicos. “É preciso priorizar essas plantas nos projetos, criar viveiros especializados, apoiar bancos de sementes e investir em pesquisas sobre propagação, manejo e produção de mudas. Só assim conseguiremos romper com a lógica importada e construir uma paisagem urbana e rural mais conectada com nossa identidade e com os desafios ambientais do presente”, finaliza.

 

Una 

Empresas familiares: como alinhar expectativas na contratação?


Empresas familiares carregam em seu DNA uma história, um legado e, muitas vezes, uma cultura que, ao mesmo tempo que pode ser uma força inestimável, também pode se tornar um desafio gigante na hora de atrair e reter executivos que não carregam o mesmo sobrenome. A desconexão entre o que é prometido em um anúncio de vaga e a realidade vivida no dia a dia é uma das maiores causas de insatisfação e rotatividade, o que pode ser resolvido através de uma palavra-chave: transparência.

Um bom salário já deixou, há muito tempo, de ser o único fator relevante considerado em um processo seletivo. O propósito no que se faz, a valorização pelos esforços e um ambiente acolhedor e inspirador vêm se tornando características estratégicas nesse sentido – mas que, nem sempre, são claramente alinhadas entre as partes desde o primeiro contato.

Quantas vezes já não vimos, por exemplo, uma empresa contratar um diretor, mas não lhe dar a autonomia necessária para executar suas responsabilidades? Essa falta de clareza e transparência sobre o que se espera do novo contratado e da própria maturidade corporativa abre margem para frustrações e choques de cultura com os times, vendendo uma organização que não reflete sua realidade. Isso não apenas dificulta a retenção das equipes, como também pode prejudicar a imagem da marca no mercado e, consequentemente, o interesse de novos executivos em fazerem parte daquele ambiente.

Essas dificuldades fazem com que, segundo dados do Banco Mundial e do IBGE, apenas 30% das empresas familiares consigam chegar à terceira geração, além de somente 15% sobreviverem à sucessão de três gerações – o que evidencia a complexidade de manter o negócio familiar ao longo do tempo.

Empresas que escondem sua verdadeira cultura, sua estrutura interna ou as reais demandas de uma posição, estão fadadas a atrair executivos desalinhados e a enfrentar um alto turnover que, certamente, impactarão seu crescimento e destaque competitivo. Por isso que a transparência não pode mais ser vista como um mero detalhe, mas sim como algo urgente e necessário para quebrar esse ciclo e garantir contratações mais assertivas.

Comece olhando para dentro. Quais habilidades sua empresa está precisando para sanar alguma dor ou problema enfrentado? Há alguém que se encaixe nesses requisitos internamente, ou é necessário procurar este talento externamente? Caso haja a necessidade de abrir um processo seletivo, além de ser essencial contratar alguém que tenha fit cultural com a marca, a grande pergunta que deve ser feita, neste momento, é se a empresa busca alguém que dê continuidade ao que já vem sendo feito internamente, ou se a preferência é por um executivo que, de certa forma, desafie o status quo, trazendo provocações pertinentes que alavanquem essa transformação e profissionalização das operações.

Mas, não adianta trazer esse líder do mercado, se não oferecer um local onde ele possa aplicar, devidamente, seu know how aos processos internos, elevando a empresa a um novo patamar. Essa “dificuldade em soltar o osso” não pode existir nessas situações, para que tenham a autonomia necessária para melhorar esses resultados e alavancar as operações. Saiba delegar e passar o bastão, enxergando-os como um reforço positivo ao time, e não como uma ameaça.

Essa nova mentalidade de governança será fundamental para a evolução dessas empresas, como mostra uma pesquisa da Fundação Dom Cabral, a qual identificou que 77% das empresas familiares no Brasil possuem entre 50 e 499 funcionários, e grande parte (55%) tem um acordo de sócios formalizado, o que contribui para a longevidade.

A transparência nesses pontos é a ponte que conecta as expectativas dos executivos com a realidade dessas empresas, minimizando frustrações e maximizando o engajamento. Essas ações, no dia a dia, são o que farão a diferença para a prosperidade desses negócios, para que não só atraiam aqueles que realmente se encaixem, mas que também cultivem um ambiente de confiança mútua desde o primeiro contato, construindo um verdadeiro legado no mercado.

 

Jordano Rischter - headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.


Wide
https://wide.works/


wemobi indica 5 cidades de praia ir de ônibus e aproveitar o fim de semana

 

Canva

De refúgios tranquilos a badalados destinos litorâneos, plataforma digital conecta viajantes a praias imperdíveis com conforto, praticidade e economia

 

Para quem vive em São Paulo ou no Rio de Janeiro e quer aproveitar o início da primavera para trocar o ritmo acelerado da cidade pelo som do mar, o fim de semana ideal pode estar a apenas algumas horas de distância — e o melhor: de ônibus, sem preocupação com trânsito ou estacionamento. A wemobi, plataforma de ônibus 100% digital, conecta seus clientes a diversos destinos litorâneos imperdíveis, com praticidade e preços acessíveis. 

Com saídas a partir de São Paulo e do Rio de Janeiro, a plataforma oferece passagens digitais e ônibus modernos, com Wi-Fi, ar-condicionado e poltronas reclináveis. 

Confira cinco rotas para transformar o fim de semana em mini-férias — e o que fazer em cada parada:
 

1- Rio de Janeiro (RJ) (partindo de São Paulo)

O Rio de Janeiro é um clássico que nunca sai de moda. Partindo de São Paulo, são cerca de 6h de viagem, perfeitas para sair numa noite de sexta, pegar um assento cama e acordar já pronto para aproveitar todas as atrações da Cidade Maravilhosa, retornando no domingo à noite.
 

Dicas do que fazer:

• Relaxar em Copacabana ou Ipanema, duas das praias mais famosas do mundo.

• Pegar o bondinho até o Pão de Açúcar e apreciar o pôr do sol da Urca.

• Visitar o Cristo Redentor e o Jardim Botânico, cartões-postais que unem natureza e história.
 


2- Búzios (saindo do Rio de Janeiro ou de São Paulo)

A cidade de Búzios tem o charme internacional das praias cristalinas e uma vida noturna vibrante. A península combina mais de 20 praias com ares sofisticados, sem perder o clima descontraído. É o destino perfeito para casais, grupos de amigos ou famílias.
 

Dicas do que fazer:

• Caminhada pela Orla Bardot e fotos na estátua de Brigitte Bardot.

• Passeio de barco pelas praias Azeda e Azedinha.

• Mergulho ou caiaque em João Fernandes.

• Noite na Rua das Pedras, com bares e restaurantes para todos os gostos.
 

3. Arraial do Cabo (RJ) Partindo de São Paulo ou Rio

Apelidada de “Caribe brasileiro”, Arraial atrai visitantes pelas águas cristalinas e areias branquinhas. Praias como a do Forno e do Farol figuram entre as mais bonitas do país, perfeitas para mergulho ou passeios de barco.
 

Dicas do que fazer:

Passeio de barco até a Praia do Farol e Prainhas do Pontal do Atalaia, mergulho de cilindro para explorar corais e tartarugas marinhas, ou a trilha leve até a Praia do Forno, com vista deslumbrante do alto.
 

4. Cabo Frio (RJ) (saindo do Rio ou São Paulo)

Praias extensas, águas claras e opções de lazer variadas. Com fácil acesso a partir do Rio, Cabo Frio é conhecido pela Praia do Forte e pela boa infraestrutura turística. A cidade é ponto de partida para explorar Arraial do Cabo e Búzios, mas também oferece atrações próprias.
 

Dicas do que fazer:

• Caminhada e banho de sol na Praia do Forte.

• Passeio de barco até a Ilha do Japonês.

• Compras na famosa Rua dos Biquínis, pólo da moda praia.

• Jantar na orla, com bares e restaurantes animados.
 

5. Saquarema (saindo do Rio de Janeiro)

Localizada na Região dos Lagos, Saquarema é conhecida como a “capital brasileira do surfe”, recebendo etapas do campeonato mundial na Praia de Itaúna. Além das ondas perfeitas, o destino oferece lagoas, trilhas e um clima acolhedor de cidades pequenas.
 

Dicas do que fazer:

• Assistir ou praticar surfe na Praia de Itaúna, reduto dos atletas profissionais.

• Curtir um dia mais tranquilo na Praia da Vila ou na Praia de Jaconé.

• Subir até a Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, cartão-postal no alto do morro com vista panorâmica.

• Passear pela Lagoa de Saquarema, ideal para esportes náuticos e para admirar o pôr do sol.

 

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Reforma Tributária: um aviso para aqueles que ainda não se prepararam


A Reforma Tributária não é mais uma promessa distante, mas sim uma transformação já em curso, impactando, de forma real e imediata, as empresas no Brasil. O Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 108/2024, atualmente em tramitação, complementa a reforma aprovada pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025, trazendo um novo modelo de tributação sobre o consumo que afetará, de maneira significativa, as rotinas fiscais, contábeis e operacionais das empresas.

O novo modelo substituirá cinco tributos atuais — PIS, Cofins, ICMS, ISS e o IPI (em grande parte) — por três novos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal; o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), compartilhado entre estados e municípios; e o Imposto Seletivo (IS), destinado a tributar produtos e serviços considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Não se trata apenas de uma troca de siglas, mas sim da adoção de uma nova lógica fiscal que exigirá das empresas muito mais do que uma simples adaptação: será necessário um verdadeiro reposicionamento estratégico.

Embora o novo sistema possua um calendário de transição até 2033, os primeiros efeitos práticos já se manifestam logo no início da implementação. A partir de 2026, será obrigatório que os documentos fiscais eletrônicos indiquem o IBS e a CBS, de acordo com os padrões técnicos definidos pelos órgãos competentes. Notas fiscais emitidas sem essas informações, dessa forma, serão rejeitadas automaticamente pelo sistema do Fisco, o que pode trazer sérias consequências operacionais e financeiras.

Esse novo panorama exige que as empresas ajam com urgência em suas estratégias de gestão fiscal. O primeiro estágio da transição se concentra na conformidade técnica e operacional, no qual as organizações que não ajustarem seus sistemas e processos ainda durante o período de testes estarão mais propensas a enfrentar inconsistências, passivos fiscais e perda de competitividade.

Ainda, um dos pontos mais delicados da regulamentação diz respeito às multas e penalidades. A Lei Complementar nº 214/2025 trouxe apenas diretrizes gerais, mas o PLP nº 108/2024 entrou no detalhe: são cerca de 36 tipos diferentes de infrações, que vão desde a ausência de inscrição no cadastro de contribuintes até o cancelamento de documentos fiscais fora do prazo.

O que chama atenção é que a aplicação da penalidade independe de intenção de fraude. Ou seja, falhas técnicas, configurações incorretas de sistemas ou até um simples esquecimento podem resultar em autuações severas. Para empresas que trabalham com margens apertadas e emitem milhares de notas todos os meses, o impacto pode ser significativo.

Diante desse cenário, entidades corporativas já se mobilizam para rever as regras. Há propostas de simplificação, como a redução do número de infrações para cinco grandes categorias, e a criação de mecanismos que atenuem a penalização quando houver boa-fé ou erro justificável. A ideia é substituir a cultura de punição por uma lógica de cooperação entre fisco e contribuinte, em linha com as melhores práticas internacionais.

O equilíbrio será determinante: a Reforma Tributária só cumprirá sua promessa de simplificação se as normas forem claras, proporcionais e aplicadas de forma justa. Para as empresas, a mensagem é inequívoca: o tempo de espera acabou. É hora de ajustar sistemas, treinar equipes e revisar processos. Quem se preparar mais cedo, estará mais protegido e enfrentará menos riscos quando o novo modelo entrar em vigor.

 

Taís Baruchi - CEO e sócia na PKF BSP.

PKF BSP
www.pkfbrazil.com.br


Setembro Amarelo nas empresas: a importância de dar suporte aos colaboradores

O Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio, vem ganhando cada vez mais espaço dentro do ambiente corporativo. Se antes saúde mental era um tema pouco abordado nas empresas, hoje ela se tornou um pilar essencial de sustentabilidade organizacional. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio no mundo, e 90% dos casos estão relacionados a transtornos mentais não tratados, como depressão e ansiedade. 

No Brasil, uma pesquisa recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a UFRJ (2024) revelou que 7 em cada 10 trabalhadores relatam níveis altos de estresse e que mais da metade já pensou em abandonar o emprego devido à sobrecarga emocional. Esses dados reforçam a necessidade de as empresas assumirem um papel ativo na promoção de bem-estar psicológico. 

Segundo Madalena Feliciano, neuroestrategista corporativa e CEO de três empresas, o Setembro Amarelo é um convite para que organizações repensem sua forma de gerir pessoas:  

> “A empresa que olha para a saúde mental dos colaboradores não está apenas fazendo uma ação social, mas garantindo produtividade, retenção de talentos e um clima organizacional saudável. O colaborador que se sente ouvido e apoiado entrega mais e permanece por mais tempo na companhia”, afirma.

 

O papel da liderança no cuidado emocional 

Um dos pontos centrais é a postura da liderança. Gestores precisam estar preparados para identificar sinais de sofrimento emocional e saber como agir sem invadir a privacidade do colaborador. A neurociência aplicada ao ambiente corporativo já mostrou que ambientes psicologicamente seguros reduzem significativamente os índices de absenteísmo e conflitos internos.

 

Madalena reforça: 

 “Não se trata de transformar líderes em psicólogos, mas em pessoas com escuta ativa, empatia e preparo para encaminhar os profissionais para os recursos corretos. Um líder bem treinado pode ser o primeiro elo de suporte.” 

Ações práticas para empresas durante e após o Setembro Amarelo 

- Palestras e rodas de conversa: criar espaços de diálogo sobre saúde mental.

- Treinamento de líderes: capacitar gestores para reconhecer sinais de estresse e burnout.

- Programas de apoio psicológico: oferecer acompanhamento terapêutico ou convênios com clínicas especializadas.

- Políticas de equilíbrio: incentivar pausas, home office em dias estratégicos e gestão saudável de metas.

- Cultura de acolhimento: quebrar o estigma em torno de pedir ajuda, mostrando que vulnerabilidade também é força. 

De acordo com levantamento do Great Place to Work (GPTW, 2025), empresas que implementam programas de suporte à saúde mental têm 45% menos rotatividade e 31% maior engajamento entre colaboradores.

 

Conclusão 

O Setembro Amarelo nas empresas não deve ser apenas uma campanha pontual, mas sim um ponto de partida para a criação de políticas contínuas de suporte emocional.

Como destaca Madalena Feliciano: 

 “A saúde mental é a base para qualquer performance de alto nível. Sem equilíbrio emocional, não existe inovação, não existe produtividade sustentável. Cuidar das pessoas é, antes de tudo, cuidar do futuro da própria empresa.”

 

Madalena Feliciano - CEO | Neuroestrategista Corporativa | Criadora do Método Neurovision. "Transformando estresse em vantagem competitiva com base na ciência do desempenho humano." Empresária, CEO de três empresas, Outliers Careers, IPC e MF Terapias, consultora executiva de carreira, terapeuta, mãe de 5 filhos, atua como mentora de líderes e de equipes e com orientação profissional há mais de 25 anos, sendo especialista em gestão de carreira e desenvolvimento humano. É administradora, estudou Terapias Alternativas e MBA em Hipnoterapia. Já concedeu entrevistas para diversos programas de televisão abordando os temas de carreira, empregabilidade, coaching, perfil comportamental, postura profissional, hipnoterapia e outros temas relacionados com o mundo corporativo. Master Coach, Master em PNL e Hipnoterapeuta, Madalena realiza atendimentos personalizados para: fobias, depressão, ansiedade, medos, gagueira, pânico, anorexia, entre muitos outros. Atua também com treinamentos comportamentais para líderes e mentorias individuais.



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