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domingo, 20 de outubro de 2024

Saúde animal: saiba como prevenir as 6 doenças mais comuns em gatos

Médica veterinária da VetBR, mais completa distribuidora de produtos para saúde animal do País, dá dicas sobre as principais enfermidades que acometem felinos e que podem ser evitadas com vacinas. Confira!

 

Entre diversos outros cuidados com os gatos, os tutores precisam ficar atentos à vacinação, a forma mais eficaz de se evitar doenças graves que acometem felinos — e que também podem afetar as pessoas que convivem com o animal. Pensando nisso, a VetBR elencou seis enfermidades que merecem atenção e que podem ser prevenidas com a aplicação de vacinas desde o nascimento do gato.

Segundo Julcynete Magalhães, médica veterinária da VetBR, as vacinas polivalentes ou múltipla podem evitar doenças como panleucopenia, calicivirose, rinotraqueíte, clamidiose e leucemia viral felina; já a antirrábica previne a raiva, que também atinge os gatos.

“Muitas vezes o tutor deixa de vacinar por considerar que o animal não corre risco, quando na verdade é essencial para que se mantenha saudável. Mesmo em se tratando de um pet que fica a maior parte do tempo dentro de casa, como é comum entre os gatos, o animal pode ser contaminado de diversas outras formas”, alerta.

A veterinária lembra que, para prevenir as diversas doenças citadas anteriormente, são necessárias duas doses iniciais das vacinas tríplices, quádruplas ou quíntuplas felinas, sendo a primeira dose aplicada após nove semanas de vida e a segunda, 28 dias após a imunização inicial. As vacinas também precisam de reforço todos os anos, uma dose. A antirrábica é aplicada a partir dos três meses (12 semanas) de idade, com apenas uma aplicação e reforço anual.

Para entender melhor sobre cada doença, confira esse pequeno manual que a VetBR preparou com as principais formas de contaminação, sintomas e prevenção.

 

Panleucopenia

Também conhecida como enterite infecciosa viral felina, é causada pelo vírus panleucopenia felino (VPF) e está associada à parvovirose canina. É considerada uma doença viral grave que acomete felinos domésticos e selvagens. O gato pode ser infectado por fezes e vômito de outros animais doentes. Entre os sintomas mais comuns, estão vômito e diarreia. Após ser contaminado, o animal pode vir a óbito por desidratação. A doença é mais comum entre os filhotes. A vacina contra a panleucopenia felina é a melhor forma de prevenção e a imunização pode ser obtida com a vacina polivalente (tríplices, quádruplas ou quíntuplas).


Calicivirose

É uma doença respiratória considerada grave, que acomete o pulmão e o trato respiratório de gatos em qualquer idade. A enfermidade é causada pelo calicivírus felino, agente patogênico resistente. A transmissão geralmente acontece por meio do contato com saliva ou secreção nasal de animais infectados. Úlcera na boca, infecção bacteriana secundária, alveolite fecal, lesão articular e artrite são os principais sintomas da contaminação.  (Tríplices, quádruplas ou quíntuplas)


Rinotraqueíte

Uma das doenças respiratórias felinas, a patologia afeta gatos de todas as idades e é causada por três agentes: herpesvírus felino, calicivírus felino e bactéria Chlamydophila felis. O animal doente geralmente é o principal transmissor da enfermidade. Entre os principais sintomas, herpes na garganta, nariz, boca e no trato respiratório, conjuntivite e lesões no olho, além de espirros, secreção nasal, falta de apetite e apatia. A vacina polivalente (tríplice, quádrupla ou quíntupla) é usada como prevenção.


Clamidiose 

É considerada uma zoonose, ou seja, é transmitida também para seres humanos. A doença é causada pela bactéria Chlamydia felis, popularmente conhecida como clamídia. Trata-se de uma infecção muito comum em gatos e que está associada a doenças do sistema respiratório felino. É importante não deixar o gatinho entrar em contato ou ficar no mesmo ambiente de outro animal contaminado, por ser uma doença extremamente contagiosa. Os principais sintomas são conjuntivite e úlcera na boca, corrimento nasal e ocular persistente, espirros, dificuldade respiratória, febre e falta de apetite. As vacinas quádruplas e quíntuplas são as principais formas de prevenção.


Leucemia viral felina 

É uma das doenças consideradas mais graves para os felinos. O vírus da leucemia felina (FeLV) é transmitido principalmente por secreções, como saliva de gatos que já foram contaminados. Quando o animal é positivado, a imunidade cai e ele fica mais suscetível a outras doenças, o que agrava a situação. É uma doença de difícil detecção, pois apresenta os sintomas de forma lenta, além de tumores internos. É comum que o tutor procure ajuda especializada quando já é muito tarde. A doença não tem cura, e pode ser prevenida apenas com um tipo de vacina, a quíntupla, que são as mais completas e abrangem todas as doenças citadas acima com a vacinação da polivalente.


Raiva

É uma das doenças mais graves para pets e não tem cura. A raiva é transmitida pela saliva ou pela mordida de um animal enfermo. Após a infecção, o vírus age no sistema neurológico do pet, levando-o à morte. Entre os sintomas iniciais estão febre, dor de cabeça, salivação excessiva, espasmos e paralisia. Trata-se de uma zoonose, e a única forma de prevenção é a vacina antirrábica. É uma enfermidade de notificação obrigatória, ou seja, o dono precisa comunicar os órgãos competentes em caso de infecção do animal. 

 

VETBR


CONFIRA CINCO DICAS ESSENCIAIS SOBRE SAÚDE ORAL PARA O DIA A DIA DOS FELINOS

 

Shutterstock 

No mês em que se celebra o Dia Nacional da Saúde Bucal saiba mais sobre os cuidados e como manter a higiene oral do seu pet 


Para quem é gateiro, é importante estar sempre atento aos cuidados relacionados à saúde e ao bem-estar dos felinos. No mês em que celebra o Dia Nacional da Saúde Bucal (25 de outubro), o famoso ditado “A saúde começa pela boca” ganha ainda mais força e significado e não se aplica apenas aos humanos, vale também para os pets. A higiene oral dos gatos deve ser mantida com cuidado para terem melhor qualidade de vida e evitar doenças bucais que possam trazer consequências graves para a saúde do animal, como a temida periodontite. 

A periodontite é uma das doenças mais comuns em cães e gatos e suas consequências vão muito além do mau hálito, levando a perda dos dentes e possíveis infecções sistêmicas. Por isso, os cuidados diários e o acompanhamento veterinário regular são cruciais para manter a qualidade de vida dos animais de estimação. E para reforçar a importância da manutenção da saúde bucal, a OPTIMUM™️ — marca líder em nutrição e cuidados para animais de estimação —, separou cinco dicas essenciais para os tutores. Confira: 

Escovação Regular: A escovação dos dentes dos gatos pode prevenir o acúmulo de placa e tártaro, por isso é essencial a escolha de pastas dentais específicas para felinos.

Alimentação Adequada: Optar por alimentos secos que promovam a saúde dental pode fazer uma grande diferença. Alimentos formulados para reduzir a formação de placa e tártaro são uma excelente escolha, por isso, a preferência pelos alimentos secos de OPTIMUM™️ são excelentes opções para hora da refeição. Contendo uma textura crocante, os alimentos OPTIMUM™️ ajudam a reduzir a placa e o tártaro, pois o ato de mastigar remove resíduos alimentares e sujeira dos dentes, o que pode contribuir para uma limpeza natural dos felinos.

Hidratação Adequada: A hidratação é importante para a saúde bucal, pois a água ajuda na produção de saliva, que protege os dentes. Por isso, é de extrema importância garantir que os felinos tenham sempre acesso à água fresca. Uma opção para complementar a hidratação são os alimentos úmidos OPTIMUM™️. Compostos por um valor calórico reduzido, os sachês são produzidos com ingredientes de alta qualidade, que suprem todas as necessidades nutricionais dos felinos.  

Consultas Regulares ao Veterinário: Consultas periódicas ao médico-veterinário são essenciais para realizar exames dentários e identificar problemas precocemente.

Observação de Sinais de Problemas: Por fim, mas não menos importante, os tutores devem observar possíveis sinais de problemas dentários, como mau hálito, dificuldade ao comer, gengivas vermelhas ou inchadas, e manchas nos dentes. Caso o felino apresente um desses sintomas, é importante procurar a orientação de um veterinário.



Mars
www.mars.com


Diagnóstico precoce do câncer de mama em gatos é essencial para salvar vidas


Especialista recomenda a castração como um método relevante na prevenção da doença; além disso, os gatos machos, que raramente desenvolvem a doença, também devem ser monitorados


 

Assim como nos seres humanos, o câncer de mama é uma das neoplasias mais comuns em animais de estimação, afetando cães e, especialmente, gatos.  

Para os felinos, a situação é ainda mais alarmante: cerca de 90% dos tumores mamários são malignos, com alta taxa de metástase - muitas vezes atingindo os pulmões. Por isso, o diagnóstico precoce é crucial para aumentar as chances de sucesso no tratamento e salvar vidas. 

“Devido à natureza silenciosa do câncer de mama em seus estágios iniciais, é comum que a doença seja descoberta de forma tardia, o que reduz as possibilidades de cura. Por isso, proprietários de pets devem estar atentos e realizar exames periódicos em seus animais, além de aproveitarem momentos de carinho para apalpar a região mamária e verificar a presença de nódulos”, afirma Dra. Dorie Zattoni, médica veterinária da Brazilian Pet Foods. Segundo ela, a detecção precoce pode fazer uma enorme diferença no prognóstico. 

Além disso, a especialista recomenda a castração como um método relevante na prevenção da doença. De acordo com ela, quando realizada no momento certo, a cirurgia reduz drasticamente a chance de desenvolvimento de tumores mamários.  

“Para garantir essa proteção, o ideal é que a castração seja feita antes do primeiro cio, minimizando os riscos associados a hormônios reprodutivos. Contudo, é importante considerar que cada caso deve ser avaliado individualmente por um médico veterinário”, destaca a especialista. 

Sobre o tratamento do câncer de mama em gatos, Dra. Dorie reforça que o mais indicado é a cirurgia, com remoção das cadeias mamárias afetadas e, em alguns casos, dos linfonodos próximos. “Se houver comprometimento em ambas as cadeias, o procedimento pode ser feito em duas etapas. Para tumores mais agressivos ou em casos de metástase, a quimioterapia pode ser recomendada como parte do tratamento. 

Para a veterinária, a chave para combater o câncer de mama em gatos é a prevenção e o acompanhamento veterinário contínuo. Por isso, ela recomenda consultas regulares, exames de imagem e de sangue - todos são essenciais para garantir a saúde do pet. 

“Além disso, mesmo os gatos machos, que raramente desenvolvem a doença, devem ser monitorados, pois quando acometidos, o câncer tende a ser mais agressivo”, finaliza Dra. Dorie.


Brazilian Pet Foods


Longevidade animal: como a medicina veterinária está transformando a vida dos pets

 

Anti-inflamatórios, analgésicos e suplementos com tecnologias
inovadoras e acessíveis colaboram com a qualidade de vida dos pets idosos 

Prevenção, diagnósticos avançados e terapias aumentam a expectativa de vida dos animais de estimação

 

Em poucos anos, aquele lindo filhote, que brincava intensamente e parecia nunca se cansar, começa a reduzir a atividade física e a apresentar pelos brancos na face. Este certamente é um dos pontos mais desafiadores para tutores: os animais de estimação têm uma expectativa de vida bem menor do que gostaríamos. Em média, um cão é considerado idoso a partir dos 7 anos de idade, variando pouco conforme porte e raça. Já os gatos entram na fase geriátrica por volta dos 11 anos.

O envelhecimento traz aos animais de estimação maior ocorrência de doenças crônicas, e cabe aos médicos-veterinários orientarem os tutores quanto às mudanças físicas e comportamentais inerentes a essa fase. “A medicina veterinária vem avançando muito em diagnóstico, tratamentos e soluções que aumentam a expectativa e a qualidade de vida dos pets, mas é crucial que tutores e veterinários atuem em conjunto para oferecer o melhor para os pacientes pets”, comenta o médico-veterinário, Head Latam e Diretor-Geral da VetFamily no Brasil, Henry Berger.

Pele mais fina e ressecada, maior tempo de sono, redução das atividades físicas, da audição, da visão e do olfato são sinais comuns do envelhecimento. Porém, é preciso estar alerta à intensidade das mudanças e às alterações específicas. Rigidez ao se levantar, desconforto ao caminhar ou evitar subir escadas ou saltar são sinais de artrite, artrose e osteoartrite, doenças articulares muito comuns nos idosos, especialmente em cães de grande porte.

Doenças cardíacas também são bastante frequentes em pets seniores. Cansaço, tosse frequente, cianose (língua roxa), dificuldades respiratórias, perda de peso e fadiga excessiva após passeios são alguns dos sinais de doença valvar degenerativa (comum em cães de pequeno porte), cardiomiopatia dilatada (comum em cães de grande porte) e cardiomiopatia hipertrófica (comum em gatos).

Também muito comum nos felinos idosos, a doença renal crônica (DRC) costuma apresentar sinais somente em estágio avançado, como perda de apetite, emagrecimento, sede excessiva e letargia. Doenças cardíacas e renais também podem ser consequência de problemas bucais, como a periodontite. Por isso, o cuidado com a saúde bucal desde a fase filhote é tão recomendado pelos médicos-veterinários.

Semelhante ao Alzheimer em humanos, a disfunção cognitiva canina provoca confusão, desorientação, alteração no sono e comportamento repetitivo. Cães podem começar a latir sem motivo aparente, esquecer comandos que já sabiam ou parecer desorientados em locais familiares.

O câncer é outra doença que tende a aparecer com mais frequência em animais de estimação idosos e pode se desenvolver em diversas partes do corpo, variando em gravidade. 

A doença renal crônica (DRC) costuma apresentar sinais clinicos
nos gatos somente quando em estágio avançado
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Prevenção, diagnóstico e tratamento

A Medicina Preventiva que permita diagnósticos precoces é essencial para aumentar as chances de um tratamento bem-sucedido ou melhorar o gerenciamento da condição. O ideal é que o intervalo entre as consultas de rotina seja de ao menos seis meses, e exames de sangue e de imagem sejam realizados pelo menos uma vez ao ano, conforme as condições clínicas, o histórico e a idade do paciente. “Fechar um diagnóstico é muito mais fácil atualmente, com equipamentos avançados de ultrassonografia, hematologia e urinálise que oferecem resultados na hora. Além disso, a Inteligência Artificial colabora muito com a análise de exames de imagem”, revela Berger. A VetFamily, comunidade internacional criada por médicos-veterinários para desenvolver o setor, tem como um de seus objetivos firmar parcerias com grandes marcas nacionais e multinacionais, como Vetline (distribuidora de equipamentos de imagem e diagnósticos) e Signal Pet (Inteligência Artificial para exames radiográficos), para que seus membros disponibilizem alta tecnologia e soluções modernas em diagnóstico para seus pacientes.

O veterinário destaca ainda técnicas de tratamento amplamente utilizadas pelos tutores que estão colaborando para o bem-estar dos pets, como a acupuntura e a fisioterapia. “Essas terapias podem proporcionar resultados incríveis, especialmente em animais com problemas neurológicos e articulares. Sessões de acupuntura, aplicação de exercícios específicos, terapia manual, estimulação elétrica e hidroterapia são alternativas para melhorar a mobilidade, reduzir a dor e fortalecer a musculatura dos pets”, ressalta. A Fisio Care Pet, outra empresa parceira da VetFamily, oferece cursos avançados na área e a alternativa de franquias para que clínicas e hospitais veterinários possam oferecer serviços completos para os pacientes.

A indústria veterinária também colabora com o aumento da expectativa de vida dos animais de estimação por meio de medicamentos, como anti-inflamatórios, analgésicos e suplementos para articulações e doenças crônicas cardíacas e renais, com tecnologias cada vez mais inovadoras e acessíveis. “Nossa comunidade de médicos-veterinários é frequentemente treinada e atualizada com lançamentos de marcas como Boehringer Ingelheim, Elanco e Dechra, o que impacta positivamente o tratamento dos pacientes pets”, comenta Berger.

Cuidados diários também vão contribuir para o bem-estar dos pets na terceira idade. A atividade física pode ser mantida com caminhadas leves em terrenos mais planos e menos escorregadios para os cães, e adaptação do enriquecimento ambiental, com arranhadores e móveis mais baixos para os felinos. A saúde mental também não pode ser esquecida. Vale investir em atividades e brinquedos que estimulem a caça ao alimento.

Adaptar o ambiente com camas mais confortáveis, rampas e pisos menos escorregadios vai poupar as articulações, já desgastadas com a idade. Comedouros e bebedouros elevados evitam esforço extra da coluna e facilitam a digestão. Mais fontes de água e bebedouros distribuídos pela casa incentivam a ingestão de água.

Já a nutrição merece atenção especial, com rações ou alimentação natural adequadas às necessidades da idade e saúde do pet, digestão mais lenta e dificuldades na mastigação. “As consultas regulares com o médico-veterinário são essenciais para a adaptação dos cuidados em todos os aspectos, incluindo alimentação e suplementação, até os ajustes na rotina e no ambiente do animal”, aponta Berger. 



VetFamily
www.vetfamilybrasil.com.br


7 comportamentos que dificultam a alimentação saudável no trabalho, segundo os brasileiros


Freepik


A pesquisa ainda mostra os lanches mais consumidos durante o expediente

 

 

Uma pesquisa realizada pela Onlinecurrículo, plataforma de currículos online, entrevistou 500 brasileiros de todas as regiões do país para entender a relação dos trabalhadores com a alimentação saudável. Os dados apontam que 63% dos entrevistados sentem que se alimentam de forma balanceada diariamente no trabalho. No entanto, alguns comportamentos cotidianos podem servir como entraves para que se consiga fazer refeições mais nutritivas.

 Para 54% dos respondentes, a tentação por lanches e alimentos rápidos é o principal hábito que dificulta seguir uma vida mais saudável, no ambiente profissional. Além disso, a postura diante do estresse ou da ansiedade durante a jornada podem levar a escolhas impulsivas, comportamento que afeta 29% dos brasileiros ouvidos. Dentre as demais atitudes que interferem na adoção de comidas mais controladas, estão: a desorganização pessoal (26%) e a preguiça ou falta de motivação (24%).




De acordo com a especialista em carreiras da Onlinecurrículo, Amanda Augustine, a busca por uma alimentação saudável está presente na vida dos brasileiros, contudo, é mais complicado manter esse estímulo à vista de contratempos no trabalho.

 

“Esses dados mostram a dificuldade que muitos trabalhadores brasileiros enfrentam ao tentar priorizar refeições mais saudáveis em meio às demandas do trabalho. Embora exista a intenção de comer melhor, a realidade de lidar com longas jornadas, um ambiente de trabalho estressante e horários imprevisíveis frequentemente atrapalham esses esforços. Não se trata apenas de desafios externos, como a falta de tempo ou a pressão no ambiente de trabalho; hábitos pessoais e motivação também são fatores essenciais para manter um estilo de vida mais saudável", explica Augustine.

 

Cardápio de lanches: industrializados e naturais

 

Na prática, o maior desafio para manter uma alimentação saudável no trabalho é a falta de tempo para a preparação de refeições, segundo 43% dos respondentes. Levar comida ou refeições completas de casa muitas vezes dão lugar a lanches que não podem substituir um almoço ou um café, mas sim complementar a alimentação diária. Para os entrevistados há dois tipos preferidos de comidas rápidas para saborear no expediente.

 

Os lanches naturais, e talvez orgânicos, ficam bem pouco à frente de produtos industrializados no cardápio do brasileiro, durante o trabalho. As frutas frescas são preferência de 40,20% dos participantes, quase empatando com bolachas ou biscoitos (40%).

 

O ranking dos lanches mais consumidos ao longo do serviço tem um certo equilíbrio. De um lado aparecem alimentos como sanduíches (30%), salgados assados (27%), iogurtes (19%), oleaginosas (13%) e barrinhas de proteína (10%). Do outro lado, o que pode indicar uma escolha menos balanceada, estão: salgados fritos (18%), doces (18%) e snacks prontos (10%).



 “Os números mostram uma inclinação dos brasileiros pela busca de uma vida mais saudável no trabalho. Aliada com a motivação pessoal, o oferecimento de subsídios mais adequados por parte das empresas pode beneficiar tanto os empregadores quanto a longevidade e bem-estar do colaborador”, finaliza Augustine, especialista em carreiras na Onlinecurriculo.

 

Metodologia 

Entre os dias 19 e 23 de setembro de 2024, a Onlinecurriculo ouviu 500 pessoas de diversos segmentos produtivos, faixas etárias, classes sociais e regiões do país. Mulheres e homens foram entrevistados individualmente, respondendo às perguntas por meio de questionário estruturado em formato online. 

 

 



Onlinecurriculo
https://onlinecurriculo.com.br/


Alimentação infantil: por que o arroz e o feijão são tão importantes?

Divulgação
Com nutrientes que se complementam, esses alimentos são pilares de uma alimentação saudável e equilibrada, essencial para o desenvolvimento das crianças


Há tempos se fala sobre a importância e os benefícios de uma alimentação saudável e equilibrada. Mas pensando no público infantil, o assunto se torna ainda mais relevante: além de ser uma fase de pleno desenvolvimento, é na infância que se adquire os bons hábitos para toda a vida. E com tantas opções de alimentos disponíveis nas prateleiras, muitos deles com rótulos que se dizem enriquecidos com vitaminas e minerais, focar no básico é o que realmente importa.

Alimentos como o arroz e o feijão, que são os pilares saudáveis da alimentação brasileira, devem estar presentes diariamente nas refeições das crianças. É o que explica a Dra. Aline Maldonado F. de Alcântara, nutricionista consultada pela Josapar – detentora das marcas Tio João e Meu Biju. Com nutrientes que se complementam, o arroz e o feijão apresentam propriedades essenciais para o bom funcionamento do organismo, especialmente nessa fase de desenvolvimento.

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“Esses grãos são fontes de proteínas e carboidratos saudáveis, possuem vitaminas do complexo B, fibras que auxiliam no trato gastrointestinal e dão saciedade, além de minerais como ferro, zinco, magnésio, potássio, entre outros. Juntos, esses alimentos fornecem a energia necessária aos pequenos e podem ajudar a prevenir uma série de doenças. Sua falta pode acabar levando para quadros de má nutrição, com presença de anemia, cansaço físico, sensação de fadiga, irritabilidade e possíveis dores de cabeça”, aponta Dra. Aline.


Arroz e feijão x alimentos ultraprocessados

Embora muitos pais e cuidadores tenham a preocupação e condições de oferecer uma alimentação saudável e equilibrada às crianças, infelizmente essa não é a realidade da maioria do público infantil brasileiro. Segundo dados do último Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), 80% das crianças abaixo de cinco anos costumam consumir alimentos ultraprocessados e 25% das calorias ingeridas por elas vêm exclusivamente desse tipo de produto. Na faixa de dois a cinco anos essa proporção chega a 30%.

Segundo a nutricionista, esse deve ser um forte motivo de preocupação, porque se essas calorias são provenientes de ultraprocessados, carregados de aditivos como conservantes, corantes, entre outros ingredientes químicos e artificiais, significa que as crianças estão consumindo poucos alimentos saudáveis no dia a dia.

“Existe a ilusão da praticidade oferecida por esses alimentos prontos, mas uma hora a conta chega. Vemos, hoje, crianças com sobrepeso e obesas, e ainda assim desnutridas. Para reverter esse cenário, o melhor caminho é oferecer pratos coloridos e variados para as crianças, com diferentes tipos de carboidratos, proteínas, verduras, legumes e frutas. Assim que começa a introdução alimentar, por volta dos seis meses de vida, o arroz e feijão, por exemplo, pode ser consumido todos os dias ou pelo menos cinco vezes na semana. Ao longo desse processo, os hábitos da família são fundamentais. Se os adultos se alimentam corretamente, as crianças têm muito mais chances de aprender a fazer boas escolhas desde cedo”, conclui Dra. Aline.

 

Josapar

 

Dia Mundial do Macarrão: alimento é símbolo de tradição e riqueza cultural

Cardápio do restaurante trabalha com sete opções de massas
 artesanais e nove tipos de molhos, que possibilitam pelo menos
 63 combinações diferentes.
Foto: Manoel Petry
As massas artesanais do Di Paolo, rede especializada na culinária italiana da Serra Gaúcha, são um dos destaques do menu


Trazido pelos imigrantes italianos, o macarrão rapidamente se tornou um alimento muito apreciado no Brasil. Tanto é que o país ocupa o terceiro lugar entre os maiores consumidores de massas no mundo, conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi). Em homenagem a esse alimento tão querido, o Dia Mundial do Macarrão é celebrado em 25 de outubro, exaltando a versatilidade e também seu impacto profundo na culinária global. 

O sócio do Di Paolo, Jandir Dalberto, destaca a importância do macarrão na cultura brasileira, afirmando que ele é mais do que um alimento: é um símbolo de tradição e riqueza cultural. “Com a imigração italiana, o macarrão da nonna se integrou à culinária brasileira, criando pratos únicos que combinam ingredientes locais. Essa fusão é um exemplo de como a gastronomia se adapta e se transforma em diferentes regiões”, explica. 

O Di Paolo nasceu dessa herança gastronômica que une a culinária italiana à brasileira. A casa oferece uma experiência que reflete essa mistura de sabores. São diferentes tipos de massas artesanais, servidas com uma variedade de molhos, pensados para agradar os mais diversos paladares. 

“A gastronomia de imigração, que chega farta à mesa de quem nos visita, tem no macarrão um de seus maiores destaques. Nosso objetivo é oferecer uma refeição que seja mais do que saborosa – que crie memórias e conecte pessoas, afinal a gastronomia vai muito além do paladar”, afirma Dalberto. 

O cardápio do Di Paolo oferece sete opções de massas artesanais, que podem ser combinadas com nove tipos de molhos, resultando em pelo menos 63 combinações possíveis. O fundador da rede Di Paolo, Paulo Geremia, explica que todas as massas servidas são desenvolvidas com farinha de sêmola. “É um tipo de farinha muito usada na Itália, que deixa a massa mais al dente e com mais qualidade. Além disso, nossos molhos e massas mantêm as receitas que chegaram com nossos antepassados há mais de 150 anos”, conta. 

A massa também é a estrela da sopa de capeletti, prato de entrada da sequência servida pelo restaurante. “É mais uma herança dos imigrantes italianos. Cresci com o capeletti sendo a estrela dos almoços de domingo em família”, exalta Geremia.

 

Di Paolo - começou sua trajetória em 1994, em Garibaldi, no interior do Rio Grande Sul, pelo sócio-fundador Paulo Geremia, que é o 12º filho de uma família de imigrantes italianos vinda em 1890 da província de Vicenza, na região do Vêneto. O restaurante nasceu a partir dessas raízes, trazendo à mesa a cultura alimentar dos imigrantes italianos estabelecidos na Serra Gaúcha.


Dia do Macarrão: conheça curiosidades da comida que representa afetividade

 

Os domingos não são os mesmos sem a iguaria

 

No dia 25 de outubro, celebra-se o Dia Mundial do Macarrão, uma data que destaca a importância e o impacto de um dos pratos mais versáteis e apreciados do mundo. A história do macarrão é envolta em lendas e curiosidades. Embora muitos associam sua origem à Itália, algumas teorias indicam que o alimento possa ter vindo da China, trazido por Marco Polo no século XIII. Porém, o que importa é que foi em solo italiano que o macarrão encontrou seu lar definitivo, tornando-se um símbolo cultural e afetivo que transcende fronteiras.

A simplicidade do macarrão, ao lado de sua versatilidade, é o que o torna tão especial. Desde receitas familiares, passadas de geração em geração, até criações gastronômicas inovadoras, o macarrão tem a capacidade de se adaptar a diferentes culturas, sem perder sua essência. “No Brasil, essa paixão pela massa foi abraçada com entusiasmo e criatividade, sendo parte do nosso cotidiano gastronômico. Não é apenas sobre sabor; é sobre a experiência, o carinho e a tradição que se materializam em cada garfada”, afirma Gabriel Alberti, sócio fundador da rede de franquias Itália no Box.

De acordo com a ABIMAPI (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados), o Brasil é o terceiro maior produtor de massas do mundo, ficando atrás apenas da Itália e dos Estados Unidos. A pesquisa ainda mostrou que cada brasileiro consome, em média, 6 quilos de macarrão por ano e quase metade da população inclui esse alimento em sua rotina semanal. Esses números revelam a importância da massa na dieta do brasileiro, que a associa não apenas ao valor nutritivo, mas também ao conforto emocional de uma boa refeição.

“A afetividade do macarrão está presente em cada prato servido, evocando memórias de almoços de domingo em família, jantares especiais e momentos compartilhados à mesa. Seja uma receita simples como o clássico espaguete ao sugo ou uma versão mais elaborada como o fettuccine Alfredo, o macarrão carrega consigo o poder de unir pessoas, conectar gerações e celebrar as pequenas e grandes ocasiões da vida”, completa Alberti.

Alberti tem propriedade no assunto, já que usa sua veia empreendedora justamente pela tradição de sua família. A marca Itália no Box foi fundada por ele e sua irmã Débora, como uma homenagem às raízes familiares e à paixão pela culinária da terra de Leonardo da Vinci. Inspirados pela tradição, mas atentos à necessidade de oferecer opções acessíveis, eles criaram um restaurante que traz para a mesa o melhor da culinária italiana a preços convidativos. O diferencial está na proposta de resgatar o sabor autêntico das massas, mas adaptado à realidade do brasileiro, que busca refeições rápidas, mas de qualidade.

Os irmãos por trás do restaurante cresceram com a comida como um pilar central da vida em família. Cozinhar e partilhar refeições eram momentos de encontro, de afeto e de troca. Essa memória foi a força motriz para o empreendimento, que busca proporcionar às pessoas a mesma sensação de acolhimento em cada prato servido. No cardápio há opções clássicas como o espaguete ao sugo e pratos que combinam tradição e criatividade, mas sempre mantendo a essência do macarrão: um alimento para todos, capaz de nutrir o corpo e também o coração.

Neste dia, vale lembrar que o alimento transcende a mera funcionalidade. Ele é uma peça fundamental na construção de memórias e afetos, seja na Itália, no Brasil ou em qualquer parte do mundo. Comemoramos o poder do macarrão de unir pessoas, nutrir histórias e criar experiências que resistem ao tempo.


Qual é a diferença entre o pó encontrado no mercado e os grãos especiais?


O método de produção é o grande diferencial entre eles

 

O café é uma paixão global, consumido pela manhã para energizar o dia e que se tornou um hábito enraizado no cotidiano dos brasileiros. Presente nos lares e estabelecimentos comerciais, ele agrada a diversos paladares, seja em sua versão mais suave ou intensa. Mas você já parou para pensar na diferença entre o café que compramos no mercado, geralmente o pó tradicional, e os grãos classificados como especiais?

A especialista Vanessa Vilela, farmacêutica, bioquímica e CEO da Kapeh Cosméticos e Cafés Especiais, marca pioneira no uso do café na cosmética, explica a diferença entre os tipos: “A diferença está na qualidade dos grãos e no processo de produção. O tradicional é produzido em grande escala, com grãos misturados e colhidos mecanicamente, resultando em sabor e aroma mais fracos. O especial usa grãos cuidadosamente selecionados, oferecendo um sabor superior, o produto deve ter uma pontuação entre 80 e 100 em escalas de excelência, além de seguir padrões rigorosos de torra, temperatura de degustação e qualidade da água, garantindo uma avaliação precisa", explica a especialista. 

De acordo com uma pesquisa do Instituto Agronômico em colaboração com o Instituto Axxus e a Universidade Estadual de Campinas, 97% da população nacional consome a bebida. A demanda por cafés especiais está crescendo, não apenas pelo sabor e qualidade, mas também pela curiosidade dos brasileiros em buscar uma experiência diferenciada, “Em nossas lojas, os grãos podem ser moídos na hora, e o cliente tem duas opções de degustação, além de três opções Chocolate, Frutado e Caramelo. Tudo é pensado para oferecer uma memória marcante e encantar o paladar”, comenta Vilela. 

Para os apreciadores de bebidas, a diferença no sabor e na qualidade faz toda a diferença, transformando cada xícara em uma experiência única e especial, “Oferecemos dois tipos de degustação a Sensorial, onde o cliente pode escolher o grão do dia preparado em um dos três métodos, French Press, Hario e Expresso, ou a Diversa, onde é possível provar os três grãos da rede, preparados também nos métodos citados acima. É a escolha perfeita para compartilhar momentos com parceiros, amigos e familiares”, conclui Vanessa. 

 

Kapeh Cosméticos e Cafés Especiais


Dia do Enólogo: Confira dicas de harmonizações diferentes para se surpreender

 

 Supermercados Mundial traz combinações de vinhos muito além do convencional

 

O Dia do Enólogo, comemorado em 22 de outubro, é a ocasião perfeita para explorar novas combinações de vinhos que vão além do tradicional. Em vez de seguir as regras clássicas, que tal se aventurar em harmonizações inusitadas e surpreendentes? O Supermercados Mundial, conhecido por sua fundação portuguesa e sua expertise em vinhos, traz uma seleção que promete despertar seu paladar e trazer um toque de criatividade à sua próxima taça. 

Rico em sabores, aromas e texturas, o vinho é capaz de proporcionar as mais variadas experiências gastronômicas. Por ser uma bebida versátil, pode ser harmonizada com praticamente qualquer tipo de alimento, desde que respeitados alguns princípios básicos de combinação. 

"O vinho é mais do que apenas uma bebida - é uma experiência que pode se adaptar a uma variedade de situações e ocasiões. Queremos mostrar como o vinho pode ser apreciado em uma festa animada, em um jantar romântico ou até mesmo em um momento tranquilo para relaxar após um longo dia de trabalho", destaca Paulino Costinha, gerente comercial responsável pela compra e importação de todos os vinhos da rede.

 

Vinho Verde e Sushi: frescor em cada mordida

Começamos com uma combinação refrescante: Vinho Verde e Sushi. Essa bebida leve e ácida é a parceira ideal para os sabores delicados do sushi, especialmente os peixes brancos. Experimente e sinta como a frescura do vinho eleva a experiência de cada garfada!

 

Chardonnay e Pipoca: um lanche sofisticado

Quem diria que uma taça de Chardonnay poderia se harmonizar tão bem com pipoca? Sim, você leu certo! A cremosidade e o toque amanteigado do vinho complementam a leveza e o sabor da pipoca, transformando esse lanche simples em um momento de pura sofisticação. Perfeito para uma sessão de cinema em casa!

 

Syrah e Chocolate Amargo: doce e picante

Para os amantes de sobremesas, a combinação de Syrah e chocolate amargo é um verdadeira experiência. O caráter frutado e picante do Syrah realça os sabores intensos do chocolate, criando uma explosão de sensações. Uma opção irresistível para encerrar uma refeição!

 

Rosé e Saladas com Frutas: refrescância na mesa

As saladas ganham um upgrade com a adição de frutas e a companhia de um bom rosé. A leveza da bebida combina perfeitamente com saladas que trazem morangos ou mangas, criando um prato colorido e cheio de sabor. Uma opção ideal para um almoço leve e descontraído!

 

Cabernet Sauvignon e Pizza: o clássico moderno

Para finalizar, sugerimos uma combinação clássica que nunca sai de moda: Cabernet Sauvignon e pizza. A estrutura encorpada do Cabernet se harmoniza maravilhosamente com o molho de tomate e os queijos, elevando essa combinação a um novo patamar. Ideal para uma noite de descontração com amigos! 

No Dia do Enólogo e em todos os outros, não tenha medo de ousar! Experimente essas combinações e descubra novos prazeres à mesa. Afinal, a beleza do vinho está na sua diversidade e na capacidade de nos surpreender a cada gole.

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Não caia em fake news: conheça 10 bons motivos para comer carne vermelha

Divulgação Connan

O conceito de que a carne bovina é uma vilã ficou no passado. Nutricionista especializada em dieta carnívora explica benefícios e desmente mitos relacionados ao consumo dessa proteína

 

A carne entrou para a dieta dos seres pré-humanos há cerca de 2,6 milhões de anos. De lá para cá, acredite se quiser, esse alimento teve um papel fundamental no desenvolvimento das pessoas, em especial do cérebro. É que a proteína foi essencial para fornecer mais calorias (com menos esforço) aos humanos, favorecendo o crescimento desse órgão, que exige muitos nutrientes.

Ainda assim, existe muita desinformação sobre o consumo dessa proteína. E para explicar o que é verdade e o que é mentira, nada melhor do que uma especialista no assunto. Nutricionista formada há 18 anos pela Faculdade de Medicina de Itajubá (MG), Letícia Moreira é especializada em dietas low carb, cetogênica e carnívora. Um dos focos da sua atuação é a união entre a proteína animal, o emagrecimento e o esporte de Endurance. Ela é cofundadora da PRIMAL ENDURANCE e nutricionista do primeiro Ultraman carnívoro do mundo, Alessandro Medeiros.

De acordo com ela, é crucial entender que não se deve eliminar a ingestão de proteína animal da dieta. “É preciso adotar uma alimentação baseada em comida de verdade, optando por ingredientes frescos, naturais e com mínimo de processamento para manter uma boa saúde. A proteína animal desempenha um papel principal nesse contexto, pois é fonte de uma variedade de nutrientes essenciais para o bom funcionamento do corpo”, destaca.

Confira a seguir alguns fatos sobre a carne bovina:


  1. Carne não aumenta o colesterol

A carne vermelha não está associada ao aumento do colesterol. O seu consumo não impacta negativamente os níveis de colesterol em indivíduos saudáveis.

Nutri explica: “O mito de que a carne vermelha eleva o colesterol é desmistificado quando analisamos a dieta como um todo. A qualidade das gorduras e a presença de carboidratos processados têm um impacto muito maior na saúde cardiovascular”.


  1. Carne não apodrece no intestino

Na verdade, a carne é digerida de forma eficiente no sistema digestivo humano, e o tempo de digestão é semelhante ao de outros alimentos proteicos, como ovos e laticínios. Estudos demonstram que a carne não provoca fermentação prejudicial no intestino.

Nutri explica: “O processo digestivo humano é bastante eficiente. O que realmente importa é a saúde intestinal e a composição da dieta. A carne não apodrece no intestino, mas sim contribui para a saúde do organismo”.


  1. Carne não aumenta o ácido úrico

Embora a carne vermelha contenha purinas, que podem aumentar os níveis de ácido úrico em algumas pessoas, o consumo moderado de carne não é um fator determinante no desenvolvimento de gota.

Nutri explica: “O consumo de carne vermelha em quantidades adequadas não causa aumento do ácido úrico. É essencial considerar o contexto geral da dieta, a genética e os hábitos de vida do indivíduo”.


  1. Carne não aumenta a ferritina

A carne vermelha é uma fonte rica de ferro heme, que é melhor absorvido pelo organismo. No entanto, para a maioria das pessoas saudáveis, o consumo regular de carne não causa aumento excessivo nos níveis de ferritina, que é a proteína que armazena ferro no corpo. A excreção de ferro é regulada pelo organismo, e excessos são raros.

Nutri explica: “A ferritina é uma proteína de armazenamento de ferro, e sua elevação não está ligada ao consumo de carne, mas sim a processos inflamatórios e se deve investigar o estado de saúde geral do indivíduo”.


  1. Carne não causa doenças renais

Não há evidências conclusivas que demonstrem que o consumo moderado de carne vermelha cause doenças renais em indivíduos saudáveis. Um estudo da National Kidney Foundation sugere que o risco de doença renal é mais associado a fatores como hipertensão e diabetes do que ao consumo de carne.

Nutri explica: “A carne é uma fonte de proteína de alta qualidade, e em pessoas saudáveis não causa doenças renais. A questão é individual, ou seja, cada pessoa deve observar, junto de um profissional, suas necessidades e condições de saúde”.


  1. Carne pode fazer parte de uma alimentação saudável

A carne vermelha deve ser parte de uma dieta saudável, fornecendo proteínas de alta qualidade e nutrientes essenciais, como ferro, zinco e vitaminas do complexo B. É recomendado incluir cortes de carne bovina em uma dieta.

Nutri explica: “A carne é um componente valioso na dieta, especialmente quando equilibrada com comida de verdade. Ela fornece nutrientes essenciais que são difíceis de obter de outras fontes”.


  1. Carne não engorda

O ganho de peso é resultado de um balanço calórico positivo, não apenas do consumo de carne. Quando integrada a uma dieta saudável e a um estilo de vida ativo, a carne vermelha não é um fator isolado que leva ao ganho de peso. Além disso, a proteína encontrada na carne pode ajudar na saciedade, reduzindo a ingestão total de calorias.

Nutri explica: “A carne em si não é a vilã da balança. O que realmente importa é a quantidade total de calorias consumidas e a qualidade da dieta como um todo”.


  1. Carne é grande aliada dos exercícios

A carne vermelha é uma excelente fonte de proteína, crucial para a recuperação e construção muscular. A ingestão adequada de proteína após o exercício é vital para o crescimento muscular e a recuperação. Pesquisas indicam que a proteína da carne é eficaz na promoção da síntese proteica muscular.

Nutri explica: “Para atletas e praticantes de atividades físicas, a carne é um aliado indispensável. Ela fornece os nutrientes necessários para a recuperação e o desenvolvimento muscular”.


  1. Carne é rica em nutrientes

A carne vermelha é uma fonte concentrada de nutrientes que são essenciais para a saúde. De acordo com a United States Department of Agriculture (USDA) – Departamento de Agricultura dos Estados Unidos –, 100 gramas de carne bovina contêm uma quantidade significativa desses nutrientes, contribuindo para a saúde geral.

Nutri explica: “A carne é uma verdadeira fonte de nutrientes, incluindo proteínas, gordura, ferro, zinco e vitaminas B12 e B6, oferecendo uma variedade de vitaminas e minerais que são fundamentais para a saúde e o bem-estar geral”.


  1. Carne não causa diabetes

Não há relação direta entre o consumo de carne vermelha e o desenvolvimento de diabetes tipo 2. Estudos mostram que a dieta como um todo, incluindo a quantidade de carboidratos e a qualidade da alimentação, é mais influente no risco de diabetes do que a carne em si. O importante é focar na qualidade da carne e na variedade da dieta.

Nutri explica: “O consumo de carne, quando integrado a uma dieta saudável, não é um fator de risco para diabetes. O foco deve estar em reduzir açúcares e carboidratos processados”.


Verdade extra: carne brasileira tem, sim, alta qualidade!

A carne brasileira é reconhecida mundialmente por sua qualidade, tanto para consumo interno quanto para exportação. O Brasil segue rigorosos padrões de produção e sanidade, e diversas certificações garantem que a carne produzida no país atenda aos mesmos padrões de qualidade que as exportadas, sendo um produto de excelência.

Nutri explica: “A qualidade da carne brasileira é inquestionável. O manejo e os padrões de produção atendem às exigências do mercado externo, e isso se reflete na qualidade que o consumidor brasileiro também recebe”.

Com o apoio da Connan, uma das principais indústrias de nutrição animal do Brasil e a Fazenda Mundo Novo, propriedade localizada em Uberaba (MG) e especializada em seleção da raça Nelore Lemgruber, Letícia e o atleta Medeiros se engajaram em um projeto que pretende reforçar a qualidade da carne brasileira, as boas práticas na pecuária de corte a importância da ingestão de proteína animal para os seres humanos.

 

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