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quinta-feira, 25 de abril de 2024

CROSP esclarece a eficácia dos raspadores de língua no combate à halitose

 

Recentemente viralizou uma “trend” no TikTok, em que algumas pessoas dizem que o raspador de língua é a solução para resolver o mau hálito. Mas, será que é verdade?

Para esclarecer o assunto, o cirurgião dentista, especialista em halitose e integrante da Câmara Técnica de Dentística do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Dr. Mário Sérgio Giorgi, explica que o hábito de higienizar a língua com o objetivo de remover o acúmulo de saburra lingual (principal causa do mau hálito), existe desde a antiguidade.

A halitose ou mau hálito é um odor desagradável da cavidade oral, que pode ser classificada em halitose real ou imaginária (pseudo-halitose, halitofobia). A genuína está dividida em dois subgrupos, patológica ou fisiológica.

Na patológica, a halitose pode ser oral ou extra-oral, com origem no sistema respiratório ou de outros sistemas. Vale ressaltar que existem mais de 60 origens possíveis para a halitose, sendo simples ou complexas, que variam desde a má higiene oral até uma patologia, como diabetes.

A halitose fisiológica pode ser corrigida revisando a higiene. Ela é transitória e pode ocorrer por ingestão de bebidas alcoólicas, fumo ou alimentos e comidas, como cebola e alho, por exemplo.

Já a pseudo-halitose está ligada mais à parte psicológica, pois nela, o paciente se queixa de halitose, mas o mau hálito não é sentido por ninguém e o diagnóstico não é feito objetivamente. Na halitofobia, o paciente está preocupado em ter um mau odor oral contínuo e, mesmo que tenha feito o tratamento, acredita que ainda possui um mau odor, que não cessa.


Uso do raspador

De acordo com o Dr. Mario Sergio, a remoção mecânica da saburra é recomendada para o controle da halitose e o raspador é uma das opções para a higienização da língua. Nesse sentido, ele esclarece que o mau cheiro está associado à cavidade oral e os principais responsáveis pela halitose são os chamados compostos sulfurados voláteis (CSVs), que estão depositados na língua, chamados de saburra lingual.

O especialista explica que a principal área de concentração desses compostos é o dorso da língua, pois sua anatomia favorece o acúmulo de células epiteliais descamadas, bactérias, além de restos alimentares, formando a saburra lingual, que possui uma coloração branca ou amarelada.

Ele reforça, ainda, que a remoção mecânica é recomendada como cuidado caseiro para controle da halitose, pois reduz a concentração de saburra, melhorando inclusive a percepção de sabores.

“A limpeza deve ser realizada uma vez ao dia pela manhã com um instrumento próprio (limpador), alguns chamam de raspador. Bem delicadamente, segure a ponta da sua língua com uma gaze, puxe-a delicadamente até a ponta do queixo, assim você exterioriza ela e consegue limpar a língua do fundo para a frente e a saburra vai sendo depositada na gaze”, explica.

Outra sugestão, segundo o Dr. Mario, é associar a limpeza de língua. Ele ensina que o indicado é utilizar o limpador inicialmente, depois uma escova de perfil baixo - própria para limpeza de língua- intercalando assim: limpador - escova de língua - limpador.

Além da limpeza, que é um procedimento importante para a saúde oral, o especialista lembra da importância de consultas periódicas com o cirurgião-dentista para identificar os agentes etiológicos responsáveis pela formação da saburra e alteração do hálito.

O Dr. Mário Sérgio finaliza lembrando que alguns estudos têm demonstrado que a halitose pode também estar relacionada à diminuição da produção de saliva, portanto, é de extrema importância tomar água, pelo menos 2 litros por dia.

 


Conselho Regional de Odontologia de São Paulo - CROSP
www.crosp.org.br

 

Primeira vacina para prevenção das infecções pelo Vírus Sincicial Respiratório em pessoas acima de 60 anos já está disponível no Brasil 1-4

 

O imunizante, da biofarmacêutica GSK, é o primeiro aprovado pela ANVISA para essa faixa etária. Segundo estudos científicos, a eficácia pode chegar a mais de 94%*. 1-3 

Frequentemente associado a infecções respiratórias em bebês, o VSR também é preocupante em adultos mais velhos, principalmente em pessoas que convivem com condições crônicas de saúde. 4,5 

Neste período do outono há um aumento de doenças respiratórias como resfriado, gripe, COVID-19 e, também, se espera um aumento das infecções causadas pela circulação do VSR. 6-8 

Sociedades médicas recomendam a vacinação como uma das formas de prevenção contra o VSR. 20 


 

A vacina Arexvy, da biofarmacêutica GSK, contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em pessoas com 60 anos ou mais, já está disponível no Brasil. Essa é a primeira vacina aprovada pela ANVISA no país contra o VSR para essa faixa etária.1,2 

A aprovação é baseada em estudos científicos que demonstraram eficácia de até 82,6%* na prevenção de infecções pulmonares e das vias aéreas inferiores por VSR em pessoas com 60 anos ou mais. Já em quadros respiratórios severos, a eficácia foi de até 94%*. Em pessoas com 60 anos ou mais que possuem alguma condição crônica de saúde, como asma, diabetes, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), Insuficiência Cardíaca Congestiva, doença hepática ou renal avançada, ou outras doenças respiratórias ou pulmonares crônicas, a vacina demonstrou eficácia de até 94,6%* na prevenção de infecções pulmonares e das vias aéreas inferiores por VSR. 3 

O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é conhecido por pais de crianças pequenas por ser um dos principais vírus associados à bronquiolite. 5 Mas o VSR também pode ocasionar diversas complicações e infecções graves em adultos e idosos, principalmente naqueles com condições crônicas de saúde pré-existentes, também chamadas de comorbidades. 4,9 Segundo pesquisas, a letalidade do VSR pode ser até 20 vezes maior em adultos mais velhos, do que em crianças. 10 

“Arexvy foi projetada e produzida propositalmente para estimular a resposta imunológica contra o VSR em pessoas com 60 anos ou mais. Essa vacina foi a primeira aprovada no mundo e já é disponibilizada em diversos locais como EUA, Japão e Europa, e possui alta eficácia e segurança. A princípio, a vacina estará disponível apenas no mercado privado, mas destacamos o nosso compromisso em gerar amplo acesso dos nossos medicamentos e vacinas à população. Estamos muito esperançosos e felizes em poder ajudar o público acima de 60 anos com novas metodologias para se proteger e se prevenir de um vírus que pode trazer consequências graves”, afirma Rodrigo Favoni, Head de Vacinas e HIV da GSK Brasil.

 

Sobre o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e os riscos para os 60+

O Vírus Sincicial Respiratório é um vírus altamente contagioso e pode afetar o sistema respiratório, como nariz, garganta, brônquios e pulmões. Em idosos, o VSR é pouco conhecido e subdiagnosticado. 11-13,21 Semelhante a algumas outras infecções respiratórias como a gripe e a COVID-19, o VSR pode ser facilmente transmitido através de gotículas expelidas ao tossir, espirrar, contatos próximos como beijo, ou por superfícies contaminadas. 5,11,13,14 

O Vírus Sincicial Respiratório é um vírus comum, de fácil contágio, e geralmente causa sintomas leves, que podem ser confundidos com um resfriado, como coriza, tosse, febre e mal-estar. Mas os adultos raramente são testados para o VSR, tornando a doença pouco conhecida e subdiagnosticada nesse público”, explica a Dra. Lessandra Michelin (CRM 23494-RS), infectologista e gerente médica de vacinas da GSK. 

E complementa: “Com o passar dos anos, conforme vamos envelhecendo, o nosso sistema imunológico normalmente vai enfraquecendo e, com isso, tem mais dificuldade em combater infecções. Em indivíduos adultos e idosos que possuem comorbidades, esse risco é ainda maior, podendo levar até a morte. Pesquisas mostram que mais de 78% dos adultos mais velhos possuem alguma condição crônica de saúde. As que possuem um maior risco de hospitalização são pessoas com diabetes, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), asma e Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC)”. 

Para dar a dimensão da gravidade da infecção por VSR em adultos mais velhos com condições crônicas de saúde, estudos mostram que os que possuem Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) podem ter até 13 vezes mais probabilidade de serem hospitalizados devido a complicações do VSR. Portadores de asma podem ter até 3,6 vezes mais possibilidade de hospitalizações; e diabetes podem ter até 6,4 vezes mais. Já com os portadores de Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC), há a possibilidade de até 7,6 vezes mais riscos de serem hospitalizados. 4,15,16 

Nos Estados Unidos, anualmente, segundo dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), o VSR leva a aproximadamente de 60 mil a 160 mil hospitalizações e de 6 mil a 10 mil óbitos, em adultos com 65 anos ou mais. 4 No Brasil, entre 2020 e 2022 foram notificados mais de 30 mil casos da doença, com uma taxa de letalidade de 20,77%, em 2022, em adultos de 60 anos ou mais. 10 Em 2023, dados atuais do INFOGripe mostram que a letalidade do VSR em adultos acima de 60 anos foi de 21%.17 **

 

Casos de VSR podem aumentar no Outono

Outono é uma época de variação de temperatura, tempo mais seco e piora do frio, favorecendo, assim, o aumento de doenças respiratórias como resfriado, gripe, COVID-19 e, inclusive, complicações causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório. 6-8

Segundo a Dra. Lessandra, o VSR possui uma incidência similar à influenza e co-circula com diversos outros vírus respiratórios, por isso é importante atenção e cuidado nessa época do ano, principalmente em adultos com mais de 60 anos, que possuem mais riscos de desfechos graves, como piora de quadros de doença pulmonar, pneumonia grave, e até o óbito. 4,6-8,22 

“Para a maioria dessas doenças já tínhamos imunizantes disponíveis no país e agora, com a chegada de Arexvy no mercado brasileiro, justamente no período de outono, conseguimos proteger ainda mais a nossa população, principalmente os adultos e idosos. Além disso, a vacina pode ser administrada ao mesmo tempo que uma vacina tetravalente contra a gripe, por exemplo”, conta a Dra. Lessandra. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a vacinação é uma das formas de prevenção contra o VSR. 20 Além disso, algumas outras medidas podem ajudar a prevenir o contágio e transmissão, como lavar as mãos frequentemente; evitar tocar no rosto, nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas; cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar; evitar contato próximo com pessoas doentes; limpar e desinfetar superfícies que são tocadas com frequência; e evitar sair de casa quando estiver doente. 4 

“Mesmo após a recuperação da infecção, o VSR pode trazer impactos a longo prazo em alguns adultos mais velhos como diminuição da independência e autonomia, das atividades sociais, da produtividade e alteração do sono. Além disso, ações como respirar, comer, tomar banho e caminhar podem se tornar desafiadoras. Por isso, é muito importante que as pessoas, principalmente acima dos 60 anos, conheçam mais sobre a doença, seus riscos, formas de prevenção e procure um médico caso tenham sintomas respiratórios. Vale alertar ainda que crianças pequenas são frequentemente expostas e infectadas pelo VSR, principalmente em ambientes como creches, escolas, parquinhos e festinhas, e poderão transmitir o vírus aos adultos e idosos. Os avós e outros adultos com doenças crônicas podem desenvolver quadros mais graves da doença”, alerta a infectologista.

 

Mais sobre a Arexvy

Arexvy é o primeiro imunizante disponível no Brasil para prevenção de infecção por Vírus Sincicial Respiratório em pessoas com 60 anos de idade ou mais. É uma vacina recombinante com adjuvante, que deve ser administrada por via intramuscular em dose única. Os estudos com a vacina foram projetados e realizados com 24.966 indivíduos, com idade igual ou maior que 60 anos, com comorbidades e graus diferentes de fragilidade, tendo como foco em estimular a resposta imunológica para prevenção de quadros respiratórios superiores e inferiores causados pelo VSR. 3,18-20
 

Baseada em dados do ensaio clínico randomizado e controlado de fase III AReSVi-006, a vacina demonstrou alta eficácia em adultos com 60 anos ou mais para prevenção de doença pulmonar por VSR, incluindo aqueles com condições médicas subjacentes, mesmo quando a doença se apresenta na forma grave. Para adultos com 60+, a eficácia foi de 94,6%* para pessoas com comorbidades, 94,1%* para evitar doença grave por VSR, e 82,6%* para evitar infecção do trato respiratório inferior causada por VSR. 3,23 * 


*Dados estudo pivotal:

Arexvy reduziu significativamente o risco de desenvolver DTRI (doença do trato respiratório inferior) associada ao VSR em 94,6% (IC de 95%; 65,9-99,9), visto que foram identificados 1 caso no grupo vacinado (N= 4.937) e 18 casos no grupo placebo (N=4.861). 3,23

Arexvy reduziu significativamente o risco de desenvolver DTRI (doença do trato respiratório inferior) grave associada ao VSR em 94,1% (IC de 95%; 62,4-99,9), visto que foram identificados 1 caso no grupo vacinado (N= 12.466) e 17 casos no grupo placebo (N=12.494). 3,23

Arexvy reduziu significativamente o risco de desenvolver DTRI (doença do trato respiratório inferior) associada ao VSR em 82,6% (IC 96,95%; 57,9-94,1), visto que foram identificados 7 casos no grupo vacinado (N= 12.466) e 40 casos no grupo placebo (N=12.494). 3,23

 

** Dados INFOgripe:

N= 127 óbitos e 600 casos



Material destinado ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.




GSK
Para mais informações, visite



Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Anvisa aprova registro de primeira vacina para bronquiolite. Disponível em: <link>. Acesso em: 12 de março 2024.
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO. Brasília, DF, 4 de dezembro de 2023, Seção 1, p. 148. Registro de Produto Biológico Novo. Aprovação de Arexvy pela Anvisa.
Papi A, Ison MG, Langley JM, et al., for the AReSVi-006 Study Group. Respiratory syncytial virus prefusion F protein vaccine in older adults. N Engl J Med. 2023; 388(7):595-608. doi:10.1056/NEJMoa2209604
CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory Syncytial Virus Infection (RSV). RSV in older adults and adults with chronic medical conditions. Disponível em: <Link>. Acesso em: 12 de março 2024.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Vírus sincicial respiratório (VSR). Disponível em: <Link>. Acesso em: 12 de março 2024.
INSTITUTO TODOS PELA SAÚDE. Monitoramento de patógenos respiratórios (relatório 30). Disponível em: <Link>. Acesso em: 12 de março 2024.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. SBP emite nota informativa sobre VSR. Disponível em: <Link>. Acesso em: 12 de março 2024.
FIOCRUZ. InfoGripe: vírus sincicial respiratório e Covid-19 aumentam internações. Disponível em: <Link>. Acesso em: 12 de março 2024.
Mesa-Frias M, Rossi C, Edmond B, et al. Incidence and economic burden of respiratory syncytial virus among adults in the United States: a retrospective analysis using 2 insurance claims databases. J Manag Care Spec Pharm. 2022;28(7):753-765. doi:10.18553/jmcp.2022.21459
DE VERAS, Bruna Medeiros Gonçalves et al. CASOS GRAVES DE VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO EM ANOS DE PANDEMIA: UMA ANÁLISE RETROSPECTIVA DA BASE DE DADOS DO SIVEP-GRIPE NO BRASIL (2020-2022). The Brazilian Journal of Infectious Diseases, v. 27, p. 103129, 2023.
NATIONAL FOUNDATION FOR INFECTIOUS DISEASES. Respiratory syncytial virus in older adults: a hidden annual epidemic. Disponível em: <Link >. Acesso em: 12 de março 2024.
Tseng HF, Sy LS, Ackerson B, et al. Severe morbidity and short- and mid to long-term mortality in older adults hospitalized with respiratory syncytial virus infection. J Infect Dis. 2020;222(8):1298-1310.doi:10.1093/infdis/jiaa361
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Schweitzer JW, Justice NA. Respiratory syncytial virus infection. NCBI Bookshelf. StatPearls [Internet]. 2022;1-6. Disponível em: <Link>. Acesso em: 12 de março 2024.
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Colosia AD, Yang J, Hillson E, et al. The epidemiology of medically attended respiratory syncytial virus in older adults in the United States: a systematic review. PLoS One. 2017;12(8):e0182321܂doi:10.1371/journal.pone.0182321
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Cherukuri A, Patton K, Gasser RA, Jr., et al. Adults 65 years old and older have reduced numbers of functional memory T cells to respiratory syncytial virus fusion protein. Clinical and vaccine immunology: CVI. 2013;20(2):239-247
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Aljabali, A. A., Obeid, M. A., El-Tanani, M., & Tambuwala, M. M. (2023). Respiratory syncytial virus: an overview. Future Virology, 18(9), 595-609.
Luo, W., Liu, Q., Zhou, Y. et al. Spatiotemporal variations of “triple-demic” outbreaks of respiratory infections in the United States in the post-COVID-19 era. BMC Public Health 23, 2452 (2023). Disponível em: <Link>. Acesso em: 21 de março 2024.
AREXVY (vacina vírus sincicial respiratório [recombinante, adjuvada]). Bula da vacina.


Pesquisa demonstra relação entre poluição e riscos cardíacos em moradores de São Paulo

Segundo a pesquisa, a fibrose cardíaca está relacionada ao
tempo de exposição às partículas de carbono negro,
um indicador de poluição atmosférica
(foto: Marcelo Camargo/Wikimedia Commons)

Estudo da USP, publicado na revista Environmental Research, analisou resultado das autópsias de 238 pessoas e dados epidemiológicos; perigo é maior para hipertensos 

 

 A relação entre viver em uma cidade poluída como São Paulo e doenças pulmonares ou câncer é bem conhecida. Os problemas, no entanto, vão além. Uma pesquisa inédita aponta que a exposição de longo prazo à poluição atmosférica está diretamente ligada ao aumento dos riscos cardíacos em moradores da capital paulista. Para indivíduos hipertensos o perigo é maior.

Publicado na revista Environmental Research, o estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) com o apoio da FAPESP (projetos 13/21728-216/23129-7 e 19/06435-5). A investigação mostra que a fibrose cardíaca, um indicador de doenças do coração, está relacionada ao tempo de exposição às partículas de carbono negro, um indicador de poluição atmosférica.

Os pesquisadores fizeram a análise das autópsias de 238 pessoas e de dados epidemiológicos para mensurar essa relação. Eles também entrevistaram familiares das vítimas para recolher informações sobre fatores de risco, como histórico de tabagismo e hipertensão. A partir da observação macroscópica do tecido pulmonar estabeleceram a presença e quantidade da fração de carbono negro nos pulmões. Amostras de miocárdio revelaram a fração de fibrose cardíaca.

Os resultados revelaram associação significativa entre a fração de carbono negro nos pulmões e a fibrose cardíaca nos indivíduos estudados. Isso significa que, quanto mais tempo uma pessoa é exposta à poluição, maior a probabilidade de desenvolver a fibrose. “Esse dado ressalta o papel crucial da autópsia na investigação dos efeitos do ambiente urbano e dos hábitos pessoais na determinação de doenças", afirma um dos autores da pesquisa, o patologista e professor da USP Paulo Saldiva.

Além disso, foi constatado que o risco é aumentado para indivíduos hipertensos. Entre eles, a presença do marcador de doenças cardíacas cresce com o aumento da presença do indicador de exposição à poluição, tanto em fumantes quanto em não fumantes. Entre os não hipertensos, os maiores riscos foram observados principalmente nos tabagistas.

A hipertensão, ou pressão alta, é uma doença que pode ser silenciosa e não apresentar sintomas. De acordo com o Ministério da Saúde, em dez anos a taxa de mortalidade passou de 11,8 óbitos para 100 mil habitantes, em 2011, para 18,7 em 2021. Cerca de 60% dos idosos que vivem no Brasil têm hipertensão.

Se a hipertensão é silenciosa, a poluição nem sempre está tão à vista de todos. Em alguns casos, no entanto, é possível saber onde ela é mais prejudicial. A exposição à poluição dentro da mesma cidade depende de fatores como hábitos e deslocamentos das pessoas. “Podemos dizer que existem dois indicadores de poluição, um medido pela rede da Cetesb [Companhia Ambiental do Estado de São Paulo], que é objetivo. E outro relacionado a quanto cada indivíduo é exposto a ela”, afirma. “Ou seja, o nível de concentração de poluição ambiental não significa a mesma dose recebida por todos. Se você está em um corredor de tráfego por horas, recebe uma dose maior porque a concentração daquele ambiente é particularmente mais elevada.”

Saldiva explica que diversos fatores, como a própria hipertensão, influenciam no desenvolvimento da fibrose cardíaca e que, agora, fica provado que a poluição é um deles. “A pergunta era ‘a poluição tem tamanho suficiente para aparecer nessa foto?’ Ela tem e foi a primeira vez que foi demonstrado no mundo em humanos. Essa é a diferença do trabalho”, pontua.

Segundo o médico, o estudo só foi possível graças ao trabalho realizado pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO) na cidade, 24 horas por dia, 365 dias por ano. Ele afirma que o apoio da Faculdade de Medicina da USP e da FAPESP, em convênios estabelecidos no passado com o SVO, construiu um vasto conjunto de processos e informações que resultam hoje em novas possibilidades científicas.

A pesquisa da USP fornece evidências sobre os impactos da poluição do ar na saúde cardiovascular e destaca a necessidade de medidas eficazes para reduzir a exposição da população a esse mal. A implementação de medidas como a redução das emissões de veículos, o incentivo ao transporte público sustentável na cidade e o incentivo de fontes de energia limpa são estratégias eficazes na mitigação dos impactos da poluição atmosférica na saúde pública.

O artigo Association of pulmonary black carbon accumulation with cardiac fibrosis in residents of Sao Paulo, Brazil pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0013935124002846.

 

Emilio Sant'anna
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/pesquisa-demonstra-relacao-entre-poluicao-e-riscos-cardiacos-em-moradores-de-sao-paulo/51488


Perda olfativa: por que acontece e quando devemos nos preocupar?

Especialista do Hospital Paulista explica disfunção e como identificá-la 

 

Preferência repentina por comidas mais condimentadas; vontade em querer colocar mais sal ou mais açúcar nas refeições; dificuldade em identificar odores ou sabores; alteração do gosto dos alimentos consumidos. Todos esses são sintomas clássicos de quem está com 'perda olfativa'. Ou seja, de quem tem diminuída a capacidade de sentir cheiro, o que interfere diretamente no nosso paladar e também pode ensejar outros riscos à saúde.

De acordo com o otorrinolaringologista Gilberto Ulson Pizarro, do Hospital Paulista - referência em saúde de ouvido, nariz e garganta – esse tipo de disfunção é mais comum após os 60 anos e dificilmente os pacientes têm essa percepção. Por isso é valido, algumas vezes, ficarmos atentos aos hábitos de nossos familiares à mesa.

"Se você nota, por exemplo, que a comida já está suficientemente salgada, mas, mesmo assim, seu pai, mãe ou outro acompanhante tendem a colocar mais sal, isso já pode ser uma evidência. A perda de olfato afeta o sabor da comida, que depende da textura do alimento, do gosto amargo, doce, salgado e para refinar o cheiro do alimento. Para compensar essa deficiência, as pessoas costumam aumentar a dose nos temperos, no sal e no açúcar – o que já é algo preocupante e um indicativo da perda olfativa", explica o médico.


Diferentes causas

O médico explica que essa disfunção pode ser algo temporário ou mesmo definitivo, a depender da origem do problema. Mas, de toda forma, é sempre importante investigar. "As causas da perda olfativa podem ser das mais variadas. Ela pode decorrer de uma simples obstrução nasal por rinite ou desvio de septo, pode ser um indicativo de diabetes, consequência de um processo natural de envelhecimento ou, até mesmo, da existência de um tumor. Por isso, a avaliação médica é essencial”, alerta.


Riscos

Além da questão relacionada à boa alimentação (que requer um consumo moderado de sal, açúcar e condimentos), o Dr. Gilberto Ulson Pizarro lembra que a perda de olfato pode ensejar riscos de acidentes graves, justamente por comprometer um sentido vital para o Ser Humano. “Organicamente, o cheiro tem a função a de nos proteger contra a ingestão de alimentos estragados, assim como de situações de perigo, como fogo, fumaça, ou mesmo intoxicações, como ocorre com produtos químicos, a exemplo do cloro, do gás de cozinha etc. Tudo isso pode representar sérios riscos à vida”.

O médico relata o caso de uma paciente que teve uma explosão dentro de casa, justamente por não sentir o cheiro de gás de cozinha que havia no ambiente. “A neta dela havia aberto o dispositivo da mangueira, mas ela não sentiu o cheiro e, ao ligar a luz da cozinha, houve uma grande explosão”.

Outro problema muito frequente, segundo o médico, é o descuido da higiene pessoal, por não sentir cheiro de suor, urina e fezes. “Isso é mais comum entre os idosos e o principal risco em com relação a possíveis infecções. Portanto é algo que também precisa ser sempre observado, especialmente após os 60 anos”, destaca.


Diagnóstico e tratamento

Quanto ao diagnóstico, o Dr. Pizarro explica que, hoje em dia, a tecnologia permite uma rápida identificação das eventuais causas que originam a perda olfativa. “No ambulatório de olfato do Hospital Paulista, nós conseguimos, já por meio de um teste inicial, identificar se é a causa condutiva (isto é, relacionada a alguma obstrução do nariz), neurossensorial (quando há comprometimento de células específicas ou nervos que levam a informação de cheiro para o cérebro) ou se é mista (ou seja, decorrente dos dois problemas).

Quanto aos tratamentos, por fim, o especialista esclarece que eles variam conforme o diagnóstico. “Um tratamento muito comum e que também serve como método preventivo é o chamado 'treinamento olfatório', que consiste na utilização de óleos essenciais ou produtos com cheiros bem característicos para treinar o sentido do paciente”.



Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Canal no dente, especialista explica o passo a passo do tratamento

Cáries profundas e fraturas podem causar a lesão 

 

No Brasil, uma parcela significativa da população chega à idade adulta com problemas dentários, muitas vezes relacionados à má higiene bucal e a falta de acompanhamento odontológico adequado.

De acordo com dados do IBGE, menos da metade dos brasileiros (49,4%) consultou um dentista nos últimos 12 meses. No entanto, o consultório odontológico não é apenas um local para prevenir, mas também para tratar problemas sérios nos dentes, como é o caso do tratamento de canal.

O tratamento de canal é frequentemente empregado em casos de fratura dentária ou cárie profunda, e consiste na remoção da polpa inflamada do dente e na desinfecção do local.

“A polpa é um tecido mole que contém nervos e vasos sanguíneos, e sua lesão pode causar extremo desconforto, incluindo dores intensas, inchaço e sensação de latejamento”, explica Walter Solter, cirurgião dentista e diretor técnico da Dental Beauty.

Quando há necessidade de realizar o tratamento de canal, o dentista, especialmente o endodontista, é o profissional indicado para cuidar da situação. O procedimento envolve diversas etapas, desde a avaliação das causas da dor ou do inchaço até exames físicos e radiográficos para identificar a extensão da lesão.

Para realizar o tratamento de canal, o dentista utiliza instrumentos para acessar a polpa do dente, remover o tecido infectado, desinfetar a cavidade e preencher o canal com material apropriado. “O procedimento visa restaurar e reconstruir o dente afetado, proporcionando alívio da dor e preservando a estrutura dental”, afirma Solter.

É importante ressaltar que, atualmente, os tratamentos de canal podem ser realizados em até um dia, trazendo conforto ao paciente. Além disso, quanto mais rápido o paciente procurar ajuda profissional, melhor será o prognóstico do tratamento. Além disso, cada caso possui suas especificidades, e o procedimento pode variar de acordo com a gravidade da lesão.

Solter explica que ao sentir qualquer desconforto nos dentes, é fundamental buscar a orientação de um dentista. “O tratamento de canal pode ser a solução para preservar a saúde bucal e o bem-estar geral do paciente”, finaliza. 



Dental Beauty
Rua Almirante Ary Rongel, 511, Recreio dos Bandeirantes - Rio de Janeiro – RJ
Instagram: @clinicadentalbeauty


Hipertensão: entenda a doença que atinge cada vez mais brasileiros

Especialistas do CEJAM falam sobre o tema e explicam como pacientes podem acessar serviços especializados através do SUS

 

A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, é uma condição crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de pressão do sangue nas artérias. Esse acréscimo pode sobrecarregar a função cardíaca, indo além do esforço habitual necessário para garantir a distribuição adequada desse líquido vital pelo corpo humano. 

Um recente estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2023, confirma que, aproximadamente um em cada três adultos vivem com hipertensão no mundo. No Brasil, as taxas são ainda mais preocupantes, com 50,7 milhões de pessoas entre 30 e 79 anos convivendo com essa condição. 

“Apesar dos fatores genéticos, os brasileiros sofrem com a hipertensão devido também à deterioração dos hábitos alimentares ao longo dos anos. Podemos citar o exagero em fast food e os alimentos com alto teor de sódio como uma das principais causas”, afirma a Dra. Lilian Cavalheiro, cardiologista do AMA Especialidades Jardim São Luiz, gerenciado pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim" em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. 

Outras motivações que podem originar o quadro incluem dificuldades socioeconômicas para adquirir alimentos saudáveis e realmente nutritivos, um estilo de vida sedentário, obesidade, tabagismo, alcoolismo e, por vezes, a herança genética (síndromes associadas à hipertensão, como a síndrome de Liddle, síndrome do excesso aparente de mineralocorticoide, hipertensão agravada pela gravidez, síndrome de Gordon, etc.), além de fatores raciais, como a condição afrodescendente, que pode aumentar o seu aparecimento. 

"A doença envolve uma série de alterações no organismo: pode intensificar a aterosclerose, que consiste no “endurecimento” dos vasos sanguíneos, prejudicando o funcionamento de vários órgãos, como rins, e alterando a circulação nos vasos cerebrais e cervicais, além do enfraquecimento do próprio coração", explica a médica. 

Os impactos no coração podem ser tão intensos que pacientes com o quadro podem ter a sua saúde cardiovascular afetada, com o aparecimento de condições como doença cerebrovascular, doença arterial crônica, insuficiência cardíaca, doença arterial periférica e aórtica, doença renal crônica e retinopatia, por exemplo. 

Geralmente, os principais sintomas da hipertensão arterial incluem desconforto precordial (dor no peito), cansaço, dor na nuca, tonturas e dor de cabeça. Porém, muitas vezes, o paciente pode ser assintomático, o que reforça a sua fama de “doença silenciosa” e a torna ainda mais perigosa. 

Apesar disso, o seu diagnóstico é feito de maneira simples: basta realizar a medida da pressão arterial. Para adultos a partir de 20 anos, a cardiologista recomenda que a ação seja feita, ao menos, uma vez no ano. Entretanto, em caso de histórico familiar, a atenção deve ser redobrada. “O atendimento pode ser feito gratuitamente pelo Sistema único de Saúde (SUS), através de consultas de rotina.” 

É importante salientar que a doença não tem cura, embora seu impacto possa ser reduzido com o tratamento adequado. Por isso, além da conscientização, medidas preventivas são sempre bem-vindas, para diminuir as chances de seu aparecimento. 

“Para isso, devemos adotar hábitos saudáveis, como a redução do consumo de alimentos ricos em sódio, a manutenção de um peso corporal adequado, a abstenção de bebidas alcoólicas e a prática regular de atividades físicas”, ressalta a especialista. 

É aconselhável começar a prestar atenção no tema desde a infância. Os pais podem fazer isso controlando a saúde dos pequenos em relação à obesidade, promovendo uma alimentação saudável e incentivando atividades físicas apropriadas para cada faixa etária, a fim de evitar problemas futuros. 

Outra medida importante é acompanhar o calendário de consultas desde o nascimento até o final da adolescência, as quais fornecerão orientações adequadas para cada fase da vida, ajudando a prevenir doenças que, muitas vezes, iniciam-se silenciosamente na infância e se manifestam na fase adulta.
 

Onde buscar ajuda? 

Ainda segundo a pesquisa realizada pela OMS, no âmbito global, aproximadamente quatro em cada cinco pessoas com pressão alta não recebem tratamento adequado. 

Pensando nisso, o CEJAM implementou uma linha de cuidado especialmente destinada a esses pacientes. A ação começou em 2022 e, atualmente, conta com quase 100 mil pessoas cadastradas, apenas nas unidades administradas no Jardim Ângela e Capão Redondo, na zona Sul de São Paulo. 

O objetivo do programa é proporcionar a melhor assistência possível, por meio de uma abordagem integrada e contínua. Assim, o cuidado começa desde o diagnóstico pela aferição da pressão até o acompanhamento a longo prazo, e envolve uma equipe multidisciplinar. 

“Nós oferecemos um leque de serviços, incluindo exames laboratoriais e de apoio diagnóstico, permitindo um monitoramento preciso da condição; tratamento farmacológico, ajustado de acordo com o estágio da doença; e tratamento não farmacológico. Também garantimos um atendimento ágil e eficaz com profissionais preparados para lidar com situações de urgência e emergência”, explica Poliana de Lima, gerente da UBS Jardim Coimbra e uma das responsáveis pela Linha de Cuidado da unidade, que também é administrada em parceria com a prefeitura. 

Durante todo o processo, o paciente também tem acesso a consultas médicas e de enfermagem, além de atendimento especializado em áreas como cardiologia, nutrição, psicologia, farmácia, odontologia, entre outras.

Para atingir o maior número de pessoas, o CEJAM realiza visitas domiciliares e vigilância ativa por meio dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), com o intuito de ampliar o diagnóstico precoce e conscientizar a população dos arredores de suas unidades.



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
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Quedas domésticas ameaçam idosos e crianças

Ortopedista do Hospital Mater Dei Premium Goiânia destaca os tipos de lesões mais comuns e as medidas preventivas essenciais.

 

Acidentes domésticos representam um desafio significativo para a saúde ortopédica de pessoas de todas as idades, sendo as quedas as principais causas de preocupação. Com o envelhecimento da população e o cuidado crescente com a segurança infantil, os acidentes domésticos emergem como uma questão de saúde pública urgente. 

Dados do Ministério da Saúde revelam que, no Brasil, 70% das quedas em idosos ocorrem dentro de casa, afetando especialmente aqueles com mais de 65 anos. O receio é ainda maior entre os mais idosos, onde a mortalidade associada a quedas pode ser até seis vezes maior. 

Além disso, o registro de óbitos por acidentes domésticos em crianças, especialmente na faixa etária de 0 a 4 anos, levanta alarmes sobre a segurança nos lares brasileiros. Os números refletem uma realidade preocupante, que demanda ações preventivas e medidas eficazes para garantir a segurança e o bem-estar de idosos e crianças em seus ambientes.

Segundo o Dr. Alano Queiroz, ortopedista do Hospital Mater Dei Premium Goiânia, fraturas ósseas, entorses e luxações são as lesões mais frequentes decorrentes de acidentes domésticos, especialmente quedas. Ele ressalta que a gravidade dessas lesões varia, sendo as fraturas de quadril, punho e tornozelo as mais comuns. Para essas lesões, o tratamento pode envolver desde imobilização até cirurgia, com prognósticos variados, mas geralmente positivos, com o devido acompanhamento médico. “Já as entorses muitas vezes necessitam de repouso e fisioterapia e possuem bom prognóstico. O impacto na qualidade de vida dos pacientes depende da gravidade do traumatismo, mas a maioria das lesões ortopédicas pode ser tratada com sucesso, permitindo uma recuperação adequada com o acompanhamento médico apropriado”.

O ortopedista destaca a importância de identificar e mitigar os fatores de risco em ambientes domésticos. Tapetes escorregadios, falta de corrimãos e iluminação inadequada são alguns dos perigos potenciais. Ele sugere medidas preventivas, como instalação de corrimãos, uso de tapetes antiderrapantes e organização segura de objetos, para reduzir esses riscos. Além disso, a prática regular de atividades físicas para fortalecer a musculatura é fundamental para prevenir quedas.

De acordo com o profissional, em idosos, as lesões ortopédicas mais frequentes decorrentes de quedas são fraturas de quadril, punho, colo de fêmur e vértebras. “O processo de recuperação e reabilitação geralmente envolve avaliação multidisciplinar, incluindo cirurgia, quando necessário, seguida de cuidados pós-operatórios, fisioterapia e acompanhamento médico regular. Nos casos de fraturas de quadril, por exemplo, a reabilitação visa restaurar a mobilidade, prevenir complicações, como trombose venosa profunda, e promover a independência funcional. A recuperação em idosos pode ser mais desafiadora devido a possíveis comorbidades e fragilidade, requerendo uma abordagem cuidadosa e personalizada para garantir a melhor evolução possível”, afirma Alano.

Já em crianças, o médico afirma que as consequências das quedas incluem fraturas de membros superiores e inferiores, especialmente do punho, antebraço e tornozelo.  “O tratamento geralmente envolve imobilização adequada, seja com gesso ou talas, para permitir a cicatrização óssea adequada. Em alguns casos, pode ser necessária intervenção cirúrgica para realinhar os ossos ou fixar a fratura. Além disso, a fisioterapia é frequentemente recomendada para promover a recuperação funcional e prevenir sequelas a longo prazo, como rigidez articular ou fraqueza muscular”, explica Alano, que faz um alerta: “é crucial educar os pais sobre ações de prevenção, como manter áreas seguras para brincar e supervisionar as atividades das crianças, a fim de reduzir o risco de quedas e lesões ortopédicas”.

O Dr. Alano enfatiza a importância da conscientização da população sobre os riscos de acidentes domésticos e a adoção de medidas preventivas. “Muitas lesões ortopédicas resultam de quedas em casa que podem ser evitadas com medidas simples, como manter os ambientes organizados, garantir a iluminação adequada, instalar corrimãos em escadas e barras de apoio em banheiros, e remover tapetes soltos que possam causar tropeços”.

Ele destaca também as práticas seguras ao realizar atividades físicas, usando equipamentos de proteção corretos, como capacetes, joelheiras e cotoveleiras. “A prevenção primária, por meio da educação e da adoção de medidas preventivas, pode reduzir significativamente a incidência de lesões ortopédicas, melhorando a qualidade de vida e reduzindo os custos associados ao tratamento dessas lesões", afirma o ortopedista.


Maternidade e obesidade: Obesidade mais que dobrou nos últimos treze anos em mulheres

 De acordo com o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), do Ministério da Saúde, mulheres grávidas com obesidade mais que dobrou nos últimos treze anos: saltou de 11% para 24% de 2008 para 2021.

 

Ao todo, o percentual de gestantes com excesso de peso – somando sobrepeso e obesidade – subiu de 33% para 53% no mesmo período. Isso significa que mais da metade das mulheres grávidas em 2021 estava com o peso acima do ideal, segundo os dados do Sisvan. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o excesso de peso pode levar a desequilíbrios hormonais que afetam a ovulação e prejudicam a fertilidade feminina. Além disso, a obesidade aumenta o risco de complicações na gestação, como diabetes gestacional, hipertensão e pré-eclâmpsia. No entanto, a perda de peso – seja pelo tratamento clínico ou cirúrgico – pode ajudar as mulheres a perder peso e melhorar a saúde reprodutiva[i]

Técnicas minimamente invasivas, que aceleram o emagrecimento saudável e reeducação alimentar, auxiliando também na remissão das doenças associadas têm se apresentado como uma alternativa para mulheres que pensam em engravidar ou querem perder peso após o parto. 

"Métodos não invasivos são definitivamente uma opção para mulheres em sobrepeso que visam perda e manutenção de peso. Os resultados apontam perda média de 10 a 15% de peso corporal em 16 semanas, portanto uma opção coerente e possível para mulheres que planejam engravidar"- declara Dr. Felipe Matz, diretor médico da Clínica Endodiagnostic, especialista em Endoscopia Bariátrica e preceptor da técnica de Balão Deglutível no Brasil. 

 

[i] Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) – “Obesidade põe em risco saúde de gestantes e bebês” – Disponível em: Link

 

A febre do Ozempic: Médico aponta mitos e verdades sobre medicamento ‘emagrecedor’ que conquista famosos no mundo todo

 Cabeça de ozempic não existe e o emagrecimento pode não ser duradouro”, afirma Dr. Rodrigo Schröder, um dos maiores nomes da Medicina e Performance Esportiva sobre a medicação que nomes como Elon Musk e Oprah Winfrey já apostaram, além de Maiara e as irmãs Kardashian, segundo especulações

 

Após aparecer alguns quilos mais magro, Elon Musk declarou abertamente que recorreu ao auxílio do jejum intermitente e do Ozempic, medicamento para diabetes que vem chamando a atenção pelos efeitos emagrecedores. Suzanne Freitas, filha de Kelly Key, e a apresentadora americana Oprah Winfrey também estão no time que usou sem tabus. Já Maiara e as irmãs Kardashians passaram por especulações de que haviam usado, mas não confirmaram.

 

Médico de diversas celebridades e um dos maiores nomes do país em Medicina e Performance Esportiva, com mais de 1 milhão de seguidores no Instagram, Dr. Rodrigo Schröder explica como o medicamento funciona, afirma que o resultado não costuma ser permanente e destaca os perigos do uso sem prescrição médica.

 

Medicamento para diabetes tipo 2 - Sim, o Ozempic é aprovado pela ANVISA, mas não para o tratamento da obesidade, mas para diabetes. Entretanto, estudos patrocinados pela fabricante sugerem que pessoas que usam a semaglutida - o composto ativo do Ozempic - podem perder peso. “Mas nem todos emagrecem usando e pode ter muitos efeitos colaterais”, afirma o médico.

 

O que pode ocasionar a perda de peso, segundo Dr. Rodrigo, é que a medicação “afeta os centros de fome no cérebro, reduzindo a fome, o apetite e os desejos e retarda a taxa de esvaziamento do estômago, prolongando efetivamente a saciedade após as refeições.”

 

Efeito “rebote” - Assim como os demais remédios para emagrecer que já foram febre em algum momento, o Ozempic também deixa o paciente suscetível ao reganho. “É um medicamento caro e as pessoas tendem a recuperar todo o peso perdido e ainda mais”, diz o médico. “O grande problema é que as pessoas tomam um remédio mas não mudam a mentalidade e nem o estilo de vida”.

 

De acordo com o profissional, o reganho de peso acontece quando o retardo do esvaziamento gástrico é normalizado e a pessoa volta a se alimentar como antes ou até mais por recuperar o apetite.

 

Cabeça de Ozempic” não existe! - Na verdade, a transformação estética pode causar essa impressão. “Você está acostumado com aquela pessoa com um tamanho x de cabeça em um corpo GG. Quando a pessoa emagrece, independente do método, você vê a mesma cabeça em um corpo P, por isso dá essa impressão. Mas isso não existe, o medicamento não altera o tamanho da cabeça”, afirma o médico.

 

Riscos de tomar sem indicação - A seara mais perigosa na maioria dos medicamentos é a automedicação e com o Ozempic não seria diferente. “Quem faz isso pode acabar tomando uma dose elevada, o que pode resultar em flacidez, perda de massa muscular, além de sofrer efeitos colaterais mais sérios, como desnutrição e desidratação”.

 

O médico destaca inclusive um artigo publicado pela revista Acta Pharmaceutica Sinica B, que concluiu que o uso prolongado destes medicamentos pode levar ao aumento do volume do intestino delgado, obstrução do órgão e paralisia intestinal.

 

Ok, mas funciona? - Sim, funciona. “Quando combinado com dieta e exercício, a semaglutida pode promover a perda de peso”, afirma Schröder, mas novamente, é necessária a mudança do estilo de vida.

 

“A obesidade é multifatorial. Se não mudar o estilo de vida, vai voltar a engordar ou será um ‘skinny fat’, esteticamente magro e com a saúde debilitada. Nenhuma alternativa medicamentosa será mais importante do que mudança de mentalidade e de relacionamento com a comida e o exercício físico.”

 


Dr. Rodrigo Schröder - formado em Medicina, com residência em Ortopedia e Traumatologia. Entretanto, foi em sua pós graduação de Nutrologia Esportiva e Medicina do Esporte e no mestrado em Nutrição e Dietética que ele se encontrou e hoje é um dos maiores profissionais do país em Medicina e Performance Esportiva. Na agenda de consultas, celebridades do entretenimento como Vera Fischer, Anderson Leonardo, Bárbara Coelho, Rodriguinho e outros; e do esporte, como Bárbara Seixas, Lara Nobre, Diego Alves e mais.
https://www.instagram.com/rodrigoschroder/


A medicina é para os humanos

O grande médico e pintor português Abel Salazar, que viveu entre 1889 e 1946, dizia que “o médico que só sabe de medicina, nem de medicina sabe”. Sua afirmação quase centenária mostra-se cada vez mais sólida e, arrisco dizer, mais apropriada para os tempos atuais do que para o contexto em que resolveu pronunciá-la pela primeira vez.

Diferentemente do que existia naquele tempo, a medicina atual está bastante avançada, ainda que necessite seguir em permanente evolução. Isso torna a atenção médica mais focada na realização de procedimentos que inequivocadamente aumentarão as chances de cura dos pacientes. Mas ainda falta algo, uma sustância que não aparece nas práticas científicas e que não são exigidas nas escolas de medicina. Falta amor.

Não me refiro ao amor fruto de um discurso piegas, romantizado. Tampouco motivada por uma falsa elegância ou marketing pessoal. Mas a verdade é que a ciência alcançou um ponto em que sobra medicina, mas que ainda carece de humanismo. As relações instantâneas e digitalizadas do mundo globalizado não entram em cena quando se está com uma seringa à mão, apontando para o braço de uma criança aos prantos ou para a pele fina de um idoso. À frente do profissional encontra-se um ser humano que deposita confiança, respeito e esperança no seu trabalho, mas que não abre mão da sua sensibilidade.

Por isso, de pouco serve o alto pedestal de um médico, qualquer que seja sua especialidade, quando não se solidariza com as lutas e as dores de um paciente. A medicina é para os humanos, e, reiterando as palavras de Abel Salazar, o médico que não consegue compreender isso hoje sequer está preparado para exercer sua função. Ainda que tenha um currículo recheado de mestrados, doutorados e PhDs em Harvard, Oxford, Cambridge ou em Melbourne.

Não se trata, portanto, de titulação, mas de uma boa dose de empatia. Por mais desafiador que seja, o médico contemporâneo precisa dominar e aplicar habilidades inatas como comunicação, compaixão e respeito. E esses valores devem coexistir à técnica, ao conhecimento médico. O foco não é sobre a doença nem sobre seu tratamento, mas sobre o bem-estar do indivíduo que está diante dele. A partir desse olhar, que é assustadoramente recente, é que o profissional se imbui de valores que vão para muito além da formação.

Essa concepção sobre a medicina não ocorre de maneira aleatória. É, na verdade, o reconhecimento da importância da relação médico-paciente e de seus efeitos no alcance de resultados clínicos. Criar laços positivos com a pessoa assistida é uma etapa essencial para que haja uma integração do paciente com o tratamento, fortalecendo suas expectativas em torno do procedimento.

Cada indivíduo tem sua história, seus medos e frustrações, e considerar todos esses aspectos durante o período de internação é uma condição importante para que ele se sinta mais acolhido física e emocionalmente. Essa descoberta tem um valor científico tão valioso quanto qualquer outra, com a diferença de que o paciente efetivamente sente seus efeitos imediatamente. Até porque um sorriso e uma palavra agradável também são um ótimo remédio para quase todo mal. 



Dr. Felipe Villaça - cirurgião plástico da FVG Cirurgia Plástica e diretor técnico do Hospital São Rafael

Fio ou fita dental: descubra a diferença e como escolher

 

Imagem: GUM

Consultora da GUM® explica a importância do uso e qual escolha é mais indicada para cada necessidade

 

Que o uso do fio dental é fundamental para garantir uma boa higiene bucal não é novidade para ninguém. O que poucos pacientes sabem é que, além dessa ferramenta, existem outras que também podem ajudar a promover a limpeza entre os dentes. A fita dental, por exemplo, é muito parecida com o fio, porém é mais larga e plana e, geralmente recomendada para pessoas que possuem dentes mais separados.  

De acordo com Gabriella Mundim, dentista e consultora da GUM, marca especializada em produtos inovadores para cuidados bucais, a limpeza do espaço entre os dentes é um hábito fundamental para a saúde dental, que muitas vezes cai no esquecimento. “Felizmente, existem muitos produtos de limpeza interdental no mercado, e escolher um que atenda às necessidades ajudará a implementar esse tipo de limpeza na rotina diária”, afirma. 

Gabriella explica que o fio e fita dental são produtos de limpeza interdental que limpam as superfícies entre os dentes, onde a escova não consegue alcançar. “O fio dental é um fio fino de monofilamentos de plástico trançados ou filamentos de nylon. Já a fita dental é muito parecida com o fio dental, mas, é mais larga e mais plana”, esclarece. 

A decisão de usar fita ou fio dental depende de qual produto é a mais eficaz na limpeza entre os dentes e qual é mais fácil de usar, na opinião do paciente. “O fio dental é recomendado para quem possui espaços apertados entre os dentes, pois pode penetrar facilmente nesses espaços, removendo a placa bacteriana e prevenindo problemas como cáries e doenças gengivais. Já a fita dental, é recomendada para quem possui espaços interdentais mais largos ou para aqueles que buscam uma alternativa mais suave para as gengivas sensíveis”. 

Para finalizar, a especialista destaca que em termos de capacidade de limpeza e remoção da placa bacteriana, não há diferença significativa entre os diversos tipos de fio e fita dental. “A escolha entre fio ou fita dental deve ser baseada principalmente na facilidade de uso e na preferência individual. Ambos os modelos oferecem excelentes resultados, reforçando a importância da consistência e preferência pessoal na prática de uma higiene bucal eficaz”, conclui.


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