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terça-feira, 12 de maio de 2026

A ascensão do novo líder: praticidade e empatia acima da ambição

Pesquisa da MARCO Agency revela a próxima era da gestão

 

A definição do que é um líder eficaz está passando por uma mudança radical, se afastando de ideais visionários abstratos e indo em direção a um modelo centrado em responsabilidade, comunicação clara e gestão personalizada. Essas conclusões são destacadas na Pesquisa Global de Consumo MARCO 2025, que entrevistou mais de 4.500 consumidores em sete mercados-chave (Brasil, França, Alemanha, Itália, México, Portugal e Espanha) para identificar os traços de liderança que definirão 2026.

 

Os pilares-chave: responsabilidade e ação

A pesquisa identifica um conjunto claro de características não negociáveis para o executivo moderno. Até 2026, o sucesso de um líder será medido pela sua capacidade de entregar resultados tangíveis e assumir responsabilidade pelas suas ações. Segundo a pesquisa, as qualidades de liderança mais valorizadas são responsabilidade/accountability (8,5/10), seguidas por resolução de problemas (8,3/10) e comunicação (8,3/10).

Em contraste, características tradicionais carismáticas parecem estar perdendo apelo: ambição (6,9/10) e pensamento visionário (7,5/10) ficaram nas últimas posições entre as qualidades pesquisadas, mostrando que os funcionários estão cansados da retórica e buscam uma orientação prática e confiável. Os profissionais preferem ação a ideias abstratas – menos discurso, mais impacto.

 


Inteligência emocional é altamente valorizada

Os dados sugerem que, embora os resultados continuem essenciais, a forma como eles são alcançados mudou. Conhecimento técnico (8,0) e direcionamento (7,8) certamente são importantes, mas a praticidade sozinha não basta. A inteligência emocional importa mais e agora é um requisito central: empatia (8,2) e transparência (8,1) aparecem em destaque, mostrando que as pessoas querem líderes abertos e emocionalmente conscientes, não apenas focados em tarefas.

 

Abordagem personalizada para equipes

Expressivos 90,4% dos entrevistados acreditam que líderes devem adaptar o seu estilo de gestão às necessidades individuais dos membros da equipe. Isso reflete uma forte demanda por uma liderança empática e personalizada, especialmente relevante em ambientes de trabalho cada vez mais diversos e híbridos.

Além disso, mais da metade dos entrevistados classificou inclusão e colaboração como extremamente importantes (notas 9 ou 10), com 36,5% atribuindo nota máxima, 10. Isso confirma que a força de trabalho atual espera que líderes promovam ativamente uma cultura de apoio e colaboração em equipe, não apenas como um diferencial, mas como uma expectativa básica.

 

Nuances globais

A pesquisa também destaca diferenças culturais sobre o que esperamos dos nossos líderes. Responsabilidade, resolução de problemas e comunicação se confirmam como as principais características em todos os países.

No Brasil, no México e em Portugal, os entrevistados demonstram as maiores expectativas gerais em relação aos seus líderes, exigindo um alto nível de envolvimento e inspiração.

Os países do sul da Europa (Itália, Espanha e Portugal) valorizam características de inteligência emocional, como empatia e habilidades de comunicação, ligeiramente mais do que os países do norte da Europa, refletindo uma preferência por uma liderança centrada nas pessoas.

Na Espanha e na Alemanha, o foco muda para uma liderança mais pragmática e orientada para a ação, que prioriza eficiência e resultados diretos acima de qualidades aspiracionais de liderança, como pensamento visionário e ambição.

Ao mesmo tempo, a França e a Alemanha valorizam tanto habilidades técnicas, como conhecimento e direcionamento, quanto habilidades interpessoais, como transparência.

 

Noelia Cruzado, CEO da MARCO Agency, comenta sobre essas mudanças nas expectativas: “Os dados são claros: em 2026, não há espaço para líderes que se escondem atrás de slogans ambiciosos sem entregar impacto real. As pessoas estão exigindo líderes humanos, indivíduos responsáveis, transparentes e capazes de lidar com as complexidades do trabalho híbrido com empatia. Hoje, o papel de um CEO não é apenas direcionar, mas capacitar indivíduos ao reconhecer as suas necessidades únicas e promover uma cultura de honestidade radical.”

 

Metodologia:

A pesquisa foi conduzida entre maio e junho de 2025 em sete países. Ela abordou diversos temas, como cultura de trabalho, trabalho híbrido, consumo de redes sociais, sustentabilidade, engajamento de marcas e estilo de liderança.

No total. 4.598 pessoas participaram do estudo em sete países, os principais mercados europeus e os dois principais mercados da América Latina: França, Alemanha, Itália, Portugal, Espanha, México e Brasil. A amostra foi obtida por meio de amostragem aleatória, garantindo representatividade da população geral de cada país.

Os dados foram coletados por meio de uma pesquisa online.

Analisamos novos comportamentos dos consumidores e antecipamos necessidades emergentes tanto de clientes quanto de profissionais, ao mesmo tempo em que identificamos tendências de engajamento com marcas em diferentes mercados. A abordagem apoia iniciativas de desenvolvimento de negócios e liderança de pensamento, além de validar os formatos mais eficazes para comunicação em redes sociais, a fim de construir uma conexão mais forte com os públicos-alvo.

 

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