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terça-feira, 12 de maio de 2026

Redes clandestinas lucram com brasileiros em busca de legalização nos Estados Unidos

 Promessas de legalização rápida, documentos irregulares e falsas consultorias estão entre os principais riscos enfrentados por imigrantes. 

 

A Polícia Federal deflagrou na terça-feira (12) a Operação Rota Paralela, com o objetivo de combater a migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos. A investigação, conduzida pela Delegacia da Polícia Federal em Governador Valadares, apura a atuação de um esquema que utilizava rotas clandestinas pelo México para facilitar a entrada irregular de brasileiros em território    americano.

A operação ocorre poucos dias após outro caso de grande repercussão envolvendo suspeitas de fraude migratória. A PF também prendeu Maria Helena de Souza Costa, sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), suspeita de participação em um esquema de imigração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos.

Nos EUA, outro episódio recente chamou atenção das autoridades americanas. Brasileiros foram presos sob suspeita de integrar um esquema de fraude ligado à empresa Legacy Imigra, investigada por suposta manipulação de processos migratórios e extorsão de clientes. Segundo as investigações conduzidas pelas autoridades do Condado de Orange, o grupo teria movimentado mais de US$ 20 milhões, cerca de R$ 100 milhões.

Para a Dra. Larissa Salvador, advogada especialista em imigração nos Estados Unidos, os casos refletem um aumento do foco das autoridades americanas sobre fraudes migratórias e sobre os grupos que atuam por trás desses esquemas. “Com certeza, com essa política mais rígida da imigração nessa administração, tem tido mais foco na investigação desses casos de fraude, e não somente nas pessoas que apresentam documentação fraudulenta, mas também em quem está por trás disso tudo”, afirma.

Segundo a especialista, a atuação de coiotes e redes clandestinas não é novidade, mas ganhou novas formas nos últimos anos.“Coiotes existem há muito tempo. Hoje, o processo ficou mais caro e surgiram empresas que vendem pacotes de viagem prometendo facilidades migratórias. Muitas vezes, nem levam as pessoas até a travessia. Simplesmente orientam que elas se entreguem na fronteira. Esse problema sempre existiu, mas agora está tendo mais visibilidade”, explica.

Larissa alerta que muitos clientes envolvidos nesses esquemas podem enfrentar consequências migratórias severas, especialmente aqueles que tiveram processos protocolados sem base legal.“Para essas pessoas que simplesmente protocolaram casos sem fundamento, elas praticamente assinaram a própria ordem de deportação”, destaca.

A advogada explica que, além da possibilidade de rejeição dos pedidos por juízes de imigração, até aprovações anteriores relacionadas aos esquemas podem ser reavaliadas pelas autoridades americanas.Ela também afirma que o endurecimento recente das políticas migratórias aumentou a vulnerabilidade de estrangeiros em situação irregular, alimentando a procura por soluções rápidas e, muitas vezes, ilegais.

“Todo mundo está desesperado. Todo mundo busca uma forma de legalização, uma autorização de trabalho, uma carteira para dirigir. E é justamente nesse cenário que muitas pessoas acabam sendo enganadas por falsas promessas”, diz.

Segundo Larissa, o cenário atual é marcado pela combinação entre desinformação e a disseminação de propagandas enganosas nas redes sociais, que vendem supostos atalhos para obtenção de vistos e regularização nos Estados Unidos.“A facilidade de acesso à informação também abriu espaço para muita desinformação. Hoje existem anúncios e conteúdos nas redes sociais prometendo soluções milagrosas para imigração, quando, na prática, cada caso exige análise individual e estratégia jurídica adequada”, afirma.

Diante desse cenário, a especialista recomenda que os brasileiros procurem exclusivamente profissionais devidamente habilitados para atuar com imigração nos Estados Unidos e desconfie de promessas fáceis ou garantias de aprovação. “Procurem um advogado licenciado. A única pessoa autorizada a oferecer orientação jurídica em imigração nos Estados Unidos é um advogado devidamente habilitado. Ninguém mais”, conclui.

  

Dra Larissa Salvador - Advogada de imigração tem como missão representar brasileiros que desejam conquistar o Sonho Americano por meio de soluções jurídicas personalizadas. Nascida em Madureira, no Rio de Janeiro, e tendo vivido boa parte da sua vida no Complexo do Alemão (RJ), Larissa passou mais de dez anos em situação ilegal nos Estados Unidos; experiência que despertou sua vocação para o Direito Imigratório. Residente em Boca Raton, na Flórida, Larissa é licenciada pela Ordem dos Advogados (BAR) da Flórida e de Washington DC e está há seis anos à frente da Salvador Law, escritório especializado em imigração, onde atua em processos de vistos para trabalho/negócios, estudo e turismo; defesa em casos de deportação; pedidos de fiança; regularização de status e ações com base no VAWA (Violence Against Women Act). Seu trabalho vem sendo amplamente reconhecido: recebeu o prêmio Top 40 Under 40 pela National Black Lawyers Association; o título de Personalidade Feminina do Ano pelo International Business Institute; e foi nomeada entre os Advogados Mais Influentes de 2025, com destaque no The Washington Post. Atualmente, a Salvador Law se consolida como referência em atendimento a brasileiros nos EUA, oferecendo uma gama completa de serviços jurídicos em imigração. https://salvadorlawpa.com


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