Especialista
explica como hábitos simples durante o expediente podem ajudar a melhorar a
fadiga, o foco e reduzir riscos à saúde
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que
as doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) são responsáveis por grande
parte da perda de produtividade global, com impacto econômico trilionário
causado por afastamentos médicos e aposentadorias precoces. As perdas
projetadas entre 2020 a 2050 são de US$ 3,7 trilhões no Brasil, segundo estudo
divulgado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Nesse cenário, de acordo com a entidade, cerca de 80% dos
casos de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e acidentes vasculares
cerebrais podem ser prevenidos, principalmente por meio de alimentação
equilibrada e prática regular de atividade física. E os dados ganham ainda mais
relevância em um momento em que jornadas aceleradas, excesso de reuniões e
longos períodos em frente ao computador fazem com que muitos profissionais
negligenciem a alimentação ao longo do expediente.
Dados da Organização Mundial do Trabalho (OIT) mostram
que uma alimentação inadequada no trabalho está custando aos países de todo o
mundo até 20% em perda de produtividade, seja devido à desnutrição ou seja pelo
excesso de peso e obesidade. Fica claro que a relação entre saúde, hábitos
alimentares e desempenho profissional é cada vez mais evidente e os principais
alertas envolvem fadiga, avanço das doenças crônicas e impactos
econômicos.
Pular refeições, passar horas sem comer ou recorrer
a opções rápidas e pouco nutritivas são hábitos que, realizados com frequência,
podem provocar fadiga, queda de concentração e oscilações de energia durante o
trabalho. Para Gisele Pavin, head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé
Brasil, o problema muitas vezes está na falta de planejamento diante de rotinas
cada vez mais corridas.
“Quando ficamos muitas horas sem comer, aumentamos
as chances de fazer escolhas impulsivas e menos equilibradas. Pequenos ajustes
de planejamento ajudam a manter níveis mais estáveis de energia e evitam que a
alimentação se torne mais um fator de estresse na rotina”, afirma.
Entre as estratégias mais simples para melhorar a
alimentação durante o expediente estão organizar refeições com antecedência e
ter opções práticas à disposição. Algumas alternativas incluem levar frutas
para lanches intermediários, preparar sanduíches equilibrados, como pasta de
amendoim com banana, presunto e queijo ou patê de frango e atum, manter snacks
práticos e nutritivos disponíveis, ou organizar marmitas congeladas para dias
mais corridos.
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