Função presente em aparelhos do tipo quente/frio pode ser alternativa prática para dias frios no Brasil, explica especialista da Gree
Quando as
temperaturas caem, muita gente recorre a cobertores, aquecedores portáteis ou
improvisos para se proteger do frio. O que nem todo mundo sabe é que o próprio
ar-condicionado pode cumprir esse papel, desde que conte com a função de
aquecimento.
Presente em
modelos do tipo quente/frio, esse recurso ainda é pouco explorado pelos
consumidores, mesmo já presente em aparelhos comercializados no mercado brasileiro.
“Muitas pessoas
têm o equipamento em casa e não sabem que ele também pode aquecer o ambiente”,
afirma Romenig Magalhães, supervisor de Pesquisa e Desenvolvimento da Gree. “É
uma funcionalidade que amplia bastante o uso do produto ao longo do ano.”
Como
funciona na prática
Diferentemente
do modo tradicional de resfriamento, o aquecimento no ar-condicionado ocorre
por meio do chamado ciclo reverso, que inverte o funcionamento do sistema.
Na prática, o
equipamento passa a captar o calor do ar externo tranferindo para o ambiente
interno, elevando a temperatura do cômodo.
“É o mesmo princípio
do resfriamento, mas operando de forma invertida. O sistema continua sendo
eficiente, principalmente em regiões onde o frio não é extremo”, explica o
especialista.
Funciona
bem no Brasil?
Apesar de não
substituir sistemas de calefação em países com inverno rigoroso, o recurso
atende bem à realidade climática brasileira, especialmente em regiões Sul e
Sudeste durante o outono e o inverno.
“O ar-condicionado
com função quente/frio foi pensado justamente para climas mais amenos. Ele
entrega conforto térmico sem a necessidade de equipamentos adicionais”, afirma
Magalhães.
Segundo o
especialista, o desempenho pode variar conforme a temperatura externa, mas, na
maior parte dos cenários brasileiros, o funcionamento é plenamente adequado
para uso residencial.
Alternativa
prática e mais integrada
Outro ponto
positivo é a praticidade. Como o aquecimento já está integrado ao equipamento,
não há necessidade de instalar ou ligar dispositivos extras, como aquecedores
portáteis. Além disso, modelos com tecnologia inverter tendem a operar com
maior eficiência energética, mantendo a temperatura estável e evitando picos de
consumo.
“O mesmo
benefício que existe no resfriamento vale para o aquecimento: funcionamento
mais contínuo, menor variação de temperatura e mais conforto no ambiente”,
destaca.
Por
que pouca gente usa?
Mesmo
disponível, a função ainda passa despercebida por muitos usuários, seja por
desconhecimento ou por associação automática do ar-condicionado ao frio.
“Existe uma
percepção cultural de que o ar-condicionado serve apenas para resfriar. Aos
poucos, isso vem mudando, mas ainda há espaço para informação”, avalia
Magalhães.
Vale
a pena usar a função aquecimento?
Para quem já
possui um modelo quente/frio, o recurso pode ser uma solução simples para dias
mais frios, sem custo adicional de equipamento. A recomendação é utilizar
temperaturas moderadas, evitando extremos, e manter a manutenção do aparelho em
dia para garantir o bom funcionamento em qualquer modo.
“O importante é
entender que o ar-condicionado pode ser um aliado o ano inteiro. Quando bem utilizado,
ele oferece conforto tanto no calor quanto no frio”, conclui o especialista.
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