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quinta-feira, 14 de março de 2024

Hcor: casos de dengue registrados neste ano já são o triplo de 2023

O hospital já diagnosticou a doença em 204 pessoas em 2024, enquanto, no ano passado inteiro, foram 77

 

O constante crescimento do número de infectados pela dengue no Brasil preocupa as autoridades de todas as esferas. Atualmente na segunda posição entre os estados com maior número de contaminações, São Paulo já registrou quase 240 mil casos prováveis. Na capital, os últimos dados divulgados pela prefeitura (21 de fevereiro) revelavam que seis distritos já superavam a taxa de 300 casos por 100 mil habitantes, índice utilizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para indicar uma epidemia. 

Só no Hcor, de 1º de janeiro a 7 de março de 2024, foram registrados 204 casos de dengue. O número deste início de ano já é três vezes maior do que o computado em 2023 inteiro, que foi de 77. “Se analisarmos o mesmo período, a situação fica ainda mais alarmante, uma vez que tivemos apenas três casos de dengue nos primeiros meses de 2023, o que representa um crescimento de 6.800% neste ano”, explica a Dra. Suzana Alves da Silva, médica e coordenadora do Núcleo de Inteligência do Hcor. 

A maioria dos pacientes diagnosticados pelo hospital é mulher (53%), com uma média de idade de 54 anos. Destas 204 pessoas positivadas para dengue, 171 realizaram o exame após darem entrada no Pronto-socorro da instituição e cerca de 16% foram hospitalizadas. Até o momento, não foi registrado nenhum óbito. 

A expectativa é que a curva de contaminações comece a cair nas próximas semanas. No ano passado, foram registrados casos até junho. Depois, os números voltaram a crescer em novembro. No entanto, para frear a doença é fundamental usar repelente, evitar água parada e aderir à vacinação, assim que for disponibilizada para o seu grupo”, reforça a Dra. Suzana. Atualmente, o imunizante é oferecido para adolescentes de 10 a 14 anos.

 

Hcor

 

Obesidade, um dos principais fatores de risco da doença renal crônica, tem aumento de 72% em 13 anos, aponta estudo

 

Condição pode gerar hipertensão e diabetes, comprometendo a função dos rins

 

Um dos mais preocupantes fatores de risco para doença renal crônica (DRC) vem crescendo expressivamente no Brasil. A obesidade registrou aumento de 72% em 13 anos na população adulta, segundo dados do Ministério da Saúde reunidos no Mapa da Obesidade da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO). 

O levantamento mostra que mais de 20% dos brasileiros adultos[i] estão obesos e 55,4% estão acima do peso. O excesso de peso é caracterizado pelo Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou maior do que 25, enquanto a obesidade requer IMC superior a 30. O índice é calculado pela divisão do peso (kg) pelo quadrado da altura (m). 

Com o aumento da massa corporal, o nível de trabalho dos rins cresce na mesma proporção. Assim, eles podem atingir uma sobrecarga, trabalhando mais para filtrar o sangue e comprometendo seu pleno funcionamento. 

Além disso, pessoas com sobrepeso e obesidade possuem maior tendência em apresentar outras doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Ambas contribuem para a saturação da função renal, danificando os rins. 

A hipertensão, o diabetes e a obesidade são classificadas como Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), que respondem por cerca de 36 milhões ou 63% das mortes no mundo[ii]

“A combinação desses três fatores de risco pode facilitar a formação de placas de gordura, que atrapalham o fluxo de sangue nas artérias. Com esse fluxo comprometido, os rins são sobrecarregados, ocasionando a doença renal crônica”, explica Bruno Zawadzki, diretor médico da DaVita Tratamento Renal, líder em serviços de diálise no Brasil. 

Dados do Censo de Diálise (2023) da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) apontam mais de 157 mil pessoas em tratamento de diálise por ano. A diálise é uma das terapias renais substitutivas quando os rins apresentam um grau elevado de perda de função. 

Desses pacientes em tratamento, 30% estão com sobrepeso e 15% apresentam obesidade graus I e II. 

A melhor forma de cuidar da saúde renal é desenvolver bons hábitos de saúde. Movimentar o corpo praticando exercícios que melhorem a função vascular como a musculação e exercícios aeróbicos auxiliam de maneira significativa a saúde dos rins. 

A alimentação também pode ser uma forte aliada na prevenção da DRC. Para auxiliar no controle das pedras nos rins, do diabetes e da pressão arterial elevada, a alimentação deve ser focada na ingestão de frutas, verduras, vegetais, legumes, grãos integrais e na diminuição do consumo de açúcares, carnes vermelhas, ultraprocessados e bebidas alcoólicas.

 

Dia Mundial do Rim e a importância do diagnóstico precoce

O Dia Mundial do Rim é celebrado anualmente em mais de 150 países sempre na segunda quinta-feira do mês de março e tem como tema central em 2024 a “SAÚDE DOS RINS (& exame de creatinina) PARA TODOS: porque todos têm o direito ao diagnóstico e acesso ao tratamento[iii]”. 

Assim como testes de urina e glicose, o exame de creatina é uma das principais formas de monitorar a saúde dos rins. 

Por se tratar de uma substância produzida pelos músculos e dispensada apenas pelos rins, a creatinina serve como um parâmetro para detectar doenças renais. Isso acontece porque o seu funcionamento se dá de maneira bastante semelhante a um marcador, afinal, quando há uma desordem neste órgão, o seu nível sobe. 

Por ser uma condição que muitas vezes é silenciosa, é importante buscar orientação médica e se atentar aos sintomas de cansaço, inchaço nos olhos, pés e tornozelos, vontade de urinar várias vezes durante a noite, mal-estar e urina espumosa ou com sangue e pressão alta de início recente. 



[i] Mapa da Obesidade - Abeso
[ii] Doenças Renais Crônicas (DRC) — Ministério da Saúde
[iii] Dia Mundial do Rim | SBN


Cirurgia de catarata alivia glaucoma, indica pesquisa

 

 Pesquisa revela que a cirurgia de catarata diminui o uso de colírios no glaucoma de ângulo aberto e a pressão do glaucoma de angulo fechado. Entenda.

 

A cirurgia de catarata pode diminuir a pressão intraocular e o uso de colírio de quem tem glaucoma. É o que mostram duas pesquisas: Uma publicada na Nature que reuniu 53 participantes com glaucoma de ângulo fechado. Outra do American Journal of Ophthalmology com 623 participantes e glaucoma de ângulo aberto.

 

Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, presidente do Instituto Penido Burnier, dados da SBG (Sociedade Brasileira de Glaucoma) mostram que o glaucoma atinge 2,5 milhões de brasileiros e provoca a perda gradativa do campo visual conforme danifica o nervo óptico.  “Na minha prática diária já ouvi muitos pacientes com glaucoma dizer que não podem operar a catarata” comenta. Não é bem assim. “Dependendo da condição do olho indico cirurgia combinada de glaucoma e catarata” pontua.

 

Queiroz Neto ressalta que quando fecha o ângulo entre a íris (parte colorida) e o cristalino os sinais de alerta que indicam emergência médica são: ânsia de vômito, dor súbita nos olhos, enxergar flashes de luz, muitas moscas volantes e pontos pretos. A anatomia dos olhos também sofre alterações:


·         Espessamento do cristalino decorrente da catarata.


·         Bloqueio pupilar relacionado a medicamentos ou outros problemas de saúde.


·         Espessamento das bordas da íris, parte colorida do olho que se move para frente.


·         Combinação de várias dessas alterações, principalmente entre orientais.

 

Os 53 participantes com glaucoma de ângulo fechado que participaram da pesquisa publicada na Nature passaram por cirurgia de catarata e aferição da   pressão intraocular de todos sentados, deitados de lado e de bruços. Isso porque, a pressão interna dos olhos é maior quando estamos sentados do que deitados. Três meses depois da cirurgia que substituiu o cristalino espesso e rígido por uma lente intraocular fina e flexível, a aferição indicou forte queda da pressão intraocular.

 

Menos colírio

A pesquisa publicada no American Journal of Ophthalmology que submeteu à cirurgia de catarata 96 dos participantes revela o procedimento pode ser adotado como tratamento de suporte no tratamento do glaucoma primário de ângulo aberto. Isso porque,  dois anos depois este grupo permaneceu usando menos colírio e a pressão intraocular não manteve a mesma queda do primeiro ano pós-cirúrgico.

Queiroz Neto afirma que nos casos em que a doença está muito avançada, ainda que a espessura do cristalino com catarata influencie na pressão interna do olho, sua substituição por uma lente intraocular pode não ser suficiente para controlar a doença.

 

Causas da catarata

O oftalmologista afirma que quem tem catarata enxerga o mundo como se estivesse vendo através de uma janela embaçada pela degeneração do cristalino. Muitos pacientes, observa, acreditam que é só trocar os óculos. “De fato, a troca frequente de óculos é um dos sintomas da catarata que na maioria dos casos é decorrente do envelhecimento.  Pode também ser causada por lesões, uso contínuo de corticoide, antidepressivo ou estatina, diabetes, obesidade, falta de óculos com proteção UV no sol, hábito de fumar ou tomar bebidas alcoólicas”, comenta

 

Como é a cirurgia

Se você tem medo de operar, saiba que a cirurgia é indolor, segura, feita com anestesia tópica (colírio) e no mesmo dia o paciente recebe alta. O cirurgião explica que por um pequeno corte na borda da córnea, o ultrassom aspira o cristalino opaco e a lente intraocular é colocada no olho.  A remoção da catarata permite que uma quantidade maior de luz penetre nos olhos e esta alteração melhora a autoestima, humor, sono e cognição. Por isso e porque a catarata madura torna a cirurgia mais perigosa por não permitir que o oftalmologista enxergue as alterações no fundo do olho, não é recomendado adiar a cirurgia que pode melhorar a qualidade de vida inclusive em quem tem degeneração macular.

 

Prevenção

Embora a catarata seja inevitável com o passar do tempo, você pode adiar o desenvolvimento incluindo alimentos antioxidantes como a uva e folhas verde escuro, frutas e legumes na sua dieta. Outra dica do oftalmologista é passar por consulta oftalmológica periodicamente para detectar qualquer alteração em sua visão logo no início. Praticar esportes também ajuda a proteger toda a sua saúde, inclusive dos olhos, desde que você tenha o cuidado de usar lentes com filtro ultravioleta em atividades sob o sol. Manter o controle de seu peso, diabetes e outras condições também ajudam a preservar sua visão e qualidade de vida, conclui.

 

Mieloma Múltiplo: segundo tipo de câncer hematológico mais comum entre a população geralmente é descoberto em estágio avançado

  

Doença é considerada altamente letal quando descoberta tardiamente; Especialista alerta para sintomas iniciais como cansaço e dor óssea, que muitas vezes são confundidos como sinais comuns de envelhecimento
 

Apesar de considerado raro, o Mieloma Múltiplo é o segundo câncer hematológico mais frequente entre a população mundial. No Brasil, estima-se que a cada ano sejam diagnosticados cerca de 7 mil novos casos. No mundo, segundo os dados mais recentes da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2020 a neoplasia foi responsável por 176.404 diagnósticos. 

De acordo com a Dra. Mariana Oliveira, onco-hematologista da Oncoclínicas São Paulo, esse é o tumor maligno mais comum em pessoas acima de 60 anos. Geralmente, os sintomas iniciais costumam ser: cansaço, fraqueza e dor óssea, o que muitas vezes pode ser confundido com sinais de envelhecimento. 

“O diagnóstico, por conta disso, acaba sendo feito após complicações mais severas, como fraturas nos ossos, surgimento de infecções, anemia e perda da função renal”, explica a especialista. Por ter causas desconhecidas, Mariana comenta que não existem formas comprovadas de prevenção do mieloma, por isso a atenção a qualquer alteração na saúde é uma das principais recomendações para que o diagnóstico aconteça ainda na fase inicial da doença. 

“Nosso corpo dá sinais quando algo não vai bem e por isso é sempre importante salientar que mudanças que afetam nossa rotina e bem estar devem ser investigadas. A detecção precoce do câncer é essencial para o sucesso das condutas terapêuticas”, reforça.
 

Prevenção de mieloma múltiplo

Como alternativa para prevenir a doença, a Dra. Mariana Oliveira explica que é importante evitar a exposição a substâncias que aumentem o risco do desenvolvimento de mieloma múltiplo. 

“É fundamental manter uma dieta saudável e o controle de peso, evitando assim a obesidade e possíveis consequências inflamatórias no organismo. Esse é um fato que pode afastar o risco de mieloma múltiplo”, explica.
 

Diagnóstico e tratamento do Mieloma 

O diagnóstico pode ser feito a partir de exame de sangue (hemograma), radiografia, tomografia e/ou ressonância magnética. Dependendo do quadro clínico de cada paciente, pode ser necessária uma biópsia da medula óssea, feita a partir da retirada de um fragmento do osso da bacia para análise em laboratório e um mielograma. 

O tratamento de mieloma múltiplo deve ser iniciado tão logo os pacientes manifestem sintomas, já que em pessoas assintomáticas não se obteve até o momento resultados que se mostrem eficazes no controle da condição. “A quimioterapia é o tratamento mais comum, mas há ainda alternativas com o uso de medicamentos inibidores que atacam as células doentes diretamente e ainda a imunoterapia, que consiste em usar as próprias células de defesa do paciente, modificadas em laboratório, para reconhecerem o ‘inimigo’ e se tornarem capazes de combater esses alvos específicos”, explica a Dra. Mariana Oliveira. Em caso de recidivas - volta do mieloma múltiplo depois do tratamento - podem entrar na abordagem medicamentos imunomoduladores. 

Já quanto ao transplante autogênico de células-tronco periféricas, o tratamento pode ser indicado para os pacientes com menos de 65 anos e os resistentes à quimioterapia. É feita uma terapia primária pré-transplante com a administração de um agente alquilante, que vai eliminar as células neoplásicas/anormais. Ao mesmo tempo, podem ser utilizados quimioterápicos e irradiação total do corpo. 

Por fim, deve haver atenção ao tratamento de suporte, ou seja, de sintomas físicos que possam prejudicar a qualidade de vida e a saúde do paciente. Ele pode auxiliar a manter os ossos fortalecidos, reduzindo a dor óssea, a hipercalcemia e a incidência de fraturas. 



Oncoclínicas&Co.
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Retenção de líquidos: o que é, causas, sintomas e 5 dicas para eliminar o problema

 

Especialista explica como identificar o acúmulo de água dentro dos tecidos e aponta o que deve ser feito para resolver a retenção de forma rápida e fácil


A retenção de líquidos nada mais é do que o acúmulo de água em excesso dentro dos tecidos. Ela acontece quando um ou mais fatores interferem nos mecanismos que controlam a entrada e a saída destes fluídos das células, e provoca o inchaço em áreas específicas ou até mesmo no corpo todo.

A retenção ocorre, principalmente, pelo excesso de consumo de sal (sódio), de produtos industrializados e de álcool, além do sedentarismo e de ficar sentado por muito tempo. O uso de determinados remédios também pode interferir na capacidade dos vasos de impedir a saída de água.

“Para saber se houve um aumento de volume nessas regiões, basta reparar se surgiram marcas de roupas pelo corpo, dos sapatos, das meias ou da calça. Também é possível pressionar a pele com o próprio dedo para ver se surge algum sulco. Se você encontrar uma marca, é porque seu corpo está retendo líquido”, afirma Monica Marques, sócia e diretora técnica da Cia Athletica.

Além destes sintomas, a especialista também aponta que é possível observar uma sensação de peso onde ocorre a retenção, um leve desconforto e um aumento no brilho da pele. Algumas pessoas sentem ainda que a retenção de líquido engorda, porque, de fato, há um acúmulo de água que causa aumento de peso.

As mulheres são as mais afetadas por esse problema. “Isso ocorre em razão das alterações hormonais, seja no período pré-menstrual, na menopausa ou na gravidez. Para completar, algumas mulheres percebem o aparecimento de celulites nas regiões com inchaço”, diz Marques.

A especialista listou cinco dicas que ajudam a eliminar a retenção de líquido de forma rápida e fácil. Confira.


1) Beber mais água ou chá diurético: Ingerindo cerca de 2 litros de água por dia, os rins funcionam corretamente, assim como as células, e o organismo consegue manter os níveis de sódio sob controle. Tomar chás também estimula a ingestão de água, sendo que alguns (como salsinha, cavalinha, hibisco, chá verde e dente-de-leão) ainda potencializam a produção de urina, colaborando mais para o fim do acúmulo.


2) Cuidar da alimentação: Diminuir a quantidade de sal na comida e evitar produtos processados, que elevam o nível de sódio no sangue, é o primeiro passo. Aumentar a quantidade de alimentos ricos em água, como frutas e legumes, também favorece o bom funcionamento do organismo.


3) Realizar alongamentos: Ao ficar muito tempo parado, em pé ou sentado, o sangue não consegue circular adequadamente. Exercícios de alongamento estimulam a circulação sanguínea e, consequentemente, o fluxo de líquidos pelo corpo. Isso também ajuda a diminuir os níveis de insulina e glicemia, que são agentes que causam a retenção de líquidos.


4) Fazer atividade física: A contração de diversos músculos conduz o excesso de líquido para fora das células, que é eliminado na forma de urina, além de estimular a circulação sanguínea. Praticar exercícios regularmente também traz muitos benefícios para a mente.


5) Drenagem linfática: Este procedimento auxilia o corpo a eliminar o excesso de líquido e toxinas, por meio de uma massagem corporal. Os movimentos drenam a água até os gânglios linfáticos, que são pequenas estruturas responsáveis por filtrar o líquido do sangue.

  

Companhia Athletica

5 causas mais comuns de perda de xixi

 A uroginecologista e especialista em saúde da mulher, explica o que pode causar incontinência urinária, quais os tipos e como tratá-la. 


A perda involuntária de urina ainda é um assunto muito estigmatizado, principalmente pelas mulheres. De acordo com a pesquisa “Menstruação e escapes de xixi”, mais de 80% das brasileiras não conversam com médicos ou amigos sobre o tema por vergonha. 

Neste Dia da Incontinência Urinária, Plenitud®, marca-líder em roupa íntima descartável para incontinência urinária da Kimberly-Clark, esclarece quais os níveis, as possíveis causas e soluções para quem vive com a condição. 

"A incontinência urinária afeta milhares de mulheres, mas ainda é cercada por vários estigmas. É fundamental quebrarmos essas barreiras e promovermos um diálogo aberto sobre essa questão tão relevante para a saúde e o bem-estar. Ao falar sobre a incontinência urinária, capacitamos as pessoas a encontrarem soluções adequadas para viver uma vida plena e sem constrangimentos." diz Marisa Cazassa, gerente executiva de Marketing, da Kimberly-Clark no Brasil.

 

O que provoca a incontinência? 

A médica uroginecologista e especialista de Plenitud® dra. Lilian Fiorelli esclarece “A incontinência urinária pode ser desencadeada por uma série de fatores, incluindo fraqueza dos músculos do assoalho pélvico, danos nos nervos que controlam a bexiga e condições médicas como diabetes e infecções urinárias. Além disso, certos hábitos de vida, como o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o hábito de segurar a urina por períodos prolongados, também podem contribuir para o desenvolvimento da condição”.

 

As 5 causas mais comuns são: 

  1. Fraqueza dos músculos do assoalho pélvico: Esses músculos desempenham um papel importante no suporte dos órgãos pélvicos, incluindo a bexiga. Quando estão mais fracos, podem resultar em vazamento de urina, especialmente durante atividades que exercem pressão sobre a região, como tossir, espirrar, correr ou levantar pesos. 
  1. Gravidez e parto: Durante a gravidez, o útero exerce pressão sobre a bexiga, o que pode resultar em um aumento da frequência urinária e, em alguns casos, vazamento involuntário de urina. O parto vaginal também pode contribuir principalmente se ocorrerem lesões nos músculos do assoalho pélvico durante o processo. 
  1. Hábitos de vida não saudáveis: Fatores como tabagismo, consumo excessivo de álcool e obesidade podem aumentar o risco de incontinência urinária. Por isso, é importante manter uma alimentação saudável e uma rotina de exercícios físicos. 
  1. Condições médicas: Algumas doenças podem estar relacionadas aos escapes devido à interferência no funcionamento normal do órgão, como a diabetes por exemplo, que quando mal controlada pode alterar o funcionamento dos nervos da bexiga e levar à incontinência urinária.” 
  1. Infecção do trato urinário: Essa condição é comum devido a presença de bactérias na bexiga que podem irritar a mucosa, resultando em uma sensação de urgência e frequência urinária, o que pode levar a episódios de vazamento involuntário. 

 

Quais os tipos de incontinência? 

Incontinência de esforço: É o tipo mais comum e ocorre quando há perda de urina ao tossir, espirrar, rir, levantar pesos ou praticar atividades físicas.

 

Incontinência de urgência: Caracteriza-se pela intensa necessidade de urinar, muitas vezes resultando em escapes involuntários de urina antes de chegar ao banheiro. 

Incontinência mista: É uma combinação de incontinência de esforço e de urgência, na qual o indivíduo pode ter vazamento de urina tanto em atividades físicas quanto devido à urgência de urinar. 

Incontinência funcional: Decorre de problemas físicos ou mentais que dificultam a capacidade de uma pessoa de chegar ao banheiro a tempo, como doenças neurológicas, demência ou limitações de mobilidade. 

Incontinência por transbordamento: Caracteriza-se pela incapacidade da bexiga de se esvaziar completamente, levando ao vazamento constante de pequenas quantidades de urina.

 

Quando procurar um médico? 

Perder urina não é normal. Qualquer situação de escape de xixi indica a necessidade de consultar um especialista. Além disso, em casos de dor ou desconforto ao urinar e alterações na cor, odor ou volume da urina é recomendado a visita ao seu médico. 

Um médico especializado, como um urologista, ginecologista ou uroginecologista, pode realizar uma avaliação para determinar a causa da incontinência e recomendar o tratamento mais adequado, que pode variar de mudanças no estilo de vida a medicamentos e cirurgia.

 

 Kimberly-Clark (NYSE: KMB)

visite o site.

 

Mais de 90 milhões de casos de insuficiência renal são registrados no Brasil, em 2023

Especialista do Instituto RIM de Rondônia ressalta importância da conscientização dos sintomas das doenças renais

 

Com a chegada do Dia Mundial do Rim, nesta quinta-feira, 14 de março, toda a atenção se volta para a importância da saúde renal e os desafios enfrentados por milhões de pessoas em todo o mundo por causa das doenças reanais. De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2023 foram registrados cerca de 90 milhões de casos de insuficiência renal em atendimentos ambulatoriais no Sistema Único de Saúde (SUS). No mesmo levantamento, foram contabilizados 17.430 milhões de atendimentos para tratamento com nefrologistas na rede pública, representando um aumento de 4,40% em relação a 2022, quando ocorreram 16.695 milhões de registros.

 

Os rins, responsáveis por filtrar resíduos e toxinas do sangue, regular os níveis de eletrólitos e manter o equilíbrio hídrico, desempenham um papel vital em nosso corpo. As doenças renais constituem um problema de saúde significativo, podendo afetar pessoas de todas as idades.

 

Entre as principais doenças renais, destacam-se o cálculo renal, que ocorre quando cristais se formam nos rins devido, principalmente, à falta de água no corpo. Outro problema é a doença policística renal, que é uma doença genética em que surgem muitos cistos nos rins, que acabam por ocupar todo o órgão, prejudicando seu funcionamento.

 

Os rins podem sofrer agravos muito intensos em decorrência de situações como desidratação profunda, infecções graves, grandes cirurgias, infarto agudo do miocárdio, perdendo a capacidade de funcionar adequadamente de forma transitória ou permanente. Aos primeiros 3 meses desta perda de capacidade de função dá-se o nome de lesão renal aguda (IRA). Se não houver melhora ou se o agravo ocorre lentamente, ao longo de meses a anos, fazendo com que os rins não funcionem adequadamente, teremos o diagnóstico de doença renal crônica, que se divide em 5 estágios, de acordo com a sua gravidade.

 

Segundo a especialista em nefrologia e coordenadora do Instituto RIM de Rondônia da Santa Casa de Chavantes, Dra. Mariana Menegusso Nogueira, entre os principais sinais de alerta de problemas nos rins estão inchaço nas pernas ou no rosto, cólica renal, infecção urinária (caracterizada por ardor ao urinar), dor lombar acompanhada de febre, urina com odor desagradável ou turva, dificuldade ou vontade frequente de urinar, presença de sangue na urina e fraqueza ou palidez inexplicada na pele, que não pode ser atribuída a outras causas. Pessoas com hipertensão e diabetes estão entre os principais fatores de risco da doença renal crônica.

 

"A prevenção é fundamental quando se trata de saúde renal. É importante manter um estilo de vida saudável, incluindo uma dieta equilibrada, hidratação adequada e evitar o uso excessivo de medicamentos sem prescrição médica. Além disso, é crucial realizar o exame de dosagem da creatinina, que tem como objetivo de avaliar a função e performance dos rins, visto que nem sempre as doenças renais apresentam sintomas. Busque assistência médica em qualquer sinal de alerta”, orienta a especialista.

 

O tratamento das doenças renais pode variar dependendo da condição específica e da gravidade. Em casos menos graves, mudanças no estilo de vida e medicamentos podem ser suficientes para controlar a doença. No entanto, em casos mais avançados, pode ser necessário recorrer a terapias mais intensivas, incluindo diálise ou transplante renal.



Dia Mundial do Rim: Diagnóstico precoce de doença renal crônica pode salvar vidas

Foto: Acervo Sabin
 
Exames de dosagem de ureia e creatinina são os principais meios de rastreamento de uma doença nos rins

 

A saúde renal é um componente crucial do bem-estar humano, mas, muitas vezes, é ignorada até que problemas significativos se manifestem. Um dos mais comuns é a chamada “doença renal” (seja ela aguda ou crônica), que pode levar à insuficiência renal.

A condição em sua forma grave atinge mais de 10 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde (MS). A boa notícia é que, com o diagnóstico correto e intervenção médica adequada, a enfermidade pode ter os efeitos reduzidos.

Sintomas como alterações na urina, fadiga, dificuldade de concentração, perda de apetite, anemia e alteração na pressão arterial podem indicar problemas renais. A detecção precoce é a chave para evitar a progressão da doença renal crônica.

O tema ganha especial atenção nesta quinta-feira, 14, quando é celebrado o Dia Mundial do Rim. A data foi criada pela Sociedade Internacional de Nefrologia e busca promover a conscientização sobre a crescente presença de doenças renais em todo o mundo.

O órgão do corpo humano é responsável, por exemplo, por limpar todas as impurezas e toxinas do nosso organismo, regular a água e manter o equilíbrio de substâncias minerais.

Embora tenham similaridades, a doença renal aguda (DRA) e a doença renal crônica (DRC) possuem importantes diferenças na causa, duração e progressão. A primeira é caracterizada por uma redução súbita e reversível da função renal, causada por fatores como isquemia, obstrução ou medicações nefrotóxicas. A segunda é uma perda progressiva e irreversível da função renal, que pode levar à insuficiência renal terminal e necessidade de diálise ou transplante.

 

Diagnóstico

A bioquímica e coordenadora técnica científica do Sabin Diagnóstico e Saúde, Luciana Figueira, explica que os exames de dosagem de ureia e creatinina são os principais meios de rastreamento de uma doença nos rins. “É a partir destes exames de sangue que o nefrologista pode descobrir alguma possível doença renal, pois quando os rins não funcionam corretamente ocorre um acúmulo dessas substâncias no sangue e isso aparece nos resultados”, afirma.

Segundo a profissional, os exames devem ser feitos, no mínimo, anualmente ou a critério do médico. Isso porque, a depender do paciente, pode ser necessário realizar mais de uma vez no mesmo período. Mesmo pacientes acometidos pela doença renal crônica podem precisar de exames para avaliar a evolução da condição.

Outra opção muito indicada por médicos é o exame de urina, que identifica infecções do trato urinário, doenças renais e condições sistêmicas. “Quando são identificadas alterações, outros exames complementares de diagnóstico podem ser solicitados, a fim de descobrir a origem do problema”, esclarece a bioquímica.

De acordo com o Ministério da Saúde, a progressão lenta da doença permite que o organismo se adapte à diminuição da função renal. Desta forma, sintomas da condição podem surgir tardiamente, quando o rim já perdeu até 90% da função. Daí a importância de verificar a saúde dos rins com a frequência indicada pelo médico.

Os principais sinais da doença renal crônica são: aumento do volume e alteração da cor da urina; fadiga; dificuldade de concentração; perda de apetite; sangue e espuma na urina; incômodo ao urinar, anemia e alteração na pressão arterial.

 

Prevenção

A prevenção à doença renal crônica passa por adotar hábitos saudáveis de vida. Isso inclui manter uma dieta balanceada, com baixo teor de sódio e açúcar, e rica em frutas, vegetais e grãos integrais. Controlar a pressão arterial e o nível de açúcar no sangue, além de manter um peso saudável, também são fundamentais.

Além disso, evitar o consumo excessivo de álcool e não fumar são medidas importantes. Também é crucial se manter hidratado, praticar exercícios regularmente e realizar exames de rotina para monitorar a função renal, especialmente se houver fatores de risco, como histórico familiar de doenças renais, diabetes ou hipertensão.



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Dia Mundial do Rim: SBPC/ML reforça campanha da SBN e alerta sobre a importância do exame de creatinina na saúde renal

 Em 14 de março, celebramos o Dia Mundial do Rim, e neste ano, a campanha está dedicada à promoção da equidade no acesso ao diagnóstico e tratamento da Doença Renal Crônica (DRC). A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML) une forças com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) nesse empenho. 

A campanha de 2024 busca ampliar o acesso ao exame de creatinina, um procedimento acessível, custando em média R 11, e coberto por planos de saúde. Maria Gabriela, médica patologista clínica e especialista da SBPC/ML, explica que a dosagem de creatinina pode ser determinante para sinalizar problemas renais em estágios iniciais. 

"A avaliação da creatinina no sangue é um indicador crucial da saúde renal e para a progressão da doença crônica renal, que afeta mais de 150 mil pessoas no Brasil, reforçou, acrescentando que esse é um exemplo de como a patologia clínica tem papel essencial no diagnóstico precoce de doenças, especialmente da doença renal, notoriamente silenciosa e raramente manifesta sinais antes de atingir estágios avançados. 

De acordo com Maria Gabriela, embora existam opções mais precisas, como o teste de Cistatina C, a medição de creatinina é uma opção acessível que deve ser solicitada anualmente por profissionais de saúde em check-ups regulares. "Este simples hábito pode fazer a diferença entre a detecção precoce e a evolução silenciosa da doença renal", ressaltou a patologista clínica da SBPC/ML.
 

Monitoramento Renal e Diagnóstico Precoce

O acompanhamento da função renal é crucial para identificar precocemente possíveis problemas. Um aumento nos níveis de creatinina no sangue indica dificuldade dos rins em filtrar essa substância muscular, sinalizando a necessidade de exames adicionais para o diagnóstico definitivo da doença renal crônica, considerando-se elevado, em geral, quando ultrapassa 1,2mg/dL em homens e 1,0mg/dL em mulheres – este valor pode variar ligeiramente entre os laboratórios. 

Além da creatinina, que reflete a taxa de filtração glomerular estimada, a ureia é outro exame importante, sendo resultados anormais frequentemente os primeiros indícios de uma doença renal. Estes dois exames são dosados no sangue, em uma simples coleta venosa, e não requerem jejum para sua realização. Para completar o rastreio de doença renal na população em geral, recomenda-se também a análise da urina para verificar a presença de hemácias, leucócitos ou proteínas. Em pacientes com doenças que sabidamente predispõem a doença renal, como diabetes ou hipertensão arterial, a pesquisa anual de microalbuminúria é essencial para detectar lesões renais iniciais. 

O acompanhamento periódico dos níveis sanguíneos de ureia e creatinina é vital para pacientes com lesão renal, auxiliando no monitoramento da evolução da doença. Doenças renais também podem impactar os níveis de cálcio, fósforo e eletrólitos no sangue e na urina. O hemograma avalia a anemia decorrente da falta de eritropoietina, hormônio renal estimulador da produção de hemácias. A proteinúria é utilizada para avaliar o tratamento na síndrome nefrótica, enquanto o paratormônio (PTH) pode estar elevado em doenças renais. 

Nestes casos, é utilizado o clearance de creatinina, ou depuração da creatinina, um exame utilizado para o monitoramento mais preciso da função renal – e é a dosagem é realizada no sangue e na urina. Este tipo de coleta de urina exige alguns cuidados: higienização adequada, descarte da primeira urina do dia e a coleta de amostras ao longo de 24 horas, armazenadas em um frasco fornecido pelo laboratório. Em alguns casos, o especialista pode orientar restrições alimentares no dia anterior ao ciclo de coleta.


Evento
Com o propósito de conscientizar sobre os riscos da DRC e sublinhar a importância do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento renal, a médica patologista clínica e coordenadora do Comitê Pré/Pós-analítico da SBPC/ML, Maria Gabriela de Lucca, conduzirá uma live, às 19h30, no próprio Dia Mundial do Rim, em conjunto com o médico nefrologista João Fernando Picollo.

A live apresentará discussões valiosas sobre a saúde dos rins, além de reforçar a conscientização sobre a relevância dos exames para monitoramento da função renal. A dosagem de creatinina, quando alta, indica que os rins podem não estar funcionando adequadamente, permitindo a identificação precoce de possíveis problemas.

  

SBPC/ML - Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial


SUS terá teste molecular para detecção de HPV em mulheres

Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) celebra a inclusão da nova testagem para o enfrentamento do câncer do colo do útero no país

 

No mês de conscientização sobre o câncer do colo do útero, uma importante iniciativa nacional foi criada para ajudar a enfrentar a doença que afeta mais de 17 mil pessoas por ano, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Trata-se da incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) do teste molecular de detecção do Papilomavírus Humano (HPV), o principal causador do câncer de colo do útero, também chamado de câncer cervical.

A novidade foi publicada no Diário Oficial da União na semana passada. Segundo o Ministério da Saúde, enquanto a forma atual de rastreio do HPV, por meio do exame conhecido popularmente como Papanicolau, deve ser realizada a cada três anos e, em caso de detecção de alguma lesão, de forma anual, a testagem proposta pela tecnologia incorporada é recomendada para ser feita a cada cinco anos. “Essa mudança traz melhor adesão e facilita o acesso ao exame”, informa a pasta.

Para especialistas da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), a inclusão do novo teste é mais um avanço na prevenção do câncer do colo do útero, já que mais de 90% dos casos da doença estão ligados ao HPV.

Segundo o INCA, 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas, sendo que esta porcentagem pode ser maior nos homens. Atualmente, a estimativa é que entre 25% e 50% da população adulta feminina e 50% da população adulta masculina mundial estejam infectadas pelo HPV.

“Apesar dos esforços de rastreamento, o câncer do colo do útero segue sendo um problema de saúde pública no País. O rastreamento de Papanicolau é uma estratégia eficaz, no entanto, não atingiu seu potencial em países de baixa e média renda, como o Brasil. Novas estratégias de rastreamento são necessárias e o HPV DNA já se mostrou mais simples e pode ser a solução para este desafio”, comenta a oncologista clínica e Presidente Eleita da SBOC (Gestão 2025), Dra. Angélica Nogueira,

O novo teste é realizado por meio da coleta de material do colo/vagina - da mesma forma que o Papanicolau - e consegue identificar a presença do DNA do vírus no trato genital feminino. “O teste molecular é altamente sensível e é uma ferramenta fundamental para redução da incidência e mortalidade por câncer do colo do útero. Lembrando que no Brasil o câncer do colo do útero é a terceira neoplasia mais incidente entre as mulheres, com mais de 17 mil novos casos diagnosticados por ano”, afirma a coordenadora do Comitê de Tumores Ginecológicos da SBOC, Dra. Andreia Melo.


Consumo excessivo de carne vermelha e alimentos processados estão entre as principais causas de câncer de intestino

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Em 2023, ocorreram cerca de 1,1 milhão de novos casos da doença maligna 


O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, é uma doença que se desenvolve no cólon ou no reto. Ele ocorre quando as células dessas áreas sofrem mutações genéticas, começam a crescer de forma descontrolada e formam tumores malignos. 

Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de cólon e reto ocupam a terceira posição entre os tipos de câncer mais frequentes no Brasil. 

Entre os homens, em 2023, ocorreram cerca de 1,1 milhão de novos casos, com um risco estimado de 23,40 casos a cada 100 mil homens. Entre as mulheres, 865 mil casos novos, sendo o segundo tumor mais frequente, com taxa de incidência de 16,20 casos a cada 100 mil mulheres, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). 

O Dr. Thiago Assunção, oncologista especializado em câncer de cólon do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC), comenta sobre as causas: “Dentre as principais causas, podemos citar a idade, ingestão excessiva de carnes vermelhas e alimentos processados, obesidade, consumo de álcool e tabaco, história familiar de câncer de cólon, passado de pólipos em exames prévios e síndromes genéticas-hereditárias específicas”, diz. 

Nos últimos dez anos, houve um aumento de 64% no número de internações por câncer de intestino. A pesquisa foi realizada pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG). 

“A melhor prevenção para esses casos é manter uma atividade física regular cinco vezes por semana (ao menos 30 min por dia, uma dieta rica em vegetais, grãos integrais, frutas e fibras (a chamada dieta mediterrânea) e realizar o screening com colonoscopia quando indicado pelo seu médico”, afirma o Dr. Assunção. 

Nos últimos anos, as evidências para a antecipação do exame de colonoscopia se tornaram mais fortes, sobretudo tendo em vista o aumento da incidência desta doença em pacientes mais jovens. Dessa forma, hoje, se indica o início do rastreamento aos 45 anos para a grande maioria da população. 

Segundo o Dr. Thiago, tem crescido o entusiasmo para a imunoterapia em cenários bem específicos e ainda o uso de pesquisa de DNA tumoral na circulação, para indicar, contra-indicar e ainda avaliar a resposta do tratamento oncológico. 

“Os cânceres colorretais tiveram avanços em seu tratamento nos últimos anos. Hoje, conseguimos estratificar melhor os pacientes com base nos seus perfis moleculares e indicar tratamentos personalizados, direcionados para alterações específicas. Se identificado precocemente, temos taxas de cura superiores a 95%.”, finaliza o oncologista do IPC.

 

Instituto Paulista de Cancerologia (IPC)

 

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