Doença é considerada altamente letal
quando descoberta tardiamente; Especialista alerta para sintomas iniciais como
cansaço e dor óssea, que muitas vezes são confundidos como sinais comuns de
envelhecimento
Apesar de considerado raro, o Mieloma Múltiplo é o segundo câncer
hematológico mais frequente entre a população mundial. No Brasil, estima-se que
a cada ano sejam diagnosticados cerca de 7 mil novos casos. No mundo, segundo
os dados mais recentes da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer da
Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2020 a neoplasia foi responsável por
176.404 diagnósticos.
De acordo com a Dra. Mariana Oliveira, onco-hematologista da
Oncoclínicas São Paulo, esse é o tumor maligno mais comum em pessoas acima de
60 anos. Geralmente, os sintomas iniciais costumam ser: cansaço, fraqueza e dor
óssea, o que muitas vezes pode ser confundido com sinais de envelhecimento.
“O diagnóstico, por conta disso, acaba sendo feito após
complicações mais severas, como fraturas nos ossos, surgimento de infecções,
anemia e perda da função renal”, explica a especialista. Por ter causas
desconhecidas, Mariana comenta que não existem formas comprovadas de prevenção
do mieloma, por isso a atenção a qualquer alteração na saúde é uma das
principais recomendações para que o diagnóstico aconteça ainda na fase inicial
da doença.
“Nosso corpo dá sinais quando algo não vai bem e por isso é sempre
importante salientar que mudanças que afetam nossa rotina e bem estar devem ser
investigadas. A detecção precoce do câncer é essencial para o sucesso das
condutas terapêuticas”, reforça.
Prevenção de mieloma múltiplo
Como alternativa para prevenir a doença, a Dra. Mariana Oliveira
explica que é importante evitar a exposição a substâncias que aumentem o risco
do desenvolvimento de mieloma múltiplo.
“É fundamental manter uma dieta saudável e o controle de peso, evitando
assim a obesidade e possíveis consequências inflamatórias no organismo. Esse é
um fato que pode afastar o risco de mieloma múltiplo”, explica.
Diagnóstico e tratamento do Mieloma
O diagnóstico pode ser feito a partir de exame de sangue (hemograma),
radiografia, tomografia e/ou ressonância magnética. Dependendo do quadro
clínico de cada paciente, pode ser necessária uma biópsia da medula óssea,
feita a partir da retirada de um fragmento do osso da bacia para análise em
laboratório e um mielograma.
O tratamento de mieloma múltiplo deve ser iniciado tão logo os
pacientes manifestem sintomas, já que em pessoas assintomáticas não se obteve
até o momento resultados que se mostrem eficazes no controle da condição. “A
quimioterapia é o tratamento mais comum, mas há ainda alternativas com o uso de
medicamentos inibidores que atacam as células doentes diretamente e ainda a
imunoterapia, que consiste em usar as próprias células de defesa do paciente,
modificadas em laboratório, para reconhecerem o ‘inimigo’ e se tornarem capazes
de combater esses alvos específicos”, explica a Dra. Mariana Oliveira. Em caso
de recidivas - volta do mieloma múltiplo depois do tratamento - podem entrar na
abordagem medicamentos imunomoduladores.
Já quanto ao transplante autogênico de células-tronco periféricas,
o tratamento pode ser indicado para os pacientes com menos de 65 anos e os
resistentes à quimioterapia. É feita uma terapia primária pré-transplante com a
administração de um agente alquilante, que vai eliminar as células
neoplásicas/anormais. Ao mesmo tempo, podem ser utilizados quimioterápicos e
irradiação total do corpo.
Por fim, deve haver atenção ao tratamento de suporte, ou seja, de sintomas físicos que possam prejudicar a qualidade de vida e a saúde do paciente. Ele pode auxiliar a manter os ossos fortalecidos, reduzindo a dor óssea, a hipercalcemia e a incidência de fraturas.
Oncoclínicas&Co.
Para mais informações, acesse Link
Nenhum comentário:
Postar um comentário