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quinta-feira, 14 de março de 2024

Conheça as três tendências para fortalecer a cultura das empresas em 2024

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Flexibilidade e combate ao assédio são direções apontadas por consultoria especialista em equidade, inclusão e gênero

 

Para 66% dos executivos e gestores, a cultura organizacional das empresas é tão importante quanto as estratégias e o modelo operacional (PWC, 2021). Nesse cenário, a Think Eva, consultoria especialista em equidade e gênero no mercado corporativo, reuniu as tendências e ações necessárias para que as organizações fortaleçam suas culturas e avancem para ambientes mais diversos, inclusivos e prósperos. 

Para Nana Lima, Diretora da Think Eva, não há dúvidas de que o que vai levar os negócios a novos patamares de criatividade e desempenho será a pluralidade. “Falar de cultura organizacional e impacto positivo em 2024 é falar de ambientes inclusivos, colaborativos e livres de assédio, racismo, machismo ou qualquer tipo de preconceito”, explica. Abaixo, a organização cita três atitudes para que as empresas possam transformar sua cultura, visando mais equidade de gênero, inclusão e oportunidades:



1. Mais do que ser diverso, ser inclusivo

De acordo com pesquisa da McKinsey & Company, empresas com diversidade étnica e racial têm 35% mais chances de ter rendimentos acima da média do seu setor. Ainda segundo o estudo, organizações com diversidade de gênero têm 15% a mais de chances de ter rendimentos acima da média. A maioria das empresas já entende a importância de terem um quadro diverso de colaboradores, mas muitas ainda têm dificuldade em ir além do processo seletivo e, de fato, incluir no dia a dia pessoas de diferentes raças, gêneros, bagagens, sotaques, entre outros. A Think Eva reforça que ter vagas afirmativas e eliminar vieses inconscientes é um dos primeiros passos rumo à pluralidade. Além das contratações, é preciso reformular reformular a estrutura institucional para que a organização não apenas valorize, mas potencialize essa pluralidade, construindo ambientes livres de machismo, racismo, transfobia e outros tipos de preconceito, promovendo também trilhas diversas de carreiras e possibilidades de desenvolvimento.
 

2. Flexibilidade amplia oportunidades
Rotinas de trabalho com modelos híbridos ou de trabalho remoto com jornadas mais flexíveis, ampliam oportunidades, especialmente para as mulheres, que são responsáveis por outras jornadas relacionadas ao trabalho de cuidado - maternidade e economia do cuidado - então, para elas, esses modelos de trabalho significam muito mais do que flexibilidade. Além de aumentar a produtividade dos funcionários no dia a dia, formatos mais flexíveis podem potencializar a motivação para gerar mais resultados.

 

3. 2024 é o ano do trabalho sem assédio
Para que a inclusão seja real, o primeiro passo é ter um ambiente livre de assédio e fértil para a equidade acontecer. Segundo dados da Think Eva coletados em conjunto com o LinkedIn, 47% das mulheres relatam já terem sido vítimas dessa violência; dessas, 1 em cada 6 pede demissão. Visando propor soluções e dar os primeiros passos para o combate ao assédio, a Think Eva desenvolveu dois projetos: uma ferramenta em conjunto com a SafeSpace, a Matriz Trabalho Sem Assédio, que realiza um diagnóstico para as empresas com base em uma matriz exclusiva. O resultado mostra quais organizações estão no perfil de iniciantes e não cumprem os requisitos mínimos da legislação até as que já estão no patamar de inovadores, para empresas que assumem os compromissos do combate ao assédio de maneira constante e profunda.
 

Além disso, criou o curso Trabalho Sem Assédio, feito em parceria com a SPUTNiK e a Perestroika, que traz conceitos e práticas para conscientizar colaboradores, gestores e lideranças sobre o combate ao assédio. “As organizações que serão mais bem-sucedidas são as que conseguirem construir culturas que inspirem pertencimento, flexibilidade e oportunidades, quebrando padrões antigos e inserindo pessoas que, historicamente, sofrem com as desigualdades do mercado”, destaca Nana Lima.

 

Qual a importância do ESG na indústria química?

 

Não há como negar que o ESG tem se tornado cada vez mais comum no mundo empresarial. A sigla de Environmental, Social and Governance (meio ambiente, social e governança), tem estado no topo de prioridades de líderes e gestores, uma vez que o conceito se tornou símbolo de comprometimento e responsabilidade social, reforçando sua importância em diversos segmentos, dentre eles, a indústria química.

Tendo em vista a amplitude de atividades industriais que o nosso país executa, muitas das vezes, não nos damos conta da presença da indústria química no nosso dia a dia. Desde medicamentos, fertilizantes, cosméticos e, até mesmo, itens de limpeza, esses são apenas alguns exemplos de como esse setor tem uma ampla participação e influência em outros segmentos.

Não à toa, de acordo com a Abiquim (Associação Brasileira de Indústrias Químicas), a indústria química brasileira é a 6ª maior do mundo. Além disso, segundo um relatório da plataforma de inovação Distrito, o segmento é considerado o mais inovador do país, tendo um desempenho de 87% em inovação, superior a outros ligados diretamente ao uso de tecnologia.

Os dados mostram que este, sem dúvidas, é um setor promissor e repleto de oportunidades. No entanto, não podemos de deixar de falar sobre os desafios que acometem a indústria química, como a disponibilidade de matéria-prima que, muitas das vezes, acabam sendo importadas elevando o seu custo, além da constante cobrança da sociedade acerca da sua atuação perante o combate e redução dos impactos ambientais nas atividades.

Nessa jornada, o ESG age como um importante método e recurso para guiar as organizações nesse caminho. Afinal, embora a temática de sustentabilidade possa parecer algo simples de ser realizado, de nada adianta o seu entendimento, sem que haja um direcionamento correto durante as etapas fabris – o que traz à tona a importância dos outros termos que compõem o conceito: a governança e o social.

Isso é, como citado anteriormente, a indústria química atua como um importante fio condutor para os demais setores, o que eleva ainda mais a sua responsabilidade e importância da agenda ESG em suas operações. Até porque, além de auxiliar o setor no que condiz a adoção de processos em prol da sustentabilidade, o conceito também atua como uma importante diretriz no gerenciamento e mitigação de riscos e perdas, bem como favorecer a construção de uma imagem positiva.

Contudo, precisamos enfatizar que, para que o ESG possa ser aplicado de forma assertiva, é fundamental que os processos sejam modernizados e aprimorados, a fim de obter maior controle operacional. Quanto a isso, sim, a tecnologia se destaca por ser o método efetivo que ajuda no maior controle de qualidade e monitoramento dos processos.

E, em se tratando que o setor está sujeito a uma gama de regulamentações governamentais e a constantes auditorias de qualidade, torna-se imprescindível ter um sistema rigoroso que auxilie em tomadas de decisões e eventuais consultas. Nesse aspecto, um importante passo é a implementação de um ERP. Afinal, com a centralização dos processos, é facilitado o maior controle e monitoramento das atividades, assim como em avaliar se as atividades estão ou não em conformidade com a legislação e, principalmente, implementar a agenda ESG.

Embora a indústria química tenha totalizado um faturamento líquido de R$ 834,9 bilhões em 2023, registrando uma queda de 16% em comparação ao ano anterior, segundo dados do relatório da Abiquim, ainda sim, este segue como um setor com altas oportunidades de crescimento.

Deste modo, a agenda ESG permanece como um importante passo rumo a esse objetivo e, quando conciliada à diretrizes estratégicas assertivas, melhores serão os resultados. Por isso, mais do que almejar recuperar o crescimento em um mercado competitivo, a indústria química brasileira precisa ter como foco manter sua sobrevivência. E, para isso, andar em conformidade com as atuais pautas e estabelecer processos, seguem como excelentes abordagens para o desempenho do setor.




Patricia Pereira - Head de Manufatura (Chemicals Industry) do Grupo INOVAGE.

Grupo INOVAGE


Golpes digitais ganham mais eficiência com o uso Inteligência Artificial

Wanderson Castilho, perito em crimes digitais, explica o papel da inteligência artificial no aumento dos números de golpes que utilizam IA e de que modo ela atua como aliada da Desinformação. Veja:   

 

Com o aumento do tempo em que as pessoas ficam conectadas ao celular e a necessidade cada vez maior de produzir e gerar conteúdo em redes sociais, famosos e anônimos estão fornecendo tranquilamente, subsídios para golpistas digitais. Para o perito em crime eletrônico Wanderson Castilho, a inteligência artificial tem sido cada vez mais usada para manipular vídeos e áudios verdadeiros. “Com muito conteúdo disponível na Internet, os criminosos digitais conseguem se aproveitar desse material bruto para criarem conteúdo falso que parece autêntico. As imagens, a voz e as informação contidas em publicações são extraídas da Internet para criar material enganoso, muitas vezes usado para disseminar desinformação, promover golpes ou até mesmo difamar indivíduos. E o pior, parecendo muito real” – alerta. 

A recente onda de golpes envolvendo personalidades destaca a necessidade de conscientização sobre os riscos da exposição excessiva online. E este não é apenas um problema enfrentado por figuras públicas, mas é um alerta para todos. “A exposição excessiva nas redes sociais e em outras plataformas online pode tornar qualquer um de nós vulnerável a ataques similares. Fotos, vídeos e informações pessoais compartilhadas indiscriminadamente podem ser usadas de maneiras prejudiciais e perigosas”, salienta Castilho. 

Em uma pesquisa recente realizada pela Hootsuite, o brasileiro fica em média 9 horas e 29 minutos por dia conectado à internet, ou seja, existe muita informação sendo colocada e retirada de contexto.

Marcos Mion, Luciano Huck, Celso Russomano, Ana Maria Braga e o médico Dráuzio Varella, entre outros, Já foram alvos de criminosos que se aproveitam do fácil acesso a conteúdo sobre essas figuras públicas para enganar internautas desavisados. 

De acordo com o relatório mais recente da Europol, (entidade europeia que atua no combate ao crime organizado internacional) os golpes cibernéticos impulsionados por IA aumentaram em mais de 40% nos últimos dois anos, realçando a urgência de abordar essa questão de forma proativa. Segundo o Perito em Crimes Digitais, Wanderson Castilho, a Inteligência Artificial é um dos maiores desafios para este ano seguida pela vulnerabilidade em redes IoT (Internet of Things) e a exploração em massa de RaaS (Ransomware as a Service). 

Abaixo, o Perito destaca algumas dicas de como evitar esses tipos de golpes: 

Fique atento: tenha consciência que esse tipo de golpe existe e desconfie de qualquer tipo de conteúdo em vídeo, áudio ou imagem; 

Use o telefone ou fale pessoalmente: na dúvida se é realmente a pessoa que está interagindo por uma chamada de vídeo ou em um vídeo use o telefone e ligue direto para aquele contato ou tente falar com ele pessoalmente; 

Atenção aos detalhes: análise detalhes de movimentações dos olhos e da boca, eles podem indicar algumas inconsistências e falta de naturalidade; 

Qualidade da conexão: se a imagem ou o som parecem perfeitos demais, ou, ao contrário, artificialmente distorcidos, pode ser um sinal; 

Perguntas específicas: faça perguntas a respeito de situações que só você e a pessoa vivenciaram ou criem uma frase, ou palavra-chave para confirmar a autenticidade de quem está do outro lado da chamada; 

Mude de assunto: se você suspeitar que algo está errado durante uma ligação ou chamada de vídeo, tente mudar de assunto, perguntando como está no trabalho. Muitos golpistas acabam desligando nessas situações; 

Atenção redobrada em pedidos de dinheiro: casos que envolvam pedidos de dinheiro, seja por PIX ou outras transferências eletrônicas, redobre a atenção. Nesses casos existe uma chance muito grande de ser um golpe. 

“É comum o uso da IA para elaboração de vídeos ou áudios (deep-fake), que apoiam golpes de engenharia social. Além disso, a Inteligência artificial vem sendo utilizada para aperfeiçoar malwares inteligentes e até mesmo quebrar senhas”, alerta o especialista, que destaca também. “Identificar golpes com IA é um assunto complexo, que depende do reconhecimento de padrões, da compreensão dos métodos usados por algoritmos para explorar vulnerabilidades e da detecção de atividades suspeitas e desvios de padrões usuais dentro de uma rede, finaliza Wanderson Castilho.

 

Wanderson Castilho - Com mais de 5 mil casos resolvidos, o perito cibernético e físico, utiliza estratégias de detecção de mentiras e raciocínio lógico para interpretar os algoritmos dos crimes digitais. Autor de quatro livros importantes no segmento e há 30 anos no mercado, Wanderson Castilho refaz os passos dos criminosos virtuais para desvendar a metodologia empregada no crime digital. Certificado pelo Instituto de Treinamento de Analise de Comportamento (BATI) da Califórnia, responsável por treinar mais de 30 mil agentes policiais, entre eles profissionais do FBI, CIA e NSA ). Também possui certificados em Certified Computing Professional – CCP – Mastery, Expert in Digital Forensics, é membro da ACFE (Association of Certified Fraud Examiners ). E sua recente certificação como Especialista em investigação de criptomoedas pelo Blockchain Intelligence Group, ferramenta usada pelo FBI, o coloca hoje em um patamar de um dos maiores profissionais em crimes digitais do mundo sendo um dos especialistas mais cotados para resolver crimes cibernéticos.

 

Governo de SP investe mais de R$ 800 milhões e entrega 951 obras em escolas e creches

Reformas e construções beneficiaram unidades que atendem a 560 mil alunos; Em 2024, estão previstas mais 2 mil obras



O Governo de São Paulo entregou 951 obras em escolas e creches entre janeiro de 2023 e fevereiro deste ano. Essas unidades atendem diariamente a mais de meio milhão de alunos de 274 cidades paulistas. Nessas entregas, foram investidos mais de R$ 800 milhões.

 

No estado, as intervenções em prédios escolares podem ser executadas de duas formas: controladas e acompanhadas pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação, a FDE, órgão responsável pelas obras da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), ou por meio de convênios com as prefeituras.

 

Além da construção e reformas completas de creches e escolas estaduais, há ainda reformas de quadras, cozinhas, refeitórios e salas de aula, além da revitalização de fachadas, intervenções em telhados e adequações para acessibilidade.

 

O presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, Jean Pierre Neto, destaca que, para este ano, estão previstas outras 2.000 obras em unidades escolares no estado. “Esse número é uma meta que temos para o ano de 2024 e é uma meta totalmente atingível. A gente já está com aproximadamente mil obras em andamento, 615 em fase de contratação e outras várias em fase preparatória para a licitação”, explica.

 

Na comparação com o ano de 2022, apenas em 2023 houve aumento de 54% no total de entregas pelo Governo do Estado e de cerca de 64% no aporte financeiro. 


Nos primeiros 14 meses de gestão, o Governo do Estado de São Paulo entregou 31 creches, com orçamento de mais de R$ 55 milhões. Com essas unidades, foram criadas quase 4 mil novas vagas.



A verdade sobre a tributação no Brasil

 O Brasil cobra de todos os contribuintes (pessoas físicas e jurídicas) sediados no território nacional, cerca de 33,71% do valor de todos os bens e serviços produzidos no país. Esse percentual coloca a nação na 14ª posição entre aquelas com maior carga tributária do planeta.

Paradoxalmente, o Brasil registra um dos piores índices mundiais de retorno dos impostos em serviços para o bem-estar da população. Vergonhosamente, há décadas permanece estagnado na última posição do Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade (IRBES) entre 30 países analisados e pontuados numa equação que inclui carga tributária, Produto Interno Bruto (PIB) e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). 

Além de manter a enorme disparidade entre a cobrança de impostos e a devolução dos serviços públicos, o governo brasileiro ainda gasta muito mais do que arrecada, ignorando um princípio básico da economia.

O resultado desse desequilíbrio é extremamente danoso. Para fechar suas contas, o governo é forçado a buscar recursos nas instituições bancárias, contraindo novas dívidas e pagando juros expressivos, num círculo vicioso responsável pelo aumento da dívida pública.

Em 2023, as receitas do governo mais uma vez não foram suficientes para pagar todas as despesas. O ano finalizou com a dívida pública alcançando 74,3% do PIB de R$ 10,9 trilhões, ou seja, R$ 8,1, trilhões em valores nominais. Com juros de mercado entre 9,5% a 10,5% ao ano, a rolagem dessa dívida custou aos cofres públicos R$ 870 bilhões, no mínimo.

Esmiuçando, o governo geral (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) tem consumido 33,71% do PIB (referente à arrecadação tributária), mais 1,20% do PIB (receitas relativas a dividendos, outorgas, alienações de bens e outras fontes), 2,12% (déficit primário) e outros 8% do PIB em encargos financeiros. Somando tudo, essas despesas superam 45% do PIB.

É muito preocupante, ainda, o aumento do déficit apesar do crescimento de 2,9% do PIB em 2023. No ano anterior – 2022 - registramos os mesmos 2,9% de crescimento do PIB, porém com superávit primário de R$ 47 bilhões. Pioramos, então. É incompreensível que, mesmo com PIB maior e com as despesas superando 45% do PIB, o Brasil tenha investido apenas e tão somente ridículos 2,3% dessa riqueza gerada, sendo que à União coube investimento de apenas 0,3% do PIB. O povo brasileiro, enfim, tem de pagar a conta mesmo recebendo muito pouco de retorno em bem-estar social, comparativamente ao sacrifício a que é submetido.

O futuro não se vislumbra mais positivo. Os especialistas apontam que, em 2024, o crescimento do PIB não repetirá o desempenho de 2023 e dificilmente vai superar 2,1%. Isso implicará em receitas menores e, mantidas as despesas nos níveis atuais (cenario improvável face os reajustes salariais ora em discussão), haverá mais endividamento ou maior cobrança de tributos. Ou as duas coisas juntas.

É preciso considerar, ainda, os custos indiretos assumidos compulsoriamente pelos contribuintes em razão da precariedade dos serviços públicos essenciais. Como o Estado não cumpre com sua obrigação, resta ao cidadão comprometer parte de sua renda com o pagamento de plano privado de saúde, apólices de seguro, segurança patrimonial/pessoal, e escolas privadas para os menores até 17 anos. Não se trata de luxo, mas de esforço individual diante da realidade nacional dos elevados índices de criminalidade (homicídios, roubos e furtos), deficiência do sistema de saúde e precária educação pública, esta comprovada pela 66ª posição no ranking mundial do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos - 2022) e pela 8ª colocação entre os países da América Latina.

As injustiças do governo não terminam aí. Basta lembrar que é solenemente ignorada a necessidade de se fazer a correção anual das tabelas do Imposto de Renda Pessoa Física. Ao não fazer a correção anual plena, o governo está tributando inflação, que sabidamente não é renda e nem consta na relação de tributos estabelecidos pela Constituição Federal de 1988.

Hoje, o limite de isenção é rendimento mensal de até R$ 2.824,00, porém deveria ser de até R$ 4.650,00 para a correção total da defasagem acumulada por anos. Se fosse aplicada a correção inflacionária, de 92% a 93% dos trabalhadores com carteira assinada e autônomos passariam a gozar de isenção do Imposto de Renda.

Apenas com essa medida o governo colocaria em curso um grande projeto social e distributivo de renda. Não se trataria de bondade desse ou daquele governante, mas sim uma obrigação e efetivo cumprimento da Constituição Federal. Os reajustes esporádicos e em percentual muito aquém da defasagem praticados pelos últimos governos nada resolvem e nunca eliminarão a injustiça tributária. É preciso seguir os ensinamentos de Rui Barbosa: “Com a lei, pela lei, e dentro da lei; porque fora da lei não há salvação”.

Mais preocupante é constatar que essa situação ainda poderá vir a ser agravada pelos projetos de lei que regulamentarão a reforma tributária, pauta do Congresso Nacional ainda no primeiro semestre.

O grau de injustiças praticadas pelo poder público permite ao brasileiro se questionar se ele não está sendo visto apenas como uma fonte de receita do governo federal, sempre disposto a tirar mais e mais dele. Estamos bem próximos do ponto em que o país terá somente contribuintes e não cidadãos-contribuintes, como deve ser. E isso não é bom para ninguém.

 

Samuel Hanan - engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”. Site: https://samuelhanan.com.br


O cliente no centro: Dia do Consumidor reforça a busca constante pela qualidade do atendimento

 Para a maioria dos consumidores, a boa relação com o vendedor pode superar aspectos como preço e forma de pagamento

 

Seja nas lojas físicas ou no comércio on-line, uma coisa é certa: os consumidores têm cada vez mais possibilidades de manterem uma conexão direta com quem está do outro lado do balcão e exigirem que seus direitos sejam respeitados quando estão adquirindo um produto ou serviço. Na semana em que se comemora o Dia do Consumidor (15/03), quando muitas empresas se preparam para lançar promoções e aumentar as vendas, é preciso lembrar de quem está no centro de qualquer negócio: o cliente.

“A confiança é o principal fator de compra”, assegura Leonardo Tahan Bittencourt, empreendedor digital de Brasília (DF). Para ele, esse atributo pode ser construído quando a empresa investe na comunicação com o cliente, realmente busca ouvir o que ele tem a dizer e consegue resolver suas necessidades no curto prazo. “É aquele atendimento personalizado e diferenciando, quando quem está vendendo um produto ou serviço me escuta e se interessa em entender a minha necessidade, muitas vezes ofertando algo além do que estou buscando”, explica Leonardo.

Também ouvida pela reportagem da Agência Sebrae de Notícias, a agrônoma Kelly Andraus, da capital federal, reforça que o atendimento é fator crucial para fidelizar o consumidor, mais do que outros aspectos, como preço e forma de pagamento, por exemplo. “Em um pequeno negócio, procuro por profissionais que de fato sabem o que estão vendendo, independentemente de ser produto ou serviço. Às vezes, a pessoa é simpática, mas não domina o que está vendendo”, garante. E acrescenta: “Quando conheço um lugar onde a mão de obra é muito boa, eu geralmente fico fiel. Nem penso em outro”.

No outro extremo do atendimento, a empresária Ticyane Chyarelly assegura que ouvir o cliente trouxe mudanças valiosas para o negócio. Ela é sócia de uma academia em Natal, no Rio Grande do Norte, e fala sobre a importância do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC). “É mais que apenas um ponto de contato entre nós e os alunos. Eu acho que é a espinha dorsal do nosso relacionamento com eles. É através do SAC que a gente consegue entender as suas necessidades, ouvir as preocupações, os problemas”, detalha a empreendedora. “No fim das contas, o SAC permite que a gente tenha uma comunicação aberta e transparente com todos os alunos, que ajuda a construir muita confiança. Acredito que toda empresa, obrigatoriamente, precisa ter esse serviço disponível.”

A Pesquisa Dores dos Pequenos Negócios, divulgada pelo Sebrae em 2023, atesta que captar e fidelizar clientes ainda é desafio para os empreendedores, que também estão mais preocupados em dar ao cliente uma boa experiência de compra e veem a necessidade de agregar valor ao produto para fidelizar o público, saindo assim da busca por preço. “O bom momento da economia brasileira que tivemos em 2023 traz novas perspectivas e desafios para os donos de pequenos negócios. A alta do PIB, a queda da inflação, o aumento da oferta de emprego, entre outros indicadores, trouxeram uma retomada do poder de compra das famílias. Com isso, os empreendedores precisam ter em mente que preço não é o único aspecto que vai definir a decisão de compra do consumidor”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima.

“Os empresários passaram a entender que é fundamental, além de ter uma equipe bem treinada, acompanhar as tendências e modernizar a empresa, melhorando a tecnologia para atender melhor. Qualidade é a questão-chave. Para além do comportamento adotado pelos donos de pequenos empreendimentos para conseguir fidelizar clientes, é crucial para o consumidor exigir informações claras e precisas sobre produtos e serviços”, acrescenta Décio. “Só assim é que o cliente pode tomar decisões mais fundamentadas e conscientes. É um comportamento que também cria uma competição mais justa no mercado, onde a qualidade e o preço são os principais determinantes do sucesso, em vez de táticas enganosas ou espúrias de marketing”, destaca.


A origem do Dia do Consumidor

A data comemorativa surgiu na década de 1960, nos Estados Unidos, em resposta aos abusos cometidos por empresas em relação aos seus clientes. Em discurso no dia 15 de março de 1962, o presidente norte-americano John Kennedy ressaltou os ganhos e contribuições que uma relação justa entre empresas e consumidores pode oferecer. Nasceu então a data dedicada à conscientização dos consumidores sobre seus direitos e a importância de exigir produtos e serviços de qualidade.

O Sebrae oferece cursos para a capacitação de empreendedores com foco no melhor atendimento aos clientes. Confira! 


Dia do Consumidor, um momento pra pensar nos seus direitos (15/03)

 Como a busca pelo correto auxilia o público e as empresas 

 

Agora em março no dia 15 comemoramos o Dia do Consumidor, e nesta data, é importante relembrar nos direitos que o consumidor possui frente a possíveis irregularidades na relação de fornecimento de produtos e serviços.

Pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) revelam que muitos consumidores hesitam em buscar seus direitos por acreditarem que seus esforços serão em vão ou por desconhecerem os mecanismos de reclamação. Este cenário evidencia a necessidade de informação e educação sobre os direitos garantidos por leis, como dito pela advogada especialista no direito do consumidor Caroline Wilzeski "o primeiro passo para garantir os direitos do consumidor é conhecê-los. O CDC estabelece uma série de garantias, incluindo, mas não se limitando a: proteção contra publicidade enganosa e abusiva, direito à informação clara e adequada sobre os produtos e serviços, proteção contra métodos comerciais coercitivos ou desleais, além de facilitar a defesa de seus direitos, incluindo a reparação de danos."

Este texto é um convite à reflexão sobre as responsabilidades e as escolhas conscientes de compra, incentivando os consumidores a reivindicarem seus direitos em situações de insatisfação ou má prestação de serviços. Ficam destacadas essas cinco dicas essenciais para assegurar esses direitos:

1.Conheça seus direitos: A Lei n. 12.291/2010 exige que cada estabelecimento comercial disponibilize pelo menos um exemplar do CDC, assegurando o direito à informação, segurança, proteção de dados, qualidade do produto ou serviço e reparação em caso de danos.

2.Guarde as provas: Documentos como nota fiscal, contratos, recibos, e-mails e mensagens trocadas com fornecedores são cruciais para suportar uma reclamação ou ação judicial.

3.Tente resolver o problema diretamente com a empresa: Priorize o contato com os canais de atendimento ao cliente para uma solução rápida. Muitas empresas oferecem SAC e ouvidoria para atender reclamações.

4.Faça uma reclamação nos órgãos de defesa do consumidor: Caso a tentativa direta falhe, instituições como o Procon estão prontas para mediar o conflito, podendo inclusive aplicar sanções às empresas infratoras.

5.Busque orientação jurídica: Em questões mais complexas ou não resolvidas pelos órgãos de defesa, a assistência de um advogado especializado pode ser necessária para ajuizar uma demanda.

Com a expansão do mercado e o desenvolvimento das relações de consumo, o CDC se mantém como um instrumento vital para a segurança e orientação dos clientes. Fazendo uso desse código e seguindo as dicas mencionadas, os consumidores não só protegem seus interesses, mas também promovem práticas comerciais mais justas e equilibradas

 


Caroline Wilzeski - Advogada
carolinewilzeski.adv
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caroline@wilzeskiadvocacia.com.br
wilzeskiadvocacia.com.br
Avenida República Argentina, 1336, Sala 1615, Água Verde, Curitiba/PR.

 

Dia do Consumidor: Dicas essenciais para ficar atento

De acordo com os dados levantados pela Nuvemshop, os e-commerce registraram um aumento significativo de 31% nas vendas

 

O Dia do Consumidor, celebrado na sexta-feira, dia 15 de março, é uma ocasião esperada por muitas pessoas, muitas lojas estão trabalhando com descontos e promoções tentadoras. Desde a segunda-feira (11), alguns empreendedores iniciam suas estratégias promocionais, estendendo a comemoração até o final de semana. Mas é preciso ficar atento.

 

Para as pequenas e médias empresas, a data revelou-se especialmente lucrativa. De acordo com os dados levantados pela Nuvemshop, os e-commerces desses segmentos registraram um aumento significativo de 31% nas vendas durante o período festivo deste ano.


No entanto, é essencial estar ciente de que nem todas as ofertas são vantajosas. André Minucci, mentor de empreendedores, compartilhou algumas orientações para que os consumidores não sejam lesados:

 

Promoções Falsas: Para o especialista, algumas empresas elevam os preços de seus produtos na véspera da data comemorativa e, em seguida, os reduzem para criar a ilusão de desconto.

“É importante fazer uma pesquisa sobre o produto antes de efetuar o pagamento. Também é necessário ressaltar que essa prática constitui publicidade enganosa, sendo proibida por lei, e as lojas podem ser penalizadas por tal comportamento”, orienta André. 

Produtos com Defeito: Alguns comerciantes optam por colocar em promoção itens que tem algum defeito. De acordo com André, esses produtos danificados devem ser claramente identificados e explicados aos clientes antes da conclusão da compra. “Se o consumidor não estiver ciente do estado do produto, a empresa pode ser sujeita a penalidade”, comenta.


 

Você sabia?

 

Com o aumento das compras pela internet, especialmente durante períodos de promoções como este, é importante garantir que suas informações pessoais e financeiras estejam protegidas. Aqui estão algumas dicas adicionais para garantir a segurança nas compras online:


1.    Verifique a segurança do site: Antes de inserir qualquer informação pessoal ou financeira em um site, verifique de que ele seja seguro. Procure pelo ícone de um cadeado na barra de endereço e verifique se o URL começa com "https://" - o "s" significa seguro.

 

2.    Utilize métodos de pagamento seguros: Opte por utilizar métodos de pagamento seguros, como cartões de crédito com proteção contra fraudes. Evite fazer pagamentos por meio de transferências bancárias diretas, boletos ou serviços de pagamento não reconhecidos.

 

Além desses alertas, é fundamental que os consumidores estejam atentos a outras armadilhas que podem surgir durante esse período de ofertas. Além disso, para os empreendedores começar uma mentoria empresarial pode ser uma ferramenta valiosa que o ajudarão a avançar em seus negócios.


“Por exemplo, é importante verificar as políticas de devolução e troca de produtos do seu comércio, garantindo que os direitos do consumidor sejam respeitados mesmo em meio às promoções”, diz André.


Além disso, é importante conhecer os direitos do consumidor, garantindo assim uma experiência de compra mais segura e satisfatória. “essencial para evitar transtornos em situações de conflito com os fornecedores”, destaca André.

 

Em suma, o Dia do Consumidor, celebrado em 15 de março, é uma oportunidade para aproveitar ofertas e descontos especiais, mas é importante agir com cautela e discernimento. “Pesquisar, comparar preços, verificar a qualidade dos produtos e estar ciente dos direitos do consumidor são medidas essenciais para uma experiência de compra positiva e livre de contratempos”, comenta. 



Semana do Consumidor: 21% dos brasileiros pretendem aproveitar a data para renovar a mobília de casa

 Arquiteto dá dicas para economizar e redecorar a casa com pouco dinheiro

 

A Semana do Consumidor de 2024 acontece entre os dias 11 e 15 de março. Durante este período, os brasileiros podem aproveitar as promoções e cupons de desconto oferecidos pelos e-commerces para adquirir itens desejados com menor preço. O evento é considerado a segunda maior data do ano que impulsiona as vendas do varejo no Brasil, ficando atrás apenas do fim do ano, da Black Friday e da comemoração do Natal. 

Segundo uma pesquisa realizada pela Méliuz, empresa de cashback e pagamentos, 47,3% dos brasileiros têm a intenção de realizar alguma compra significativa no mês de março. Dentro desse grupo, 21,2% planejam aproveitar a Semana do Consumidor para comprar móveis ou itens de decoração. 

"Ano após ano, percebemos um aumento no interesse dos consumidores pelas promoções da data, que vem se consolidando como uma 'Black Friday' do primeiro semestre. Nossa pesquisa com os usuários mostrou que mais pessoas conhecem a data e se preparam para comprar não só no Dia do Consumidor, mas durante todo o mês de março, gerando a demanda por um verdadeiro festival de ofertas", afirma Gabriel Loures, Diretor de Growth do Méliuz. 

Essa tendência não influencia apenas o varejo, mas também tem um impacto positivo no setor de serviços, como o aumento da demanda por montadores de móveis. Thiago Gramari, Diretor de Comunicação Institucional do GetNinjas, aplicativo de contratação de serviços, destaca que os serviços de montagem de móveis são uns dos mais solicitados pelos consumidores na plataforma. "Observamos um pico significativo de demanda em dezembro, possivelmente devido à Black Friday e o Natal. Nos últimos 3 anos, a procura nesse período aumentou em média 56% em relação a novembro", explica Gramari.  

O executivo antecipa um crescimento adicional na busca por esse tipo de serviço em 2024, impulsionado pela crescente popularidade do Dia do Consumidor e pelos descontos oferecidos. “Este serviço é fundamental para aqueles que buscam renovar a mobília de suas casas”, comenta. Além disso, ele destaca que essa tendência já pôde ser notada nos últimos três anos, concentrando em março um aumento médio de 11% em relação aos meses de fevereiro. 

Ainda de acordo com a plataforma, só no início deste ano, a procura por serviços de montagem de móveis registrou um aumento de 20,9% em janeiro, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Quanto aos preços desses serviços, a média no quarto trimestre de 2023 variou entre R$131,00 e R$181,00. 

Outro serviço que ganha destaque neste período é o de Arquiteto, que tem sido cada vez mais solicitado na plataforma. Em janeiro, houve um crescimento de 69% em comparação com o mesmo período do ano anterior, e em fevereiro um aumento de 75% em comparação com 2023. 

Para Adalto Mateus, engenheiro e arquiteto que presta serviços pelo GetNinjas, pesquisar preços e referências de estilos é fundamental para quem deseja aproveitar a Semana do Consumidor para adquirir móveis ou renovar a decoração de casa. 

“As principais tendências para criar uma atmosfera mais acolhedora em casa envolvem paredes com tons mais suaves, como branco ou cinza, além de janelas de blindex, que proporcionam maior ventilação. Para quem busca uma sensação de amplitude, o segredo está em investir em espaços integrados, como sala conjugada com copa e cozinha,” explica Adalto.

 

Dicas para redecorar a casa e economizar  

1. Estabeleça um orçamento e pesquise preços: Antes de começar qualquer projeto de decoração é importante estabelecer um orçamento realista, e para economizar de verdade também é fundamental comparar preços entre as lojas e garantir o melhor valor do item desejado.

 

2. Busque inspirações e referências: Descubra qual é o seu estilo e estética de decoração favoritos e explore referências em revistas, sites de decoração ou rede social. 

 

3. Invista em peças-chave: Em vez de gastar muito dinheiro em muitos itens, uma boa opção para economia é investir em peças-chave de alta qualidade que mudam completamente o ambiente: espelhos ou utilizações de plantas, por exemplo. 

 

4. Equilibre cores e texturas: Brinque com cores e texturas para adicionar interesse visual ao ambiente. No entanto, lembre-se de manter um equilíbrio para evitar que o espaço pareça muito sobrecarregado.

 

5. Aproveite ao máximo o espaço: Se você tem uma casa pequena, procure soluções inteligentes de armazenamento e móveis multifuncionais para maximizar o espaço disponível.

 

6. Invista em qualidade: É crucial investir em móveis que não apenas agreguem esteticamente à decoração, mas também sejam de boa qualidade. Contar com a orientação de um profissional pode ajudar a garantir que suas escolhas atendam tanto aos critérios estéticos quanto aos padrões de durabilidade desejados.

  

GetNinjas


FecomercioSP se mobiliza pela regularização do sistema de emissão de notas fiscais em São Paulo

 
Federação solicita, à Secretaria da Fazenda da cidade, que prazos para entrega do ISS e demais declarações sejam prorrogados


 
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) vê com extrema preocupação os problemas no sistema de emissões de notas fiscais na cidade de São Paulo. Nos últimos dias, a Entidade pediu providências imediatas ao secretário Municipal da Fazenda, Luís Felipe Vidal Arellano.
 
Mais do que isso, a FecomercioSP sugeriu a Arellano que seja concedido um limite de tempo maior para a emissão das notas fiscais — o prazo termina sempre no 10º dia subsequente ao da emissão do Recibo Provisório de Serviços (RPS) —, e a prorrogação do prazo para o recolhimento do ISS, que encerrou no dia 11 de março, a fim de que as empresas tenham alternativa para cumprir com as entregas previstas na legislação. Também foram salientadas as dificuldades que afetam o cumprimento de prazos relativos às obrigações principais e acessórias.
 
Toda essa preocupação não é trivial: o sistema de emissão da Nota Fiscal de Serviços (NFS) é fundamental para as operações dos setores produtivos paulistanos, sobretudo o de Serviços. Desde o início do mês de março, porém, está majoritariamente inoperante — e, quando funciona, sofre com interrupções. O pior é que essas falhas estão acontecendo justamente no período em que se aproxima o fim do prazo para o recolhimento do Imposto sobre Serviços (ISS) e para a entrega de declarações, como a EFD-Reinf, em âmbito federal. Ambas dependem da inclusão de dados relativos à retenção de tributos discriminados na nota fiscal.
 
A FecomercioSP seguirá mobilizada em torno da resolução da questão o mais breve possível, tanto interagindo com as autoridades quanto monitorando o problema.
 


FecomercioSP


Mulheres na literatura: ranking revela os livros e escritoras mais buscados pelos brasileiros na internet

 

Lista, liderada pela norte-americana Jamie McGuire, de "Belo Desastre", conta com obra de Carolina Maria de Jesus no top 5 maiores interesses dos internautas 

 

Seja por liderarem as vendas de livros no Brasil ou pelo grande sucesso nas premiações editoriais, não há como negar que o mercado literário nunca foi tão promissor para as mulheres — e os números, relembrados no mês em que celebramos a força feminina, parecem não deixar dúvidas de tal ascensão.  

Ao que os dados sugerem, por exemplo, elas têm sido mais publicadas: segundo um levantamento do site Clube de Autores, especialista em autopublicação, a quantidade de escritoras lançando suas obras na plataforma passou de 34%, em 2019, para 40% em 2021, chegando ao recorde de 44% no ano seguinte. 

Como consequência, como afirma o panorama da Câmara Brasileira do Livro, a participação feminina no setor já representa cerca de 40% dos livros publicados no país — no começo do século XX, para se ter uma ideia, a fatia não chegava aos 10% —, muitos dos quais vêm se tornando, além de fenômenos nas livrarias, destaques também nos mecanismos online, com picos de procura entre os internautas a cada novo mês.  

Mas, afinal, se as obras escritas por mulheres têm interessado cada vez mais leitores de Norte a Sul, quais delas estiveram por trás dos maiores volumes de pesquisa no Brasil recentemente? Quem tem a resposta é a Preply, que investigou as milhões de buscas mensais por livros na internet e traz, abaixo, os títulos e nomes femininos que marcaram as pesquisas da população nos últimos doze meses. Confira!  

Top 10 obras mais buscadas tem Jane Austen, Colleen Hoover e Carolina Maria de Jesus 



Pluralidade. Se pudesse ser resumida apenas em uma palavra, este certamente seria um dos termos que melhor descreveriam a lista de autoras destaque na internet nos últimos meses, haja vista o quanto os nomes que mais geraram buscas online se diferenciam uns dos outros. Ou vai dizer que existe palavra melhor para caracterizar um ranking formado por, simultaneamente, clássicas autoras inglesas como Jane Austen e grandes sucessos do Tiktok, como é o caso da norte-americana Ali Hazewood?  

Tamanha diversidade não impossibilita, de toda forma, certas aproximações entre as obras que mais vêm impelindo os internautas a recorrerem aos mecanismos de busca a cada novo mês. 

Em meio à ampla variedade de origens culturais, épocas de publicação, gêneros literários e públicos-alvo, por exemplo, não há como negar que a bola da vez permanece com as autoras que escrevem para os leitores mais jovens, nicho do qual fazem parte onze dos quinze livros mais procurados pelos brasileiros — de histórias recentes como “O Príncipe Cruel”, de Holly Black, como as amplamente conhecidas “Harry Potter” e “Jogos Vorazes”, que conquistaram os corações de todo o mundo por mais de uma década.  

Não são elas, de toda maneira, as responsáveis por ocupar o topo do pódio das obras com mais buscas no país, já que quem leva os títulos de livros mais procurados nacionalmente são, na verdade, três diferentes histórias de amor: “Belo Desastre”, obra de Jamie McGuire e responsável por mais de 1,6 milhões de buscas, “Orgulho e Preconceito”, da autoria de Jane Austen, e, por fim, “Por Lugares Incríveis”, escrito por Jennifer Niven em 2015.  

"O crescente interesse na literatura produzida por escritoras pode ser visto como um reflexo de um movimento mais amplo em relação à igualdade de gênero e mudança social", destaca Sylvia Johnson, líder de Metodologia da Preply. "Mergulhar na literatura de autoria feminina de todo o mundo não apenas acrescenta riqueza cultural, mas também diversidade linguística à nossa jornada de aprendizado."  

Já para quem se questiona sobre o interesse pelas autoras brasileiras, a boa notícia é que, mesmo em menor quantidade se comparadas a outras nacionalidades, dois nomes de peso aparecem entre os que mais costumam interessar os internautas: Carolina Maria de Jesus e Ana Claudia Quintana Arantes.  

Em um momento no qual a vida e obra de Carolina Maria de Jesus vêm ganhando ainda mais importância no país (a escritora, uma das mais lidas durante a década de 1960, ganhou uma estátua e diversas exposições nos últimos anos), seu livro “Quarto de Despejo” chegou a ocupar o top 5 com os maiores volumes de pesquisa. Vale lembrar que, hoje, o romance autobiográfico que narra a vida da mineira em meio a pobreza é leitura obrigatória em diversos vestibulares ao redor do Brasil, entre eles a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). 

 

Outras brasileiras: as autoras nacionais que inspiraram mais pesquisas online  

Ora, além dos dois de nossos títulos e autoras figurando entre os mais pesquisados, que outras escritoras e obras nacionais vêm gerando mais interesse nos internautas segundo os mecanismos online? Para tirar essa dúvida, durante o levantamento, a Preply comparou apenas as buscas relativas a livros escritos por brasileiras… que, vale dizer, não estão muito atrás das artistas de outros países no quesito procura na internet. 



Nesse caso, não parece equivocado dizer que o ranking em questão de certa forma confirma o que antes era apenas uma impressão coletiva: o fato de que, quando o assunto é literatura, no geral, a “praia” de grande parte dos brasileiros é a não-ficção, categoria da qual fazem parte os quatro livros mais procurados nos últimos doze meses.  

As obras ficcionais, por sua vez, novamente se dividem entre narrativas que “bombam” entre os adolescentes (não à toa, fazem parte da lista Thalita Rebouças e Paula Pimenta, as “rainhas da literatura” para a garotada) e histórias voltadas aos mais velhos, entre elas duas publicações de Aline Bei, vendedora do Prêmio São Paulo de Literatura 2018 e indicada ao 64º Prêmio Jabuti.  

Enredo da escola Portela durante o carnaval deste ano, outro destaque da lista vai para o romance histórico “Um Defeito de Cor”, lançado em 2006 e, hoje, já considerado parte do cânone literário nacional. Quase vinte anos após sua publicação, a obra de Ana Maria Gonçalves, que reconta a história do país pelos olhos de uma mulher escravizada, inspirou mais de 135 mil buscas nos últimos meses — muitas dessas certamente influenciadas por sua ampla visibilidade nos meses de “esquenta” para o período carnavalesco.

 

Metodologia 

Para desvendar quais as obras e escritoras mais pesquisadas no país, a pesquisa da Preply teve como ponto de partida todas as buscas relacionadas ao tema “livros” nos mecanismos de buscas, abarcando pesquisas realizadas nos últimos doze meses. Uma vez compreendidas as autoras com os maiores volumes de pesquisa, uma segunda análise girou em torno dos títulos nacionais mais populares entre os internautas no período em questão.  

 

Preply
https://preply.com/pt/


A inovação e o foco no cliente como metas de CX para o varejo, saúde e finanças

A experiência do cliente está sendo encarada como uma prioridade significativa, assumindo um papel de destaque nas agendas das empresas. Segundo o relatório 2023 ISG Provider Lens Customer Experience Services, a satisfação do cliente não é apenas uma consideração, mas uma prioridade inegociável para atender aos consumidores que se acostumaram a receber atenção rápida, eficiente e personalizada. Ou seja, oferecer uma experiência de qualidade não é apenas uma meta, mas um diferencial competitivo no mercado. 

As organizações que estão comprometidas em elevar o padrão do CX vão investir em interações que otimizem as jornadas de compra. No varejo, temos o exemplo das máquinas de autoatendimento, com as soluções self-checkout emergindo como uma alternativa para agilizar o momento do pagamento, evitando filas e oferecendo autonomia ao consumidor com múltiplas opções de pagamento. A unificação dos canais online e offline (lojas físicas e virtual) também proporciona uma oportunidade de fidelização, pois traz flexibilidade na oferta de produtos e serviços. 

Outro segmento que está passando por uma série de transformações digitais e vem ampliando o entendimento da centralização do cliente é o setor da saúde, composto pelas clínicas, hospitais, laboratórios e planos de saúde. Neste contexto, a voz do paciente é o principal caminho para entender pontos de melhoria. A avaliação de serviços básicos, como marcação de consultas e agendamento de exames, somado ao tratamento de funcionários, limpeza do local, bom atendimento dos médicos, são levados em conta em pesquisas de satisfação e outros métodos de análise dos serviços. 

Já o setor financeiro, dos bancos, fintechs e corretoras de investimentos, é o que passou por reformulações mais significativas nos últimos anos. O boom dos aplicativos e do Pix, além da chegada do Drex, mostrou que a tecnologia está cada vez mais presente para os usuários. Porém, a humanização do atendimento ainda não foi descartada. Os robôs de atendimento funcionam a partir da inteligência artificial e precisam ser assertivos para resolução de problemas e dúvidas. 

A empatia, a compreensão profunda do cliente e a resolução proativa de fricções surgem como fatores cruciais para garantir experiências excepcionais. Além disso, a ênfase na colaboração interdepartamental e com fornecedores, o comprometimento com a resolução ágil de problemas e a compreensão minuciosa das necessidades do cliente também figuram como elementos-chave para o sucesso nesse cenário competitivo.

Diante deste cenário, o panorama para o Customer Experience em 2024 é de otimismo. Com a inteligência artificial (IA) como principal tendência na tecnologia, a busca pela inovação promete moldar as estratégias de negócios. No CX, a abordagem centrada no cliente passará a ter uma maior relevância pelo aspecto da personalização. O desafio é fazer com que as interações entre máquinas e humanos sejam cada vez mais específicas para atender as necessidades de forma individualizada.

  

Tiago Serrano - CEO da SoluCX


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