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terça-feira, 2 de março de 2021

Dias quentes: conheça 5 alimentos hidratantes para incluir na sua rotina

Sabemos da importância da água e o quanto essa bebida é indispensável para o bom funcionamento do corpo humano, além de ajudar no controle da temperatura corporal, eliminar toxinas e, claro, deixar a pele mais saudável e bonita. “Ajuda, também, na lubrificação das articulações, no bom funcionamento do intestino e é essencial para a digestão”, explica Dr Vinicius Aguilera, nutrólogo da Clínica Aguilera.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é consumir 2 litros de água por dia. Mas, aproveite para acrescentar em sua rotina, alimentos que possuem um alto percentual de água. “Inserir alguns alimentos como complemento de hidratação, traz outras centenas de benefícios, proporcionando mais saúde e qualidade de vida aos seus dias”, completa Aguilera.

Vinícius Aguilera, médico nutrólogo da clínica Aguilera, selecionou 5 alimentos hidratantes com porcentagem máxima de água e seus benefícios. Confira:

- Frutas: 91% de água. Sem contar que são ricas em fibras, importante para a alimentação e, se consumidas diariamente ajudam a manter o peso equilibrado e a prevenir doenças coronárias.

- Iogurte: tem 86% de água. Além de possuir grande teor de proteínas, cálcio e bactérias probióticas – bactérias boas para o organismo. E, se consumido com regularidade, ajuda a manter a microbiota intestinal saudável.

- Ovos: 71% de água. Já foi considerado um vilão, mas é um alimento rico em vitaminas, principalmente a gema, onde concentra a maior parte das vitaminas e minerais do ovo, sem contar que é rica em ferro, vitaminas do complexo B e ácido fólico.

- Hortaliças: 95% de água. As hortaliças possuem vitaminas e minerais que são anti-inflamatórios e antioxidantes, que ajudam no sistema de defesa do corpo. Cada uma das hortaliças possuem uma grande quantidade de nutrientes e que contribuem com o bom funcionamento dos órgãos, tecidos e células do corpo humano.

- Peixe: 82% de água. Ricos em vitamina D, B12, cálcio, ferro e ômega 3. Ajudam a diminuir doenças cardíacas, contribui para o desenvolvimento cerebral, previne doenças ósseas e combate a anemia.

 


Dr Vinicius Aguilera CRM 168.865 - médico formado pela Universidade de Ribeirão Preto, pós-graduado em Nutrologia pela ABRAN. Membro da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica). Membro da American Academy of ANTI-Aging. Mind-Body Medicine – Harvard Medical School.


Nutricionista da Secretaria de Agricultura ensina a utilizar os alimentos para reforçar a imunidade

Alimentação saudável pode auxiliar na recuperação de doenças como dengue, o Zika virus e a Chikungunya


As águas de março podem até sinalizar o término do verão, mas a falta de cuidados com a água das chuvas recorrentes nessa época continuam formando o ambiente propício para a proliferação de mosquitos. Com a pandemia da Covid-19, muitos têm se esquecido de um outro grande vilão à saúde: o Aedes aegipty, mosquito que transmite doenças como a dengue, o Zika virus e a Chikungunya, e se desenvolve em água limpa empoçada, local ideal para colocar suas larvas.

Então, além de seguir todas as recomendações que vêm sendo feitas neste período, como a prevenção contra focos e criadouros, é importante também manter a imunidade em alta. Nessa questão, consumir os alimentos certos é fundamental.

A nutricionista da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Sizele Rodrigues, que atua na Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), dá as dicas para uma alimentação saudável que poderá deixar adultos e crianças menos vulneráveis às gripes, aos resfriados e outras doenças que deixam o corpo dolorido e perseveram por dias e até semanas. Segundo Sizele, vale a pena pensar melhor nos alimentos ingeridos, o que poderá não imunizá-lo totalmente, mas certamente vai contribuir para não contrair as doenças e, caso aconteça, ter uma melhor e mais breve recuperação.

"Manter uma alimentação saudável e adequada é um fator de extrema importância para o fortalecimento do sistema imunológico. Alguns nutrientes encontrados nos alimentos desempenham a função de modular a resposta imune do corpo e com isso ajudam a prevenir o desenvolvimento de diversas doenças", afirma Sizele Rodrigues.

O sistema imunológico é a principal defesa do corpo humano, atuando contra inúmeras substâncias estranhas e essencial na prevenção de infecções. São vários os fatores capazes de influenciar o funcionamento desse sistema, como a idade, os fatores genéticos, metabólicos, ambientais, anatômicos, fisiológicos, nutricionais e microbiológicos, mas uma boa alimentação é a base de um bom funcionamento do corpo humano.



Alimentos que auxiliam a imunidade, aliado a exercícios físicos e boas horas de sono podem fazer a diferença


A vitamina C ou ácido ascórbico possui papel importante no fortalecimento da imunidade por ter propriedades antioxidantes e auxiliar na integridade das células de defesa, o que aumenta a resistência contra infecções. Frutas como laranja, tangerina, limão, acerola, morango e goiaba são importantes fontes de vitamina C.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a ingestão diária de 45mg de vitamina C, ou o consumo de apenas uma laranja por dia já supre essa necessidade no organismo. Muitos estudos apontam que 200mg/dia de vitamina C pode ser bastante benéfico à saúde e pode ser alcançado com apenas um copo grande (400ml) de suco da fruta. Já a deficiência severa de vitamina C pode levar ao aparecimento de escorbuto, doença caracterizada por hemorragias, sangramento de gengivas, dores musculares e queda de dentes em crianças e adultos.

"Apesar de o ácido ascórbico estar diretamente relacionado à boa imunidade, uma alimentação realmente capaz de proteger o organismo de doenças deve ser rica em várias outras vitaminas e minerais que estão presentes nos mais diversos tipos de alimentos. Portanto, as refeições diárias devem ser bem completas e equilibradas", ensina Sizele Rodrigues.

A vitamina A, encontrada em alimentos vermelhos e alaranjados, como cenoura, manga, abóbora e tomate, é outro nutriente importante na manutenção da integridade das células de defesa.

A vitamina E ajuda a proteger células contra substâncias tóxicas e favorece a função imunológica. As castanhas, o amendoim, as sementes de girassol e os vegetais verdes escuros, como brócolis, couve, por exemplo, são ricos neste nutriente.

O zinco é um mineral que está altamente relacionado ao fortalecimento do sistema imune, e é encontrado em carnes, laticínios, frutos do mar e cereais.

Além destes nutrientes, Sizele recomenda o consumo de probióticos, como o iogurte natural, por contribuir para o equilíbrio da microbiota intestinal e auxiliar as células de defesa no combate às infecções.

E, claro, não se deve esquecer que a boa hidratação também é fator essencial para manter a imunidade em alta. A ingestão de dois litros, em média, de água por dia é fundamental, lembrando que não basta apenas se alimentar bem e ingerir água, é preciso aliar a essa alimentação saudável e balanceada, horas de sono regulares e a prática de exercícios físicos. "Controlar o estresse é imprescindível para o funcionamento do sistema imunológico e, consequentemente, para a prevenção de doenças", afirma a nutricionista.

No mês de março é fácil encontrar, além das laranjas e limões, alimentos ricos em nutrientes para consumo durante todo o ano. A goiaba, a acerola e o caqui são algumas das frutas da época, o melhor momento para degustá-las por terem mais qualidade e sabor.


Dermatologistas comemoram inclusão de três doenças dermatológicas na cobertura dos planos de saúd

 Psoríase
Freepik

Sociedade Brasileira de Dermatologia - Secção RS (SBD-RS) destaca importância da medida no tratamento de pacientes


Entre os novos tratamentos no ROL de cobertura das operadoras de saúde foram incluídos medicamentos para três importantes doenças dermatológicas: a psoríase, a urticária crônica espontânea e hidradenite supurativa. O tema mobiliza a classe médica de dermatologistas há muitos anos. Finalmente, em junho de 2017, foi realizada consulta pública pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Na época, a SBD-RS alertou seus associados e a população para o fato de que não haviam sido incorporados pela ANS os medicamentos imunobiológicos para o tratamento da psoríase de moderada a grave. A preocupação dos médicos era que o paciente vinha tendo acesso ao tratamento apenas depois de desenvolver a artrite psoriásica, manifestação também muito grave da doença.


Como foi o processo de aprovação

A medida foi aprovada pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na quarta-feira (24/02). A Resolução Normativa (RN) atualiza o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Com isso, estão definidos os novos exames e tratamentos que passam a fazer parte da lista obrigatória dos planos de saúde.

Na lista de medicamentos, estão 19 antineoplásicos orais que contemplam 28 indicações de tratamento para diversos tipos de câncer; 17 imunobiológicos com 21 indicações para tratamento de doenças inflamatórias crônicas autoimunes, como psoríase, asma e esclerose múltipla; e 1 medicamento para tratamento de doença que leva a deformidades ósseas. Na lista dos procedimentos estão exames, terapias e cirurgias para diagnóstico e tratamento de enfermidades do coração, intestino, coluna, pulmão, mama, entre outras.

Segundo a ANS, pela primeira vez no processo de revisão do Rol foram utilizados, de modo sistematizado, dados de saúde e informações financeiras para a análise crítica das avaliações econômicas e para as estimativas de impacto orçamentário de cada tecnologia. Outros aspectos relevantes nesse processo de revisão do Rol foram as intensas reuniões técnicas realizadas para debater as propostas – 27 no total - o apoio técnico e metodológico de instituições especializadas em Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) para análise dos materiais, a transparência ao longo de todas as etapas e o amplo e detalhado conjunto de documentos disponibilizados à sociedade durante a consulta pública.

A Resolução Normativa que estabelece a nova lista de coberturas entrará em vigor no dia 1º/04/2021. Esse tempo é necessário para que as operadoras de planos de saúde se adequem à norma. O Rol de Procedimentos é válido para os beneficiários de planos de saúde contratados a partir de 02 de janeiro de 1999, os chamados planos novos, e para os usuários de planos contratados antes dessa data, mas que foram adaptados à Lei dos planos de saúde.

 


Marcelo Matusiak


Fonte: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)

 

Na semana do Dia Internacional da Obesidade, especialista em Nutrição oferece vídeos gratuitos

Entre 04 e 06 de março, Sophie Deram - PhD em Nutrição, especialista em distúrbios alimentares e autora do best-seller "O Peso das Dietas"- libera gratuitamente vídeos do "Manifesto para o novo olhar sobre a obesidade", com palestrantes renomados; conteúdo pode ser acessado no site


Além da pandemia do coronavírus, o mundo todo -inclusive o Brasil- vive uma outra pandemia crônica, a da obesidade, que atinge milhares de pessoas todos os anos e prejudica a qualidade de vida aumentando os risco de doenças cardiovasculares, diabetes, entre outros malefícios. O dia 4 de março marca o Dia Mundial da Obesidade (World Obesity Day), data em que estudiosos do mundo todo se mobilizam pela conscientização contra a doença.

Pensando em ajudar no cuidado à obesidade, a PHD em nutrição Sophie Deram, autora do best-seller "O Peso das Dietas", disponibilizará para o público em geral oito vídeos gratuitos do evento online "Manifesto para o novo olhar sobre a obesidade", realizado em novembro de 2020. O conteúdo poderá ser acessado pelo site do Manifesto , de forma 100% gratuita, entre os dias 04 e 06 de março".

"Vemos a data mundial (World Obesity Day) como uma oportunidade para chamar a atenção para uma condição preocupante, além de promover a mudança no enfoque do tratamento dado às pessoas que convivem com a obesidade. Enquanto o foco principal for a perda de peso, o quadro de saúde da população tende a piorar. A saúde é um conceito que engloba o bem estar físico, mental e social da pessoa e sua qualidade de vida, não somente o seu peso", explica Sophie.


Palestrantes
Além da idealizadora, o manifesto contou com a mediação da jornalista Fabíola Cidral e com as participações de palestrantes renomados: o sociólogo e antropologista francês Claude Fischler; o coordenador da Assistência Clínica do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), o psiquiatra Táki Cordás; a médica Paula Teixeira, fundadora do centro brasileiro de Mindful Eating; e os pesquisadores e também nutricionistas pesquisadores Dennys Cintra e Maria Carolina Mendes, da UNICAMP.

O evento visa despertar a reflexão sobre como lidar de forma mais atualizada e humana com o tratamento da obesidade. Foram apresentadas alternativas para enfrentar a condição, que afeta 19,8% da população brasileira, segundo o Ministério da Saúde. Os convidados também apresentaram estudos científicos que apontam possíveis caminhos para tratar a pessoa com obesidade sem recorrer a dietas restritivas.

O encontro não teve fins lucrativos nem conflito de interesses com as indústrias alimentícia e farmacêutica.

"Com o ‘Manifesto’, vamos na contramão do discurso tradicional e do posicionamento da maioria dos profissionais da saúde, e pretendemos chamar a atenção das autoridades para o novo olhar sobre a obesidade. O tratamento atual é um fracasso e gera muitos custos. É necessário rever a abordagem com urgência, adotando um olhar novo e mais empático", defende.



Serviço:

Vídeos Gratuitos- "Manifesto para o novo olhar sobre a obesidade"
Quando: 04 a 06 de março
Como acessar: Pelo site (https://manifesto-obesidade.com.br/)


Sophie Deram - Autora do livro "O Peso das Dietas", é engenheira agrônoma de AgroParisTech (Paris), nutricionista franco-brasileira e doutora pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) no departamento de Endocrinologia. Além de especialista em tratamento de Transtornos Alimentares pelo AMBULIM - Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP, é coordenadora do projeto de genética e do banco de DNA dos pacientes com transtorno alimentar no AMBULIM no laboratório de Neurociências.


Mais de 60% dos brasileiros estão acima do peso

Dia 04 de março é o Dia Mundial da Obesidade, para o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Rodrigo Barbosa, da capital paulista, essa não é uma questão de estilo de vida, mas sim de uma doença crônica, recidivante e multifatorial. Por isso, deve ser olhada com cuidado e atenção - principalmente, em tempos de pandemia.

Os riscos do sobrepeso são incontáveis e além dos já conhecidos, recentemente um estudo do Instituto de Fisioterapeutas Ocupacionais, na Itália, mostrou que os obesos vacinados com a primeira dose da vacina Pfizer, produziram por volta de metade dos anticorpos previstos na segunda dose em comparação com pessoas consideradas magras, de acordo com o índice de massa corporal (IMC).

De acordo com os dados da última pesquisa do IBGE (Pesquisa Nacional de Saúde publicada no final do ano passado) cerca 96 milhões de pessoas, ou, mais especificamente, 60,3% da população adulta do Brasil, apresentam IMC maior que 25 kg/m², sendo classificadas com excesso de peso.

Para o médico, a obesidade é um desequilíbrio entre a quantidade de calorias consumidas e a quantidade que se gasta e muitos pacientes não conseguem por um fim ao sobrepeso utilizando de mudanças de hábitos e dieta, eles realmente precisam de intervenção cirúrgica. É aí que entra a cirurgia bariátrica.

"Esse tipo de cirurgia está indicada, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para pacientes com IMC acima de 35 Kg/m² que tenham complicações como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, aumento de gorduras no sangue e problemas articulares, ou para pacientes com IMC maior que 40 Kg/m² que não tenham obtido sucesso na perda de peso após dois anos de tratamento clínico (incluindo o uso de medicamentos)", revela. Para Dr. Rodrigo, o mais importante e essencial é que uma pessoa com esse perfil busque ajuda médica, já que a qualidade de vida e a saúde são itens que nenhuma balança ou fita métrica são capazes de medir.

 


Dr Rodrigo Barbosa - Médico graduado pela Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba com internato médico pelo Hospital Sírio-Libanês - SP. Cirurgião geral pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e cirurgião do aparelho digestivo pela Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba. Especialista em coloproctologia pelo Hospital Sírio-Libanês-SP e titulação de mestrado pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de S. Paulo (IAMSPE).

https://www.drrodrigobarbosa.med.br/


Obesidade infantil exige cuidados multidisciplinares

 A amamentação deve ser incentivada até os dois anos de idade, contribuindo para a prevenção da doença em crianças pequenas;

Alimentos lácteos precisam ser introduzidos com acompanhamento de um profissional da saúde.


De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada três crianças, com idade entre 5 e 9 anos, está acima do peso no Brasil. Já no mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em 2025, o número de crianças obesas chegue a 75 milhões. A melhor forma de combater a obesidade ainda é a prevenção.

Como prevenir a obesidade infantil? A prevenção está relacionada a diversos fatores, sendo um dos principais a amamentação. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), no país, a amamentação exclusiva, dura em média 51 dias, ou seja, menos de dois meses. A recomendação é que seja realizada até os dois anos de idade, ainda que, muitas vezes, se introduza alimentação láctea já no primeiro ano de vida. "Na sociedade moderna, os profissionais de saúde infantil têm uma importante missão: o controle e a prevenção do excesso de peso e das dificuldades alimentares na infância e na adolescência", destaca Dr. Tulio Konstantyner, Mestre e Doutor em Ciências Aplicadas à Pediatria pela EPM/UNIFESP e Coordenador Científico da Força-Tarefa Nutrição da Criança do ILSI Brasil.

Ainda como forma de prevenção da obesidade infantil, a introdução da alimentação láctea para crianças deve ter acompanhamento de um profissional da saúde. Em julho de 2020, a Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) publicou um consenso sobre consumo de alimentos lácteos de crianças com idades entre 1 e 5 anos. Neste documento, a associação concluiu que as recomendações brasileiras atuais sugerem o consumo de três porções de produtos lácteos por dia para crianças com idade entre 1 e 3 anos e reconhecem a importância desses alimentos para a saúde nutricional. Entretanto, não há regulamentação específica no Brasil para produtos lácteos para esta fase da vida. E, ainda de acordo com o documento, é justamente na fase da pré-escola em que há uma maior prevalência da obesidade, sendo um dos fatores contribuintes para este aumento, o consumo excessivo de proteínas e calorias.

Sobre este tema, o ILSI Brasil - International Life Sciences Institute - através da Força-Tarefa Nutrição da Criança, promoveu um webinar que contou com a participação do Médico e Nutrólogo com atuação em Nutrologia Infantil, Dr. Carlos Alberto Nogueira de Almeida (UFSCAR) e da Dra. Virginia Weffort, Pediatra Nutróloga e Presidente do Departamento Científico de Nutrologia da SBP. O evento virtual, foi coordenado pelo Dr. Tulio Konstantyner e contou também com a expertise e coordenação científica do Pediatra e Nutrólogo Mauro Fisberg (Instituto Pensi).

Segundo o Dr. Tulio Konstantyner "o consumo alimentar equilibrado nos primeiros cinco anos de vida, com a ingestão de nutrientes como: cálcio, ferro, zinco, vitaminas A e D e ácidos graxos poli-insaturados, de acordo com as recomendações diárias, é uma das estratégias para reduzir as taxas de obesidade e de erros alimentares e suas consequências a longo prazo" .

Para esclarecer estes temas tão relevantes, o ILSI Brasil, realizou também outro webinar com a finalidade de promover um debate multidisciplinar, com a presença de diferentes profissionais especialistas na área infantil.

Durante as palestras, que focaram nas estratégias para combater a doença, que pode gerar graves consequências para a saúde também na vida adulta, a nutricionista Dra. Ana Paula Black Dreux ressaltou que a atuação de seus colegas de profissão é realizada em ações multivariadas, com profissionais de saúde e governo, levando em consideração, também, a influência do ambiente escolar, da qualidade do sono e dos hábitos dos pais e/ou criadores. "Condutas na melhora da alimentação e estilos de vida dos progenitores podem, também, ser vistas como uma oportunidade para mudança dos hábitos familiares como um todo, inclusive, na introdução de alimentos saudáveis, preferencialmente, in natura para a criança", recomendou a Dra. Ana Paula Black Dreux.

Para conhecer mais sobre os temas Obesidade Infantil e Consenso acesse:

Bloco I

Bloco II

Consenso

 


Dr. Tulio Konstantyner - Médico, Pediatra, Área de Atuação em Nutrologia. Mestre e Doutor em Ciências Aplicadas à Pediatria pela EPM/UNIFESP. Pós-Doutorado em Epidemiologia e Saúde Pública pela London School of Hygiene & Tropical Medicine e em Medicina pela EPM/UNIFESP. Prof. Adjunto e Vice Chefe da Disciplina de Nutrologia e Orientador do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu do Departamento de Pediatria da EPM/UNIFESP. Editor Executivo da Revista Paulista de Pediatria. Membro Titular do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. Membro do Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Coordenador Científico da Força-Tarefa Nutrição da Criança do ILSI Brasil.

 

 

O ILSI - International Life Sciences Institute

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Quando o fígado vai mal: entenda os sintomas que indicam problemas no órgão

Pixabay

O fígado é o segundo maior órgão do corpo humano, atrás apenas da pele. Entre as mais de 500 funções que exerce, está também produzir e liberar diversos hormônios fundamentais para o ser humano.  

Além disso, o órgão contribui para desintoxicar o organismo, limpar o sangue, eliminar substâncias nocivas, ajudar no combate a infecções, participar da digestão de alimentos e regular os níveis de vitaminas, minerais, açúcares, gorduras e proteínas.  

As pessoas devem estar atentas a qualquer alteração no funcionamento do fígado. Muitas doenças são silenciosas e só são notadas em estágios avançados. Outras apresentam sintomas pouco específicos que podem ser atribuídos a causas diversas. Isso torna ainda mais relevante a realização de exames de rotinas e a adoção de um modo saudável de vida.  


Sinais de problemas no fígado  

Os sintomas de proglemas no fígado são variados. Os principais são cansaço, perda do apetite, dor abdominal, fezes amareladas, esbranquiçadas ou cinzentas, urina escura, coceira pelo corpo e cor amarelada nos olhos ou na pele.  

Também podem ocorrer dores na região superior direita da barriga, enjoos ou tonturas frequentes, dores de cabeça diárias, facilidade de ficar com hematomas após pancadas leves e barriga inchada.  

Nem sempre um desses sinais está relacionado a problemas no fígado. Portanto, o ideal é procurar um médico para ter as indicações dos exames adequados para o diagnóstico preciso.  


Diagnóstico e doenças  

Para diagnosticar doenças no fígado, o médico hepatologista solicita exames de sangue, a começar pelo tradicional hemograma. Diante de suspeitas, podem ser pedidos exames de sete indicadores específicos. 

Um deles é a alanina aminotransferase, conhecida como transaminase ALT ou transaminase TGP, que apresenta níveis elevados no alcoolismo, hepatites virais, hepatites não-alcoólicas, cirrose, colestase, hemocromatose. Outra investigação é do aspartato aminotransferasa, conhecido como transaminase AST ou transaminase TGO, que auxilia no diagnóstico de doenças hepáticas e musculares.  

Também costuma ser solicitada a dosagem da gama glutamil transferase (gama GT) ou transaminase GGT que ajuda no diagnóstico de colestase hepatobiliar e detecta o consumo de álcool pelo paciente.  

Ainda são checados a fosfatasse alcalina (FA), que pode sinalizar obstrução dos dutos biliares; a bilirrubina, que avalia a função hepática e a condição dos glóbulos vermelhos; e a albumina, cuja presença pode apontar insuficiência hepática.  

O sétimo exame é o tempo de protombina (TP) que mede o tempo de coagulação do sangue.  

Resultados alterados em qualquer uma dessas investigações representam a existência de alguma anormalidade no fígado. As análises são os pontos de partida para exames adicionais para diagnosticar a causa.  

A partir disso, são pedidos os testes para as hepatites A, B e C. Se eles derem negativos, o especialista solicita mais exames de sangue e de imagem para se chegar ao diagnóstico e definir o tratamento adequado ao estado do paciente.  


Como evitar problemas no fígado 

A prevenção é sempre o melhor remédio. Para isso, as orientações são evitar consumo excessivo de bebidas alcóolicas e uso indiscriminado de remédios.  

Para não sofrer com as hepatites virais, que podem desencadear as hepatites agudas graves e até cirrose hepática, os especialistas orientam manter a vacinação em dia e sempre ter relações sexuais seguras.  

Além disso, para evitar o acúmulo de gordura no fígado, o sobrepeso e outros fatores que agravam como hipertensão e diabetes, as pessoas devem adotar alimentação saudável, diminuindo ingestão de frituras e alimentos industrializados, e fazer exercícios físicos.


Dores na hora do sexo?

                                                                   Divulgação


Varizes pélvicas podem ser o problema Especialista explica sobre questões que podem causar dores na hora das relações sexuais

 

Durante a Semana da Mulher é importante reconhecer que parte da luta de ser mulher está em conhecer e cuidar do próprio corpo. Nesse contexto, muitas questões acabam não sendo muito discutidas, dificultando o alcance da informação, é o caso da dispareunia, dor genital associada à relação sexual, que uma imensa quantidade de mulheres sofre. 

Uma das causas que podem levar a essa dor durante o contato íntimo são as varizes pélvicas, veias dilatadas que podem surgir tanto em homens, quanto em mulheres e que também podem causar dor durante o contato íntimo, sensação de peso na região íntima e incontinência urinária. 

"Infelizmente, o problema é crônico, porém com tratamento com muita capacidade de melhora, e até cura completa dos sintomas. Após a consulta com o médico, provavelmente ele irá iniciar um tratamento via oral para reduzir a dilatação das veias e em todas as consultas é estudada uma proposta cirúrgica para correção. Esse procedimento é minimamente invasivo, com recuperação muito rápida na maioria dos casos", conta a cirurgiã vascular, Fátima El Hajj. 

É importante ressaltar que entre diversos fatores, o uso de pílula anticoncepcional pode ocasionar varizes pélvicas, que podem se desenvolver e tornar uma trombose. Além disso, gravidez, hereditariedade também podem causar o problema.


Estudo sugere que variante brasileira emergiu em novembro, é mais transmissível e pode causar reinfecção


Trabalho divulgado por pesquisadores do CADDE revela que em apenas sete semanas a linhagem P.1. se tornou a mais prevalente na região de Manaus. Análises feitas em mais de 900 amostras de pacientes diagnosticados no período apontam para uma carga viral mais elevada (paciente sendo transportado para outro estado devido à crise sanitária no Amazonas; foto: André L. P. de Souza/Wikimedia Commons)


A variante brasileira do novo coronavírus – conhecida como P.1. ou variante de Manaus – provavelmente emergiu na capital amazonense em meados de novembro de 2020, cerca de um mês antes do número de internações por síndrome respiratória aguda grave na cidade dar um salto. Em apenas sete semanas, a P.1. tornou-se a linhagem do SARS-CoV-2 mais prevalente na região, relatam pesquisadores do Centro Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (CADDE) em artigo divulgado em seu site na sexta-feira (27/02).

As conclusões do grupo coordenado por Ester Sabino, da Universidade de São Paulo (USP), e Nuno Faria, da Oxford University (Reino Unido), se baseiam na análise genômica de 184 amostras de secreção nasofaríngea de pacientes diagnosticados com COVID-19 em um laboratório de Manaus entre novembro de 2020 e janeiro de 2021.

Por meio de modelagem matemática, cruzando dados genômicos e de mortalidade, a equipe do CADDE calcula que a P.1. seja entre 1,4 e 2,2 vezes mais transmissível que as linhagens que a precederam. Os cientistas estimam ainda que em parte dos indivíduos já infectados pelo SARS-CoV-2 – algo entre 25% e 61% – a nova variante seja capaz de driblar o sistema imune e causar uma nova infecção. O trabalho de modelagem foi feito em colaboração com pesquisadores do Imperial College London (Reino Unido).

“Esses números são uma aproximação, pois se trata de um modelo. De qualquer modo, a mensagem que os dados passam é: mesmo quem já teve COVID-19 precisa continuar se precavendo. A nova cepa é mais transmissível e pode infectar até mesmo quem já tem anticorpos contra o novo coronavírus. Foi isso que aconteceu em Manaus. A maior parte da população já tinha imunidade e mesmo assim houve uma grande epidemia”, diz Sabino à Agência FAPESP.

A pesquisa teve apoio da FAPESP e está em processo de revisão por pares.

Análises feitas pelo grupo em mais de 900 amostras coletadas no mesmo laboratório de Manaus, entre elas as 184 que foram sequenciadas, indicam que a carga viral presente na secreção dos pacientes foi aumentando à medida que a variante P.1. tornou-se mais prevalente.

De acordo com Sabino, é comum no início de uma epidemia a carga viral dos infectados ser mais alta e baixar com o tempo. Por esse motivo, os pesquisadores não sabem ao certo se o aumento observado nas amostras analisadas pode ser explicado por um fator meramente epidemiológico ou se, de fato, ele indica que a P.1. consegue se replicar mais no organismo humano do que a linhagem anterior. “Essa segunda opção parece bastante provável e explicaria por que a transmissão da nova cepa é mais rápida”, comenta a pesquisadora.

Outro estudo divulgado também na sexta-feira (27/02) por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Amazônia indica que em indivíduos infectados com a P.1. a carga viral no organismo pode ser até dez vezes mais alta.

No artigo do CADDE, os pesquisadores relatam que, até 24 de fevereiro de 2021, a variante P.1. já havia sido detectada em seis Estados brasileiros, que ao todo receberam 92 mil passageiros aéreos de Manaus em novembro de 2020. Desses, a maior parte teve São Paulo como destino (pouco mais de 30 mil). Na sequência vieram outras cidades do Amazonas, Pará, Rondônia, Ceará e Roraima. Segundo os autores, portanto, é provável que tenha havido múltiplas introduções da nova variante nesses Estados.


Mutações-chave

O sequenciamento do genoma viral das 184 amostras foi feito com uma tecnologia conhecida como MinION, que por ser portátil e barata possibilita fazer estudos que ajudam a entender o processo de evolução do vírus.

Por uma técnica genômica chamada relógio molecular, os pesquisadores concluíram que a P.1. descende da cepa B.1.128, que foi identificada pela primeira vez em Manaus em março de 2020. Quando comparada à linhagem-mãe, a variante P.1. apresenta 17 mutações, sendo dez na proteína spike – usada pelo vírus para se conectar com a proteína ACE-2 existente na superfície das células humanas e viabilizar a infecção.

Três mutações são consideradas mais importantes – a N501Y, a K417T e a E484K –, pois se localizam na ponta da proteína spike, em uma região conhecida como RBD (sigla em inglês para domínio de ligação ao receptor). É nesse local que ocorre a ligação entre o vírus e a célula humana.

Segundo Sabino, essas três mutações-chave são idênticas às encontradas na variante mais transmissível reportada na África do Sul (B.1.351). Já a variante de preocupação descoberta no Reino Unido (B.1.1.7.) apresenta apenas a mutação E484K na região RBD. Para os autores, os dados indicam ter havido um processo de evolução convergente, ou seja, determinadas mutações que conferem vantagem ao vírus surgiram paralelamente em linhagens de diferentes regiões geográficas. Por seleção natural essas variantes foram se sobressaindo às linhagens anteriormente predominantes nesses locais.

No caso da P.1., relatam os autores, houve um período de rápida evolução molecular e ainda não se sabe por quê. “Surgiram de repente várias mutações que facilitam a transmissão do vírus, algo incomum. Para se ter ideia, a cepa P.2., que também descende da B.1.128, apresenta apenas uma mutação desse tipo”, conta Sabino.

Uma das possíveis explicações para o fenômeno, segundo a pesquisadora, é o vírus ter tido mais tempo para evoluir ao infectar um paciente com o sistema imune comprometido.

“Até que vacinas eficazes estejam disponíveis para todos, as intervenções não farmacológicas [distanciamento social, uso de máscara e higiene das mãos] continuam sendo necessárias e importantes para reduzir a emergência de novas variantes”, ressaltam os pesquisadores do CADDE.

 


Karina Toledo

Agência FAPESP 

https://agencia.fapesp.br/estudo-sugere-que-variante-brasileira-emergiu-em-novembro-e-mais-transmissivel-e-pode-causar-reinfeccao/35290/

 

Óleo de prímula é aliado no combate a TPM: veja como consumir de maneira correta

Com tantas alternativas no mercado, é comum haver desconfiança sobre o que realmente pode amenizar os sintomas mais clássicos da TPM. Mas a busca pelo alívio do quadro tem um grande aliado de composição totalmente natural: o óleo essencial de prímula. Segundo a nutricionista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Isadora Kaba, o nutracêutico contém propriedades anti-inflamatórias, antiagregantes plaquetárias e antioxidantes. 

A eficácia do óleo pode ser percebida em sua capacidade de redução da irritabilidade, dos inchaços abdominais, das dores de cabeça, nas mamas e no corpo em geral. O óleo atua até mesmo amenizando quadros de edema e de ganho de peso relacionado ao período. Todos esses benefícios têm uma explicação científica, como conta a nutricionista. “Ao ser absorvido pelo intestino, o ácido graxo linoleico que está presente no óleo de prímula é convertido em ácido gama linolênico (GLA), dando origem a substâncias anti-inflamatórias que auxiliam na suavização dos sintomas”, comenta.

 Apesar dos nomes complicados, a especialista explica que essa conversão é essencial para regular algumas funções do organismo como uma eventual resposta exagerada do hormônio prolactina, que acaba piorando os sintomas da TPM. “Além disso, o óleo atua com efeito regulador a outros hormônios, como estrógeno e progesterona, e na liberação de neurotransmissores cerebrais”, complementa Isadora Kaba. 

 

Mas como e quanto ingerir para alcançar benefícios à saúde? 

Segundo a nutricionista, o indicado é consumir duas cápsulas de 500mg ao dia, após refeições que tenham algum teor de gordura para garantir melhor absorção. Apesar de não existir toxidade, ocasionalmente podem ser observados distúrbios digestivos, como náuseas, perda da consistência das fezes, dispepsia e cefaleia. Em altas doses, o óleo pode provocar cólicas intestinais. 

 

Quem não deve tomar? 

O óleo é contraindicado para pacientes esquizofrênicos que usam neurolépticos como fenotiazina, pacientes que usam anticonvulsivantes, pacientes que usam antiagregantes plaquetários ou anticoagulantes e também para gestantes. 

 

 


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Três pesquisas buscam desvendar mitos e verdades sobre vitamina D e Covid-19 no Brasil e no exterior

 Vitamina D já tem papel cientificamente comprovado na prevenção de algumas infecções respiratórias como pneumonia e influenza (gripe)

Pesquisa brasileira investiga nível de vitamina D em 200 pacientes idosos, internados por Covid-19, no Hospital Israelita Albert Einstein 

 

A vitamina D, também conhecida como “vitamina do sol”, é fundamental para auxiliar na absorção de cálcio pelo organismo, porém não é de hoje que diversos estudos científicos vem demonstrando sua ação positiva sobre o sistema imunológico das pessoas, principalmente contra infecções do trato respiratório, como pneumonia, tuberculose e influenza (gripe).

A partir deste histórico, pesquisadores de diversos países passaram a investigar a ação da vitamina D no combate às infecções causadas pelo novo coronavírus, incluindo especialistas no Brasil, para entender a atuação na prevenção ou no tratamento da Covid-19.

“Estudos tem demonstrado que a suplementação de vitamina D de longo prazo e de forma adequada parece auxiliar na prevenção de infecções respiratórias agudas de algumas populações”, afirma o geriatra Alberto Frisoli Jr., professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“Já com relação à atuação na Covid-19, embora possa ter sintomas semelhantes, os mecanismos da doença ainda não são completamente conhecidos, daí o interesse científico em buscar as respostas sobre o papel dessa vitamina na pandemia”, acrescenta.

Segundo o especialista, descobertas interessantes já foram feitas pela comunidade científica global. Frisoli Jr. conduz um estudo brasileiro, no Hospital Israelita Albert Einstein, que tem como foco a síndrome da fragilidade e o quanto os níveis de vitamina D interferem no período de hospitalização, complicações intra-hospitalares, internação em unidades de terapia intensiva e mortalidade em idosos com infecção aguda de SARS-Cov 2.

Confira o resumo das pesquisas:


Dupla função - Segundo artigo publicado pela centenária revista científica britânica The Lancet1, o papel da vitamina D na resposta à infecção por Covid-19 pode ser duplo: apoiar a primeira defesa do organismo ao vírus, que inclui por exemplo, a produção de peptídeos antimicrobianos no epitélio (tecido) das vias respiratórias, ou seja, protegendo o organismo da invasão do vírus causador de Covid-19 e, no segundo momento, promovendo a redução da resposta inflamatória à infecção.


Maior risco de infecção na deficiência - Estudo desenvolvido por pesquisadores do Departamento de Medicina da Universidade de Chicago2 analisou 489 pacientes que fizeram teste molecular (PCR) para Covid-19, e apontou que aqueles com deficiência de vitamina D poderiam ter uma chance 77% maior de infecção pela Covid-19 do que os pacientes com quantidade suficiente da mesma vitamina. Os resultados foram publicados na revista médica Journal of the American Medical Association (JAMA).


Estudo brasileiro - Um estudo conduzido no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, vem investigando a relação entre os níveis séricos de vitamina D e o Covid 19 em 200 pacientes hospitalizados, com 60 anos ou mais. A intenção é entender se a deficiência deste nutriente potencializa a ação da fragilidade ou atua de forma independente, sobre as chances do idoso com Covid-19 apresentar evolução clínica grave, segundo o coordenador do estudo, Alberto Frisoli Jr.

 


Referências

1 Fiona Mitchell; et al. Vitamin-D and COVID-19: do deficient risk a poorer outcome?. 2020. https://www.thelancet.com/journals/landia/article/PIIS2213-8587(20)30183-2/fulltext#%20.%20Acesso%20em%2002.06.2020

2 David O. Meltzer, MD, PhDThomas J. Best, PhDHui Zhang, PhD; et al. Association of Vitamin D Status and Other Clinical Characteristics With COVID-19 Test Results. 2020. https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/10.1001/jamanetworkopen.2020.19722?utm_source=For_The_Media&utm_medium=referral&utm_campaign=ftm_links&utm_term=090320

 

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