Pesquisar no Blog

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Pesquisa com médicos aponta que maior oferta de medicamentos GLP-1 amplia acesso e reforça importância da compra em farmácias

Levantamento da Febrafar com mais de mil médicos aponta que 65% dos pacientes interrompem o tratamento por questões financeiras e que redução de preços pode ampliar significativamente a adesão

 

A expectativa de ampliação da oferta de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1 no Brasil, impulsionada pela entrada de novas opções terapêuticas e pela tendência de redução dos preços, deve facilitar o acesso de milhares de pacientes aos tratamentos para diabetes tipo 2 e obesidade. Ao mesmo tempo, especialistas alertam que esse novo cenário exige atenção redobrada para que a compra seja realizada exclusivamente em farmácias regularizadas e mediante prescrição médica. 

Pesquisa nacional realizada pelo Instituto IFEPEC com 1.067 médicos de todo o país mostra que o custo ainda é a principal barreira para o tratamento. Segundo os profissionais entrevistados, atualmente apenas 28% dos pacientes aptos conseguem arcar com o medicamento. Em uma simulação apresentada durante o levantamento, os médicos estimaram que uma redução de 35% nos preços elevaria esse percentual para 45%, ampliando significativamente o acesso. 

O estudo também revela que 65% dos pacientes interrompem ou não conseguem manter o tratamento por questões financeiras, evidenciando uma demanda reprimida que tende a ser atendida à medida que novas alternativas chegarem ao mercado. 

Para o presidente da Febrafar, Edison Tamascia, esse movimento representa uma oportunidade importante para democratizar o acesso aos medicamentos, mas também reforça a necessidade de conscientização da população sobre a compra segura. "A redução dos preços representa um avanço importante para que mais pessoas tenham acesso a tratamentos que vêm demonstrando benefícios relevantes para pacientes com diabetes tipo 2, obesidade e outras condições cardiometabólicas. No entanto, esse avanço precisa ocorrer com responsabilidade, sempre com acompanhamento médico e aquisição em farmácias regularizadas." 

O crescimento da procura pelos GLP-1 já é percebido nos consultórios. A pesquisa aponta que 33% dos pacientes iniciam a consulta perguntando sobre esses medicamentos, enquanto outros 18% já chegam solicitando diretamente a prescrição. Além disso, em média, 7% dos pacientes afirmam já ter utilizado GLP-1 sem orientação médica antes da primeira consulta. 

Segundo Tamascia, esses dados mostram que o interesse crescente da população deve ser acompanhado de informação e cuidados para evitar riscos relacionados ao uso inadequado ou à aquisição em canais informais. "Os medicamentos GLP-1 exigem avaliação clínica individualizada, acompanhamento durante o tratamento e armazenamento adequado. Quando o paciente compra em uma farmácia regular, ele tem a garantia de que o produto percorreu toda a cadeia legal de distribuição, foi armazenado corretamente e atende às exigências da vigilância sanitária. Essa é uma segurança fundamental para qualquer tratamento." 

Outro ponto levantado pela pesquisa é que os médicos demonstram otimismo em relação à chegada de novas opções terapêuticas, desde que essas apresentem qualidade, segurança e eficácia comprovadas. Ao mesmo tempo, boa parte dos entrevistados afirma que a decisão de prescrever dependerá da confiança no fabricante e das evidências clínicas disponíveis. 

Para o presidente da Febrafar, esse cenário reforça ainda mais o papel das farmácias como elo entre indústria, prescritores e pacientes. "A farmácia é muito mais do que um ponto de venda. É o ambiente onde o paciente recebe orientação, tem acesso a medicamentos provenientes de canais oficiais e encontra profissionais capacitados para contribuir com o uso correto da terapia. À medida que esse mercado cresce, esse papel ganha ainda mais relevância." 

A expectativa do setor é que a ampliação da concorrência contribua para reduzir barreiras econômicas e ampliar o acesso aos tratamentos. Entretanto, especialistas ressaltam que essa evolução deve ocorrer sempre aliando inovação, segurança, orientação profissional e aquisição dos medicamentos em estabelecimentos regularizados, garantindo que os benefícios dessa nova fase do mercado sejam efetivamente convertidos em melhores resultados para a saúde da população. 

A pesquisa na íntegra está disponível de forma gratuita no site da Febrafar.

 

Febrafar - Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados