Como o ativismo judicial e a irresponsabilidade fiscal sufocam quem produz — e por que as entidades de classe devem liderar a cobrança por mudanças reais
O Brasil se aproxima de mais um
processo eleitoral decisivo em meio a um cenário de incerteza internacional e
uma evidente insegurança interna. Vivemos um momento de desequilíbrio
institucional que afeta diretamente quem trabalha e produz A realidade, no
entanto, não tem contribuído para criar um clima de segurança ou pelo menos
mais amigável para o empreendedor brasileiro.
O que assistimos é um
Judiciário que extrapola suas funções com decisões monocráticas, desalinhadas
com o texto constitucional, e um executivo irresponsável diante do necessário
equilíbrio fiscal.
Já o Congresso Nacional vem se
destacando pela aprovação de matérias que criam mais burocracia e aumentam a
carga tributária, enquanto o Senado se omite de seu papel de frear os excessos
e defender as instituições.
Embora os holofotes se voltem
naturalmente para a polarizada disputa da Presidência da República, é
fundamental compreendermos que o futuro do país depende, com igual peso, da
composição do Poder Legislativo.
Sem a formação de uma maioria
expressiva e comprometida com reformas estruturais no Congresso — e em especial
no Senado —, o Brasil não reencontrará o caminho da retomada econômica, da
inclusão social e da segurança jurídica indispensável ao desenvolvimento. Nesse
contexto, as Associações Comerciais precisam exercer sua vocação essencial.
Embora sejam entidades
políticas, são rigorosamente apartidárias com foco na defesa intransigente das
instituições, da democracia e da liberdade em seu sentido mais amplo, ou seja,
liberdade de iniciativa, de expressão e igualdade de todos perante a lei.
Defende a economia de mercado com inclusão e igualdade de oportunidades.
A base das associações é
formada majoritariamente por micro e pequenos empresários e profissionais
liberais que, juntos, constituem a espinha dorsal da classe média e o fator de
equilíbrio político do país. O empresariado brasileiro carrega valores sólidos
de preservação da família, da ética, da moral e da liberdade. Por isso, não
pode se calar.
É imperativo, portanto, que as
associações participem ativamente do debate político e que os empresários
apoiem candidatos que assumam um compromisso claro com a livre iniciativa,
independentemente de legendas partidárias.
Para fortalecer esse vínculo
entre a sociedade produtiva e a classe política, as associações comerciais tem
como bandeira estratégica o Voto Distrital Misto. Como entidades municipais,
profundamente inseridas nas comunidades, sabemos que esse sistema aproxima
eleitores e eleitos, fortalecendo as cidades e a representatividade regional e
aproximando os políticos dos empresários.
O momento exige coragem e
clareza de propósitos. É hora de seguir firmes na cobrança por austeridade
fiscal, pela implementação plena da Lei de Liberdade Econômica, pela
desburocratização e pela redução da pesada carga tributária que sufoca o país.
O voto consciente e o
engajamento do setor produtivo são as ferramentas legítimas para resgatar a
estabilidade e garantir o futuro do Brasil.
**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva
responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário
do Comércio**
https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/hora-de-mudar-associacoes-comerciais-e-as-eleicoes
Fonte: https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/hora-de-mudar-associacoes-comerciais-e-as-eleicoes

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