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terça-feira, 14 de julho de 2026

Julho Amarelo: por que tantas pessoas convivem anos com hepatites virais sem diagnóstico

Doenças costumam evoluir de forma silenciosa e podem permanecer décadas sem sintomas. Exames laboratoriais são fundamentais para identificar a infecção precocemente e evitar complicações graves.
 

As hepatites virais continuam sendo um importante desafio de saúde pública no Brasil e no mundo. Apesar de existirem exames capazes de identificar a infecção de forma simples e acessível, milhares de pessoas convivem com o vírus durante anos sem saber. Como, na maioria dos casos, a doença evolui de maneira silenciosa, o diagnóstico costuma acontecer apenas quando já existem complicações no fígado, como cirrose ou câncer hepático. 

Durante o Julho Amarelo, campanha nacional dedicada à conscientização sobre as hepatites virais, especialistas reforçam que a realização de exames laboratoriais é a principal estratégia para interromper essa trajetória silenciosa e ampliar as chances de tratamento e cura.

"A ausência de sintomas faz com que muitas pessoas não procurem atendimento médico e só descubram a infecção em exames de rotina ou durante a investigação de alterações nas funções do fígado. Esse é um dos principais motivos pelos quais o diagnóstico laboratorial tem papel tão importante no enfrentamento das hepatites virais", explica Maria Gabriela de Lucca, médica patologista do DB Diagnóstico. 

De acordo com o Ministério da Saúde, as hepatites B e C respondem pela maior parte dos casos de hepatite crônica no país. A infecção pode permanecer assintomática por décadas, enquanto provoca inflamação progressiva no fígado. Quando surgem sintomas como cansaço persistente, pele e olhos amarelados, dor abdominal ou urina escura, muitas vezes a doença já apresenta comprometimento significativo do órgão. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 304 milhões de pessoas vivem com hepatite B ou C crônica no mundo. Apesar disso, a maioria desconhece a própria condição. Estima-se que apenas uma parcela dos infectados tenha recebido diagnóstico, o que dificulta o início do tratamento e favorece a transmissão dos vírus. 

As hepatites virais são causadas por diferentes vírus e apresentam formas distintas de transmissão. A hepatite A está relacionada principalmente ao consumo de água e alimentos contaminados. Já as hepatites B e C podem ser transmitidas por contato com sangue contaminado, compartilhamento de objetos perfurocortantes, relações sexuais desprotegidas e, em alguns casos, da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto. 

O diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais específicos, capazes de identificar tanto a presença do vírus quanto a resposta imunológica do organismo. Em situações confirmadas, exames complementares também ajudam a avaliar o grau de comprometimento do fígado e acompanhar a resposta ao tratamento. 

"O laboratório é uma peça fundamental na jornada do paciente. A confirmação da infecção, a diferenciação entre infecção ativa e contato prévio com o vírus, além do monitoramento da carga viral e da função hepática, fornecem informações essenciais para que o médico defina a melhor estratégia terapêutica", destaca a especialista. 

Além do diagnóstico precoce, a prevenção continua sendo um dos pilares no combate às hepatites. A vacinação contra a hepatite B está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), assim como medidas de segurança envolvendo materiais perfurocortantes, testagem de sangue, uso de preservativos e adoção de boas práticas de higiene.
 

DB Diagnósticos


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