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terça-feira, 14 de julho de 2026

Quanto custa viajar para a próxima Copa? Saiba quanto o brasileiro deve desembolsar para acompanhar o Mundial de 2030

Com jogos em seis países e expectativa de alta demanda por passagens e hospedagem, planejamento antecipado pode reduzir significativamente os custos da viagem

 

A Copa do Mundo de 2026 ainda está em andamento, mas com a eliminação do Brasil, muitos torcedores já começam a olhar para o próximo Mundial. Em 2030, a competição será disputada principalmente na Espanha, em Portugal e no Marrocos, além de três partidas comemorativas do centenário no Uruguai, na Argentina e no Paraguai. O formato inédito, espalhado por dois continentes, promete criar novas oportunidades de viagem, mas também exigirá planejamento financeiro dos brasileiros. 

Embora a FIFA ainda não tenha divulgado os preços oficiais dos ingressos nem os detalhes operacionais da Copa de 2030, já é possível fazer projeções com base nos valores praticados em grandes eventos esportivos, na inflação do setor de turismo e nas tarifas atuais para os países-sede. 

"A Copa do Mundo continua sendo uma das viagens mais desejadas pelos brasileiros, mas também uma das que mais sofrem com oscilações de preço conforme a demanda aumenta. Quem pretende viajar em 2030 deve começar a se organizar financeiramente desde já, porque comprar passagens e reservar hospedagem com antecedência pode representar uma economia de milhares de reais", afirma Edmar Mendoza, CEO da Biosfera Copastur, agência 360 com mais de 50 anos de bagagem em gestão de viagens corporativas e a lazer. 

Considerando um roteiro de aproximadamente dez dias para acompanhar de dois a três jogos na Península Ibérica (Espanha e Portugal), a estimativa é que um viajante brasileiro desembolse entre R$ 22 mil e R$ 38 mil, dependendo da antecedência da compra e do padrão da viagem.

 

*Valores projetados com base na evolução histórica dos preços das últimas edições da Copa do Mundo.

 

Caso o torcedor queira incluir uma das partidas comemorativas na América do Sul e depois seguir para Europa ou Marrocos, o orçamento pode ultrapassar R$ 45 mil, principalmente em razão dos deslocamentos intercontinentais. 

Assim como ocorreu na Copa de 2026, especialistas esperam forte pressão sobre hotéis nas cidades-sede. Durante o Mundial disputado nos Estados Unidos, México e Canadá, houve registros de diárias superiores a US$ 4.000 em alguns destinos, enquanto a alta demanda elevou significativamente os preços de acomodações e transporte. 

Na avaliação da Biosfera Copastur, embora Espanha, Portugal e Marrocos possuam ampla infraestrutura turística, cidades menores ou que receberem partidas decisivas poderão registrar aumentos expressivos nas tarifas. 

Segundo o especialista, o maior erro é esperar o sorteio da fase de grupos para começar a organizar a viagem. "As primeiras reservas costumam oferecer a melhor relação entre preço e disponibilidade. Depois da definição das sedes dos jogos e da classificação das seleções, a tendência é de aumento expressivo na procura, especialmente por voos e hotéis próximos aos estádios", explica Mendoza. 

Além da economia, iniciar o planejamento com alguns anos de antecedência permite parcelar custos, utilizar programas de fidelidade, aproveitar promoções aéreas e montar roteiros personalizados.

 

Copa também pode impulsionar turismo além dos jogos

Outro diferencial da edição de 2030 será a possibilidade de combinar futebol com experiências culturais em diferentes países. 

O roteiro pode incluir cidades como Madri, Barcelona, Lisboa, Porto, Marrakech e Casablanca, permitindo que o torcedor transforme a viagem esportiva em férias pela Europa e pelo norte da África.   

"A tendência é que muitos brasileiros aproveitem a Copa para conhecer mais de um destino durante a mesma viagem. É um tipo de roteiro que exige logística eficiente, integração entre transporte, hospedagem e ingressos, mas proporciona uma experiência muito mais completa", conclui Edmar.


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