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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Pandemia faz crescer o consumo de bebida alcoólica no Brasil

Em alusão ao Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo (20/2), psicólogo e professor do UNICURITIBA fala sobre a importância do diálogo na prevenção da doença e do apoio da família para o sucesso do tratamento


O consumo de bebida alcoólica aumentou durante a pandemia. O isolamento social forçado e as festas restritas não impediram que muita gente levasse o bar para dentro de casa. O crescimento nas vendas começou logo após a confirmação dos primeiros casos de Covid-19 no Brasil. Segundo a plataforma Compre&Confie, entre 24 de fevereiro e 3 de maio de 2020, o “boom” foi de 93,9% em comparação ao mesmo período de 2019.

Mesmo com muitos bares fechados, o mercado de drinques continuou em alta no ano passado. Pesquisa da Fiocruz, Unicamp e UFMG revelou aumento de 17,6% no consumo de bebidas alcoólicas, justificado principalmente pelo aumento do estresse e pela sensação momentânea de relaxamento. Nos primeiros meses da pandemia, as redes de supermercado mantiveram incremento médio de 27% na venda de produtos alcoólicos.

O fenômeno se repetiu em outros países. Um estudo realizado por pesquisadores da Escola de Saúde Pública Global da Universidade de Nova Iorque apontou que, dos quase 6 mil entrevistados, 29% relataram aumento no uso de álcool durante a pandemia. Outra pesquisa conduzida pela Rand Corporation aponta crescimento de 14% no consumo de álcool entre adultos com mais de 30 anos nos Estados Unidos.

Para a Organização Mundial da Saúde, os números são preocupantes, agravados no Brasil pelo fato de o abuso de álcool ser considerado o principal responsável pela morte de jovens entre 15 e 19 anos, seja em acidentes ou por paradas cardíacas. Segundo o IBGE, outro dado alarmante: cerca de 1,5 milhão de adolescentes de 13 e 14 anos já experimentaram bebida alcóolica.


Influência do meio social

Neste contexto, o dia 20 de fevereiro – considerado o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo – ganha mais relevância neste ano. Para o professor do curso de Psicologia do UNICURITIBA, Perci Klein, ainda que seja considerado uma doença – com fatores genéticos e hereditários associados –, é impossível dissociar o alcoolismo do meio social em que as pessoas estão inseridas.

Mestre em Psicologia da Saúde com atuação em psicologia social, dinâmica das relações interpessoais e psicologia da comunicação, Klein lembra que a própria sociedade torna aceitável o consumo do álcool. “Em muitas famílias o alcoolismo passa de geração em geração, mas o problema vai além. A bebida é culturalmente aceita em nosso país. A questão é que a mesma sociedade que abre as portas para o consumo do álcool desde a adolescência é aquela que fecha as portas para quem pede ajuda para se livrar do vício”, comenta o professor

Segundo o especialista, há um movimento implícito para que adolescentes comecem a beber e isso é encarado com naturalidade no Brasil. “Aquele que não bebe é visto como estranho ou diferente. Mas quem bebe demais fica estigmatizado, é hostilizado, sofre preconceito e encara uma série de problemas físicos, emocionais e psicológicos, com reflexos em sua vida profissional, familiar e social. É essa incoerência que precisamos resolver e combater.”


Diálogo e olhar atento

O consumo do álcool é tão naturalizado, aponta o psicólogo, que muitos pais ou familiares demoram a perceber quando a bebida se tornou um problema ou não acreditam que alguém querido será acometido pelo vício. “O melhor caminho para a prevenção é o diálogo, a interação, o olhar cuidadoso e a atenção dos pais ao comportamento dos filhos, ao rendimento escolar, às formas de socialização”, ensina Klein. “Não dá para trancar os filhos em casa, mas ser um pai presente e mostrar os reflexos do alcoolismo na vida e no futuro é plenamente possível.”

Na mesma medida em que a pandemia fez crescer o consumo de bebidas alcoólicas, o professor do UNICURITIBA propõe um desafio às famílias: transformar o período de isolamento em tempo de qualidade. “Se a pandemia nos obrigou a ficar mais tempo em casa, que possamos retomar os almoços à mesa, todos juntos, exercitando a escuta, nos reaproximando dos filhos, ouvindo o que eles têm a dizer. Que esse tempo seja uma oportunidade para uma conversa franca, um momento para os pais perceberem o que se passa com os filhos.”


Ajuda profissional

A qualquer sinal de que o consumo de álcool tenha se tornado recorrente – ou ainda exista a suspeita do uso de drogas ilícitas, o professor Perci Klein recomenda que a família busque ajuda profissional. “O abuso de álcool e drogas pode ter inúmeras causas e fatores relacionados, muitas vezes difíceis de compreender. Por isso, é importante contar com suporte especializado, tanto para o dependente quanto para os familiares, que também sofrem com a situação”, explica.

Seja qual for o caso, continua o psicólogo, diálogo, afeto e compreensão serão sempre essenciais ao longo de todo o tratamento. “O alcoolismo já traz sofrimentos suficientes a todos os envolvidos e o dependente não deve sofrer com mais preconceito ou mesmo com a vergonha da família. O apoio nos momentos de altos e baixos, nas recaídas e nas fases difíceis é muito importante.”


Por que temos mau hálito após ingerir álcool?

Com a chegada da vacina, muitas pessoas estão ansiosas para começar a folia

 

O álcool pode ser uma bebida muito perigosa se ingerida em excesso. Não só socialmente, com problemas no trânsito, por exemplo, em decorrência de desmaios e tonturas, as bebidas alcoólicas podem ser um perigo para a saúde. Muito comum saber dos problemas no fígado que o ácool pode gerar, esse tipo de bebida também pode gerar problemas na saúde bucal.

“Muitas pessoas, na hora de consumir bebidas alcoólicas, acabam esquecendo de que a higiene bucal é muito importante para a saúde e qualidade de vida. Para evitar sofrer de mau hálito, por exemplo, é muito importante tomar alguns cuidados”, explica Dra. Cláudia Gobor, dentista especializada no tratamento das alterações de hálito. Algumas bebidas, ingeridas em excesso, por terem grande quantidade de açúcar, podem gerar problemas e alterações no hálito e problemas na saúde bucal, como sensibilidade, dor e até cárie.

Na questão do hálito, a Presidente da Associação Brasileira de Halitose, explica que “O álcool tem efeito diurético, o que diminui o fluxo salivar, deixando a boca mais seca e causando o mau hálito”. Para beber e festejar sem ter consequências na sua saúde bucal, é importante tomar alguns cuidados, como:

Escovar os dentes no mínimo 3 vezes ao dia e passar o fio dental com eficácia não é dever somente para os dias úteis. Mantenha os seus dentes limpos e evite problemas bucais;
Beber água também pode ser uma boa dica, já que além da digestão, ela evita a proliferação de bactérias da boca.

Para comemorar com segurança, cuidar do hálito e da sua saúde é muito importante. "Cuidar da saúde bucal pode ser por vezes um hábito ignorado pela maioria das pesosas. Cuidar da pele e da saúde de outros órgãos é muito importante também, mas manter a higiene e tomar alguns cuidados com a higiene bucal pode ser essencial para uma boa qualidade de vida”, alerta a especialista.

 



Cláudia Christianne Gobor - Cirurgiã Dentista especialista pelo MEC no tratamento da Halitose Presidente da Associação Brasileira de Halitose

https://www.bomhalitocuritiba.com.br/

Rua da Paz, n° 195, Sala 102, Mab Centro Médico, Centro/ Alto da XV, Curitiba- PR

Whatsapp: (41) 99977-7087

Instagram: @Claudiacgobor

Facebook: @ClaudiaCGobor

Youtube: Claudia Gobor

 

CFMV contribui para projeto de lei que possibilita o uso veterinário do canabidiol

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), a convite do deputado federal Bacelar (José Carlos Bacelar Batista), da Bahia, contribuiu técnica e juridicamente para o Projeto de Lei (PL) nº 369/2021, apresentado na última quarta-feira (10), na Câmara dos Deputados. O objetivo é regulamentar o uso veterinário de remédios derivados da Cannabis sativa e garantir as pesquisas que comprovem a eficácia e eficiência do produto em animais, como já ocorreu com o uso humano.

“Nossa contribuição foi no sentido de orientar a redação, a fim de que a futura lei possa resguardar a saúde dos animais e dar segurança aos profissionais. A ideia é de que apenas médicos-veterinários inscritos regularmente nos CRMVs possam receitar a substância para cada paciente”, assinala o presidente do CFMV, Francisco Cavalcanti de Almeida.

O PL, conforme descrito em seu artigo 1º, “dispõe sobre a prescrição, fabricação, dispensação, comercialização, importação, uso, pesquisa e fiscalização de produtos industrializados destinados à medicina veterinária que contenham como ativos derivados vegetais ou fitofármacos de ‘Cannabis sativa’”. O deputado explica que o projeto preenche uma lacuna, pois falta uma lei que ampare o uso e a prescrição dessas substâncias aos animais.

“Com a aprovação, conseguiremos incentivar pesquisas, estudos e a comercialização, no mercado brasileiro, de medicamentos mais eficientes, seguros e de qualidade”, afirma Bacelar.


Uso análogo


Atenta ao tema, a autarquia recebeu requerimento para orientar técnica e juridicamente o projeto. Medicamentos à base de canabinoides em animais de estimação podem ampliar o escopo do tratamento de doenças neurológicas, a exemplo da epilepsia, e atenuar a dor, entre outras indicações.

“Dessa forma, o CFMV cumpre seu papel explícito na Lei nº 5.517/1968, de servir de órgão de consulta em todos os assuntos relativos, direta ou indiretamente, às profissões de médico-veterinário e zootecnista”, pontua o advogado e médico-veterinário Rodrigo Montezuma, assessor técnico-jurídico de Relações Institucionais  do CFMV. 

A orientação do CFMV é que, caso a lei seja aprovada no Congresso Nacional, que a aplicação dos derivados de Cannabis sativa em animais siga as normativas existentes para o uso em humanos, até que seja aprovada legislação específica para o uso veterinário das substâncias.

 

Efeito terapêutico do CBD 

Embora seja da mesma família de plantas que a maconha, o canabidiol (CBD) não tem propriedades psicoativas e não é intoxicante. Assim como o THC (tetra-hidrocanabinol), trata-se de um composto encontrado na planta de cannabis. Ambos atuam na mesma rede de receptores ligada ao equilíbrio, presente em todos os vertebrados, os chamados receptores canabinoides, que estão presentes em todo o corpo de humanos e animais. A diferença é que o THC é uma substância psicoativa e neurotóxica, enquanto o CBD possui diversas possibilidades terapêuticas cientificamente comprovadas.  

Você pode acompanhar a tramitação do Projeto de Lei nº 369/2021 aqui

 

Uso incorreto de fones de ouvido pode levar à surdez precoce

Segundo pesquisa da OMS, até 2050, 900 milhões de pessoas vão sofrer com perda auditiva incapacitante 


Com o mundo cada vez mais digital, principalmente durante a pandemia, os fones de ouvido têm se tornado uma grande necessidade. Seja na rotina das aulas online, chamadas de vídeo ou para ouvir músicas, os fones acompanham o dia a dia do indivíduo que, muitas vezes, não sabe usar de forma correta o aparelho. Segundo pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 466 milhões de pessoas no mundo possuem alguma deficiência auditiva.  A previsão é que, nos próximos trinta anos, o número dobre e chegue a 900 milhões. Atualmente, cerca de 1,1 bilhão de adolescentes e jovens adultos estão em risco de perda auditiva.

 

A fonoaudióloga Milkhia Beatriz Moreira, da clínica Microsom, ressalta que a única forma de evitar a perda auditiva induzida pelo ruído é a prevenção. “Não devemos ficar expostos por longas horas a ruídos fortes. O recomendado é que use os fones de ouvido, esquerdo e direito, simultaneamente, para que o volume não precise estar tão alto”, afirma Milkhia, que aconselha deixar o volume do celular ou notebook na metade, na hora de utilizar os fones. 

 

Sobre a escolha do modelo, a fonoaudióloga indica os fones de ouvido supra-aurais que, segundo ela, trazem menos malefícios que os intra-auriculares. Quanto maior o nível de ruído, menor o tempo de exposição. Por exemplo, em 85 decibéis o tempo máximo de exposição são 8h, a cada 5 decibéis a mais, o limite cai pela metade”, explica. 

 

“Em casos de sintomas como zumbido, sensação de ouvido tampado, pressão, dor, consulte um otorrinolaringologista e/ou um fonoaudiólogo para avaliar sua audição. Ao usar fones de ouvido, o usuário deve conseguir escutar o que está ao seu redor”, alerta Milkhia. “Vale ressaltar, também, a importância de realizar uma avaliação audiológica pelo menos uma vez ao ano, por prevenção”, finaliza. 


 

Microsom


 A substância melhora a dor sem efeitos colaterais e torna-se destaque no tratamento durante o Fevereiro Roxo


A campanha Fevereiro Roxo visa a conscientização da importância do diagnóstico precoce e tratamento da fibromialgia, conhecida como uma patologia de dor generalizada e incurável. E mais um aliado ao tratamento da doença ganha protagonismo: o uso da cannabis medicinal para tratamento das dores intensas de quem tem fibromialgia.

Um artigo publicado na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos mostrou que a cannabis medicinal é uma opção eficaz de tratamento para a doença. O estudo utilizou a substância para verificar a melhora na intensidade da dor de 367 pacientes, e 81,1% relataram melhora significativa em sua condição, o que comprova o efeito analgésico da planta.

O tratamento convencional para a doença inclui anticonvulsivantes, anticonvulsivantes, analgésicos, relaxantes musculares, anti-inflamatórios, opioides e medicamentos para melhorar a qualidade do sono. “Os dados indicam que a cannabis medicinal pode ser uma opção terapêutica promissora para esses pacientes, especialmente àqueles que não alcançam resultados satisfatórios nas terapias farmacológicas padrão”, afirma Maria Teresa Jacob, médica que trabalha com a medicina canabinóide.

Segundo também o estudo, embora existam várias opções farmacológicas recomendadas para a fibromialgia, as eficácias são relativamente limitadas. Os resultados do tratamento com o uso da cannabis apontaram alto índice de melhora com baixas taxas de abandono da medicação.

“Os pacientes em nosso e em outros estudos frequentemente relatam que a cannabis medicinal é mais tolerável e com menos eventos adversos em comparação com outras terapias. Semelhante a estudos anteriores, descobrimos que o uso de cannabis medicinal é seguro entre pacientes com fibromialgia. No acompanhamento de seis meses, houve uma taxa baixa de eventos adversos menores, e apenas 28 pacientes (7,6%) pararam de usar cannabis medicinal.”, cita o artigo.

A pesquisa reforça que a cannabis é uma alternativa eficiente de tratamento para a fibromialgia. “Entretanto, antes do médico prescrevê-la, é necessário avaliar todo o histórico do paciente e definir questões como a dose e as substâncias presentes no remédio à base da planta para o paciente em questão”, completa a médica Maria Teresa Jacob.

 



Dra. Maria Teresa Jacob - Formada pela Faculdade de Medicina de Jundiaí em 1982, com residência médica em Anestesiologia no Instituto Penido Burnier e Centro Médico de Campinas. Possui Título de Especialista em Anestesiologia, Título de Especialista em Acupuntura e Título de Especialista em Dor. Especialização em Dor, na Clinique de la Toussaint em Strassbourgo, França em 1992, Cannabis Medicinal e Saúde, na Universidade do Colorado, Cannabis Medicinal, em curso coordenado pela Dra. Raquel Peyraube, médica uruguaia referência mundial na área. Membro da Sociedade Internacional para Estudo da Dor (IASP), da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED), da Sociedade Internacional de Dor Musculoesquelética (IMS), da Sociedade Européia de Dor (EFIC), da Society of Cannabis Clinicians (SCC) e da International Association for Canabinoid Medicines (IACM). Atua no tratamento de Dor Crônica desde 1992 e há alguns anos em Medicina Canabinóide em diversas patologias em sua clínica privada localizada em Campinas.

 

Bem - Medicina Canábica e Bem Estar

 

Brasileiros querem cuidar mais da saúde em 2021

Cuidados com a saúde devem ser constantes para evitar agravamento de outras doenças
Créditos: Envato


Especialistas explicam como identificar sinais do corpo que não podem esperar a pandemia passar


De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Google, cerca de 35% dos brasileiros têm como prioridade para 2021 cuidar mais da saúde. A meta fica na frente de todas as outras, como comprar uma casa (29%), emagrecer (26%), aprender outra língua (24%), investir dinheiro (23%) ou comprar um carro (19%). E é esse cuidado com a saúde que pode fazer a diferença nos números de mortes, não apenas pela Covid-19, mas também por outras doenças graves, que ficaram sem acompanhamento em 2020.

Durante o ano passado, a pandemia espantou muita gente dos consultórios médicos. O medo do contágio pelo coronavírus fez com que pessoas que necessitavam de acompanhamento contínuo deixassem de realizar exames Isso se refletiu no aumento de mortes por diversas outras doenças, na chamada terceira onda da pandemia. Só no Hospital Marcelino Champagnat, que é referência em cardiologia, neurologia e ortopedia em Curitiba, o número geral de exames caiu 40%, se comparado a 2019.

Com a possibilidade desse cenário se repetir em 2021, é importante ficar atento às indicações que o corpo dá, de que está na hora de procurar atendimento médico. O primeiro passo para evitar dores e complicações desnecessárias é entender os sinais. Dores no mesmo local por mais de três dias, falta de ar, dificuldade na fala, formigamento, sangue na urina, febre e vômitos são algumas características que não podem ser negligenciadas.  


Confira outros aspectos a serem observados em áreas importantes da saúde:


Neurologia -  Perda de força, fraqueza ou formigamento de um lado do corpo podem ser sinais de AVC

O médico Carlos Twardowschy, neurologista e coordenador do serviço de neurologia do Hospital Marcelino Champagnat, explica alguns sintomas que necessitam de atendimento imediato, em função de serem sinais indicativos de AVC, a segunda maior causa de morte no Brasil. Alteração da fala ou dificuldade em pronunciar as palavras, boca torta, alteração de visão podem ser sintomas de AVC e o serviço médico tem que ser procurado de forma imediata, de preferência em um local que tenha atendimento especializado em neurologia. Também não dá para ignorar características que surgem subitamente como: perda de força, fraqueza ou formigamento de um lado do corpo. “O AVC tem tratamento e quanto mais cedo for iniciado, maiores as chances de recuperação e menores as sequelas. A cada minuto perdido de tratamento, 2 milhões de neurônios morrem. Então o AVC é uma emergência, não pode esperar”, ressalta. 


Cardiologia - Falta de ar e dor no peito que irradia para os braços e o queixo exigem atendimento imediato

A médica cardiologista e coordenadora do serviço de cardiologia do Hospital Marcelino Champagnat, Lidia Zytynski Moura, possui na ponta da língua as principais características de problemas cardíacos que precisam de um atendimento especializado. “A piora da falta de ar, dor no peito, em especial, as dores que irradiam para os braços e para o queixo e, principalmente, desmaios”, explica. “É importante que diante desses sintomas você procure seu médico, seja por telefone  ou via telemedicina, principalmente em caso de piora”, recomenda. Ela também defende que pacientes que já possuem doenças cardíacas ou doenças crônicas precisam redobrar os cuidados nesse período. “É importante manter os seus tratamentos, manter-se atento à glicemia, se for diabético, manter-se atento aos níveis de pressão arterial se você for hipertenso e tomar a medicação exatamente conforme foi prescrita pelo médico”.


Cirurgia geral - Dor no lado direito da região abdominal pode ser caso cirúrgico

Para o médico Wagner Sobottka, cirurgião geral e coordenador do serviço de emergência do Hospital Marcelino Champagnat, qualquer pessoa com dor na região abdominal do lado direito deve procurar o pronto atendimento. “Quanto antes for feito o diagnóstico, antes será realizada a cirurgia, um tratamento cirúrgico mais eficiente e o paciente fica menos tempo internado, facilitando a recuperação no pós-operatório”, esclarece.

Segundo ele, uma infecção no colo, uma coleciste aguda, diagnosticada precocemente possui um tratamento cirúrgico muito efetivo com baixo índice de complicação. “É preciso sempre prestar atenção aos seguintes sintomas abdominais: náuseas, vômitos, dores abdominais, febre, diarreia, mudanças no funcionamento do intestino”, destaca. No caso de dores na parte superior do abdômen, a dor pode estar relacionada às pedras nas vesículas (pancreatite aguda). Já na região inferior direita do abdômen, se associado à febre, falta de apetite e mal-estar, o quadro pode ser de apendicite. “Apendicite aguda pode trazer complicações e um quadro infeccioso grave, que apresenta um risco de mortalidade se não for tratado adequadamente”, alerta.


Urologia - Forte dor na região lombar e aumento na frequência urinária associados à febre podem ser sinais de cálculo urinário 

O médico urologista Mark Neumaier explica que, além dos riscos para a saúde, negligenciar os sinais de problemas nessa região acarretam em um sofrimento desnecessário, em função da dor gerada.  Alguns sinais de alerta para doenças do sistema urinário são: sangue na urina, incontinência urinária, forte dor na região lombar e febre. “Dor nas costas, na altura das costelas, de forte intensidade e muitas vezes associada ao aumento da frequência urinária. Esse sintoma é muito comum e está relacionado ao cálculo urinário. Se não for reconhecido e tratado pode trazer consequências, inclusive, irreversíveis”, informa. O médico também faz um apelo sobre o aumento de pessoas trabalhando home office e o risco para a saúde. “Tenho notado que muitas pessoas deixam de se levantar, passam mais tempo sentadas, inclusive, deixam de se hidratar adequadamente, e isso favorece algumas doenças específicas como infecção urinária. A cada hora sentado, procure levantar, estipular metas de ingestão de líquidos. Pelo menos dois litros e meio de água por dia”, indica.


Ortopedia -  Uma dor que dura mais de três dias e não melhora deve ser atendida por um especialista

O ortopedista, especialista em cirurgia de coluna, Antônio Krieger, também vê com preocupação as consequências do isolamento social e do home office para a integridade da coluna vertebral. “Nem toda casa tem a ergonomia e o escritório perfeito para que se possa trabalhar durante seis, oito horas sentado. O desktop que permite uma visão na mesma altura do monitor foi trocado por um notebook que muitas vezes exige uma flexão do pescoço e com isso começaram a surgir sintomas de cervicalgia, dor no pescoço e dor lombar”, aponta.

Sobre a dúvida de quando ir ao hospital ele diz que os sintomas que o paciente precisa estar bastante atento são: uma dor que dura mais de três dias e não melhora. “Seja uma dor na cabeça ou nas costas, tomou um analgésico e melhorou, não é o caso de buscar o hospital. Agora uma dor que dura três dias, já está uma semana, uma dor limitante, que não lhe permite ficar longos períodos em pé ou sentado, perda de força nos membros, precisa”, compara.

O ortopedista Thiago Fuchs, que atua nas áreas de cirurgia de joelho e quadril, diz que as mudanças na vida, nos hábitos e rotinas, nessa época de pandemia, vão impactar em aumento nos problemas ortopédicos. Nas articulações de carga, como o joelho e o quadril, é importante procurar o médico em caso de dores articulares relacionadas aos movimentos ou de ficar muito tempo sentados. “Aquela dor que lhe incomoda todos os dias, aquela dificuldade de calçar os sapatos ou realizar atividades simples do dia a dia são sintomas e sinais clínicos que não devem ser deixados de lado e que, algumas vezes, quando se passa muito tempo daquele sinal ou sintoma, o tratamento fica muito mais difícil, complicado e, muitas vezes, necessita de uma cirurgia”, afirma.




Hospital Marcelino Champagnat


Lesões no ombro são comuns em práticas esportivas

Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão fala sobre a questão, que atingiu participante do BBB 21 durante prova


O participante do Big Brother Brasil 21, Artur Picoli, caiu e lesionou os ligamentos do ombro direito, em uma prova de liderança. O rapaz passou por uma ressonância e terá que usar tipoia por duas semanas.

O ombro é a articulação que une o braço ao tronco e apresenta a maior amplitude de movimentos de todas as articulações do corpo humano, sendo capaz de movimentar-se em variados planos, levando o braço e a mão à variadas posições.

Artur, que é instrutor de crossfit, contou que já lesionou o ombro outras vezes. Em práticas esportivas, esse membro está entre os principais com risco de lesão. Levantamento do Instituto de Pesquisa do UFC (Ultimate Fighting Championship), do popular campeonato de artes marciais mistas, e que analisou 30 mil dados, apontou que, nos treinos, lesões nos ombros foram registradas em 18,5% dos casos e, atingindo punho e mão, 14,8%. Já nas lutas, punho e mão foram as áreas mais afetadas em 19,5% dos casos e ombro em 9,7%.

“Se você deseja adotar alguma prática esportiva, a recomendação é incluir uma rotina de exercícios de fortalecimento, que prepara o organismo para o esforço a que vai ser submetido, além de sempre fazer com acompanhamento de um profissional”, fala o presidente da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão), Dr. Henrique de Barros Pinto Netto.

Seja por pancadas em esportes, por levantar um objeto pesado de maneira incorreta na academia ou por queda, ao suspeitar de luxação no ombro, procure um especialista para o tratamento adequado. “Ao sentir fortes dores no ombro, que podem irradiar para o braço; perceber um ombro mais alto ou mais baixo em relação ao outro; incapacidade de realizar movimentos com o braço afetado; inchaço no ombro; hematoma ou vermelhidão no local da lesão, a pessoa deve, o mais breve possível, procurar um médico especializado, que verificará o tipo de dano e o melhor tratamento”, salienta o médico.

 


SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão

 http://www.cirurgiadamao.org.br/

 

Ao menos metade dos brasileiros afirma que estavam sendo mais cuidadosos com a Covid-19 em comparação com doenças transmitidas por mosquitos

 Com o verão em andamento, pesquisa da SC Johnson mostra os comportamentos do brasileiro em relação à proteção contra doenças como dengue, Zika e chicungunya


A SC Johnson anunciou os resultados de uma pesquisa recente que destaca o comportamento dos consumidores brasileiros em relação à proteção contra doenças transmitidas por mosquitos. Com o verão em curso, o aumento da temperatura e os dias de chuva levam à proliferação do mosquito Aedes Aegypti. Diante deste cenário, 93% dos brasileiros afirmaram estar preocupados com doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, Zika e chikungunya.

O estudo também mostra que, embora quase 2 em cada 3 brasileiros (63%) tenham respondido que estavam sendo mais cuidadosos com a COVID-19 durante a pandemia, 74% se consideram bem informados no que diz respeito à proteção contra doenças transmitidas por mosquitos.

“É bom ver que, mesmo durante a pandemia da COVID-19, as pessoas não esqueceram que as doenças transmitidas por mosquitos também continuam sendo uma grande preocupação”, disse Tatiana Ganem, gerente geral da SC Johnson Brasil. “É muito importante que as pessoas tomem as medidas adequadas ao longo do ano para se protegerem dos mosquitos.”


Dados regionais

A pesquisa revelou mudanças de comportamento dos brasileiros das diferentes regiões do país. Embora as práticas de proteção tenham sido importantes para ajudar a proteger as famílias, o estudo também mostra que os participantes estão ansiosos por mais informações sobre a prevenção de doenças transmitidas por mosquitos.


Região Norte

  • 97% dos brasileiros da região Norte afirmaram estar preocupados com doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, Zika e chikungunya;
  • 70% disseram estar bem informados sobre a prevenção de doenças transmitidas por mosquitos;
  • 53% dos brasileiros da região afirmam que não costumam usar repelente para ir ao ar livre;
  • 43% usam repelentes apenas durante os períodos mais propensos a surtos de doenças transmitidas por mosquitos;
  • 77% responderam que estavam sendo mais cuidadosos com a Covid-19.


Região Nordeste

  • 94% dos brasileiros da região Nordeste afirmaram estar preocupados com doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, Zika e chikungunya;
  • 77% disseram estar bem informados sobre a prevenção de doenças transmitidas por mosquitos;
  • 64% dos brasileiros da região afirmam que não costumam usar repelente para ir ao ar livre;
  • 43% usam repelentes apenas durante os períodos mais propensos a surtos de doenças transmitidas por mosquitos;
  • 74% responderam que estavam sendo mais cuidadosos com a Covid-19.


Região Centro-Oeste

  • 91% dos brasileiros da região Centro-Oeste afirmaram estar preocupados com doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, Zika e chikungunya;
  • 67% disseram estar bem informados sobre a prevenção de doenças transmitidas por mosquitos;
  • 64% dos brasileiros da região afirmam que não costumam usar repelente para ir ao ar livre;
  • 24% usam repelentes apenas durante os períodos mais propensos a surtos de doenças transmitidas por mosquitos;
  • 63% responderam que estavam sendo mais cuidadosos com a Covid-19.


Região Sudeste

  • 94% dos brasileiros da região Sudeste afirmaram estar preocupados com doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, Zika e chikungunya;
  • 76% disseram estar bem informados sobre a prevenção de doenças transmitidas por mosquitos;
  • 62% dos brasileiros da região afirmam que não costumam usar repelente para ir ao ar livre;
  • 40% usam repelentes apenas durante os períodos mais propensos a surtos de doenças transmitidas por mosquitos;
  • 53% responderam que estavam sendo mais cuidadosos com a Covid-19.


Região Sul

  • 89% dos brasileiros da região Sul afirmaram estar preocupados com doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, Zika e chikungunya;
  • 68% disseram estar bem informados sobre a prevenção de doenças transmitidas por mosquitos;
  • 63% dos brasileiros da região afirmam que não costumam usar repelente para ir ao ar livre;
  • 42% usam repelentes apenas durante os períodos mais propensos a surtos de doenças transmitidas por mosquitos;
  • 56% responderam que estavam sendo mais cuidadosos com a Covid-19.

 

*A SC Johnson encomendou uma pesquisa online com 1.000 adultos no Brasil, que foi realizada entre 9 e 15 de setembro de 2020. A margem de erro para este estudo (n = 1.000) é de +/- 3,1%.




SC Johnson

www.scjohnson.com


Coronavírus: médica dá dicas de cuidados extras para minimizar o risco de transmissão na volta às aulas

Pneumologista ressalta sobre a importância de novos hábitos para proporcionar mais segurança e proteção para alunos, professores e funcionários das escolas.

 

A área da educação vem se preparando para a volta às aulas em todo o território brasileiro, buscando proporcionar segurança e proteção para alunos, professores e funcionários, e minimizar o risco de transmissão da Covid-19. Para a médica pneumologista do Hospital Dia do Pulmão, centro de referência na área respiratória de Blumenau, Santa Catarina, Dra. Manoella Schmidt Kreibich, a retomada das atividades escolares alerta para a importância de alguns cuidados extras que as crianças devem ter enquanto estiverem na escola. “Além do uso obrigatório da máscara, os pais e responsáveis, professores e demais funcionários da escola, devem buscar orientar os alunos diariamente sobre os novos hábitos em tempos de pandemia no retorno às escolas”, diz.

 

Recomendações

A pneumologista listou algumas recomendações que podem ajudar para uma volta às aulas mais tranquila e segura. Confira: 

– Retorno escalonado de estudantes e profissionais. Pode haver revezamento de estudantes, tendo aulas presenciais em alguns dias da semana e remotas em outros;

– Higienização frequente das mãos e superfícies. Os espaços devem ter fácil acesso a pia ou lavatório com água, sabonete líquido e papel toalha. De forma alternativa, pode ocorrer com álcool 70% em gel. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) sugere colocar um cartaz plastificado em cima das pias com a orientação sobre lavagem adequada das mãos;

– Orientação aos alunos de terem suas próprias garrafas de água e evitar bebedouros;

– Estímulo às atividades ao ar livre ou em ambientes arejados e ventilados;

– Planejar a oferta das refeições de forma que os estudantes se mantenham afastados. Evitar o sistema self-service;

– Proibição de aglomerações na entrada e na saída dos alunos;

– Restrição do acesso dos adultos familiares dentro da escola;

– Adoção de medidas de distanciamento social;

– Definição de maior espaçamento entre os alunos dentro da sala de aula, sendo preferível com espaço mínimo de um metro entre as cadeiras;

– Realização de triagem de sinais e sintomas sugestivos da doença;

– Exigência do uso sistemático de máscaras nas crianças em condições de fazê-lo; Recomenda-se máscaras de pano, com duas camadas, bem ajustadas ao rosto, do nariz até o queixo. Devem ser trocadas a cada 3h ou quando estiverem sujas ou úmidas;

– Adoção das regras de etiqueta respiratória ou etiqueta da tosse no ambiente escolar. 

Para os pais e responsáveis a médica aponta que é necessário orientar as crianças sobre limpeza das mãos, bem como ensinar sobre a etiqueta da tosse. “Conhecida dessa forma, a etiqueta da tosse é o ato de cobrir a boca com a parte interna do braço quando for tossir ou espirrar. Parece repetitivo ensinar isso para as crianças e adolescentes, mas, o cuidado e orientação redobrados nunca é demais. Além disso, também nunca é tarde lembrar que se a criança sentir sintomas como febre, tosse ou quadros gastrointestinais, deve-se comunicar a escola e realizar uma avaliação com um médico”, completa Dra. Manoella.

 

Itens para segurança e higienização

Atualmente, já existe no mercado acessórios que podem ajudar muito e proporcionar ainda mais segurança para a volta às aulas. Um exemplo disso, é a comercialização de uma pulseira de silicone multifuncional de biossegurança para armazenar álcool em gel. O acessório foi desenvolvido pela Outfog, da LPR Brasil Representação Comércio e Serviços, para se adequar à rotina das pessoas e aos novos hábitos em tempos de Covid-19.

Para um dos empresários que desenvolveu a pulseira, Murilo Silva, o objeto é uma forma a mais para conscientizar as crianças sobre a importância de higienizar as mãos no dia a dia escolar. “Com o acessório a criança não precisa procurar o álcool em gel nos bolsos ou mochila, pois o produto estará sempre à mão, o que facilita o uso, proporcionando mais proteção e agilidade”, afirma



Hospital Dia do Pulmão (HDP) 

 

Outfog

https://www.outfog.com.br/


Jovens estão consumindo bebidas alcoólicas cada vez mais cedo

Jovens começam a beber aos 12,5 anos, em média, diz estudo
Divulgação
Neste Dia de Combate às Drogas e Alcoolismo, especialista alerta que jovens consomem bebidas alcoólicas cada vez mais cedo; ingestão também cresceu entre mulheres


Celebrado neste dia 20 de fevereiro, o Dia do Combate às Drogas e Alcoolismo é uma oportunidade de chamar atenção para um problema grave no Brasil. Segundo levantamento do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) publicado em 2020, os adolescentes estão experimentando bebidas alcoólicas cada vez mais cedo. A idade média da primeira ingestão é de 12,5 anos. Entre estudantes de 13 e 15 anos de idade, 55% já consumiram bebida alcoólica, 23,8% ingeriram álcool no último mês e 21,4% já sofreram algum episódio de embriaguez. Outro estudo, lançado recentemente pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta que 7 milhões de adolescentes abaixo dos 18 anos já fizeram uso do álcool pelo menos uma vez na vida, o que corresponde a 34% deste público no Brasil.

As consequências desse cenário, alerta a vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos sobre o Álcool e outras Drogas (ABEAD), Alessandra Diehl, são preocupantes. “Pesquisas apontam que quanto mais cedo se começa a usar álcool, maiores as chances de se desenvolver o alcoolismo na vida adulta”, observa a especialista, que ressalta a lucratividade envolvida na indústria do álcool. “Uma verba milionária é voltada para propagandas que atingem em cheio adolescentes, especialmente na promoção de esportes e programas destinados a esse público. Campanhas de marcas de cervejas, por exemplo, têm grande influência entre os mais jovens”, comenta. Ela lamenta que a legislação no Brasil ainda não impeça a publicidade de álcool direcionada a crianças e adolescentes.

Segundo o CISA, 43% dos jovens que relatam já ter ingerido álcool obtém a substância em festas; 17,8% com amigos; 9,4% com alguém da família; 3,8% em casa, sem permissão; 3,8% dando dinheiro para que alguém compre; e 1,6% com vendedores de rua. Entre as motivações para o consumo, estão a pressão social e aceitação pelo grupo de amigos, o exemplo de pais e familiares, o comportamento típico adolescente de assumir riscos e a percepção equivocada de que é normal beber com frequência e em quantidades exageradas.

A vice-presidente da Abead explica que o alcoolismo é considerado uma doença crônica caracterizada justamente pelo consumo excessivo de álcool. Apesar da droga ser considerada lícita, suas consequências podem ser letais. “Quem começa a beber na adolescência tem duas vezes mais chances de sofrer lesões não intencionais quando está sob influência do álcool”, destaca Dra. Alessandra.

Além disso, entre os jovens, os danos provocados podem ser tanto biológicos quanto sociais. Há a possibilidade de comprometimento do sistema nervoso, que ainda está em uma fase de desenvolvimento, além de relação com a queda no rendimento escolar, violência, acidentes de trânsito, sexo desprotegido e gravidez precoce e indesejada.  “Outra preocupação é o fato de que o álcool pode ser a porta de entrada para outras drogas. Por isso é tão importante que pais, autoridades de saúde e órgãos regulatórios atuem na prevenção do alcoolismo”, diz a médica.


Mulheres adultas

O consumo de álcool em excesso também tem envolvido mais mulheres nos últimos anos, aponta a última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). De acordo com o levantamento, 17% das entrevistadas afirmaram terem bebido uma vez ou mais por semana em 2019. Trata-se de um índice 4,1 pontos percentuais acima do registrado em 2013. O resultado da PNS foi divulgado no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme a Dra. Alessandra, essa tendência leva a uma série de preocupações, uma vez que as mulheres são mais vulneráveis aos efeitos do álcool no organismo do que os homens. Isso ocorre devido a características físicas e biológicas do corpo feminino. “É o caso do menor volume de água corporal nas mulheres. Isso interfere na metabolização do álcool no estômago”, comenta ela, ao pontuar ainda que o contato do álcool com hormônios femininos – estrógenos e progesteronas – pode aumentar o dano hepático junto a esse público.

No caso das mulheres, o alcoolismo costuma ser uma morbidade secundária e não primária, como ocorre com os homens. A dependência pode vir em decorrência de transtornos psiquiátricos do humor, como mania e depressão, de ansiedade e de personalidade borderline. Ao buscar ajuda, esse público pode lidar com sentimentos de culpa e medo, devido ao estigma de que a mulher não pode se intoxicar, e ainda com a falta de apoio do parceiro para começar o tratamento. “É comum ainda encontrarem um sistema de saúde com carências em relação a serviços especializados, voltados às necessidades dessas pacientes”, acrescenta Dra. Alessandra.

Em geral, as mulheres que apresentam alcoolismo têm um perfil parecido – baixa escolaridade, baixa autoestima, históricos de violência e/ou abuso sexual, conflitos familiares e vínculos afetivos enfraquecidos. Nesse contexto, o consumo do álcool, aponta a médica, pode estar relacionado ainda a um mecanismo para lidar com a timidez e ansiedade.


Agravante da pandemia

A pandemia do novo coronavírus também teve impacto no consumo de álcool, destaca uma pesquisa da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) realizada em 33 países. No Brasil, 42% das pessoas entrevistadas relataram alta ingestão de álcool desde o surgimento da Covid-19. O levantamento ocorreu entre maio e junho de 2020, por meio de um questionário online, e envolveu cerca de 3 mil participantes brasileiros.

De acordo com o levantamento, a maior prevalência em beber pesado episódico (BEP) – mais de 60 gramas de álcool puro - ocorreu entre jovens, ao menos uma vez em 30 dias. Pessoas com rendas mais altas também apresentaram aumento na frequência do consumo. Além disso, quadros de ansiedade elevaram em mais de 70% a chance de ingestão de bebidas alcoólicas no período.


Como tratar o problema

Calcula-se que, no Brasil, cerca de 15% da população seja dependente de álcool. Com base em dados de 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 3 milhões de pessoas morram por ano em decorrência do alcoolismo em todo o mundo.

O tratamento para alcoolismo pode ser buscado gratuitamente junto a Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD), grupos de Alcoólicos Anônimos e Al-Anon. Esse último grupo consiste em uma associação de parentes e amigos dos alcoólicos, que compartilham experiências para solucionar problemas em comum. O Al-Anon abrange ainda o Alateen, formado por membros jovens, de 13 a 19 anos, que sofrem com o alcoolismo de familiares ou amigos.

 

15% dos pacientes que realizam cirurgia no abdômen desenvolvem hérnia

Entre os pacientes que realizam qualquer tipo de cirurgia no abdômen 15% desenvolvem hérnia incisional (no corte da cirurgia), de acordo com a Sociedade Brasileira de Hérnia. Quando a cirurgia é realizada de forma minimamente invasiva, com as tecnologias de laparoscopia e robótica, o risco cai para 1% devido ao tamanho das incisões (cortes), que são minímos.

Apenas no Sistema Único de Saúde (SUS) foram feitas 25,1 mil cirurgias para reparos de hérnias incisionais em 2019 e 12,6 mil, em 2020 - ano de pandemia e paralisação dos procedimentos eletivos.

Estima-se que sejam realizadas aproximadamente 600 mil operações para reparos de hérnias abdominais ao ano no Brasil, levando em consideração o sistema público e privado de saúde.



O QUE É HÉRNIA INCISIONAL - A alteração trata-se de uma abertura na musculatura que permite a passagem de parte de um órgão ou de gordura através dele e ocorre em locais onde já foram feitas outras cirurgias. Podem surgir em poucas semanas ou anos após a operação e são identificadas por protuberâncias (bolinhas) que aparecem na cicatriz de cirurgias anteriores.

Os pacientes sentem dor no local, principalmente durante a prática de atividades físicas. Geralmente o desconforto melhora com o repouso.

O tratamento é feito exclusivamente com cirurgia, já que é necessário fechar o espaço aberto na musculatura. Na maioria dos casos é indicado o uso de uma prótese (tela) para evitar a recidiva da hérnia.

Pessoas com anemia, desnutridas, que fazem uso de corticoides, com tosse crônica e, principalmente, aquelas com infecção na ferida cirúrgica, obesidade e tabagismo têm maiores chances de desenvolver hérnias incisionais.

sbhernia.org.br


Conheça quais cuidados adotar ao arrematar imóvel hipotecado

Inicialmente, gostaria de esclarecer o que é hipoteca. Muitas vezes, para conseguir um financiamento, geralmente habitacional, o potencial comprador de um imóvel o oferece como garantia de pagamento do empréstimo bancário. Portanto, esse imóvel fica vinculado ao banco até o final do financiamento, sendo registrado na matrícula do imóvel.

Mesmo o imóvel estando alienado, o fato é que é possível arrematar imóvel com o ônus da hipoteca. Entretanto, a princípio, deve o interessado na arrematação, ou seu advogado, observar, no processo em que se dará o leilão, se o credor hipotecário, no caso o banco, foi devidamente intimado do leilão.

Havendo a intimação do credor hipotecário, este tem a faculdade de exercer seu direito de preferência, se utilizando da garantia que grava o imóvel. No entanto, na maioria das vezes, o banco abre mão desse direito, considerando que, se o exercer, terá de responder por eventuais ônus que recaem sobre o imóvel, como condomínio, IPTU etc.

Assim, confirmada a intimação ao credor hipotecário, não haverá qualquer irregularidade quanto a isso, podendo o interessado arrematar o imóvel.

Pode ainda ocorrer a arrematação, sem essa intimação, mas, caso o eventual concorrente seja vitorioso no leilão deverá proceder a intimação do credor hipotecário.

No entanto, este pedido de intimação deve ser aprovado pelo juiz competente do processo, considerando que o juiz pode entender que com a falta da intimação, restou cerceado ao banco exercer seu direito de preferência, e decidir por julgar nula a arrematação.

Pode ocorrer ainda que o juiz interprete que a posterior intimação do banco não cause ao feito nenhum prejuízo ao direito de preferência do credor hipotecário. Porém, cabe ao interessado se aconselhar com seu advogado se vale a pena correr tal risco. Deve-se levar em conta a maioria dos julgados nesse sentido, o que exige conhecimento de um advogado especializado em leilão de imóveis.

Mas vale ressaltar que o Código Civil, em seu Artigo 1.499, inciso VI, estabelece que a arrematação extingue a hipoteca, salientando que esta arrematação deve ser precedida com a intimação do credor hipotecário.

Portanto, havendo hipoteca vinculada ao imóvel a que se pretende arrematar, deve haver prévia consulta ao processo para se confirmar se o credor hipotecário foi devidamente intimado, evitando assim futura nulidade na arrematação e, consequentemente, o atraso no levantamento do valor investido.

 


Paulo Mariano - advogado especializado em leilão judicial de imóveis, com experiência de mais de 500 processos nessa modalidade de investimento. Já assessorou investidores, familiares e amigos e vem se utilizando do leilão de imóveis para seu próprio investimento.  Mais informações: www.paulomariano.adv.br

 

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