O
setor varejista brasileiro segue em ritmo de retomada e crescimento, e com
muitas novidades que serão tendências de mercado, já a partir deste ano. Os
maiores desafios são como fidelizar os clientes cada vez mais exigentes e
ampliar as vendas em um cenário tão competitivo, inovador e tecnológico.
Explorar o ambiente físico e o digital e criar canais de relacionamento com
consumidores que facilitem a compra também são pilares para a sustentabilidade
do negócio. O panorama reflete um olhar positivo para a Associação Brasileira
de Lojistas de Shopping (Alshop), que enxerga um ritmo mais forte de
crescimento do varejo em 2018. A Alshop aposta em incentivo importante e
progressivo aos investimentos no setor e tem certeza de uma situação muito
favorável para os varejistas.
O
comércio eletrônico se destaca com um desempenho otimista, registrando um
faturamento de R$ 49,7 bilhões em 2017. De acordo com a Alshop, a estimativa é
de que o e-commerce tenha contribuído com 4,3% nas vendas do varejo no ano
passado - ante participação de 3,8% em 2016.
Em 2018, o varejo online
brasileiro deve arrecadar cerca de R$ 86,3 bilhões, excluindo vendas dos
setores de ingressos e turismo. Por outro lado, 93,4 milhões de internautas
brasileiros classificados como “digital shoppers”, (usuários que navegaram,
pesquisaram e adquiriram produtos online), não finalizaram a compra,
necessariamente, pela internet. Os consumidores buscam conveniência e
comodidade no mercado virtual, por isso são fatores decisivos o valor do frete
e a forma da entrega.
O
consumo das famílias também percorre o caminho da expansão e, segundo estudo
realizado pelo Credit Suisse, deve ter um crescimento expressivo de 2,8%.
"A expectativa para o varejo em 2018 é moderna, revolucionária e
disruptiva", avalia Jorge Biff Netto, coordenador da área de MBA da
Universidade Positivo (UP), de Curitiba (PR). “Hoje temos diversos sinais de
recuperação. Será um ano que apenas experientes e preparados irão sobreviver”,
assegura. Biff Neto lembra que um dos setores que mais experimentou expansão
foi o têxtil. A estimativa para o segmento é crescimento de 3,2% no volume de
vendas do vestuário, chegando a 6,34 bilhões de peças. Já em valores nominais
(sem descontar a inflação), espera-se evolução de 6,3%, o que equivale a R$
204,34 bilhões. Segundo o coordenador, os fatores que mais contribuíram para
sinais positivos na economia foram os atos do Comitê de Política Monetária do
Banco Central (Copom), a queda dos juros, o controle da inflação e as mudanças
trabalhistas.