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quarta-feira, 14 de março de 2018

Empresas e a era digital




A sociedade sem papel aos poucos vem se tornando uma realidade. Pouco a pouco, as memórias deixam o mundo tátil e real e passam a ser concentradas em nuvem, na virtualidade. Isso vale não só para Pessoa Física, com o registro de fotos e comprovantes de pagamentos, por exemplo, como também para Pessoa Jurídica, justamente no país onde a alta burocracia exige diariamente a geração de grande volume de documentos. Lidar com essa transformação traz um grande desafio e, simultaneamente, a certeza de uma sociedade voltada ao mundo virtual.

Independentemente do ramo de atuação e do porte, são muitas as empresas que vivem o dilema de manter os documentos em forma de papel ou de acompanhar a modernização e transformar tudo em documentos digitais. 

Qualquer que seja a decisão, há vantagens e desvantagens envolvidas, exigindo que a política dessa gestão documental seja bem analisada e discutida entre os gestores empresariais. A tomada de decisão deve ainda levar em conta os aspectos jurídicos e a legislação pertinente à guarda de cada tipo de documento e/ou informação.

Na versão digital, a vantagem é o tempo de resposta na localização das informações. Em contrapartida, há a angústia causada pelo fato de não ter a sensação tátil do que buscamos e nem a certeza de que iremos ter aquilo que não vemos. Tais características podem ser consideradas as desvantagens desse modelo de armazenamento.

Do outro lado, empresas que optam em permanecer no formato papel podem ter tempo de resposta maior na localização das informações, mas com a vantagem de não viver essa angustia, que podemos afirmar estar presente principalmente na geração da transição.

Fato é que a tecnologia avança e segue possibilitando ao homem uma série de praticidades. Esse avanço, porém, acontece numa velocidade muito superior à de nossa adaptação, sem termos certeza de que essa adaptação será plena e suficiente para que larguemos de vez documentos e informações em seu formato palpável.

No país em que o excesso de burocracia já nos deixa inseguros na condução dos negócios, a substituição do papel pela digitalização documental e virtualidade ainda deve demorar bons anos – se ela realmente acontecer.





Marco Antonio Colitti - diretor da Acop Files, especializada na guarda e gestão de documentos, informações e material biológico/patológico


Para limpar o nome, 36% dos inadimplentes recorrem a acordo com credor, aponta pesquisa do SPC Brasil e CNDL



Telefone é o meio mais comum para tentativa de acordo, mas em 29% dos casos, dívida foi renegociada com auxílio de alguma plataforma online; em um ano, valor médio total das pendências do brasileiro caiu de R$ 2.900 para R$ 1.500



Uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais com consumidores inadimplentes ou que estiveram nessa situação nos últimos 12 meses revela que a principal estratégia usada pelos entrevistados para regularizar as contas em atraso é o acordo com o credor, opção escolhida por 36% da amostra. O segundo recurso mais utilizado é a economia de gastos ou cortes no orçamento (24%), seguida da geração de renda extra (18%) e do uso do 13º salário (11%). Outros 8% optaram por contrair um empréstimo consignado.

No geral, a pesquisa aponta que 72% dos entrevistados tentaram renegociar as dívidas após terem o CPF negativado, sendo que 45% tiveram a iniciativa de propor um acordo direto ao credor e 27% foram procurados pela empresa, que ofereceu novas condições para acertarem as contas. Outros 24% não arriscaram uma tentativa de acordo, seja por falta de tempo (15%) ou por não saberem como fazer (8%), apesar de estarem dispostos a participar de uma negociação dos débitos.

“O melhor caminho para colocar as finanças em ordem é se planejar, negociar e procurar prazos e condições de pagamento realistas que caibam no orçamento. Fugir ou se esconder do credor não fará com que a dívida desapareça. A negativação impõe uma série de dificuldades aos consumidores, que podem ficar impedidos de abrir conta em banco, fazer compras parceladas, alugar imóveis e tomar empréstimos”, esclarece a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.


32% decidem pagar dívida com medo dela sair do controle e 73% sentiram consequências do ‘nome sujo’

De acordo com a pesquisa, apenas 10% dos entrevistados não fizeram adequações no orçamento para conseguir limpar o nome. Entre os principais cortes estão as atividades de lazer (40%), compras de roupas e calçados (39%), alimentação fora de casa ou saídas para bares (33%) e serviços de beleza (29%).

A pesquisa ainda revela que entre os entrevistados que pretendem pagar ou já pagaram suas dívidas, mais da metade (55%) veem essa atitude como algo moralmente correto. Outros 49% admitem desconforto por estarem devendo e 32% temem que o valor da dívida aumente enquanto ela não é paga. Há ainda, 22% que se incomodam com as cobranças. Entre os que não pretendem pagar suas dívidas, 55% consideram a cobrança injusta ou excessiva e 22% citam o desemprego como justificativa.

A maioria (73%) dos inadimplentes ou ex-inadimplentes disseram ter sofrido alguma consequência em virtude da negativação do CPF, sendo que as mais comuns foram não conseguir contratar um novo cartão de crédito ou abrir crediário (32%), deixar de realizar compras a prazo (28%) ou enfrentar dificuldades para abrir conta em banco e utilizar seus serviços (18%). Há, ainda, 13% que não conseguiram financiar um automóvel. “A economia também fica prejudicada quando o consumidor é negativado, já que as empresas deixam de receber e sofrem com a estagnação do consumo”, explica a economista do SPC Brasil. Diante das consequências da negativação, 92% dos entrevistados garantem ter mudado a forma de administrar as finanças, principalmente no controle dos gastos (35%) e no planejamento das compras (28%).


Telefone é o método mais comum para negociar dívidas, mas uso da internet já está presente em 29% dos casos

Sobre os métodos de renegociação, o levantamento descobriu que o telefone é o meio mais utilizado para renegociar uma dívida, principalmente quando se trata de atrasos na fatura do cartão de crédito (55%), TV por assinatura (55%), financiamento de automóveis (53%) e contas de telefone (49%).

Já a conversa pessoal foi citada, principalmente, nos casos em que a dívida é de mensalidades escolares (33%) e empréstimos (31%). O uso do e-mail também ganha destaque, sobretudo, nos casos das contas de internet (20%) e TV por assinatura (18%).

A pesquisa ainda revela que as ferramentas digitais têm ganhado espaço na hora de negociar os débitos em atraso. No total, 29% dos inadimplentes que renegociaram suas dívidas se utilizaram de alguma ferramenta online, sendo que 43% deles iniciaram e finalizaram a negociação apenas com o uso dessas plataformas digitais, sem intervenção de outro meio tradicional.

“As plataformas tradicionais de negociação, como a abordagem pessoal ou por meio do telefone, são modelos consolidados, que oferecem liberdade para que credor e inadimplente busquem acordos fora de um roteiro e que levem em conta as possibilidades de cada um. Mas os meios digitais de renegociação são alternativas que vem ganhando espaço e devem tomar protagonismo ainda maior daqui em diante”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.


Agilidade e comodidade são vantagens de negociação online, mas 27% reclamam que nem toda empresa usa esse tipo de tecnologia

Na opinião dos entrevistados que já se utilizaram de plataformas digitais de renegociação de dívidas, a principal vantagem desse recurso é poder fazer simulações do número de parcelas e valores que melhor se adequam a sua realidade, citada por 25% deles. Já 23% apontam a agilidade e o fato de não precisarem entrar em filas para serem atendidos e outros 21% destacam a facilidade por não ter que se deslocar. “É um processo que traz comodidade ao consumidor, já que grade parte das etapas podem ser realizadas pela tela do computador ou pelo toque do celular, com rapidez, segurança e a qualquer hora”, afirma Pellizzaro Junior.

Mas nem tudo é facilidade com as novas tecnologias. De acordo com a pesquisa, 28% dos entrevistados que utilizaram as plataformas online para negociação consideram a falta de flexibilidade para fazer contrapropostas como a principal barreira do mecanismo. Há ainda outros 27% que reclamam que nem todas as empresas possuem esse tipo de serviço e 25% que mencionam a falta de um profissional para esclarecer dúvidas na negociação como taxas e juros.

A pesquisa descobriu que o percentual de entrevistados que se prepararam para um acordo com o credor é maior entre os que optaram por mecanismos online de negociação do que pelos métodos convencionais: 84% para o primeiro caso, contra 76%, no segundo. Os principais tipos de preparo considerados foram pesquisar o valor inicial e final da dívida, além de analisar orçamento e impacto dos juros.

De acordo com o levantamento, apesar de os meios online de negociação ainda serem menos utilizados, os resultados obtidos estão próximos aos dos meios tradicionais. Para quem usou a internet para chegar a um acordo, a média de descontos na quitação da dívida foi de 35%, enquanto nos métodos convencionais, o desconto foi de 37%.

Entre os que negociaram a dívida no modelo tradicional, 64% optaram pelo pagamento parcelado e 30% pela quitação à vista. Entre os que escolheram pela negociação online, 65% decidiram fazer o pagamento parcelado e 33% à vista.


Dívida média total do brasileiro diminui de R$ 2.900 para R$ 1.500 em um ano; desemprego segue entre principais causa da inadimplência

Sobre o perfil da dívida dos brasileiros, a pesquisa revela que o cartão de crédito ainda é a modalidade que mais causa a inadimplência, com 53% de citações. Em seguida surgem o não pagamento dos empréstimos (21%), crediário (20%), cheque especial (17%), contas de telefone fixo ou celular (13%) e mensalidades escolares (7%). De modo geral, em 51% dos casos os entrevistados possuem contas em atraso com dois ou mais credores.

Outra descoberta é que a dívida média do brasileiro caiu quase que pela metade entre 2017 e 2018, passando de aproximadamente R$ 2.918 para R$ 1.512 de acordo com a sondagem. Apesar da redução do valor, a quantia ainda é significativa, superando em quase 60% o valor do salário mínimo no Brasil, que atualmente é de R$ 954,00. O tempo médio estimado para quitação é de um ano e cinco meses.

Apesar da modesta melhora na criação de novos postos de trabalho nos últimos meses, como mostram indicadores oficiais, a diminuição da renda e o desemprego foram as duas situações que mais levaram os consumidores a situação de inadimplência, com 31% de menções para cada uma dessas opções. No caso do desemprego, houve uma queda de oito pontos percentuais na comparação entre a pesquisa de 2017 e 2018. Há ainda, pessoas que atrasaram pagamento de contas porque emprestaram o nome a terceiros (17%), extrapolaram o orçamento com compras (11%) e tiveram atrasos de salário (11%).


Metodologia

Foram entrevistados 800 consumidores inadimplentes ou que estiveram inadimplentes nos últimos 12 meses nas 27 capitais, acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais. A margem de erro é de no máximo 3,5 pontos percentuais para uma confiança de 95%.




A Era do Consumidor e as oportunidades do uso da tecnologia na experiência de compra



Estamos vivendo a Quarta Revolução Industrial, que rompe o limite entre o físico e o digital. E, ao contrário do que possa parecer em uma primeira análise, as mudanças mais profundas estão ocorrendo nas pessoas e não em máquinas ou ferramentas. Paradigmas sociais, culturais e de consumo estão em rápida transformação.

Neste contexto, o Dia do Consumidor não é apenas mais uma data comemorativa perdida no calendário. Este 15 de março deve servir como reflexão de quais são os novos caminhos para alcançar a mente e os corações de clientes de todos os segmentos.  

Entender essas mudanças, adaptar marcas e produtos e responder com velocidade são o grande desafio deste período em que vivemos. Não é por acaso que chamamos este período de Era do Cliente. A internet e as plataformas móveis trouxeram mais agilidade e assertividade às pessoas, contribuindo para a transformação digital das empresas. Mais do que adquirir um produto, as pessoas buscam vivenciar experiências personalizadas com as marcas e esperam ser tratadas de forma especial e não apenas como um número na régua de conversão de vendas. O emprego das novas tecnologias no cotidiano do cidadão comum trouxe informação e gerou empoderamento ao consumidor.

Dados da pesquisa Connected Shoppers, desenvolvida pela Salesforce, com abrangência em oito países, em quatro continentes, mostram que pessoas de todo o mundo estão dispostas a compartilhar preferências e dados pessoais em troca de experiências mais personalizadas em lojas físicas. No Brasil, por exemplo, 75% dos ouvidos se mostraram dispostos.

É importante notar que as empresas não têm acompanhado o ritmo de (r)evolução da nova realidade e a crescente expectativas dos consumidores. Não basta mais criar diversos canais de relacionamento se as companhias não estão preparadas para interagirem em tempo real com os consumidores. E, indo além, essas empresas ainda não estão preparadas para convergirem as informações geradas nessas interações de forma inteligente, transformando os dados em vivências diferenciadas para o consumidor.

São cinco os pilares básicos que devem orientar as vendas:
  1. a expectativa crescente dos consumidores;
  2. o papel do vendedor nessa nova dinâmica − é necessário estar preparado para lidar com um público cada vez mais exigente;
  3. o relacionamento entre empresa e cliente − o consumidor quer um parceiro de negócios confiável;
  4. a disponibilidade em tempo real para atendimento; e
  5. a tecnologia que suporta e qualifica toda e qualquer venda.

Acompanhar todo esse processo exige não apenas investimento em inovação, em plataformas, mas acima de tudo, em inteligência. Mecanismos que possam dar o passo seguinte para aprimorar o relacionamento com o consumidor de maneira mais assertiva, transformando dados em conhecimento, entregando uma experiência individual e agregadora são primordiais. É chegada a hora de aceitar que o emprego da tecnologia como recurso de vendas é um movimento sem volta.







Daniel Hoe - diretor de Marketing da Salesforce para América Latina


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