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quarta-feira, 14 de março de 2018

Bye, bye manchas de verão



O dermatologista Gustavo Limongi fala o que há de melhor para tratá-las

Boa parte das mulheres brasileiras sofrem com manchas na pele. Em geral, elas ocorrem devido à excessiva exposição ao sol. Os raios solares atingem o melanócito, célula responsável pela pigmentação da pele, que reage produzindo melanina. Assim, as manchas podem ser desenvolvidas ou até mesmo intensificadas devido à agressão dos raios solares. 

O dermatologista Gustavo Limongi, membro da Academia Brasileira de Dermatologia, afirma que o inverno é a melhor época para investir em tratamentos para as manchas. “Com a chegada das temperaturas baixas, há uma menor incidência de raios de sol, tornando, assim, o procedimento mais seguro e com resultados mais efetivos”, diz ele.  

Há diferentes tipos de manchas e cada um requer cuidados específicos. Confira as mais comuns e os tratamentos indicados:


Melasmas

As chamadas “manchas da gravidez” em geral acontecem por conta das alterações hormonais que ocorrem durante a gestação. Mas o uso de pílulas anticoncepcionais associadas à exposição solar também podem causar o problema. Essas manchas aparecem principalmente nas maçãs do rosto, buço e testa. Podem surgir ainda no colo e braços, mas é raro. “Ainda não há tratamento definitivo para o melasma, mas o microagulhamento combinado à substâncias específicas tem resultado promissor”, diz o dermatologista Gustavo Limongi. O procedimento estimula a produção de colágeno e reduz a pigmentação das manchas.  “Além de funcionar como drug delivery, levando substâncias eficazes para regiões mais profundas da pele”, diz o médico.


Melanoses ou manchas senis

São as marcas do tempo e indicam o quanto a pessoa tomou de sol ao longo da vida. São escuras, arredondadas e podem surgir no corpo todo. Os tratamentos são feitos com luz pulsada. “A tecnologia da luz intensa pulsada atinge dois níveis da pele, a profunda e a superficial. A aplicação superficial reduz manchas, sardas, pigmentações e pequenos vasos. A profunda estimula o colágeno, melhorando rugas, cicatrizes de acne. Por isso, este tratamento é chamado de fotorejuvenescimento”, diz a dr Gustavo Limongi. 

Além dos aparelhos, essas manchas podem ser tratadas com peelings e também com o ácido tranexâmico injetável”, afirma o médico. 


Efélides ou sardas

Acometem principalmente pessoas de pele clara. O fator genético também é importante. Podem aparecer desde a infância, tanto no corpo quanto no rosto. Peelings de ácido retinóico ou glicólico são os tratamentos mais indicados para tratar as sardas.


 Manchas de pós-acne

Este problema surge depois do processo inflamatório da acne. “No início, são manchas avermelhadas que se tornam amarronzadas”, diz o dermatologista Gustavo Limongi. Para tratar, o ideal é a luz pulsada.





Gustavo Limongi - Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Ele é graduado em medicina pelo Feso Brasil e especialista em dermatologia pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde – INCISA.


Bye, bye manchas de verão



O dermatologista Gustavo Limongi fala o que há de melhor para tratá-las

Boa parte das mulheres brasileiras sofrem com manchas na pele. Em geral, elas ocorrem devido à excessiva exposição ao sol. Os raios solares atingem o melanócito, célula responsável pela pigmentação da pele, que reage produzindo melanina. Assim, as manchas podem ser desenvolvidas ou até mesmo intensificadas devido à agressão dos raios solares. 

O dermatologista Gustavo Limongi, membro da Academia Brasileira de Dermatologia, afirma que o inverno é a melhor época para investir em tratamentos para as manchas. “Com a chegada das temperaturas baixas, há uma menor incidência de raios de sol, tornando, assim, o procedimento mais seguro e com resultados mais efetivos”, diz ele.  

Há diferentes tipos de manchas e cada um requer cuidados específicos. Confira as mais comuns e os tratamentos indicados:


Melasmas

As chamadas “manchas da gravidez” em geral acontecem por conta das alterações hormonais que ocorrem durante a gestação. Mas o uso de pílulas anticoncepcionais associadas à exposição solar também podem causar o problema. Essas manchas aparecem principalmente nas maçãs do rosto, buço e testa. Podem surgir ainda no colo e braços, mas é raro. “Ainda não há tratamento definitivo para o melasma, mas o microagulhamento combinado à substâncias específicas tem resultado promissor”, diz o dermatologista Gustavo Limongi. O procedimento estimula a produção de colágeno e reduz a pigmentação das manchas.  “Além de funcionar como drug delivery, levando substâncias eficazes para regiões mais profundas da pele”, diz o médico.


Melanoses ou manchas senis

São as marcas do tempo e indicam o quanto a pessoa tomou de sol ao longo da vida. São escuras, arredondadas e podem surgir no corpo todo. Os tratamentos são feitos com luz pulsada. “A tecnologia da luz intensa pulsada atinge dois níveis da pele, a profunda e a superficial. A aplicação superficial reduz manchas, sardas, pigmentações e pequenos vasos. A profunda estimula o colágeno, melhorando rugas, cicatrizes de acne. Por isso, este tratamento é chamado de fotorejuvenescimento”, diz a dr Gustavo Limongi. 

Além dos aparelhos, essas manchas podem ser tratadas com peelings e também com o ácido tranexâmico injetável”, afirma o médico. 


Efélides ou sardas

Acometem principalmente pessoas de pele clara. O fator genético também é importante. Podem aparecer desde a infância, tanto no corpo quanto no rosto. Peelings de ácido retinóico ou glicólico são os tratamentos mais indicados para tratar as sardas.


 Manchas de pós-acne

Este problema surge depois do processo inflamatório da acne. “No início, são manchas avermelhadas que se tornam amarronzadas”, diz o dermatologista Gustavo Limongi. Para tratar, o ideal é a luz pulsada.





Gustavo Limongi - Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Ele é graduado em medicina pelo Feso Brasil e especialista em dermatologia pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde – INCISA.


Mais de 90% dos casos de câncer renal evoluem para metástase



Sintomas silenciosos contribuem para diagnóstico tardio, permitindo evolução da doença e dificultando tratamento desse tipo de câncer que afetará um em cada 52 homens durante suas vidas

Estimativas recém-publicadas pelo Instituto Nacional de Câncer – INCA indicam que são esperados 600 mil novos casos de câncer para o anos de 2018 no Brasil, sendo que os tumores de próstata (68 mil) em homens e mama (59 mil) em mulheres serão os mais frequentes, seguidos por intestino, pulmão e colo do útero (além do câncer de pele não melanoma, responsável por aproximadamente 165 mil novos casos).1 Os tipos menos incidentes corresponderão, juntos, a cerca de 41 mil casos1 – o câncer de rim, por exemplo, é responsável por cerca de 3% dentre todos os tipos de câncer no mundo2 e, apesar de sua alta mortalidade, a baixa incidência contribui para que seja um dos menos discutidos na área oncológica.  

O câncer de rim, ou Carcinoma de Células Renais (CCR), ocorre a partir da transformação das células dos túbulos que formam os néfrons – estruturas microscópicas responsáveis pela filtração e formação da urina dentro dos rins –, que passam a se multiplicar de forma anormal, dando origem ao tumor. Para Fernando Maluf, oncologista clínico e um dos fundadores do Instituo Vencer o Câncer, apesar de não existirem causas comprovadas, fatores como idade avançada, tabagismo, obesidade, histórico de doença renal (como cálculo ou cisto) são considerados de risco. “O câncer de rim não tem um fator causal dominante, como é o caso de pessoas fumantes que apresentam risco significativo para câncer de pulmão, por exemplo. Por isso é difícil estabelecer estratégias para sua prevenção”, afirma.

Outro desafio é o fato de o câncer de rim ser uma doença silenciosa, que não costuma apresentar sintomas em suas fases iniciais, fazendo com que muitos pacientes descubram o tumor por acaso – ao fazer um exame de imagem durante um check-up de rotina ou para investigar outras suspeitas. Com isso, grande parte dos diagnósticos é feito com a doença em estágio avançado ou metastático (índice ultrapassa os 90%)3, quando as chances de cura são menores. “É fundamental estar atento a qualquer sinal atípico, como perda de peso repentina, febre intermitente, fadiga constante, dor abdominal ou lombar e presença de sangue na urina. A presença desses sintomas requer uma análise aprofundada de um especialista”, reforça o médico.

No Brasil, não há levantamentos específicos sobre câncer de rim, mas dados de outros países apontam para um possível aumento na incidência desse tipo de câncer. Estimativas do Cancer Research UK indicam que, a cada ano, há cerca de 12.6004 novos casos de câncer de rim no Reino Unido – uma média de 34 casos por dia – e que um em 52 homens e uma em 87 mulheres serão diagnosticados com câncer de rim durante suas vidas.4 Já de acordo com a American Cancer Society, mais de 63 mil casos de câncer de rim são esperados nos EUA apenas em 2018, sendo 67% deles em homens – do total de casos, estima-se que 23% sejam fatais.5 Não é possível afirmar com precisão em que consiste esse aumento, mas, para Fernando Maluf, novos exames de imagem, que permitiram uma melhora significativa nos índices de diagnóstico da doença, podem ter contribuído para a percepção de que houve um crescimento no número de casos – já que as taxas de mortalidade, por exemplo, vêm diminuindo ligeiramente desde meados dos anos 1990. 

A melhora no diagnóstico foi acompanhada, também, por avanços no tratamento. A cirurgia, indicada para casos onde o tumor é diagnosticado precocemente, não é recomendada para os casos avançados e que apresentem metástase em outros órgãos, quando tratamento costuma ser mais difícil. “Os tumores de rim não costumam responder bem aos tratamentos oncológicos convencionais, como quimioterapia e radioterapia. Assim, o mais importante é amenizar os sintomas e retardar as complicações. Para isso, uma boa opção é optar por uma medicação oral que seja eficaz, mas que também tenha boa tolerabilidade, prezando pela qualidade de vida do paciente”, completa o especialista.





Referências
1. Incidência de Câncer no Brasil – Estimativa 2018. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva – INCA. Disponível em www.inca.gov.br/estimativa/2018/casos-taxas-brasil.asp. Último acesso em 08.02.2018.
2. Cho E1, Adami HO, Lindblad P. Epidemiology of renal cell cancer. Hematol Oncol Clin North Am. 2011 Aug;25(4):651-65 
3. Bergerot, Paulo G. Assessment of Treatment Patterns for Metastatic Renal Cell Carcinoma in Brazil. Journal of Global Oncology. Disponível em www.jgo.org. Último acesso em 26.02.2018.
4. Kidney cancer statistics. Cancer Research UK. Disponível em www.cancerresearchuk.org. Último acesso em 08.02.2018.
5. Key Statistics About Kidney Cancer. American Cancer Society. Disponível em www.cancer.org/cancer/kidney-cancer/about/key-statistics.html. Último acesso em 08.02.2018.


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