Pesquisar no Blog

quarta-feira, 14 de março de 2018

Distúrbio auditivo ainda pouco conhecido pode prejudicar o aprendizado das crianças



O Transtorno do Processamento Auditivo (TPA), que afeta a capacidade de interpretação dos sons, deve ser tratado a partir dos seis anos de idade

Você com certeza já ouviu falar em perda de audição. Mas sabe o que é transtorno do processamento auditivo? Ele ainda não é muito conhecido, mas pode causar inúmeros prejuízos, especialmente para as crianças, já que a maioria dos pais – e até muitos médicos – desconhece o assunto.
Alguns sintomas, como falta de concentração; desinteresse; hiperatividade e isolamento social – comportamentos verificados em muitas crianças – podem levar a diagnósticos como Dislexia ou Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). No entanto, esses mesmos sintomas podem ser também consequência do Transtorno do Processamento Auditivo, ou TPA, um problema auditivo reconhecido pela medicina há apenas 15 anos e por isso ainda pouco diagnosticado pelos médicos. E o que é pior: o mal pode estar afetando milhares de brasileirinhos que desconhecem que têm o problema.
O transtorno afeta a capacidade de compreensão dos sons e pode prejudicar o desenvolvimento intelectual desde a infância. A criança ouve normalmente, mas não consegue interpretar o que ouve. É como se as palavras e demais sons fossem apenas ruídos.
“A criança ou adolescente com TPA não consegue discriminar os sons quanto à sua localização e amplitude e não reconhece ou não compreende o significado de cada som presente no ambiente. Com isso, o mundo se transforma em uma incômoda confusão de barulhos desconexos e embaralhados”, explica Marcella Vidal, Fonoaudióloga da Telex Soluções Auditivas. 
De acordo com neurologistas, todo o esforço feito por quem tem o transtorno para entender o que acontece ao redor é demasiado para o cérebro. Chega uma hora que o cérebro não resiste e “desliga”. Por isso, as pessoas com TPA são sempre muito distraídas e perdem o foco de atenção muito rápido sobre o que está acontecendo à sua volta.
“Em condições normais, localizar o som é entender a sua origem, direção e distância; é perceber o que é o badalar do sino da igreja, a buzina de um carro. Logo, ter uma boa audição e ouvir bem nem sempre é o suficiente para compreender os sons e como esses sons são processados no cérebro”, explica a fonoaudióloga da Telex, que é especialista em Audiologia Infantil.
Quem sofre com o TPA também tem a fala e a leitura prejudicadas, uma vez que o processo de linguagem se desenvolve ao mesmo tempo que o da audição. Com isso, a criança pode não aprender a falar nem a ler bem, já que é necessário associar as palavras ao som que elas têm.
O diagnóstico é dado geralmente na fase de alfabetização da criança, uma vez que o aluno começa a apresentar perda de memória de curto prazo; pouca concentração e incapacidade de leitura e escrita, na escola. O que acontece é que essas crianças ouvem claramente a voz do professor mas têm dificuldade para entender o enunciado de problemas e interpretar textos, atropelando as palavras durante a leitura, com grandes prejuízos na fase de alfabetização. Muitos ainda são diagnosticados de forma incorreta. A boa notícia é que o problema pode ser contornado.
“É de extrema importância que o diagnóstico seja efetuado o quanto antes para que os problemas no aprendizado sejam superados mais facilmente. O cérebro humano tem, principalmente durante a infância, uma grande flexibilidade. Com o tratamento fonoaudiológico e o apoio de uma equipe pedagógica, desde cedo, a criança tem grandes chances de obter um ótimo desempenho escolar, pois seu cérebro será treinado para desenvolver rotas alternativas para driblar o transtorno”, orienta Marcella.
O diagnóstico do Transtorno do Processamento Auditivo é consolidado por um fonoaudiólogo por meio de testes especiais que descartam outros problemas. “Na maior parte dos casos, o sistema auditivo periférico (tímpano, ossículos, cóclea e nervo auditivo) está totalmente preservado. Por isso são realizados procedimentos um pouco mais elaborados do que as análises audiométricas comuns. É preciso avaliar o desenvolvimento linguístico e o comportamento auditivo, por exemplo. A idade mínima adequada para efetuar tal estudo é a partir dos seis anos de idade.
Os exames apontarão em quais habilidades auditivas a criança tem maior dificuldade e isso servirá de orientação para a escolha do plano de tratamento, do treinamento auditivo que o fonoaudiólogo conduzirá com a criança, em um trabalho terapêutico de médio a longo prazo” explica a especialista.
A tecnologia também vem ajudando a criança com Transtorno do Processamento Auditivo. O Sistema de Frequência Modulada (FM), conhecido como FM Amigo, da Telex Soluções Auditivas, permite a comunicação direta de pais e professores com crianças e jovens que apresentam dificuldades auditivas, mesmo aqueles sem perda auditiva periférica, que é o caso do TPA. Para esses casos, o Kit FM disponível nas lojas da Telex é composto pelo transmissor Amigo T31 e o receptor FM Amigo Star. O sistema funciona fazendo com que a voz de quem está com o transmissor (microfone) seja amplificada e transmitida diretamente para receptor Amigo Star que está na orelha da criança, sem reverberação ou ruído de fundo, mantendo o sinal da fala original, alto e claro. Isso faz com que a criança volte sua atenção mais facilmente para o que está sendo explicado em sala de aula, sem esforço de escuta.
Não se sabe ao certo como o TPA surge, mas acredita-se que a falta de estímulos sonoros durante a infância seja uma das causas. As estruturas do cérebro que interpretam e hierarquizam os sons se desenvolvem até os 13 anos. Até essa idade, as notas musicais, as palavras e os barulhos do dia a dia vão lentamente ensinando o cérebro a lidar com a audição. Alguns pesquisadores destacam que crianças com lesões ou inflamações frequentes no ouvido médio podem desenvolver o TPA. Doenças neurodegenerativas, rubéola, sífilis e toxoplasmose ou mesmo alcoolismo, dependência química materna e até mesmo anóxia no parto também podem causar o transtorno. Porém, nada ainda foi comprovado cientificamente.

Dicas para pais e professores de crianças com TPA:

 - É preciso manter silêncio na hora do estudo, na escola e em casa; ambientes barulhentos prejudicam ainda mais a concentração das crianças com TPA;
- Na escola a criança deve sentar-se o mais perto possível do professor e ficar afastada de portas e janelas, para ficar protegida de ruídos;
- Deve-se procurar falar de forma clara e pausada, de frente para a criança e, sempre que possível, fornecer as instruções e atividades bem perto dela;
- A criança deve ser incentivada pelos pais e professores no esforço de aprendizagem, para obter melhor desempenho nos estudos e aumentar sua autoestima;
- Tecnologias como o uso do FM Amigo é uma das soluções que irá dar suporte para a criança em sala de aula.


Dúvidas na hora de usar o repelente? Veja como garantir a proteção contra a febre amarela



Dermatologista alerta que repelentes caseiros não possuem eficácia comprovada


O Ministério da Saúde informou que o Brasil confirmou mais 237 mortes por febre amarela desde o início da temporada de calor. Além de ser usado como prevenção ao surto da doença, o uso de repelente reforça a proteção contra o mosquito Aedes Aegypty e previne outras patologias oriundas do mosquito. Conversamos com a Dr. Beatriz Lima, dermatologista da clínica de medicina esportiva M. Albuquerque, que esclareceu algumas dúvidas dos brasileiros na aplicação dos repelentes.


1. Qual a maneira correta de aplicação?

O repelente deve ser usado enquanto o indivíduo estiver acordado. Aplicar sobre toda a área de pele exposta, respeitando as reaplicações nos intervalos determinados pelo fabricante (as informações de cada produto sempre devem estar nos rótulos), as condições climáticas como elevadas temperaturas e umidade, além do contato com água, que exige nova reaplicação, com a pele seca.


2. Qualquer um pode usar? Crianças, gestantes, idosos?

Os repelentes de aplicação direta na pele não podem ser usados em crianças menores de 6 meses de idade. Para os demais pacientes, inclusive gestantes, nutrizes e idosos, desde que o repelente seja aprovado pela Anvisa, não há contraindicações. Para crianças menores de 6 meses, deve-se usar repelentes ambientais e roupas leves, porém que cubram a maior superfície do corpo possível.


3. Quais são os aprovados pela Anvisa? e quais as diferenças entre eles?

Os repelentes aprovados pela Anvisa são os que geralmente contém um dentre os três compostos a seguir: DEET, Icaridina e IR3535. Dentre eles, o mais recomendado é o que contém a Icaridina, pois possui maior duração de ação, necessitando portanto de menos reaplicações e favorecendo uma melhor adesão e maior período de cobertura contra os mosquitos.


4. De quanto em quanto tempo precisa passar?

A reaplicação dos repelentes depende de alguns fatores, dentre eles a característica do produto, a condição climática e o contato com a água. Em média, os repelentes a base de DEET precisam ser reaplicados a cada 4 horas, os a base de Icaridina, a cada 10 horas e os a base de IR 3535 a cada 2 horas e meia.


5. Existem tipos indicados para cada tipo de pele?

Sim. A indicação do tipo de produto para cada pele é feita principalmente pensando no veículo e na concentração do repelente. Para crianças, em geral, os produtos apresentam concentrações um pouco menores, portanto menos tóxicas. O formato costuma ser spray ou gel, que facilita as aplicações. Para os adultos, a indicação varia com o tipo de oleosidade da pele ou com a sensação almejada com o uso do produto. Em geral, para peles muito oleosas, ou para uso na face, recomenda-se os repelentes em gel. Quanto ao uso corporal, para aquelas pessoas que não gostam de aplicar cremes, o spray e o aerosol são boas alternativas.


6. Como aliar com o uso de filtro solar?

O ideal é primeiro aplicar o protetor solar e em seguida o repelente, aguardando cerca de 15 minutos entre o primeiro e o segundo produto. Se reaplicar o protetor, repetir sempre o mesmo procedimento, com o repelente por último. O repelente pode inclusive ser aplicado por cima das roupas.


7. Pode dormir com o produto?

Não é recomendado dormir com o produto sobre a pele pelo risco de aumento de toxicidade, além da ausência de efeito comprovada. Na hora de dormir a proteção mais recomendada é o uso de mosquiteiros, repelentes ambientais, como os elétricos, janelas teladas, ventiladores e ar condicionado.


8. Repelentes caseiros funcionam?

Apesar de existirem muitas receitas caseiras conhecidas, em especial de repelentes para o ambiente, os repelentes naturais não tem eficácia comprovada e não são recomendados. A questão é que não conseguimos saber se os métodos empregados na confecção das receitas mantém eficácia do repelente, além da sua concentração final.


Diagnóstico de febre amarela

O teste para a detecção da febre amarela é baseado na metodologia de imunofluorescência indireta e permite a detecção de anticorpos IgM e IgG contra o vírus causador da febre. Com sensibilidade e especificidade próximas de 95%, o teste de diagnóstico da febre amarela da EUROIMMUN oferece resultados de alta qualidade e confiabilidade. 


Alergia alimentar pode causar doenças bucais

Sintomas como: queimação, vermelhidão e inchaço nos lábios e na língua são característicos da patologia 


Já ouviu falar sobre a Síndrome da Alergia Oral (SAO)? Também conhecida como síndrome pólen-frutas, essa condição é uma reação alérgica que se manifesta somente na mucosa oral. Alguns sintomas como: coceira, queimação nos lábios, na orofaringe e na língua, inchaço, vermelhidão, podendo evoluir para urticária, são característicos da doença. A manifestação alérgica ocorre por ingestão de vegetais ou frutas, que não foram cozidos ou processados.   

Segundo a dentista Ianara Pinho, essa sensibilidade é uma reação do sistema imunológico, quando o corpo não “aceita” as proteínas alergênicas do pólen presentes em alguns alimentos. “A alergia se manifesta exclusivamente na cavidade oral e/ou orafaringe. O paciente deve se atentar aos sintomas quando consumir determinadas frutas e vegetais”, afirma Ianara.

Ainda, de acordo com a dentista, os principais sintomas são: “Quem sofre da síndrome polén-fruta, pode perceber uma queimação nos lábios, na língua ou gengiva”, explica. Para identificar, a dentista conta que só é possível um diagnóstico por meio de análise clínica e anamnese detalhada.

Mas Ianara aconselha: “Quem tem a SAO, costuma ter reação imediatamente ou pouco tempo depois ao ingerir as verduras ou frutas frescas e cruas, no entanto, quando cozidas ou processadas, elas perdem algumas propriedades, fazendo com que o paciente tolere o alimento”.

Alimentos

Quem possui a síndrome deve evitar:

Frutas - Maçã, pera, laranja, melancia, melão, pêssego, frutas de caroço (cereja, ameixa) e Kiwi;

Verduras - Batata, cenoura, pepino, salsão, tomate, aipo, abóbora, abobrinha e  erva-doce;

Outros - Avelã e nozes.


SEMANA DA MULHER OUVIDO x HORMONIOS



O bom funcionamento dos ouvidos é essencial para a qualidade de vida. E, segunda a especialista Dra. Tanit Ganz Sanchez, que é a pioneira na realização de pesquisas sobre zumbido no Brasil, assim como qualquer outro órgão do corpo, os ouvidos precisam de atenção e seus sinais também, principalmente pelas mulheres em suas diversas fases da vida. Os sintomas de zumbido, tontura, perda auditiva e hipersensibilidade podem ter relação (aparecer ou piorar) com fases de mudanças hormonais: TPM, gravidez e menopausa e por isso pode afetar mulheres de qualquer idade. 

As mudanças hormonais tem o poder de alterar a bioquímica do ouvido interno ou das vias auditivas em algumas mulheres, mas nem todas se queixam. Daquelas que se queixam, nem todas sabem ou relacionam seus sintomas às mudanças hormonais.

As meninas que ainda não menstruam (portanto, ainda não estão tão sujeitas as alterações hormonais), mesmo assim podem apresentar ouvidos mais sensíveis do que os meninos, segundo pesquisa de doutorado realizada no interior do Rio Grande do Sul, em 2007,  com 506 crianças de 5 a 12 anos estudadas, 37,1% apresentavam Zumbido no ouvido  e 9% tinham hipersensibilidade sonora, mas o sexo feminino foi predominante em ambos. As crianças não são pequenos adultos.

Suas vias auditivas e conexões cerebrais estão em processo de maturação, por isso são mais influenciadas por fatores externos ou internos. Ser de sexo feminino foi um fator de risco para ter zumbido e hipersensibilidade, embora a causa não esteja esclarecida nessa faixa etária.

Em paralelo com a questão hormonal, o estresse que é uma causa comum de atrapalhar o ouvido e causar todos esses sintomas nas mulheres, que  frequentemente associam os sintomas de ouvido com o estresse (porque se sentem sobrecarregadas e fazem essa relação intuitivamente), e embora isso seja uma verdade, nem sempre elas relacionam os mesmos sintomas às suas alterações hormonais. 
 
Algumas  dicas de cuidado que podem reduzir tais sintomas: 

·         Evite automedicação: certos remédios podem agredir os ouvidos.  

·         Alivie seu estresse com atividades relaxantes eficazes: yoga, meditação, Tai-Chi-Chuan, Chi-Cong etc. 

·         Incorpore mais momentos de prazer na sua vida para restaurar a função dos órgãos.

·         Diminua o tempo de celular direto no ouvido, pois a radiação eletromagnética pode ser prejudicial.

·         Visite seu médico regularmente para exames preventivos gerais e auditivos.







Profa Dra. Tanit Ganz Sanchez - Otorrinolaringologista com doutorado e livre-docência pela USP, Diretora-Presidente do Instituto Ganz Sanchez, criadora da Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido (Novembro Laranja) e do Grupo de Apoio Nacional a pessoas com Zumbido. Assumiu a missão de desvendar os mistérios do zumbido e é pioneira nas pesquisas no Brasil, sendo reconhecida por sua didática, objetividade e compartilhamento aberto de ideias. É especialista em Zumbido, Hiperacusia, Misofonia e Distúrbios do Sono.

 

Posts mais acessados