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quarta-feira, 14 de março de 2018

De 0 a 10, nota mais alta em ranking de transparência partidária é de 2,5



PSL, partido de Jair Bolsonaro, aparece em último, como o menos transparente. Estudo avaliou as 35 siglas existentes no país.


O estudo inédito Ranking da Transparência Partidária, conduzido pelo Movimento Transparência Partidária, foi lançado nesta segunda-feira (12), durante o evento Transparência, Integridade e Renovação, na Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). A pesquisa foi realizada com o intuito de avaliar o nível de compromisso das legendas em apresentar e disponibilizar na internet informações de interesse público, como a utilização do Fundo Partidário pelos partidos.

No ranking geral, que varia de 0 a 10, PSL e PCO aparecem na última colocação, com nota 0. Já o partido NOVO vem em primeiro lugar (2,5),  seguido pelo PT (1,38). Apesar de encabeçarem a lista, esses partidos não podem ser considerados transparentes, já que a pontuação máxima é 10. Dos 35 partidos, 33 tiveram nota abaixo de 1, sendo que os 10 que ocupam o terceiro lugar empatam com 0,88.

Dentre os 16 indicadores analisados em todos os partidos, 89% deles receberam nota 0. O Transparência Partidária constatou que não há informações disponíveis sobre mais da metade (56%) do total das variáveis avaliadas (leia mais sobre a metodologia abaixo).

No quesito Estrutura Partidária, nenhum partido teve nota superior a 3,5: as siglas são imprecisas ao informarem dados como contratados do partido, direção e agendas dos dirigentes. Já na categoria Contabilidade, apenas um partido pontuou: o Novo, com nota 6.

Quando se trata de Procedimentos, o máximo acumulado foi de 2 pontos. Já em Dirigentes e Filiados, apenas PPS e PPL apresentaram o mínimo de informação, recebendo nota 2.

O eleitor apresenta baixíssimo grau de confiança nos partidos. O Índice de Confiança nas Instituições do Ibope mostra que, anualmente, desde 2009 até 2017, as siglas nunca contaram com grau de confiabilidade que ultrapassasse 35%. Nas três edições mais recentes o resultado sequer ultrapassa 20 pontos num total de 100. Em outubro de 2017,  o ICJBrasil (Índice de Confiança na Justiça), produzido pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, apontou que apenas 7% dos brasileiros confiam nos partidos políticos.



Metodologia

O ranking foi estruturado em quatro eixos principais, sendo eles: CONTABILIDADE, DIRIGENTES E FILIADOS, PROCEDIMENTOS DO PARTIDO e ESTRUTURA PARTIDÁRIA. Cada eixo levou em consideração 4 variáveis (totalizando 16), que o Transparência Partidária considera essenciais estarem disponíveis nos portais das 35 legendas brasileiras. Cada uma delas recebeu uma nota de 0 a 2,5 e a nota final dos eixos é soma das quatro variáveis que compõem o quesito. O ranking é ordenado pela média final dos quatro eixos, numa escala de 0 a 10.

Partindo dessas premissas, o primeiro eixo expressa a capacidade de os partidos demonstrarem sua CONTABILIDADE. Aqui se cobram quatro elementos fundamentais: 

   Receitas
   Despesas
   Patrimônio
   Formato do dado


No segundo eixo, o intuito é conhecer os DIRIGENTES E FILIADOS, e aqui se cobram quatro elementos fundamentais: 

  Relação de filiados
  Lista de dirigentes
  Histórico dos dirigentes
  Relação dos candidatos


No terceiro eixo o intuito é conhecer os PROCEDIMENTOS do partido, e aqui se cobram quatro elementos fundamentais: 

   Regras de ocupação de cargos
   Regras de escolha dos candidatos
   Regras de aplicação de recursos
   Comitê e código de ética


No quarto eixo o intuito é conhecer a ESTRUTURA PARTIDÁRIA, de acordo com os elementos a seguir: 

   Fundações do partido (ou institutos);
   Contratados
   Órgãos decisórios
   Agenda de dirigentes



Sobre:
Movimento Transparência Partidária

Coordenado pelo cientista político e advogado Marcelo Issa, o Transparência Partidária é uma organização sem fins lucrativos, financiado por pessoas da sociedade civil. Nasceu em 2016 com propostas claras para promover mais transparência, oxigenação e integridade nos partidos políticos brasileiros.



Marcelo Issa - Cientista político e advogado, mestre em Ciência Política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). MBA em Relações Governamentais pela FGV. Bacharel em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com extensão em políticas públicas pela Universidade de Salamanca (Espanha). Trabalhou em organizações do Terceiro Setor dedicadas ao monitoramento do poder público e participou de diversos projetos de consultoria em gestão estratégica para organismos públicos nacionais e latino-americanos. É professor da disciplina Participação Social Efetiva: como fazer advocacy e Políticas Públicas: teoria e prática, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Último mês para motoristas parcelarem multas de trânsito antigas em São Paulo



Interessados têm até o dia 12 de abril para aderir ao programa inédito da Prefeitura


A data  para motoristas parcelarem multas de trânsito antigas na cidade de São Paulo está acabando: os interessados têm até o dia 12 de abril para aderirem ao Programa de Parcelamento de Multas de Trânsito (PPM) da Prefeitura, pelo site ppm.prefeitura.sp.gov.br. A ação inédita permite o parcelamento de infrações cometidas até 31 de outubro de 2016 na capital.
As multas podem ser parceladas em até 12 vezes, com valor mínimo da parcela de R$ 50 para pessoas físicas e R$ 300 para pessoas jurídicas. Se houver mais de um veículo em nome do mesmo proprietário, o parcelamento poderá ser conjunto. Somente o dono do veículo poderá aderir ao programa e a dívida não poderá ser transferida a terceiros.
Quem participar do programa terá o licenciamento liberado e poderá fazer a transferência do veículo para terceiros após o pagamento da primeira parcela. Atualmente, o motorista não pode licenciar o veículo com multa pendente e, sem o licenciamento, fica impedido de circular, vender ou transferir o veículo.
O PPM desvincula a multa da placa do veículo e a atrela ao CPF ou CNPJ do proprietário. Pode participar do programa, inclusive, quem está com o nome inscrito na dívida ativa do município.
Para outras dúvidas ou mais informações, acesse a página ppm.prefeitura.sp.gov.br, onde poderá ser consultado o Manual de Instruções e Perguntas e Respostas, ou ligue 156.


Adesões

Desde o lançamento do PPM, no dia 15 de janeiro, foram registradas mais de 5.900 adesões, totalizando cerca de R$ 20 milhões em débitos antigos negociados. Os valores arrecadados com o programa serão destinados ao Fundo Municipal de Desenvolvimento de Trânsito. Também haverá o repasse obrigatório de 5% do valor total ao Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (Funset), do governo federal.


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