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terça-feira, 13 de março de 2018

Dia Mundial da Incontinência Urinária – condição atinge 15% dos homens acima dos 40 anos no Brasil



Há tratamentos eficientes no país que ajudam as pessoas com incontinência a terem mais qualidade de vida 


De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, é difícil mensurar a quantidade de pessoas que têm algum grau de incontinência – condição relacionada à perda involuntária de urina – porque muitos homens e mulheres têm vergonha de falar sobre o assunto ou ainda acham que não existe tratamento efetivo. Porém, estima-se que, no mundo, 200 milhões de pessoas tenham algum grau de incontinência.

"A incontinência urinária atinge 10 milhões de brasileiros de todas as idades, sendo duas vezes mais comum no sexo feminino, afirma a Sociedade Brasileira de Urologia. É um problema que afeta todas as faixas etárias, mas acomete mais a população idosa", comenta o urologista Rodrigo Brasileiro, membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia.


Tipos de incontinência e tratamentos
 
De acordo com o especialista, a gravidade da incontinência varia. "Em alguns casos, a pessoa não consegue segurar a urina ao fazer esforços como tossir ou espirrar, em outros casos, a vontade de urinar é tão súbita e forte que não dá tempo de chegar a um banheiro", explica.

O médico ressalta ainda que as causas também variam e são distintas. "A avaliação de um urologista é fundamental para definir o tipo de incontinência e o tratamento adequado. "Pode ser um problema intrínseco do próprio esfíncter urinário, distúrbio de função do aparelho urinário ou ser mais um sintoma de uma patologia prostática – condição que acomete cerca de 50% dos homens que passam por uma cirurgia de câncer de próstata", afirma.

Sobre os tratamentos, o urologista esclarece: "existem tratamentos específicos para cada tipo de incontinência, que podem ser desde fisioterapia de reabilitação do assoalho pélvico, tratamentos medicamentosos, ou tratamentos cirúrgicos". No Brasil, existem duas cirurgias disponíveis: implantação de Sling, que funciona como uma tipóia, que sustenta o canal da urina ou implantação de um esfíncter artificial, que é um pequeno anel em volta da uretra, totalmente contido no corpo e imperceptível, que passa a ser o responsável pelo controle da urina.



segunda-feira, 12 de março de 2018

MARXISMO E ÁGUA BENTA




            Quem condena a riqueza, dissemina a pobreza. Sem riqueza não há poupança e sem poupança não há investimento. Sem investimento, consomem-se os capitais produtivos preexistentes, surge uma economia de subsistência, vive-se da mão para a boca, aumenta o número de bocas e diminui o numero de mãos. Quem defende o socialismo sustenta que a ideia é exatamente essa e que assim não há competição ou meritocracia, nem desigualdade.

            Quando o Leste Europeu estava na primeira fase, consumindo os bens produtivos preexistentes, nasceu a teologia da libertação (TL), preparada pelos comunistas para seduzir os cristãos. A receita - uma solução instável, como diriam os químicos, de marxismo e água benta - se preserva ainda hoje. Vendeu mais livros do que Paulo Coelho. Em muitos seminários, teve mais leitores do que as Sagradas Escrituras. Aninhou-se, como cusco em pelego, nos gabinetes da CNBB. Resumidamente: perante a questão da pobreza, a TL realiza o terrível malabarismo de apresentar o problema como solução e a solução como problema. Assustador? Pois é. Deus nos proteja desse mal. Amém.
           
            A estratégia é bem simples. A TL vê o “pobre” do Evangelho, cumprimenta-o, deseja-lhe boa sorte, saúde e vida longa, e passa a tratá-lo como “oprimido”. Alguns não percebem, mas a palavra “oprimido” designa o sujeito passivo da ação de opressão. O mesmo se passa quando o vocábulo empregado na metamorfose é “excluído”, sujeito passivo da exclusão. E fica sutilmente introduzida a assertiva de que o carente foi posto para fora porque quem está dentro não o quer por perto.

            A TL proporciona a mais bem sucedida aula de marxismo em ambiente cristão. Aula matreira, que, mediante a substituição de vocábulos acima descrita, introduz a luta de classes como conteúdo evangélico, produzindo o inconfundível e insuperável fanatismo dos cristãos comunistas. Fé religiosa fusionada com militância política! Dentro da Igreja, resulta em alquimia explosiva e corrosiva; vira uma espécie de 11º mandamento temporão, dever moral perante a história e farol para a ordem econômica. Por fim, anula as possibilidades de superar o drama da pobreza. A TL substitui o amor ao pobre pelo ódio ao rico, e acrescenta a essa perversão o inevitável congelamento dos potenciais produtivos das sociedades.

            Todos sabem que Frei Betto é um dos expoentes da teologia da libertação. Em O Paraíso Perdido (1993), ele discorre sobre suas muitas conversas com Fidel Castro. Num desses encontros, narrado à página 166, falava-se sobre a TL. Estavam presentes Fidel, o frei e o “comissário do povo”, D. Pedro Casaldáliga, espécie de Pablo Neruda em São Félix do Araguaia.  Em dado momento, o bispo versejador comentou a resistência de João Paulo II à TL dizendo: “Para a direita, é mais importante ter o Papa contra a teologia da libertação do que Fidel a favor”. E Fidel respondeu: “A teologia da libertação é mais importante que o marxismo para a revolução latino-americana”.
           
            Haverá maior e melhor evidência de que teologia da libertação e comunismo são a mesma coisa?






 Percival Puggina - membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.


O efeito da nova direita no Brasil




Ainda me lembro das primeiras aulas de Direito Penal na faculdade, em que se falava muito sobre o Estado como ente legitimador em relação aos que cometiam atos delituosos, que, se condenados, cumpririam pena para que fossem “reeducados”. Referia-se, então, aos presos como “reeducandos”, que vem do verbo reeducar, ou seja, tentar educar novamente alguém que se perdeu diante dos valores previstos em lei, que na realidade legal significa conter o mínimo de moral e conduta que deve ter um cidadão.

Muitos se mostram indignados com a estrondosa subida da direita em todos os países do Ocidente, pelos mais variados motivos. É sempre bom lembrar que o “Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães” tinha como inspiração o modelo comunista soviético, a meta em si era o coletivismo, o livre pensar foi abolido, para empreender era preciso seguir os ditames do Estado. 

Foram então criadas as SA, milícias paramilitares que tinham a função de sufocar qualquer oposição. Portanto, isso denota pura mentalidade esquerdista. Prova disso é a cartilha esquerdista agindo hoje na tirania de esquerda da Venezuela, com sua SA, uma vez que cidadãos são executados por milícias similares. A grande confusão que ocorre ao se afirmar que o nazismo era de direita se deve ao fato de a Alemanha ter entrado em guerra com a URSS, o que fez com que, após a II Guerra Mundial, a esquerda marotamente tentasse se distanciar do nazismo e antagonizá-lo. Na verdade, ambos praticavam sistematicamente perseguição aos judeus e minorias, campos de concentração e os gulags (campos de trabalhos forçados), enfim, o nazismo é na verdade o irmão siamês do comunismo.

O Brasil, na sua história, nunca teve um partido conservador. Todos que estavam e agora estão aí são partidos criados por ex-comunistas, o que na base ideológica sempre coloca o coletivismo, a consternação com os “oprimidos”, o assistencialismo e o Estado como provedor, o que culminou com uma Constituição de 1988 esquerdista, que paralisou o país e o transformou, pela base ideológica esquerdista de todos os partidos existentes, neste país inviável, em que o crime e o discurso socialista se uniram para atingirmos o caos.

Ouço de pessoas humildes que “o Brasil precisa começar do zero, ser construído de novo”. Ora, isso já coloca um partido ou um candidato que prega a ordem, a militarização ideológico-social, uma legislação enérgica, uma moral social no centro do imaginário popular. As pessoas deixaram de sentir vergonha de se expor, de assumir que querem mudanças fora da cartilha esquerdista, o que causa um verdadeiro temor aos ex-exilados que criaram e fundaram os partidos que tinham rótulo de direita, mas eram na realidade de esquerda. Não estou aqui defendendo a nova direita, ou massacrando os esquerdistas, apenas constato e tento, do ponto de vista político, fazer uma leitura das vozes que emanam do povo, vozes das ruas, das comunidades, vozes de gente humilde, ou seja, “o Brasil precisa começar do zero, ser construído de novo”, eu particularmente diria as palavras do texto penal, lá da época da faculdade, fazendo uma analogia: “O Brasil precisa ser preso, tornar-se um reeducando, para que possamos construir uma sociedade ética, justa, com jovens dotados de princípios morais, patriotas, varrendo todos os corruptos...”. Enfim, alguém que nos salve deste caos... 

Temos saída ?






Fernando Rizzolo - Advogado, Jornalista, Mestre em Direitos


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