Há tratamentos eficientes no país que ajudam as
pessoas com incontinência a terem mais qualidade de vida
De acordo com a Sociedade Brasileira de
Urologia, é difícil mensurar a quantidade de pessoas que têm algum grau de
incontinência – condição relacionada à perda involuntária de urina – porque
muitos homens e mulheres têm vergonha de falar sobre o assunto ou ainda acham
que não existe tratamento efetivo. Porém, estima-se que, no mundo, 200 milhões
de pessoas tenham algum grau de incontinência.
"A incontinência urinária atinge 10
milhões de brasileiros de todas as idades, sendo duas vezes mais comum no sexo
feminino, afirma a Sociedade Brasileira de Urologia. É um problema que afeta
todas as faixas etárias, mas acomete mais a população idosa", comenta o
urologista Rodrigo Brasileiro, membro titular da Sociedade Brasileira de
Urologia.
Tipos de incontinência e tratamentos
De acordo com o especialista, a gravidade da
incontinência varia. "Em alguns casos, a pessoa não consegue segurar a
urina ao fazer esforços como tossir ou espirrar, em outros casos, a vontade de
urinar é tão súbita e forte que não dá tempo de chegar a um banheiro",
explica.
O médico ressalta ainda que as causas também
variam e são distintas. "A avaliação de um urologista é fundamental para
definir o tipo de incontinência e o tratamento adequado. "Pode ser um
problema intrínseco do próprio esfíncter urinário, distúrbio de função do
aparelho urinário ou ser mais um sintoma de uma patologia prostática – condição
que acomete cerca de 50% dos homens que passam por uma cirurgia de câncer de
próstata", afirma.
Sobre os tratamentos, o urologista esclarece:
"existem tratamentos específicos para cada tipo de incontinência, que
podem ser desde fisioterapia de reabilitação do assoalho pélvico, tratamentos
medicamentosos, ou tratamentos cirúrgicos". No Brasil, existem duas
cirurgias disponíveis: implantação de Sling, que funciona como uma tipóia, que
sustenta o canal da urina ou implantação de um esfíncter artificial, que é um
pequeno anel em volta da uretra, totalmente contido no corpo e imperceptível,
que passa a ser o responsável pelo controle da urina.
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