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segunda-feira, 12 de março de 2018

NÃO ENCOSTE NO POSTE



  Não encoste em lugar algum porque tudo pode estar eletrificado e dar choques, terríveis como os que a gente toma a cada vez que recebe uma conta, vai ao mercado, ou escuta “eles” (bem abrangentes) falarem que está tudo controlado, que gerundicamente estarão tomando providências, estarão investigando, resolvendo. Ando no geral muito cansada de mentiras e elas não param de chegar de todos os lados e nos chocar


Tudo bem que não são só as mentiras que nos põem de cabelo em pé. As verdades dos fatos também não são de brincadeira. Não dá mais para parar nem para protestar – acredito até que é por isso que as ruas estão bem vazias, só juntam uns montinhos aqui e ali, na porta de algum prefeito, de algum órgão público. Dá até tédio. Quem está podendo, na real, sair e lutar por um mundo melhor? A cada noite parecemos Penélopes esperando o nosso Ulisses. Tecemos esperanças durante o dia, aos olhos de todos, e à noite todo o trabalho é desmanchado pela verdade: o guerreiro não chega, e nem parece estar a caminho. Não há heróis, e os bandidos se largam fácil e rápido de suas celas; isso quando chegam a entrar nelas.


Não escore seu corpinho em lugar nenhum porque além do choque estará sujeito a ser arrastado por alguma enchente, roubado quando se distrair e estiver usando o celular. Ou preso por vadiagem, isso especialmente se estiver no agora patrulhado Rio de Janeiro, onde o ir e vir em determinadas regiões, digamos, está prejudicado. Quem mora nos morros tem de fazer check-in e check-out, abrir a bolsa e os pacotes para revista, sorrir para a foto e rezar para que não apareça nada em sua ficha geral, cidadão. 


Por enquanto está igual a enxugar gelo. Não impede nada, nem que você não seja eletrocutado e, ao invés de socorrido, ainda seja roubado como aconteceu com o músico do Afro Reggae morto lá essa semana. Não há respeito a mais nada, nem a fardas, das quais convenhamos já estivemos fartos. Podemos acompanhar os tiroteios diariamente via alguns aplicativos que surgiram, justamente para monitorar a violência. 


Na geral, os ânimos também vêm dando choque. Estamos tão atrasados que, embora já estejam alinhados no horizonte mais de duas dezenas de candidatos à Presidência, o debate se resume a uma tal direita e esquerda que idiotiza tudo, teimando em dividir como quando a gente faz uma risca no cabelo. Sempre sobra um fiozinho teimoso para lá e outro para cá. Nenhum diz exatamente ao que veio, a não ser lengalengas, Nhem Nhem Nhem. Não me peçam exemplos, que vocês já estão cansados de ver e tem até um paspaquera que acha que a vida se resume a armas, aproveitando os medos que sentimos. Ainda estamos ameaçados pela criação e instalação de mais postes com fios desencapados para preencher buracos.


Há uma evidente desigualdade, e uma minoria aproveita para se dar bem melhor ainda a cada hora que passa. Contratando mal, pagando mal, explorando, aproveitando a necessidade alheia, não apoiando a produção, apenas na especulação. Desmerecendo quem trabalha e precisa, que acaba agarrando qualquer coisa com unhas e dentes, como seres primitivos. Vivemos batalhas de uns contra os outros. 


Não me entendam mal, mas tive de recolher meu otimismo nos últimos tempos, como observadora atenta por vários ângulos. Cansada de ver triunfar só as nulidades, “de tanto ver triunfar as nulidades de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, que o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.” Rui Barbosa, se de onde está pode acompanhar algo, deve estar bobo de ver que passa século, entra século, assim é. 


Acabo de ver uma metade de uma melancia sendo vendida a 14 reais. Uma amiga querida padece e morre lentamente no leito de um hospital público e já aparece gente e parente distante cobrando contas atrasadas. Dá vontade de não querer ver é mais nada. 


Mas nem para fechar os olhos se tem mais sossego. Não há onde se escorar, encostar; apenas se deixar levar.

 

 


Marli Gonçalves, -jornalista - Consciente do inconsciente coletivo e de seu grau de insanidade.

Brasil, 2018



Quanto custa mudar de país?



Diferente do que a esmagadora maioria pensa, acredita ou ouve falar não se sabe direito onde, uma mudança de pais definitivamente não é uma receita pronta onde basta seguir adicionando alguns elementos para dar certo. E não existe um valor exato e sim necessário, porque um processo de imigração é traçado estrategicamente conforme as características de cada solicitante. Mas sim, é preciso ter uma reserva de dinheiro. 

Vamos usar os Estados Unidos como exemplo inicial. Se o requerente solicitar o visto EB-5, além dos 500 mil dólares, é preciso dispor também de uma quantia que deverá ser paga ao advogado e taxas administrativas, que varia em torno de 50 mil dólares. Contabilize também o aluguel, outras despesas até efetivamente começar a trabalhar. Podemos chegar facilmente a casa dos 600 mil.

Já o E2 e o L1, demandam um investimento em torno de 150 mil dólares. Tudo tem um custo e é muito subjuntivo. Se alguém disser um valor fechado, afirmando que são necessários exatos 50 mil dólares para se mudar, estará mentindo. Não existe um numero, porque o lugar escolhido pode ser mais caro ou barato, outro fator que impacta em todos os outros níveis. 

O trabalho neste sentido é algo totalmente individualizado porque varia para cada situação. Por exemplo, Jose e Manuel irão abrir uma padaria, em locais totalmente distintos. Um vai solicitar o visto E2, porque é descendente de Italiano. Já o outro vem de Portugal, que só e possível aplicar o L1. Um tem três filhos e o outro somente um. O tipo de negocio é o mesmo, mas com vistos diferentes, e endereços comerciais também, ou seja, são números que mudam muito por isso o certo é pensar de forma macro.

Mesmo citando todos esses cenários, a reunião sempre esbarra na pergunta clássica, qual o mínimo para se mudar? Essa é sempre a preocupação inicial e, todas às vezes eu corrijo: "pense no necessário, afinal, você não esta diante de uma feira de barganha e sim de uma mudança de país e de vida, que envolvem novas atitudes onde comportamentos antigos devem ser repensados.

Será preciso também se adaptar a uma série de novas regras, aliado a um planejamento visando estruturar para preservar a família. Por isso, se deu aquela vontade de arrumar as malas, primeiro converse com as pessoas que você ama, fale sobre os seus planos e depois procure um especialista que possa oferecer todo o suporte necessário. Só ele vai te programar para enfrentar uma série de situações.

O passo seguinte é traçar um plano de ação e cumpri-lo, de forma gradativa. Por ter melhores condições, há quem consiga pular algumas etapas, já outros irão precisar de mais tempo. Atendi clientes que demoraram três anos ate o dia da mudança definitiva, conversava com eles a cada seis meses para ajustar algumas coisas e desenhar novas etapas.

Há clientes que relatam histórias de pessoas que entram com o visto de turismo e depois de um tempo arrumou emprego, conseguiu abrir empresa e por isso obteve a permanecia. Ou quem entra no pais com visto de estudante e "foi levando". Isso é querer acreditar demais em uma situação que fica agradável ao seu ouvido, mas que esta longe do que é permitido. A realidade afasta do sonho, dá medo, mas ao mesmo tempo é algo seguro porque faz com que as pessoas coloquem o pé no chão e analisem a situação friamente.

Com base nos meus mais de dez anos neste mercado, posso afirmar que isso não dá certo. Quem está se organizando desta forma, convido a pensar antes na família e nos filhos. Sei que o Brasil está muito péssimo sem expectativas de melhoras, mas pior será acordar com o DHS batendo a sua porta para prender todo mundo.

E todos esses cuidados servem em caso de mudança não só para os Estados Unidos mas também para qualquer outra parte do mundo. Se a ideia é ir para Portugal, então busque um profissional daquele pais que conhece o mercado e as leis. Ele vai orientar sobre valores, documentações e as devidas inscrições nos órgãos. 

Mas antes de qualquer mudança, é preciso entender o que é empreendedorismo, no sentido de criar algo, do começo ao fim cuidando e revisando todos os detalhes. Em muitos casos, não temos as melhores opções ou cartas na mão! Mas com estratégia, orientação seguindo um planejamento de uma forma muito regrada, é possível ganhar o jogo.






Daniel Toledo - advogado, sócio fundador da Loyalty Miami e consultor de negócios. Para mais informações, acesse: http://www.loyalty.miami ou entre em contato por e-mail contato@loyalty.miami ou pelo +1 (305) 988.2283. O especialista também possui um canal no youtube www.youtube.com/watch?v=VZJ6mFSNT9Q&list=RDVZJ6mFSNT9Q com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender nos estados unidos. E empresa agora possui sede em Portugal e na Espanha


Pós-gênero, co-branding, blockchain e saúde conectada estão entre as principais tendências de consumo em 2018



  • De acordo com a pesquisa anual da área de Consumer Engagement da LLORENTE & CUENCA, cada vez mais, os novos consumidores avaliarão as marcas por critérios como sustentabilidade, transparência e autenticidade, diferentemente do passado. 
  • Novos tipos de consumidores devem surgir, como os Green consumers (aqueles dispostos a pagar mais por marcas sustentáveis) ou consumidores solitários (baseados na oneconomy).


As crianças e os idosos devem despertar cada vez mais interesse para as marcas. Além disso, consumidores cada vez mais solitários e sofisticados darão uma importância renovada à sustentabilidade e à transparência das empresas, assim como à autenticidade e a tudo aquilo que recebe selos como healthy e digital, juntos. Sem esquecer que a tecnologia por trás das criptomoedas ou do co-branding gerarão novas oportunidades de inter-relação para as marcas.

Estas são algumas das conclusões do relatório "Tendências de Consumer Engagement 2018", desenvolvido pela área de Consumer Engagement da LLORENTE & CUENCA, a consultoria líder em Gestão da Reputação, Comunicação e Relações Públicas na América Latina, Espanha e Portugal.
De acordo com David González Natal, líder da área de Consumer Engagement da LLORENTE & CUENCA e responsável pelo relatório – realizado em colaboração com especialistas da empresa em Portugal e América Latina, além de clientes da companhia –, "esses novos consumidores transferirão para as marcas algumas de suas novas obsessões e as avaliarão com base em critérios completamente diferentes daqueles identificados no passado. Isso obrigará as marcas a se abrirem e a tentarem alcançar seus públicos-alvo de forma mais autêntica, fazendo-as enxergar o consumidor não como uma entidade coletiva, que pode ser medida em função de interesses predeterminados, mas de forma individual, com necessidades e preocupações próprias".

A seguir, as conclusões de algumas das principais tendências para 2018:


1.Miniconsumidores

As marcas têm o desafio de educar com base em valores da infância e de contribuir para o desenvolvimento da personalidade destes consumidores, para ajudá-los a se tornarem melhores adultos. Há, cada vez mais, exemplos de como as marcas, ao mesmo tempo em que reconhecem o valor da influência das crianças na compra, empreendem esforços para dar-lhes ferramentas para seu crescimento. E, aqui, as redes sociais têm um papel crucial, pois configuram o espaço no qual as marcas podem desenvolver ferramentas que incentivam a inovação e o aprendizado.


2.O valor da transparência

A confiança é um dos ativos que mais valorizam as marcas, já que são o guia para o comportamento do consumidor. Neste sentido, certas indústrias, como a de alimentos e de cosméticos, estão sob o foco dos consumidores, que desejam e exigem maior transparência em razão das crenças relacionadas à dieta, à ética e ao meio ambiente. Isso significa que as marcas têm o desafio e a oportunidade de demonstrar seus processos, contar suas histórias e transmitir o legado que desejam deixar.


3.Green consumers

Os consumidores estão cada vez mais conscientes da sustentabilidade por trás dos produtos e diferentes estudos apontam que este novo público está disposto a pagar mais por produtos e serviços vistos como sustentáveis ou provenientes de empresas sociais e ambientalmente responsáveis. Além disso, as marcas também estão se dando conta de que construir uma cadeia de suprimentos sustentável tem o potencial de atrair novos consumidores. É que o filtro da sustentabilidade, aos olhos dos consumidores, tem sido determinante na decisão de compra.


4.Co-branding

Assim como os consumidores compartilham com naturalidade o carro, a casa ou as férias, as marcas também se aproximarão dos consumidores, compartilhando gradualmente esforços com outras marcas. Determinadas parcerias permitem que marcas promovam, por exemplo, valores positivos, desenvolvam novos produtos ou compartilhem informações com empresas que oferecem produtos diferentes, mas dentro de um mesmo segmento de mercado. Embora o co-branding represente uma oportunidade para as marcas, este também apresenta riscos. Portanto, é necessário que exista uma congruência e uma complementaridade anterior entre marcas que se unem.


5.A revolução do blockchain

O blockchain é a tecnologia usada por Satoshi Nakamoto para criar os bitcoins, em 2009. Atualmente, esta tecnologia é aplicada não apenas nas criptografias, mas em múltiplas áreas, desde transações internacionais com moedas estrangeiras até jogos online. A tecnologia blockchain pode ser utilizada, em teoria, para executar qualquer tarefa que exija capacidade de computação. E seus defensores dizem que esta é a maneira mais eficiente, rápida, confiável, segura e barata de fazê-lo, ao invés daquela que utiliza sistemas informáticos centralizados. Assim, este pode se tornar o grande "descentralizador" dos serviços digitais, ao oferecer serviços aos consumidores em muitos setores, como no comércio eletrônico, armazenamento de dados, compra de música ou distribuição de energia, apenas para citar alguns exemplos.


6. O consumidor pós-gênero

Os atuais consumidores, com os mais jovens na liderança, rejeitam as etiquetas tradicionais de masculino e feminino e apostam em um conceito diferente do gênero, o que está forçando as principais marcas internacionais a posicionarem-se com estratégias muito mais fluidas, tanto em suas linhas de produtos quanto em suas veiculações de comunicação e de marketing. As marcas terão que se adaptar ao fato de que, cada vez mais, serão a personalidade das pessoas e seus interesses, para além de seus encaixes sociodemográficos tradicionais, as que determinarão as opções de consumo ou fidelidade à marca, de modo que os produtos transversais terão muito a ganhar.


7. Idosos, os novos millennials

Cada vez mais idosos fazem uso da internet e das redes sociais. Este novo espaço de inter--relação para a terceira idade, junto com uma maior disposição e familiaridade com os dispositivos digitais e móveis, estão criando uma comunidade de idosos com alma jovem. Pessoas que querem viver e que desejam compartilhar suas experiências com o mundo. Os sêniores, que até agora eram considerados um nicho de mercado de difícil acesso, abrirão um mundo de possibilidades para que as marcas agreguem valor a um grupo populacional em constante crescimento.


8. Obsessão pelo autêntico

As novas gerações de jovens desenvolveram novos sistemas de identificação da autenticidade dos conteúdos. As marcas precisam ser cada vez mais sinceras ou genuínas e optar pelo autêntico, a partir de conteúdos criados para pessoas reais, que contam histórias verdadeiras, gerando um crescente desinteresse por tudo o que é considerado conteúdo superproduzido. Portanto, será cada vez mais importante que as marcas e suas narrativas (muito além da associação com celebridades ou influenciadores) criem laços profundos com seus públicos. A obsessão pelo autêntico e pelo real faz com que fenômenos como os youtubers ou os influenciadores estejam se transformando em experiências mais próximas do conceito do "boca a boca", como aquelas que os consumidores mantêm em seus círculos de amizades. Este fenômeno tem impulsionado a ascensão de micro-influencers, que embora tenham menos seguidores, mantêm níveis de lealdade e engagement muito maiores com seus públicos.


9. "Oneconomy": o consumidor solitário

E se o compartilhar estivesse fora de moda? O consumo solitário está ganhando espaço. Dessa maneira, os consumidores têm priorizado cada vez mais a individualidade e os cuidados pessoais, fazendo o conceito de "oneconomy" (economia para um) ganhar crescente espaço entre os novos consumidores. Assim, o desejo de ter produtos e viver experiências individuais está crescendo. Como resposta, as marcas estão começando a reformular e a criar experiências em torno de bens e serviços. Há grandes oportunidades nos setores da construção e do entretenimento, assim como aquelas associadas à comunicação on-line, a eletrônicos pessoais e aos eletrodomésticos.


10. Saúde conectada

As redes sociais aumentaram exponencialmente o desejo de se manter saudável e em forma, e as comunidades de usuários, a partir disso, serão leais às marcas que oferecem alternativas capazes de contribuir não apenas com o bem-estar individual, mas também com a forma de se conectar e compartilhar ao seu redor. Para citar alguns exemplos, as marcas esportivas têm liderado a evolução do retail de experiências, produzindo eventos pagos onde o bem-estar é o principal tema, assim criam fidelidade à marca e impulsionam as vendas. Já os gigantes da tecnologia estão investindo recursos significativos no desenvolvimento de dispositivos que irão ajudar reduzir a distância entre o monitoramento do estado físico coletivo e os cuidados médicos reais. Esta não é a indústria médica do futuro, mas a internet de hoje.



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