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segunda-feira, 12 de março de 2018

Quaresma e Páscoa estimulam consumo de bacalhau, aponta pesquisa



Apesar de ser amado pelos brasileiros, o peixe ainda é visto como um prato sazonal devido aos preços altos


Depois do carnaval a oferta de pescados no Brasil aumenta consideravelmente em vista do período de Quaresma, no qual, seja por questões religiosas ou simplesmente por hábito, muitas pessoas deixam de lado a carne vermelha e investem em peixes.

Nesta época do ano os supermercados e casas especializadas costumam criar espaços exclusivos para o bacalhau, um dos mais procurados pelos brasileiros. O peixe se popularizou no país após a chegada da corte portuguesa e já foi considerado um prato popular, mas, com os impostos de importação aplicados desde a década de 60, o preço passou a ser tão salgado quanto o próprio peixe e afastou o pescado do cardápio cotidiano.

Por isso, é comum ver a procura pelo peixe crescer somente em datas especiais como réveillon, Quaresma e, especialmente, a Páscoa, tornando o pescado um produto sazonal para a maioria das famílias. É o que comprova um levantamento exclusivo, realizado pela Banca do Ramon, um dos empórios mais tradicionais do Mercado Municipal de São Paulo, que ouviu 1.360 consumidores a fim de obter uma perspectiva da relação dos brasileiros com a alimentação e seus hábitos de consumo.

Tradição antiga favorece o consumo de pescados

O Brasil ainda é a maior nação católica do mundo, com 172,2 milhões de fiéis, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por isso, o período de Quaresma, que começa na Quarta-feira de Cinzas, estimula até os menos apegados a doutrina a trocarem o bife por um peixe.
Entre as tradições do período de 40 dias de preparação para a Páscoa, está a exclusão das carnes de animais de sangue quente – boi, porco e frango –  durante as quartas e sextas-feiras, o que já contribui para aumentar significativamente a demanda por peixes. Mas nem todos os consumidores associam a compra à tradição religiosa, o aumento da oferta desses produtos no mercado também favorece a aquisição e incentiva o consumo, inclusive de espécies mais nobres, como o bacalhau, que é um prato bastante apreciado em datas especiais como essas, segundo o levantamento.

Sobre o estudo

A pesquisa “Do essencial ao Gourmet - O que os brasileiros pensam sobre alimentação saudável e produtos premium”, deixa evidente que, tratando-se de bacalhau, embora o peixe seja bastante apreciado pelos brasileiros – 50% afirma consumi-lo até três vezes ao ano, enquanto 39% o faz quatro ou mais vezes no mesmo período –, o prato ainda está restrito, em sua maioria, a datas específicas como a Páscoa e a Quaresma. A maioria dos entrevistados (51%) afirma que consome o peixe, geralmente, em ocasiões especiais. Por outro lado, 36,5% revela que o bacalhau está presente nas refeições do dia a dia. Quando questionados sobre a origem do melhor bacalhau, os campeões, de acordo com os entrevistados são: o bacalhau Norueguês (47,2%) e o Português (19,6%).

Alto valor nutricional

Para a nutricionista Juliana Tomandl, consultora da Banca do Ramon, o consumo de peixes deve fazer parte da rotina e não ficar restrito apenas a este período de Páscoa, inclusive, para uma dieta saudável, o pescado deve estar presente no cardápio semanal, em especial, o bacalhau e outros peixes de água salgada, que, além das inúmeras possibilidades de receitas, ainda podem trazer diversos benefícios para a saúde, graças ao alto valor nutritivo.

“Há outras opções saudáveis e que cabem no bolso, como o arenque, a sardinha, o salmão, o atum, o robalo e a merluza. Então é possível incluir essas opções para variar o cardápio, mas o bacalhau não deve ficar de fora, pois, seu valor nutricional é elevado e traz muitas vantagens ao nosso corpo” – explica Tomandl.

A especialista afirma que além de possuir as vitaminas A, E e D, fundamentais para o organismo, o peixe ainda é rico em ferro, magnésio e fósforo e também pode auxiliar na prevenção e controle de problemas cardiovasculares, assim como doenças inflamatórias e autoimunes. De acordo com a nutricionista, o peixe contém gorduras saudáveis, como o ômega-3 e ômega-6, nutrientes importantes para regular o nível de colesterol, pois ajuda a diminuir o LDL (colesterol ruim) e triglicerídeos, e aumentar o HDL (colesterol bom).

Como escolher o melhor

Bacalhau é o nome dado a cinco peixes, após o processo de cura (salga e secagem), portanto, na hora de escolher um bom produto é preciso muita atenção. Quatro deles são do oceano Ártico (Noruega, Canadá, Rússia, Islândia e Finlândia) e o quinto é do Pacífico, ou Alasca. Confira as principais diferenças entre eles:

Gadus morhua: o legítimo, conhecido tradicionalmente como bacalhau do porto, pescado em águas profundas do Atlântico Norte. Sua cor é mais amarelada quando seco e, após o preparo, torna-se mais branca e sua carne é mais nobre devido a alimentação disponível em seu habitat. Suas lascas são claras e tenras.

Gadus macrocephalus: pescado no oceano Pacífico Norte, esse peixe é mais fibroso e suas lascas não se soltam facilmente. Sua cor é branca, mesmo quando seco e seu sabor é característico.
Saithe: Com uma cor mais escura e sabor intenso, esse peixe é considerado um primo mais barato. Sua carne desfia com facilidade quando cozido.

Ling: De cor branca, porém, com postas mais finas, que não desfiam facilmente, essa espécie é ideal para receitas grelhadas, pois é mais firme e não se desfaz.

Zarbo: um dos menores, e, por isso, com postas mais finas também, esse peixe de textura mais firma é muito utilizado na preparação de bolinhos e caldos.

Segundo a legislação apenas o Gadus morhua e o Gadus macrocephalus são considerados verdadeiros. No comercio eles ainda podem ser classificados nas seguintes categorias: Imperial, o mais nobre; Universal – com alguns defeitos pequenos que não comprometem a qualidade; e Popular – que contém falhas causadas no processo de pesca.

Dessalgar corretamente

A especialista ressalta que, apesar de todos os benefícios, a ingestão de bacalhau deve ser moderada, especialmente por pessoas que sofrem de hipertensão arterial, isso porque, devido à cura, o peixe é rico em sódio e, por isso, o processo de dessalga precisa ser feito adequadamente. “Quem tem pressão alta deve ficar de olho, não é preciso evitar o peixe, apenas fazer a retirada do sal de maneira mais atenta ainda para evitar que problemas de saúde se agravem”, alerta a especialista.

Segundo ela, alguns cuidados são necessários para a dessalga do bacalhau: “É preciso deixar o peixe de molho, totalmente submerso, de um dia para o outro, lembrando de trocar a água várias vezes nesse período. É fundamental que o recipiente fique na geladeira durante o processo, para não correr o risco de o peixe estragar, já que o nosso clima é muito quente”.

O ideal é realizar esse processo apenas quando for preparo peixe para o consumir, afinal o sal é o melhor conservante e, se for mantido longe de umidade, o bacalhau pode durar vários meses. Para preservar melhor seus nutrientes, Tomandl ainda recomenda que o alimento seja assado no forno, cozido ou grelhado.





Fonte: Banca do Ramon


Pulso forte no campo vem das mulheres



No ano em que a ONU dá destaque à mulher rural, duas histórias mostram que elas fazem a diferença


O ano de 2018 iniciou com homenagens para as mulheres. Além do tradicional 8 de março, data em que se comemora o Dia da Mulher, a ONU anunciou que esse será o ano daquelas que se dedicam e se envolvem com o meio ambiente e com o campo: a mulher rural. Para enfatizar ainda mais, em janeiro a ONU Mulheres também divulgou o tema para esta quinta-feira: “o tempo é agora: ativistas rurais e urbanas transformam a vida das mulheres”.

Cristina Pasca Palmer, secretária executiva da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica, defende que igualdade de gênero e empoderamento feminino são elementos centrais para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. “Engajar mulheres do campo é essencial. Está muito claro que é por meio delas que alcançaremos as mudanças necessárias em muitas frentes. O envolvimento das mulheres rurais é fundamental para alcançar metas para assegurar acesso, apropriação e controle equitativos sobre a terra e os recursos naturais, bem como dobrar a produtividade agrícola e os rendimentos dos pequenos produtores de alimentos”, afirma ela.

Nesse contexto, são muitas as mulheres com histórias para contar. No campo, elas têm tomado a direção das propriedades e qualificado os negócios familiares e associações. Segundo dados do Censo 2010, as mulheres rurais são responsáveis, em grande parte, pela produção destinada ao autoconsumo familiar e contribuem com 42,4% do rendimento familiar. É o caso de Rosa Lesnioski Fieszt. Agricultora desde a barriga - como ela descreve -, ela é produtora de orgânicos em sua propriedade e presidente da Associação Agroalves da Lapa, no Paraná.

A Associação é referência em comercialização de produtos orgânicos na região e composta, em sua maioria, por mulheres que também estão na linha de frente da produção orgânica. Segundo Rosa, a Associação existe há 17 anos, quando as reuniões ainda eram realizadas na sua propriedade. De lá pra cá as conquistas foram muitas, como a sede própria, a atual agroindústria (instalada no local) e diversos equipamentos para os agricultores associados. “A associação nasceu como uma forma de melhorar a comunidade local. Desde a criação, que começou com a realização de cursos para os associados, temos crescido de forma produtiva. Hoje, além dos cursos, contamos com a participação de outras mulheres para a produção de doces e panificados para venda, e seguimos indo atrás de melhoria e qualidade. Prova disso é a cozinha orgânica que pretendemos montar na sede, um projeto que está em desenvolvimento”, comemora.

Dentre os equipamentos obtidos por meio de uma parceria com a Emater, estão uma estufa, um triturador de galhos e balanças para todos os agricultores, além de biofossas que também serão doadas para as propriedades. Para Rosa, essa é uma conquista não só dela, mas de todas as mulheres envolvidas no projeto. “Não temos o perfil de desistir fácil. Se conseguimos e temos conseguido tudo isso é porque somos insistentes. Eu enxergo as mulheres assim. Tomamos à frente de tudo, vamos atrás, além de sermos mais caprichosas”, analisa. Os cursos e a certificação orgânica são realizados com o apoio do projeto do Laboratório de Mecanização Agrícola (LAMA), da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), coordenado pelo professor e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Carlos Hugo Rocha. “O Lama funciona como assistência técnica para atender demandas do setor agroecológico. Nossa ideia é fornecer alternativas com base agroecológica para auxiliar produtores na implantação de sistemas produtivos que considerem a conservação e o manejo sustentável de recursos naturais, culturais e sociais”, explica.


Elas no comando dos orgânicos

Na cidade de Urubici, Santa Catarina, outra história também merece ser contada. Valsiria Ribeiro é agricultora e proprietária da pousada Sítio Encanto da Natureza. Junto com o marido, José Ribeiro, Valsiria comanda a propriedade que produz orgânicos. “Focamos em produção orgânica e na variedade dos produtos, porque dessa forma as pragas não pegam. Não é preciso usar agrotóxico, basta saber combinar e a natureza se encarrega do resto. Isso agrega muito valor. Plantamos de tudo um pouco. Temos milho, feijão, batata, hortaliças em geral. Muita variedade”, conta.

Além dos vegetais, o sítio de Valsiria também possui uma grande quantidade de Araucárias -  árvore símbolo da região sul do Brasil e bastante ameaçada - em áreas bem preservadas. Das árvores, a produtora tem como matéria-prima o pinhão, que rende a produção de paçoca e outros produtos que são vendidos para restaurantes locais. Além disso, uma produção específica da semente vai para a iniciativa Araucária +, criada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI), agregando valor  aos produtos extraídos desse ecossistema de acordo com um padrão sustentável de produção. “A iniciativa Araucária+ reúne produtores do Planalto Serrano catarinense, indústria, varejo e sociedade, criando uma rede sustentável de produção, venda e consumo. Dessas propriedades, muitas são encabeçadas por mulheres que querem apenas gerir seus negócios de forma igualitária”, analisa o coordenador de Negócios e Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário, Guilherme Karam. Além do cuidado dos consumidores com a compra do pinhão maduro, outras estratégias complementares são fundamentais para promover a conservação dos remanescentes de Floresta com Araucárias. Entre elas estão a coibição do desmatamento ilegal e a agregação de valor à produção não madeireira, mantendo a floresta em pé.

“O Araucária+ é bom por que não temos que nos preocupar com a destinação do pinhão, a venda é garantida. Isso agrega muito valor ao que temos aqui e gera negócios sustentáveis. Estamos desde o começo, há quatro anos, e é algo muito interessante para nós. Fomos convidados por que eu e meu marido já fazíamos mudas de araucária, vendíamos e também doávamos para a comunidade”, conta Valsiria. O sítio do casal também conta com um espaço para hospedagem que atrai pessoas em busca do agroturismo, ideia que partiu de Valsiria e que deu certo. “Eu tive a ideia de trazer turismo para nosso sítio, assim como outras ações de sustentabilidade. Sempre dizem que por trás de um grande homem tem uma grande mulher, mas eu acho que é ao contrário. Ou, temos que andar lado lado, no mínimo” se diverte ela.




Sobre a Fundação Grupo Boticário
A Fundação Grupo Boticário é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial. A Fundação Grupo Boticário apoia ações de conservação da natureza em todo o Brasil, totalizando mais de 1.500 iniciativas apoiadas financeiramente. Protege 11 mil hectares de Mata Atlântica e Cerrado, por meio da criação e manutenção de duas reservas naturais. Atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e nas políticas públicas, além de contribuir para que a natureza sirva de inspiração ou seja parte da solução para diversos problemas da sociedade. Também promove ações de mobilização, sensibilização e comunicação inovadoras, que aproximam a natureza do cotidiano das pessoas.



Sobre a Rede de Especialistas
A Rede de Especialistas de Conservação da Natureza é uma reunião de profissionais, de referência nacional e internacional, que atuam em áreas relacionadas à proteção da biodiversidade e assuntos correlatos, com o objetivo de estimular a divulgação de posicionamentos em defesa da conservação da natureza brasileira. A Rede foi constituída em 2014, por iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Campanha “O Tempo Não Cicatriza” alerta sobre os riscos das feridas não tratadas



Iniciativa inédita quer conscientizar sobre os efeitos negativos do tempo na cicatrização e destaca os impactos humano e financeiro de negligenciar o tratamento 


Uma coalizão de sete organizações, entre sociedades e associações médicas, de enfermagem e pacientes, com apoio da ACELITY, lança a campanha O Tempo Não Cicatriza. Para feridas complexas, o tratamento é o melhor remédio no Brasil. O objetivo da iniciativa é informar a população e os profissionais de saúde sobre a importância da prevenção e o impacto negativo do tempo no cuidado com as feridas complexas – lesões agudas ou crônicas de difícil cicatrização – e educá-los sobre prevenção, causas, consequências e importância do tratamento.

“A campanha O Tempo Não Cicatriza. Para feridas complexas, o tratamento é o melhor remédio surgiu da constatação de que as feridas complexas são um problema de enormes proporções que são desencadeadas como consequência do Diabetes mal controlado. Impactam significativamente na qualidade de vida dos pacientes, podendo levar à amputação e até à morte”, afirma o presidente da Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD), Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho.

O pé diabético, uma das feridas crônicas mais frequentes, atinge 2% dos diabéticos brasileiros por ano[1] - o equivalente a 280 mil pessoas. O não tratamento das úlceras nos pés hoje corresponde por 40% a 70% do total de amputações não traumáticas de membros inferiores realizadas no Brasil[2]. Já a úlcera por pressão, outro tipo de ferida crônica, popularmente conhecida como escara, é o terceiro tipo de ocorrência mais frequentemente notificado pelos Núcleos de Segurança do Paciente (NSPs) dos hospitais brasileiros[3]. Estima-se que sua incidência nos hospitais do país seja de 39,81%[4], razão pela qual reduzir o risco de úlceras por pressão é uma das prioridades do Ministério da Saúde[5].

A iniciativa também alerta sobre o risco de negligenciar o tratamento de lesões agudas, como as lacerações traumáticas decorrentes de agravos de trânsito, que deixam mais de 160 mil pessoas com lesões graves[6] no Brasil todos os anos. “As feridas complexas oneram os sistemas de saúde e de previdência por conta dos custos associados a tratamentos prolongados e ao pagamento de benefícios por afastamento e incapacidade”, completa o presidente da Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado (SBAIT), Dr. José Mauro Rodrigues.


O Tempo Não Cicatriza. Para feridas complexas, o tratamento é o melhor remédio

A campanha faz um paralelo entre traumas emocionais e físicos para alertar a população sobre o impacto negativo do tempo no tratamento de feridas complexas. “Ao contrário das desilusões, que melhoram com o passar dos dias, as lesões agudas e crônicas de difícil cicatrização só pioram sem o cuidado adequado”, lembra a presidente da Sociedade Brasileira de Tratamento Avançado de Feridas (SOBRATAFE), Dra. Debora Sanches.

A ação será difundida por meio de hotsite (www.otemponaocicatriza.com.br), vídeo-animação e fanpage no Facebook, além da hashtag #OTempoNaoCicatriza, que acompanhará todas as iniciativas. A campanha conta ainda com conteúdo exclusivo para profissionais de saúde, com o objetivo de aprimorar o conhecimento de médicos e enfermeiros sobre o tema, por meio de iniciativas de educação continuada.

“O tema ‘feridas complexas’ precisa ser apresentado e discutido para que se consiga chegar a uma solução efetiva, que reflita em benefícios para pacientes, hospitais e profissionais de saúde”, assegura Pablo Toledo, gerente geral da ACELITY no Brasil, empresa que apoia campanha.

A iniciativa é promovida pelas sociedades brasileiras de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), de Queimaduras (SBQ), de Tratamento Avançado de Feridas (SOBRATAFE), e a de Atendimento Interligado ao Traumatizado (SBAIT); a Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD), e as associações brasileiras de Estomaterapia (SOBEST) e a de Enfermagem em Dermatologia (SOBENDE).

Com a campanha, as instituições envolvidas esperam conscientizar a população sobre feridas complexas e seus riscos, levando as pessoas a procurarem um profissional da saúde que possa avaliar a utilização de tratamentos mais adequados. As opções terapêuticas variam de acordo com o tipo de lesão e a região do corpo em que estão localizadas.

Atualmente, estão disponíveis no País soluções inovadoras como curativos avançados com propriedades antimicrobiana, antiodor, regenerativa ou hidratante, que contribuem para a cicatrização. Também existem tecnologias hospitalares e domiciliares, como o sistema de pressão negativa, que utiliza a pressão controlada e localizada sobre a lesão por meio de um curativo de espuma coberto por uma película e ligado a um sistema de drenagem e a câmara hiperbárica que permite ao paciente respirar oxigênio puro enquanto fica sob uma pressão de duas a três vezes superior à pressão atmosférica ao nível do mar. Ambas as tecnologias aceleram o tempo de cicatrização de feridas.



Sobre a ANAD
A Associação Nacional de Atenção ao Diabetes, fundada em 1979, é uma instituição filantrópica criada com a finalidade de atender, orientar, tratar, educar e acompanhar pessoas com Diabetes e seus familiares. Atua também junto a profissionais de saúde a fim de capacitá-los com o objetivo de aprimorar o atendimento ao paciente, além de atuar em Políticas de Saúde em Diabetes, tendo conseguido aprovação de Lei Federal de apoio ao portador ao Diabetes. www.anad.org.br


Sobre a SBAIT
Criada nos anos 70, a Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado (SBAIT) reúne profissionais de diferentes áreas ligadas a prevenção ao tratamento e a reabilitação das vítimas de agravos de trânsito, entre outras causas de trauma. www.sbait.org.br


Sobre a SOBRATAFE
A Sociedade Brasileira de Tratamento Avançado de Feridas (SOBRATAFE) objetiva a promoção do tratamento adequado de feridas, o estabelecimento de condutas eficazes que resulte em melhorias na saúde e na qualidade de vida. www.sobratefe.com.br


Sobre a ACELITY no Brasil
A Acelity iniciou suas atividades no Brasil em 2012. Hoje, a sede em São Paulo conta com 75 funcionários que trabalham para restaurar a vida das pessoas por meio do desenvolvimento e distribuição de produtos e terapias que ajudam na aceleração da cura e da redução de complicações. 


Sobre a ACELITY
A Acelity LP Inc. e suas subsidiárias são uma empresa global de tratamento avançado de feridas e medicina regenerativa criada por unir os pontos fortes da Kinetic Concepts, Inc., e da Systagenix Wound Management, Limited. Disponível em mais de 80 países, o inovador e complementar portfólio de produtos da ACELITY fornece valor por meio de soluções que aceleram a cicatrização e lideram a indústria em qualidade, segurança e experiência com o cliente. Com sede em San Antonio, Texas, EUA, a ACELITY emprega mais de 5.000 pessoas em todo o mundo.


[1] Grupo de Trabalho Internacional sobre Pé Diabético. Consenso Internacional sobre Pé Diabético / publicado sob a direção de Hermelinda Cordeiro Pedrosa; tradução de Ana Claudia de Andrade, Hermelinda Cordeiro Pedrosa Brasília: Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, 2001. 100 p.
[2] BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Op. cit.
[4] Rogenski NMB, Santos VLCG. Estudo sobre a incidência de úlceras por pressão em um hospital universitário. Rev Latino-Am Enfermagem 2005 julho-agosto; 13(4):474-80.
[5] Brasil. Ministério da Saúde. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente / Ministério da Saúde; Fundação Oswaldo Cruz; Agência Nacional de Vigilância Sanitária –Brasília: Ministério da Saúde, 2014. 40 p.
[6] Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Acidentes de trânsito nas rodovias federais brasileiras: caracterização, tendências e custos para a sociedade. Secretaria de Assuntos Estratégicos, 2015. 42 p.



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