Concentrar o pedal no sábado e domingo pode ser uma saída para rotinas apertadas, mas tentar compensar os dias sem exercício aumentando demais distância ou intensidade pode não ser a melhor estratégia
Entre trabalho, estudos e compromissos
pessoais, nem sempre sobra tempo para subir na bicicleta durante a semana. Para
muitos ciclistas, é no sábado ou no domingo que aparecem algumas horas livres
para um pedal mais longo. Mas concentrar a atividade física nesses dias
adianta?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos realizem
entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física aeróbica de intensidade
moderada ou entre 75 e 150 minutos de intensidade vigorosa e reforça que alguma
atividade física é melhor do que nenhuma.
Um estudo publicado no JAMA, com 89.573 participantes, também
investigou essa questão. Os pesquisadores observaram que pessoas que atingiram
o volume recomendado de atividade física moderada a vigorosa concentrando a
maior parte do exercício em um ou dois dias apresentaram associações com menor
risco de diferentes eventos cardiovasculares semelhantes às encontradas entre
aquelas que distribuíam a atividade ao longo da semana. Por ser observacional,
o estudo aponta associações e não estabelece relação direta de causa e efeito.
“É muito comum ter mais tempo no fim de semana e querer aproveitar
para fazer um pedal muito maior. Mas a distância precisa acompanhar a
experiência e o condicionamento do ciclista. Não é porque alguém só consegue
pedalar no sábado que precisa transformar aquele dia em uma prova”, afirma
David Peterle, CEO da Oggi Bikes.
Não
tente compensar cinco dias em algumas horas
Ter três horas livres no sábado não significa necessariamente
estar preparado para três horas sobre a bicicleta. Para quem ainda está
construindo condicionamento, aumentar de uma vez distância, velocidade ou
dificuldade pode tornar o pedal mais desgastante do que o esperado.
A própria experiência pode servir de referência. Quando um
percurso que antes parecia muito exigente começa a ser concluído com mais
conforto, é possível acrescentar alguns quilômetros, experimentar uma nova rota
ou incluir gradualmente terrenos diferentes.
“Quilometragem não deve virar uma cobrança. Você começa conhecendo
seu ritmo, entende como reage às subidas e, aos poucos, aumenta os desafios.
Uma subida que parecia impossível começa a ficar mais tranquila e aquele
percurso que parecia longo passa a ser conhecido. Não precisa existir pressa
para chegar a determinada distância”, explica Peterle.
30
quilômetros nem sempre significam o mesmo esforço
Dois percursos com a mesma distância podem representar
experiências completamente diferentes. Relevo, terreno, vento, ritmo e ganho de
elevação interferem no esforço necessário. Por isso, antes de sair, vale
conhecer a rota e observar suas características, especialmente para quem
pretende participar de pedais em grupo.
Comparar o próprio desempenho com o de ciclistas mais experientes
também pode criar referências pouco realistas. Um trajeto de 50 quilômetros
predominantemente plano, por exemplo, não equivale necessariamente à mesma
distância com muitas subidas e trechos de terra.
O tipo de bicicleta também precisa conversar com o percurso. Para
quem está começando no mountain bike e busca uma opção para evoluir na
modalidade, por exemplo, a Big Wheel 7.0, da Oggi Bikes, é uma
alternativa voltada a esse perfil. “Pedalar com outras pessoas é uma das
experiências mais legais do ciclismo, mas cada um tem seu momento. Quem está
começando não precisa acompanhar o ritmo de alguém que treina há anos. O
importante é conhecer o percurso e encontrar um ritmo compatível com a sua
experiência”, destaca Peterle.
Se
o pedal é no fim de semana, a preparação começa antes
Para quem tem apenas uma ou duas oportunidades de pedalar na
semana, um problema simples na bicicleta pode comprometer justamente esses
dias. Antes de sair, vale conferir a pressão dos pneus, funcionamento dos
freios e marchas, condições da corrente e possíveis folgas ou ruídos diferentes
do habitual.
Em percursos mais longos, também é importante levar hidratação,
itens básicos para reparo de pneus e ferramentas compatíveis com a bicicleta.
Para problemas que vão além das verificações básicas, a orientação é procurar
assistência especializada. A Oggi Bikes conta com uma rede de revendedores e
oficinas para manutenção e suporte aos modelos da marca.
“Quem só consegue pedalar no fim de semana quer aproveitar aquele
tempo. A bicicleta precisa estar em boas condições e o percurso deve ser
compatível com o ciclista. Mais importante do que tentar compensar a semana é
terminar o pedal querendo voltar no próximo”, conclui Peterle.

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