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sábado, 10 de outubro de 2026

Pedalar só no fim de semana adianta? Veja como aproveitar melhor a bike quando falta tempo durante a semana

Concentrar o pedal no sábado e domingo pode ser uma saída para rotinas apertadas, mas tentar compensar os dias sem exercício aumentando demais distância ou intensidade pode não ser a melhor estratégia


Entre trabalho, estudos e compromissos pessoais, nem sempre sobra tempo para subir na bicicleta durante a semana. Para muitos ciclistas, é no sábado ou no domingo que aparecem algumas horas livres para um pedal mais longo. Mas concentrar a atividade física nesses dias adianta? 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos realizem entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física aeróbica de intensidade moderada ou entre 75 e 150 minutos de intensidade vigorosa e reforça que alguma atividade física é melhor do que nenhuma. 

Um estudo publicado no JAMA, com 89.573 participantes, também investigou essa questão. Os pesquisadores observaram que pessoas que atingiram o volume recomendado de atividade física moderada a vigorosa concentrando a maior parte do exercício em um ou dois dias apresentaram associações com menor risco de diferentes eventos cardiovasculares semelhantes às encontradas entre aquelas que distribuíam a atividade ao longo da semana. Por ser observacional, o estudo aponta associações e não estabelece relação direta de causa e efeito. 

“É muito comum ter mais tempo no fim de semana e querer aproveitar para fazer um pedal muito maior. Mas a distância precisa acompanhar a experiência e o condicionamento do ciclista. Não é porque alguém só consegue pedalar no sábado que precisa transformar aquele dia em uma prova”, afirma David Peterle, CEO da Oggi Bikes.
 

Não tente compensar cinco dias em algumas horas 

Ter três horas livres no sábado não significa necessariamente estar preparado para três horas sobre a bicicleta. Para quem ainda está construindo condicionamento, aumentar de uma vez distância, velocidade ou dificuldade pode tornar o pedal mais desgastante do que o esperado. 

A própria experiência pode servir de referência. Quando um percurso que antes parecia muito exigente começa a ser concluído com mais conforto, é possível acrescentar alguns quilômetros, experimentar uma nova rota ou incluir gradualmente terrenos diferentes. 

“Quilometragem não deve virar uma cobrança. Você começa conhecendo seu ritmo, entende como reage às subidas e, aos poucos, aumenta os desafios. Uma subida que parecia impossível começa a ficar mais tranquila e aquele percurso que parecia longo passa a ser conhecido. Não precisa existir pressa para chegar a determinada distância”, explica Peterle.
 

30 quilômetros nem sempre significam o mesmo esforço 

Dois percursos com a mesma distância podem representar experiências completamente diferentes. Relevo, terreno, vento, ritmo e ganho de elevação interferem no esforço necessário. Por isso, antes de sair, vale conhecer a rota e observar suas características, especialmente para quem pretende participar de pedais em grupo. 

Comparar o próprio desempenho com o de ciclistas mais experientes também pode criar referências pouco realistas. Um trajeto de 50 quilômetros predominantemente plano, por exemplo, não equivale necessariamente à mesma distância com muitas subidas e trechos de terra. 

O tipo de bicicleta também precisa conversar com o percurso. Para quem está começando no mountain bike e busca uma opção para evoluir na modalidade, por exemplo, a Big Wheel 7.0, da Oggi Bikes, é uma alternativa voltada a esse perfil. “Pedalar com outras pessoas é uma das experiências mais legais do ciclismo, mas cada um tem seu momento. Quem está começando não precisa acompanhar o ritmo de alguém que treina há anos. O importante é conhecer o percurso e encontrar um ritmo compatível com a sua experiência”, destaca Peterle.
 

Se o pedal é no fim de semana, a preparação começa antes 

Para quem tem apenas uma ou duas oportunidades de pedalar na semana, um problema simples na bicicleta pode comprometer justamente esses dias. Antes de sair, vale conferir a pressão dos pneus, funcionamento dos freios e marchas, condições da corrente e possíveis folgas ou ruídos diferentes do habitual. 

Em percursos mais longos, também é importante levar hidratação, itens básicos para reparo de pneus e ferramentas compatíveis com a bicicleta. Para problemas que vão além das verificações básicas, a orientação é procurar assistência especializada. A Oggi Bikes conta com uma rede de revendedores e oficinas para manutenção e suporte aos modelos da marca. 

“Quem só consegue pedalar no fim de semana quer aproveitar aquele tempo. A bicicleta precisa estar em boas condições e o percurso deve ser compatível com o ciclista. Mais importante do que tentar compensar a semana é terminar o pedal querendo voltar no próximo”, conclui Peterle.


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