Instituto Ampara Animal orienta tutores a evitar produtos inadequados, acessórios que possam causar acidentes e doces que oferecem riscos à saúde dos animais
Com a chegada do Halloween, celebrado em 31 de outubro, fantasias,
maquiagens e doces passam a fazer parte da rotina de muitas famílias. Para quem
convive com cães e gatos, porém, a data exige atenção a alguns cuidados para
evitar intoxicações, lesões e situações de estresse. O Instituto Ampara Animal
alerta que a participação dos animais nas comemorações deve respeitar suas
características, seu comportamento e, principalmente, sua segurança.
Pinturas e maquiagens podem causar problemas
A aplicação de tintas, maquiagens e outros produtos cosméticos nos animais deve ser evitada quando não houver indicação específica para uso veterinário. Produtos destinados a seres humanos podem provocar irritações na pele e nos olhos, além de intoxicações caso sejam ingeridos durante a lambedura. Mesmo produtos anunciados como naturais ou hipoalergênicos não devem ser considerados automaticamente seguros para cães e gatos.
A
recomendação é não pintar o pelo, o focinho, as orelhas ou outras partes do
corpo dos animais com produtos que não tenham sido desenvolvidos e avaliados
para essa finalidade. Em caso de contato acidental com uma substância
inadequada, o tutor deve procurar orientação veterinária.
Fantasias e acessórios precisam ser seguros
Roupas temáticas,
chapéus, laços e outros acessórios podem parecer inofensivos, mas precisam ser
avaliados com cuidado. Peças apertadas podem restringir os movimentos, enquanto
elásticos, cordões, botões e pequenos enfeites podem provocar ferimentos,
engasgos ou obstruções intestinais se forem mordidos e engolidos.
Caso o
tutor opte por vestir o animal, a roupa deve permitir que ele caminhe, respire,
enxergue e se movimente livremente. O acessório também não deve prejudicar a
audição nem impedir o animal de beber água. A supervisão durante todo o período
de uso é fundamental.
Outro
aspecto importante é o comportamento do animal. Se ele demonstrar desconforto,
tentar retirar a fantasia, ficar imóvel, se esconder ou apresentar sinais de
agitação, a roupa deve ser removida. Não é necessário vestir o animal para
incluí-lo na comemoração.
Chocolate e outros doces devem ficar fora do alcance
A
distribuição de doces é uma das tradições do Halloween, mas os alimentos
oferecidos às crianças podem representar riscos para os animais. O chocolate
contém teobromina e cafeína, substâncias que podem causar intoxicação em cães e
gatos. O risco depende de fatores como o tipo de chocolate, a quantidade ingerida
e o porte do animal. Chocolates amargos e produtos com maior concentração de
cacau podem apresentar risco elevado.
Balas,
chicletes e outros produtos sem açúcar também merecem atenção, pois alguns
contêm xilitol, adoçante que pode provocar uma queda acentuada da glicose no
sangue e outras complicações graves em cães. Além disso, embalagens, papéis de
bala e pequenos invólucros podem ser engolidos e causar problemas digestivos.
A
orientação é manter tigelas de doces, sacolas e embalagens em locais inacessíveis
aos animais e não oferecer guloseimas destinadas ao consumo humano. Caso um cão
ou gato ingira chocolate ou outro produto potencialmente tóxico, o tutor deve
procurar atendimento veterinário imediatamente, sem esperar pelo aparecimento
de sintomas e sem provocar vômito por conta própria.
Movimento na casa também pode gerar estresse
A
circulação de visitantes, o barulho e a abertura frequente de portas podem
deixar alguns animais assustados. No Halloween, o tutor deve avaliar se o
ambiente será confortável para o cão ou gato e, quando necessário,
disponibilizar um cômodo tranquilo, com água, caminha e brinquedos.
Também é
importante redobrar a atenção para evitar fugas. Antes de abrir a porta para
receber visitantes, o tutor deve verificar se o animal está em um espaço
seguro. Em passeios, o uso de guia e identificação atualizada ajuda a reduzir
os riscos.
Prevenção deve estar acima das fotos e fantasias
Para
Conceição Henrique, veterinária técnica do Instituto Ampara Animal, a
participação dos animais nas comemorações deve ser planejada a partir das
necessidades deles.
“É importante lembrar que a diversão dos tutores não pode colocar a saúde e a segurança dos animais em risco. Pinturas com produtos inadequados, fantasias que limitam os movimentos e o acesso a alimentos como chocolate podem provocar problemas que vão além de um simples desconforto. A melhor forma de incluir cães e gatos no Halloween é respeitar seus limites, evitar situações de estresse e garantir que eles permaneçam em um ambiente seguro”, afirma Conceição.
A recomendação do Instituto Ampara Animal é que os tutores priorizem a segurança e o conforto dos animais durante toda a comemoração. A data pode ser celebrada sem exposição a produtos inadequados, alimentos perigosos ou acessórios que comprometam a saúde, respeitando o comportamento e as necessidades de cada cão e gato.

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