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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Halloween exige cuidados com fantasias, pinturas e alimentos para proteger cães e gatos

 



Instituto Ampara Animal orienta tutores a evitar produtos inadequados, acessórios que possam causar acidentes e doces que oferecem riscos à saúde dos animais 

 

Com a chegada do Halloween, celebrado em 31 de outubro, fantasias, maquiagens e doces passam a fazer parte da rotina de muitas famílias. Para quem convive com cães e gatos, porém, a data exige atenção a alguns cuidados para evitar intoxicações, lesões e situações de estresse. O Instituto Ampara Animal alerta que a participação dos animais nas comemorações deve respeitar suas características, seu comportamento e, principalmente, sua segurança.

 

Pinturas e maquiagens podem causar problemas


A aplicação de tintas, maquiagens e outros produtos cosméticos nos animais deve ser evitada quando não houver indicação específica para uso veterinário. Produtos destinados a seres humanos podem provocar irritações na pele e nos olhos, além de intoxicações caso sejam ingeridos durante a lambedura. Mesmo produtos anunciados como naturais ou hipoalergênicos não devem ser considerados automaticamente seguros para cães e gatos. 

A recomendação é não pintar o pelo, o focinho, as orelhas ou outras partes do corpo dos animais com produtos que não tenham sido desenvolvidos e avaliados para essa finalidade. Em caso de contato acidental com uma substância inadequada, o tutor deve procurar orientação veterinária.

 

Fantasias e acessórios precisam ser seguros


Roupas temáticas, chapéus, laços e outros acessórios podem parecer inofensivos, mas precisam ser avaliados com cuidado. Peças apertadas podem restringir os movimentos, enquanto elásticos, cordões, botões e pequenos enfeites podem provocar ferimentos, engasgos ou obstruções intestinais se forem mordidos e engolidos.

 

Caso o tutor opte por vestir o animal, a roupa deve permitir que ele caminhe, respire, enxergue e se movimente livremente. O acessório também não deve prejudicar a audição nem impedir o animal de beber água. A supervisão durante todo o período de uso é fundamental.

 

Outro aspecto importante é o comportamento do animal. Se ele demonstrar desconforto, tentar retirar a fantasia, ficar imóvel, se esconder ou apresentar sinais de agitação, a roupa deve ser removida. Não é necessário vestir o animal para incluí-lo na comemoração.

 

Chocolate e outros doces devem ficar fora do alcance


A distribuição de doces é uma das tradições do Halloween, mas os alimentos oferecidos às crianças podem representar riscos para os animais. O chocolate contém teobromina e cafeína, substâncias que podem causar intoxicação em cães e gatos. O risco depende de fatores como o tipo de chocolate, a quantidade ingerida e o porte do animal. Chocolates amargos e produtos com maior concentração de cacau podem apresentar risco elevado.

 

Balas, chicletes e outros produtos sem açúcar também merecem atenção, pois alguns contêm xilitol, adoçante que pode provocar uma queda acentuada da glicose no sangue e outras complicações graves em cães. Além disso, embalagens, papéis de bala e pequenos invólucros podem ser engolidos e causar problemas digestivos.

 

A orientação é manter tigelas de doces, sacolas e embalagens em locais inacessíveis aos animais e não oferecer guloseimas destinadas ao consumo humano. Caso um cão ou gato ingira chocolate ou outro produto potencialmente tóxico, o tutor deve procurar atendimento veterinário imediatamente, sem esperar pelo aparecimento de sintomas e sem provocar vômito por conta própria.

 


Movimento na casa também pode gerar estresse

 

A circulação de visitantes, o barulho e a abertura frequente de portas podem deixar alguns animais assustados. No Halloween, o tutor deve avaliar se o ambiente será confortável para o cão ou gato e, quando necessário, disponibilizar um cômodo tranquilo, com água, caminha e brinquedos.

 

Também é importante redobrar a atenção para evitar fugas. Antes de abrir a porta para receber visitantes, o tutor deve verificar se o animal está em um espaço seguro. Em passeios, o uso de guia e identificação atualizada ajuda a reduzir os riscos.

 

Prevenção deve estar acima das fotos e fantasias


Para Conceição Henrique, veterinária técnica do Instituto Ampara Animal, a participação dos animais nas comemorações deve ser planejada a partir das necessidades deles.

 

“É importante lembrar que a diversão dos tutores não pode colocar a saúde e a segurança dos animais em risco. Pinturas com produtos inadequados, fantasias que limitam os movimentos e o acesso a alimentos como chocolate podem provocar problemas que vão além de um simples desconforto. A melhor forma de incluir cães e gatos no Halloween é respeitar seus limites, evitar situações de estresse e garantir que eles permaneçam em um ambiente seguro”, afirma Conceição. 


A recomendação do Instituto Ampara Animal é que os tutores priorizem a segurança e o conforto dos animais durante toda a comemoração. A data pode ser celebrada sem exposição a produtos inadequados, alimentos perigosos ou acessórios que comprometam a saúde, respeitando o comportamento e as necessidades de cada cão e gato.



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