No dia mundial de conscientização da trombose (13 de outubro), levantamento reúne 280 internações por trombose venosa profunda e embolia pulmonar entre janeiro de 2022 e junho de 2026; hospital alerta para os sinais que exigem atendimento imediato
Levantamento do Hospital
Geral de Itapecerica da Serra (HGIS), da Secretaria de Estado da Saúde de São
Paulo (SES), mostra que, entre janeiro de 2022 e junho de 2026, foram
registradas 166 internações relacionadas à trombose venosa profunda e outras
114 com diagnóstico de embolia pulmonar, totalizando 280 internações. Dos 105
pacientes atendidos com esse diagnóstico no período, 30 passaram pela UTI
Adulto, o equivalente a quase três em cada dez pacientes. Celebrado em 13 de
outubro, o Dia Mundial da Trombose foi criado para ajudar a prevenir,
conscientizar e esclarecer dúvidas sobre a doença.
Os dados foram
consolidados pela própria unidade de saúde. Dor, inchaço, calor ou vermelhidão
em uma das pernas podem indicar trombose venosa profunda, condição em que um
coágulo se forma em uma veia. Se ele se desprender e chegar aos pulmões, pode
causar uma embolia pulmonar, complicação grave e potencialmente fatal.
Outro dado chama a
atenção: somente entre janeiro e junho de 2026, o hospital contabilizou 19
internações por embolia pulmonar. O número já corresponde a 76% das 25
internações da doença registradas durante todo o ano de 2025. Em comparação,
foram 18 casos em 2022, 28 em 2023 e 24 em 2024.
Na trombose venosa
profunda, as mulheres representaram 71,5% dos pacientes, enquanto os homens
corresponderam a 28,5%. A idade média foi de 58,9 anos e 46,2% dos pacientes
tinham 60 anos ou mais. O tempo médio de permanência hospitalar foi de quatro
dias, enquanto nas internações com embolia pulmonar chegou a 6,1 dias.
Segundo a Secretaria de
Estado da Saúde de São Paulo, a trombose pode causar dor, calor, vermelhidão e
rigidez na região afetada, embora também possa não apresentar sintomas. Quando
o coágulo se desloca até os pulmões, pode provocar falta de ar súbita e um
quadro grave. A recomendação é procurar assistência médica imediatamente diante
dos sinais de alerta.
“Os números mostram que a trombose não deve ser subestimada. Quanto mais cedo os sinais forem reconhecidos e o paciente for avaliado, maiores são as possibilidades de diagnóstico e tratamento antes da evolução para um quadro mais grave, como a embolia pulmonar”, afirma Ana Carolina Merce, gerente executiva hospitalar do Hospital Geral de Itapecerica da Serra (HGIS).
Administrado pelo Seconci-SP, o Hospital Geral de Itapecerica da Serra (HGIS) integra a rede estadual de saúde e mantém serviço de urgência e emergência referenciado para pacientes encaminhados pelas unidades de Itapecerica da Serra, Juquitiba, Embu-Guaçu e São Lourenço da Serra. Os casos são acolhidos e priorizados de acordo com a classificação de risco, garantindo atendimento mais rápido aos pacientes em situação de maior gravidade.
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