Mudança inédita no comportamento das
famílias impulsiona o interesse por atividades que estimulam desenvolvimento
cognitivo, social e cultural desde a infância; na Minds Idiomas, cursos de inglês
para crianças cresceram 53,5% em dois anos
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Pela primeira vez desde o início da série
histórica, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD
Contínua), do IBGE, registrou uma queda na proporção de crianças de 10 a 13
anos que possuem celular próprio no Brasil. Em apenas um ano, o índice passou
de 56,7% para 55,2%, sinalizando uma mudança no comportamento das famílias e um
novo olhar sobre o papel das telas durante a infância.
Embora a redução seja discreta, ela acompanha um debate que ganhou
força nos últimos anos sobre os impactos do uso excessivo de dispositivos
eletrônicos no desenvolvimento infantil. Questões como concentração, interação
social, criatividade e saúde emocional passaram a ocupar espaço nas decisões de
pais e educadores, que busca um equilíbrio entre o uso da tecnologia e
experiências capazes de estimular outras habilidades.
Isso não significa afastar a tecnologia da educação. Pelo
contrário. O avanço das ferramentas digitais transformou a forma como crianças aprendem
e se relacionam com o conhecimento, tornando o ensino mais dinâmico,
personalizado e conectado às novas gerações. O desafio das escolas, hoje, é
utilizar esses recursos como aliados do aprendizado, sem que eles substituam a
interação humana, a comunicação e o desenvolvimento de competências
socioemocionais.
Nesse contexto, cresce também a procura por atividades que
promovam experiências presenciais, contato com outras culturas e
desenvolvimento de habilidades para o futuro. O aprendizado de um segundo
idioma vem ganhando espaço entre essas escolhas por estimular comunicação,
raciocínio, criatividade e confiança desde os primeiros anos de vida.
Esse movimento já é percebido na rede Minds Idiomas. Entre o
primeiro semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2026, as matrículas nos
cursos de inglês para crianças cresceram 53,5%, passando de 1.529 para 2.347
alunos. No mesmo período, a participação desse segmento no total de vendas da
rede avançou de 26,6% para 44,6%, consolidando-se como uma das principais
frentes de crescimento da escola.
Os números mostram que o ensino de inglês para crianças deixou de
ocupar um espaço secundário no portfólio da rede e passou a integrar de forma estratégica
o desenvolvimento da operação. Em apenas dois anos, a diferença de matrículas
entre os cursos infantis e o curso de inglês de 18 meses voltado a jovens e
adultos foi reduzida em 78,8%, refletindo uma demanda cada vez maior das
famílias por iniciar o contato com o idioma ainda na infância.
Para Leiza Oliveira, CEO da Minds Idiomas, a mudança acompanha uma transformação
na forma como os pais enxergam a educação complementar. "Percebemos que as
famílias estão buscando experiências que realmente contribuam para o
desenvolvimento das crianças. O inglês deixou de ser visto apenas como uma
atividade extracurricular e passou a fazer parte da formação desde cedo. Quando
aliado a metodologias modernas e ao uso inteligente da tecnologia, ele estimula
autonomia, comunicação, criatividade e prepara os alunos para um mundo cada vez
mais conectado", afirma.
Segundo a executiva, a tecnologia continuará desempenhando um papel importante na educação, mas seu maior potencial está em fortalecer, e não substituir, a aprendizagem. "As novas gerações nasceram conectadas e a escola precisa dialogar com essa realidade. A tecnologia deve tornar o ensino mais interessante, personalizado e interativo, mas o aprendizado continua acontecendo por meio das relações, da troca de experiências e da vivência prática. O grande desafio é usar esses recursos para potencializar o desenvolvimento das crianças, sem abrir mão das habilidades humanas que serão cada vez mais valorizadas no futuro", conclui Leiza.
O cenário observado pela rede acompanha uma tendência mais ampla: à medida que as famílias repensam o tempo de exposição às telas, cresce a valorização de experiências que combinam inovação, interação e desenvolvimento integral, colocando o ensino de idiomas entre as prioridades da formação das novas gerações.
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