Pesquisar no Blog

sábado, 8 de agosto de 2026

Uso de celular entre crianças cai pela primeira vez no Brasil e reforça busca por experiências que vão além das telas

getty
Mudança inédita no comportamento das famílias impulsiona o interesse por atividades que estimulam desenvolvimento cognitivo, social e cultural desde a infância; na Minds Idiomas, cursos de inglês para crianças cresceram 53,5% em dois anos

 

Pela primeira vez desde o início da série histórica, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, registrou uma queda na proporção de crianças de 10 a 13 anos que possuem celular próprio no Brasil. Em apenas um ano, o índice passou de 56,7% para 55,2%, sinalizando uma mudança no comportamento das famílias e um novo olhar sobre o papel das telas durante a infância. 

Embora a redução seja discreta, ela acompanha um debate que ganhou força nos últimos anos sobre os impactos do uso excessivo de dispositivos eletrônicos no desenvolvimento infantil. Questões como concentração, interação social, criatividade e saúde emocional passaram a ocupar espaço nas decisões de pais e educadores, que busca um equilíbrio entre o uso da tecnologia e experiências capazes de estimular outras habilidades. 

Isso não significa afastar a tecnologia da educação. Pelo contrário. O avanço das ferramentas digitais transformou a forma como crianças aprendem e se relacionam com o conhecimento, tornando o ensino mais dinâmico, personalizado e conectado às novas gerações. O desafio das escolas, hoje, é utilizar esses recursos como aliados do aprendizado, sem que eles substituam a interação humana, a comunicação e o desenvolvimento de competências socioemocionais. 

Nesse contexto, cresce também a procura por atividades que promovam experiências presenciais, contato com outras culturas e desenvolvimento de habilidades para o futuro. O aprendizado de um segundo idioma vem ganhando espaço entre essas escolhas por estimular comunicação, raciocínio, criatividade e confiança desde os primeiros anos de vida. 

Esse movimento já é percebido na rede Minds Idiomas. Entre o primeiro semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2026, as matrículas nos cursos de inglês para crianças cresceram 53,5%, passando de 1.529 para 2.347 alunos. No mesmo período, a participação desse segmento no total de vendas da rede avançou de 26,6% para 44,6%, consolidando-se como uma das principais frentes de crescimento da escola. 

Os números mostram que o ensino de inglês para crianças deixou de ocupar um espaço secundário no portfólio da rede e passou a integrar de forma estratégica o desenvolvimento da operação. Em apenas dois anos, a diferença de matrículas entre os cursos infantis e o curso de inglês de 18 meses voltado a jovens e adultos foi reduzida em 78,8%, refletindo uma demanda cada vez maior das famílias por iniciar o contato com o idioma ainda na infância. 

Para Leiza Oliveira, CEO da Minds Idiomas, a mudança acompanha uma transformação na forma como os pais enxergam a educação complementar. "Percebemos que as famílias estão buscando experiências que realmente contribuam para o desenvolvimento das crianças. O inglês deixou de ser visto apenas como uma atividade extracurricular e passou a fazer parte da formação desde cedo. Quando aliado a metodologias modernas e ao uso inteligente da tecnologia, ele estimula autonomia, comunicação, criatividade e prepara os alunos para um mundo cada vez mais conectado", afirma. 

Segundo a executiva, a tecnologia continuará desempenhando um papel importante na educação, mas seu maior potencial está em fortalecer, e não substituir, a aprendizagem. "As novas gerações nasceram conectadas e a escola precisa dialogar com essa realidade. A tecnologia deve tornar o ensino mais interessante, personalizado e interativo, mas o aprendizado continua acontecendo por meio das relações, da troca de experiências e da vivência prática. O grande desafio é usar esses recursos para potencializar o desenvolvimento das crianças, sem abrir mão das habilidades humanas que serão cada vez mais valorizadas no futuro", conclui Leiza. 

O cenário observado pela rede acompanha uma tendência mais ampla: à medida que as famílias repensam o tempo de exposição às telas, cresce a valorização de experiências que combinam inovação, interação e desenvolvimento integral, colocando o ensino de idiomas entre as prioridades da formação das novas gerações.



Minds Idiomas
aqui!


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados