Especialista do
Grupo Petrópolis explica as características dos principais estilos e
curiosidades que ajudam o consumidor a escolher a opção ideal para cada ocasião
Celebrado na primeira sexta-feira de agosto, o Dia
Internacional da Cerveja é uma oportunidade não só para
brindar, mas também para conhecer mais sobre a história e características de
uma das bebidas mais apreciadas do mundo. Muito além da preferência por uma
marca, o universo cervejeiro reúne diferentes famílias, estilos, processos de
produção e características sensoriais que influenciam diretamente a experiência
de consumo.
O interesse do brasileiro pelo universo cervejeiro
cresceu nos últimos anos, impulsionando a busca por informações sobre
diferentes estilos e formas de consumo. Embora nomes como Pilsen, Lager, IPA,
Weiss e Ultra façam parte do vocabulário de muitos brasileiros, ainda há
dúvidas sobre o que realmente diferencia cada um deles. Fermentação,
intensidade dos aromas, corpo, amargor e até origem dos estilos ajudam a
explicar por que cada cerveja oferece uma experiência diferente.
"Hoje o brasileiro quer conhecer mais sobre
aquilo que consome. Entender por que uma cerveja tem determinado aroma, o que
muda entre uma Pilsen e uma IPA ou descobrir como a fermentação influencia o
resultado final e torna a experiência muito mais interessante. Não existe um
estilo melhor que outro, sempre tem aquele que combina mais com o gosto do
consumidor e com cada ocasião”, comenta Ana Paula Nicolino, especialista
em análise sensorial do Grupo Petrópolis.
Lager, Ale... afinal, qual é a
diferença?
Antes de conhecer os principais estilos, vale
entender que grande parte das cervejas comerciais são classificadas em duas
grandes famílias: Lager e Ale.
A principal diferença entre elas está na
fermentação. As cervejas Lager utilizam leveduras que
trabalham em temperaturas mais baixas, em um processo conhecido como baixa
fermentação, que resulta em bebidas normalmente mais leves,
refrescantes e de sabor equilibrado.
Já as cervejas Ale utilizam o
processo de alta fermentação, realizada em temperaturas mais
elevadas. Esse processo favorece a formação de aromas mais intensos e perfis
sensoriais mais complexos.
Dentro dessas famílias surgem os diversos estilos
conhecidos pelo consumidor, como Pilsen, IPA e Weiss.
American Lager: o estilo que
muitos brasileiros chamam de Pilsen
No Brasil, é comum que cervejas do estilo American
Lager sejam chamadas popularmente de "Pilsen". Apesar da associação,
os dois estilos não são exatamente iguais. A American Lager tornou-se o estilo
mais consumido no mundo, representando mais de 90% de toda a produção global de
cerveja.
Sua principal característica é o equilíbrio entre
refrescância, leve amargor e notas suaves de malte, tornando-a extremamente
versátil. Por apresentar um perfil leve, costuma acompanhar bem pizzas,
hambúrgueres, sanduíches, petiscos, carnes brancas e frutos do mar, sem se
sobrepor aos sabores dos alimentos.
A verdadeira Pilsen (em português, Pils em alemão)
tem sua origem na República Tcheca no século XIX. Reconhecida pela alta
lupulagem, que lhe confere um amargor acentuado, a cerveja pilsen ganhou
notoriedade por ser, à época, uma cerveja clara.
Puro Malte: mais destaque para
o malte
Embora "Puro Malte" não seja um estilo de
cerveja, mas uma classificação relacionada aos ingredientes utilizados na
produção, o termo se tornou bastante conhecido entre os consumidores
brasileiros.
Produzidas exclusivamente com malte de cevada,
água, lúpulo e levedura, as cervejas Puro Malte costumam apresentar maior
percepção do sabor do malte, corpo equilibrado e aromas mais evidentes.
São opções versáteis para diferentes ocasiões de
consumo e costumam acompanhar carnes grelhadas, massas e queijos leves.
IPA: personalidade marcada
pelo lúpulo
Um dos estilos que mais cresceram em popularidade
nos últimos anos é a India Pale Ale (IPA), pertencente à família Ale. Segundo O Guia
Oxford da Cerveja, de Garrett Oliver, ela surgiu por problemas
logísticos no século 19. Os colonizadores britânicos tinham as cervejas
estragadas ao longo de suas viagens à Índia, então encontraram a solução de
colocar uma concentração maior de lúpulo, que age como conservante natural e dá
mais amargor, e de álcool, para que a bebida suportasse as longas viagens
marítimas sem perder qualidade.
Seu diferencial está na maior presença do lúpulo,
ingrediente responsável por aromas cítricos, florais e frutados, além de um
amargor mais pronunciado quando comparado às Lagers tradicionais.
Consumidores que apreciam sabores mais intensos
costumam encontrar na IPA uma excelente opção para momentos de degustação ou
refeições de sabor marcante, como hambúrgueres artesanais e carnes grelhadas.
Weiss: tradição das cervejas
de trigo
Outro representante da família Ale é a Weissbier,
tradicional cerveja de trigo originária da Alemanha.
Elaborada com significativa proporção de trigo em
sua composição, ela apresenta espuma abundante, textura cremosa e aromas que
remetem a banana e cravo, características aromáticas produzidas durante a
fermentação e sem adição desses ingredientes.
Por seu perfil delicado e refrescante, combina
especialmente com peixes, frutos do mar, saladas e carnes brancas.
Ultra: leveza para diferentes
momentos
As cervejas da categoria Ultra
ganharam espaço no mercado ao atender consumidores que procuram bebidas mais
leves, sem abrir mão da qualidade e do sabor. Em geral, as cervejas Ultra se
apresentam com menor teor alcóolico e menos calorias, acompanhando uma
tendência mundial de diversificação das opções disponíveis e alinhadas ao
movimento de busca por escolhas mais leves.
O Grupo Petrópolis passou a atuar nesse segmento
com o lançamento da Petra Ultra, cerveja puro malte,
apenas 67 calorias na lata de 269 ml. Desenvolvida para
acompanhar as novas preferências do consumidor brasileiro, ela combina leveza,
refrescância e sabor, mantendo as características esperadas de uma cerveja
premium.
Seu perfil harmoniza naturalmente com saladas,
peixes, grelhados e carnes brancas.
Zero álcool: novas
possibilidades para apreciar uma boa cerveja
Nos últimos anos, a categoria de cervejas zero álcool
deixou de atender apenas consumidores com restrições ao consumo de bebidas
alcoólicas e passou a conquistar espaço entre pessoas que desejam ampliar as
ocasiões de consumo, seja antes de dirigir, na prática de atividades físicas ou
em encontros sociais. Olhando para os números do mercado, as cervejas zero cresceram
cerca de 13% em volume em 2025 no Brasil.
A evolução tecnológica permitiu que as cervejas sem
álcool mantivessem aromas, corpo e sabor cada vez mais próximos das versões
alcóolicas tradicionais, tornando essa categoria uma das que mais evoluíram no
mercado cervejeiro.
Entre os lançamentos mais recentes, encontramos a Black
Princess Zero, uma cerveja puro malte, 0% álcool e sem
glúten, desenvolvida para proporcionar uma experiência
sensorial semelhante à da versão original da família Lager.
Independentemente do estilo, conhecer as características de cada cerveja ajuda o consumidor a descobrir novas combinações de sabores e aproveitar diferentes ocasiões de consumo. No Dia Internacional da Cerveja, a principal dica dos especialistas é experimentar novos estilos e descobrir aquele que melhor combina com o seu paladar.
Grupo Petrópolis
www.grupopetropolis.com.br
@grupo
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