Com o
envelhecimento da população brasileira, especialistas reforçam a importância da
nutrição adequada para preservar mobilidade, independência e bem-estar na
terceira idade
A partir dos 50 anos, o corpo inicia um processo
natural de perda de massa muscular. No entanto, a maioria das pessoas só
percebe os impactos dessa mudança anos mais tarde, quando a autonomia já começa
a ser comprometida e tarefas do dia a dia se tornam um desafio. Em um momento
em que a população brasileira passa por uma rápida transformação demográfica,
focar na prevenção muito antes de chegar à terceira idade tornou-se essencial
para garantir um envelhecimento com qualidade de vida.
Em um país onde 16,6% da população já tem 60 anos
ou mais, especialistas alertam que a alimentação adequada, especialmente a
ingestão de proteínas, desempenha um papel importante na preservação da força
muscular, da independência e da qualidade de vida. A longevidade aumentou, mas
o novo desafio é preservar a capacidade de viver com independência.
Dados de mercado
- Estudos
nacionais apontam que a prevalência média de sarcopenia em idosos
brasileiros é de 17%, chegando a 45% entre pessoas acima de 80 anos.
- Globalmente,
o mercado de soluções para sarcopenia deve atingir US$ 4,97 bilhões até
2031, crescendo a uma taxa anual de 5,85%.
- No
Brasil, o segmento de nutrição terapêutica voltado para idosos já
representa mais de 25% das vendas via e-commerce e assinaturas, com
destaque para suplementos proteicos e fórmulas voltadas à saúde muscular.
Engana-se quem pensa que a perda de mobilidade é
uma preocupação apenas para a população idosa. Ao longo do envelhecimento, a
redução da massa muscular pode chegar de 30% a 50%, desencadeando um quadro
conhecido como sarcopenia, que hoje atinge entre 15% e 30% da população
brasileira mais velha e aumenta consideravelmente o risco de quedas. Para
evitar que o problema se instale e afete a independência futura, o alerta dos
especialistas é voltado diretamente para as pessoas na faixa dos 45 aos 60
anos, bem como para os filhos que auxiliam no cuidado de seus pais e avós: a
prevenção deve começar o quanto antes.
Nesse cenário preventivo, a alimentação desempenha
um papel fundamental. A ingestão adequada de proteínas é uma das principais
estratégias para a manutenção e recuperação da massa muscular, garantindo força
e mobilidade ao longo das décadas. Para que essa prevenção seja efetiva,
recomendações nutricionais indicam o consumo entre 1,0 e 1,5 g/kg/dia,
reforçando que a qualidade da proteína e sua correta distribuição ao longo de
todas as refeições do dia são fatores cruciais para apoiar a saúde muscular.
Muitas vezes, a redução do apetite, a mudança na
rotina e a dificuldade no preparo das refeições acabam dificultando a ingestão
da quantidade ideal de nutrientes diários, o que torna as soluções nutricionais
complementares grandes aliadas de uma rotina alimentar equilibrada.
Por isso, estratégias que ajudem na manutenção da
força e da funcionalidade tornam-se cada vez mais importantes. A nutrição tem
um papel fundamental nesse cenário: a ingestão adequada de proteínas é
essencial para a manutenção e a recuperação da massa muscular, além de
contribuir para a força, a mobilidade e a autonomia. No entanto, muitos idosos
não atingem a quantidade recomendada de proteínas ao longo do dia, seja pela
redução do apetite, por mudanças na rotina alimentar ou por dificuldades no
preparo das refeições.
“Envelhecer com saúde significa preservar a
capacidade de realizar atividades, manter a independência e continuar
aproveitando momentos importantes da vida. A alimentação tem um papel essencial
nesse processo, especialmente quando pensamos na manutenção da força muscular”,
explica Gisele Pavin, head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé.
Nesse contexto, soluções nutricionais como
suplementos alimentares com adição de proteínas, enriquecidos com vitaminas e
minerais podem ser aliados para ajudar a suprir as necessidades de nutrientes
dos idosos. O cenário também reforça a importância de olhar para as novas
realidades do envelhecimento. Cada vez mais idosos vivem sozinhos ou possuem
uma rede de apoio familiar reduzida, tornando ainda mais relevante o acesso a
soluções práticas que contribuam para uma rotina alimentar equilibrada. Nesse sentido,
datas como o Dia dos Avós, celebrado em 26 de julho, podem ser oportunidades
para valorizar histórias e vínculos familiares, mas também para refletir sobre
os desafios e as soluções que apoiam o envelhecimento saudável no Brasil.
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