Desinformação nas redes sociais pode
atrasar cuidados médicos, incentivar práticas perigosas e aumentar riscos à
saúde feminina
divulgação
As plataformas digitais e as redes sociais tornaram-se importantes fontes de informação em saúde para mulheres, especialmente na busca por conteúdos relacionados à fertilidade, contracepção, menopausa1,2, endometriose3 e outros temas ligados à saúde reprodutiva. No entanto, junto com o aumento do acesso à informação, especialistas alertam para um problema preocupante: a disseminação de fake news que podem comprometer diagnósticos, atrasar tratamentos e colocar a saúde da mulher em risco4.
Vídeos curtos, depoimentos sem embasamento científico e conteúdos produzidos por influenciadores sem formação médica têm impulsionado a circulação de informações incorretas sobre doenças ginecológicas, gravidez e cuidados hormonais. Entre os temas mais afetados estão o uso de anticoncepcionais, vacinas, tratamentos para endometriose, Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), menopausa e fertilidade5.
Muitas mensagens em ambientes digitais de saúde podem conter informações não baseadas em evidências ou simplificadas, o que pode influenciar decisões de saúde e gerar dúvidas em relação a condutas médicas estabelecidas6.
Nos consultórios, é cada vez mais comum relatos de pacientes influenciadas por conteúdos vistos nas redes sociais. Informações incorretas ou sem respaldo científico podem gerar receios infundados, modificar expectativas em relação aos tratamentos e interferir na tomada de decisão, reforçando a importância da orientação e diagnóstico médico baseado em evidências7.
Doenças como endometriose, por exemplo, já enfrentam desafios históricos de diagnóstico tardio. Quando informações falsas minimizam sintomas ou desacreditam tratamentos médicos, o cenário pode se agravar ainda mais3,8.
No entanto, a desinformação em saúde não é apenas um problema digital — ela pode trazer consequências reais para a qualidade de vida e até para a segurança das pacientes7,9.
Entre os principais riscos associados à desinformação em saúde da mulher estão a interrupção de tratamentos sem orientação médica, a adoção de dietas ou terapias sem comprovação científica⁴, o uso inadequado de suplementos e hormônios⁵, o atraso no diagnóstico de doenças ginecológicas⁸, o aumento da ansiedade e do medo em relação a tratamentos médicos9,10 e a resistência à vacinação, incluindo a vacina contra o HPV¹¹.
De acordo com a Libbs Farmacêutica, é preciso ficar atento a
sinais que podem indicar conteúdos potencialmente enganosos, como promessas de
cura rápida ou definitiva, discursos que desacreditam completamente a medicina,
ausência de fontes científicas confiáveis, recomendações genéricas direcionadas
a todas as mulheres, incentivo ao abandono de tratamentos médicos e o uso
excessivo de termos alarmistas⁹. A própria empresa mantém o portal A Vida Plena
(Link), que reúne conteúdos educativos
elaborados e validados por especialistas sobre saúde da mulher, prevenção,
qualidade de vida e outros temas, contribuindo para que a população tenha
acesso a informações seguras e possa tomar decisões mais conscientes sobre o
próprio cuidado.
Libbs
www.libbs.com.br
Referências
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