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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Copa do Mundo: torcida pelo Brasil exige cuidado com fogos de artifício

Junto com o clima de celebração, aumenta também o
risco de acidentes envolvendo fogos de artifício
IA/ChatGPT
Com a movimentação das celebrações do Mundial e também com as festas julinas, Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM) reforça orientações para prevenir acidentes que podem causar sequelas permanentes 

 

A Seleção Brasileira entrará em campo novamente na busca pelo hexacampeonato no próximo domingo (5 de julho), e os fogos de artifício costumam fazer parte das comemorações da torcida. Mas, junto com o clima de celebração, aumenta também o risco de acidentes com esses artefatos. Na última partida, contra o Japão, um caso registrado em Goiás reforçou o alerta. Um vídeo mostra um homem sentado segurando um rojão. Ele acende o pavio e o foguete parece falhar, mas explode em sua mão logo em seguida. 

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Roberto Luiz Sobania, lembra que os fogos de artifício devem ser manuseados com muito cuidado e nunca próximos ao rosto ou ao corpo. "Também é fundamental manter uma distância segura após o acionamento, utilizar apenas produtos certificados e jamais tentar reacender fogos que falharam", explica o médico. 

Quando os acidentes acontecem, os danos podem ser severos. As mãos estão entre as partes do corpo mais atingidas por explosões e queimaduras provocadas por fogos de artifício. Dependendo da gravidade, as lesões podem comprometer a pele, os músculos, os tendões, os nervos e até os ossos. 

"Em alguns casos, o paciente precisa passar por cirurgias reconstrutivas, enxertos e um longo processo de reabilitação. Existem situações em que as sequelas são permanentes, comprometendo movimentos e atividades simples do dia a dia, como escrever, segurar objetos ou trabalhar", destaca o médico.

 

Festas julinas 

Além da Copa do Mundo, o período também é marcado pela continuidade dos festejos juninos, popularmente conhecidos como festas julinas. Assim como os fogos de artifício, as fogueiras também fazem parte das celebrações e exigem atenção. 

"A orientação é que as fogueiras sejam montadas em locais abertos, afastadas de áreas com grande circulação de pessoas, fios elétricos, árvores, veículos e materiais inflamáveis. Também é importante evitar o uso de líquidos combustíveis para acender o fogo", pontua o presidente da SBCM. 

Outro ponto importante é respeitar uma distância segura da fogueira, principalmente durante brincadeiras e apresentações típicas. No ano passado, uma criança de três anos sofreu queimaduras de segundo grau após cair em uma fogueira durante uma atividade em uma escola municipal de Novo Hamburgo (RS). 

"Muitas queimaduras acontecem por aproximação excessiva, tropeços ou perda de equilíbrio, especialmente entre crianças", destaca o especialista. "Acidentes como esses podem comprometer definitivamente a mobilidade das mãos e a qualidade de vida das pessoas. Por isso, é fundamental que a diversão venha acompanhada de cuidado e responsabilidade", conclui.



SBCM - Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão
www.cirurgiadamao.org.br


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