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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Médico brasileiro integra grupo internacional que atualizou classificação da Neoplasia Trofoblástica Gestacional


A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) publicou a atualização do sistema de diagnóstico, estadiamento e classificação prognóstica da Neoplasia Trofoblástica Gestacional (NTG), documento que passa a orientar o manejo da doença em todo o mundo. Entre os autores da publicação está o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ), Antônio Braga, integrante do grupo internacional de especialistas responsável pela revisão das recomendações. 

A atualização foi elaborada pelo Comitê de Câncer da Mulher da FIGO, que reuniu especialistas de diferentes países e contou com a participação de sociedades científicas e organizações internacionais. Antônio Braga, que assumirá a presidência da Sociedade Mundial de Doença Trofoblástica Gestacional em novembro deste ano, integrou a subcomissão como representante da América do Sul, ao lado de especialistas da Ásia, Europa, América do Norte e Oceania. O documento foi aprovado durante o Congresso Mundial da FIGO, realizado em 2025, na África do Sul. 

Segundo o presidente do CREMERJ, a revisão teve como objetivo atualizar os critérios diagnósticos, padronizar métodos de investigação e esclarecer interpretações equivocadas e dificuldades identificadas ao longo da aplicação do sistema de estadiamento e do escore prognóstico utilizado desde 2000. 

"Com a divulgação dessa nova diretriz médica, a mais importante nessa área, temos a convicção de que as mulheres acometidas por esse tumor da gestação terão maiores chances de receber um tratamento adequado, alcançar a cura e, quando liberadas do acompanhamento e assim desejarem, engravidar novamente", afirma Antônio Braga. 

Para ele, participar da elaboração de uma diretriz da FIGO representa o reconhecimento da capacidade da medicina brasileira de contribuir para a definição dos padrões internacionais de cuidado. 

"Não se trata apenas de acompanhar o conhecimento produzido em outros países, mas de participar ativamente da sua construção. Na área da Neoplasia Trofoblástica Gestacional, o Brasil possui uma das maiores experiências clínicas do mundo, fruto do trabalho desenvolvido por centros de referência e de uma tradição consolidada em assistência, ensino e pesquisa. Levar essa experiência para uma diretriz adotada internacionalmente significa dar visibilidade à produção científica brasileira e assegurar que a realidade de países com diferentes níveis de desenvolvimento também seja considerada na formulação das recomendações. Para mim, como médico brasileiro e presidente do CREMERJ, foi uma grande honra integrar esse grupo internacional de especialistas, cujo trabalho foi fundamentado nas melhores evidências científicas disponíveis e na experiência acumulada no tratamento de milhares de mulheres ao longo de mais de duas décadas de dedicação à assistência, ao ensino e à pesquisa. Espero que essa atualização contribua para que pacientes de todo o mundo tenham acesso a um diagnóstico mais preciso, a um tratamento mais adequado e, consequentemente, a maiores chances de cura e de preservação da fertilidade, quando isso for possível.", afirmou Antônio Braga. 

Entre as principais mudanças introduzidas pela nova classificação estão a definição mais precisa dos critérios diagnósticos, a atualização das recomendações para exames de imagem, ajustes no estadiamento anatômico, a revisão de componentes do escore prognóstico e a criação de uma nova categoria de ultra-alto risco, que prevê tratamento quimioterápico mais intensivo desde o início, com o objetivo de maximizar as chances de cura.

Na conclusão, os autores destacam que a atualização busca fortalecer a padronização internacional do diagnóstico, da classificação e da avaliação prognóstica da Neoplasia Trofoblástica Gestacional, além de favorecer a produção de dados comparáveis entre centros de pesquisa e aprimorar a assistência às pacientes. O artigo recomenda a adoção do novo sistema por todos os profissionais envolvidos no tratamento da doença em todo o mundo.

Acesse o artigo
aqui.


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