HU-UFSCar alerta sobre fatores de risco, diagnóstico precoce e tratamento do câncer de pulmão
Campanha Nacional e Dia Mundial do Combate ao
Câncer de Pulmão são lembrados em agosto
Agosto
Branco é a campanha nacional de conscientização, prevenção e combate ao câncer
de pulmão. Também no mês de agosto, o dia 1º é lembrado como Dia Mundial do
Combate ao Câncer de Pulmão. O Hospital Universitário da Universidade Federal
de São Carlos (HU-UFSCar),
vinculado à HU Brasil, realiza os diagnósticos radiológicos e as biópsias para
detecção da doença, via Sistema Único de Saúde (SUS).
O
câncer de pulmão é o terceiro mais comum em homens e o quarto em mulheres no
Brasil, sem contar o câncer de pele não melanoma, segundo as estimativas do
Instituto Nacional de Câncer (INCA), de 2023. É, também, o primeiro em todo o
mundo em incidência entre os homens e o terceiro entre as mulheres. Em
mortalidade, é o primeiro entre os homens e o segundo entre as mulheres,
segundo estimativas mundiais de 2020.
Sintomas e diagnóstico precoce
“Os
sintomas mais frequentes são tosse por período prolongado, algumas vezes com
sangue, perda de peso não intencional, falta de apetite, falta de ar
progressiva. O grande problema é que os sintomas costumam aparecer em estágios
mais avançados. É por isso que o rastreamento é tão importante, porque buscamos
o diagnóstico precoce”, destaca Getúlio Pinheiro Lopes Ferraz, médico cirurgião
torácico no HU-UFSCar/HU Brasil.
A
recomendação atual da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica (SBCT), da
Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e do Colégio Brasileiro
de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) é que pacientes com idade entre 50
e 80 anos, fumantes atuais ou ex-fumantes que tenham parado até há 15 anos, com
carga tabágica (quantidade de consumo) de 20 anos-maço realizem o rastreamento
com tomografia computadorizada de baixa dosagem do tórax.
“O
cálculo de anos-maço é feito da seguinte maneira: número de maços por dia
multiplicado por número de anos fumando essa quantidade. O diagnóstico precoce
amplia o escopo de tratamentos a serem oferecidos, especialmente os tratamentos
locais, como a ressecção cirúrgica ou a radioterapia, com possibilidade de cura
da doença”, explica o médico.
Tratamento
Para
o adequado planejamento do tratamento, é necessário fazer o diagnóstico
histológico e o estadiamento para definir se a doença está localizada no pulmão
ou se existem focos em outros órgãos. “Para as doenças que estão restritas ao
pulmão, os melhores tratamentos são a ressecção cirúrgica ou a radioterapia
estereotáxica corporal (SBR). Mas, é importante considerar a condição de saúde,
como, por exemplo, se o paciente tem comorbidades ou não tem uma reserva
pulmonar favorável para a cirurgia. O tratamento em oncologia atualmente é
personalizado de acordo com a tolerância do paciente”, aponta o cirurgião torácico.
Fatores de risco e prevenção
Cerca
de 85% dos casos diagnosticados de câncer de pulmão estão associados ao consumo
de derivados de tabaco, segundo o INCA. Também para o especialista do
HU-UFSCar, o principal fator de risco para o câncer de pulmão é o tabagismo.
Evitar ou cessar o tabagismo, no caso dos tabagistas atuais, já é uma forma de
prevenir o desenvolvimento da doença. Existem outros fatores de risco, que não
são preveníveis, como o histórico familiar. Pessoas com histórico familiar devem
realizar acompanhamento com pneumologista.
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