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sexta-feira, 31 de julho de 2026

AGOSTO BRANCO

  HU-UFSCar alerta sobre fatores de risco, diagnóstico precoce e tratamento do câncer de pulmão


Campanha Nacional e Dia Mundial do Combate ao Câncer de Pulmão são lembrados em agosto

 

Agosto Branco é a campanha nacional de conscientização, prevenção e combate ao câncer de pulmão. Também no mês de agosto, o dia 1º é lembrado como Dia Mundial do Combate ao Câncer de Pulmão. O Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar), vinculado à HU Brasil, realiza os diagnósticos radiológicos e as biópsias para detecção da doença, via Sistema Único de Saúde (SUS). 

O câncer de pulmão é o terceiro mais comum em homens e o quarto em mulheres no Brasil, sem contar o câncer de pele não melanoma, segundo as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), de 2023. É, também, o primeiro em todo o mundo em incidência entre os homens e o terceiro entre as mulheres. Em mortalidade, é o primeiro entre os homens e o segundo entre as mulheres, segundo estimativas mundiais de 2020.
 

Sintomas e diagnóstico precoce

“Os sintomas mais frequentes são tosse por período prolongado, algumas vezes com sangue, perda de peso não intencional, falta de apetite, falta de ar progressiva. O grande problema é que os sintomas costumam aparecer em estágios mais avançados. É por isso que o rastreamento é tão importante, porque buscamos o diagnóstico precoce”, destaca Getúlio Pinheiro Lopes Ferraz, médico cirurgião torácico no HU-UFSCar/HU Brasil.
 

A recomendação atual da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica (SBCT), da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) é que pacientes com idade entre 50 e 80 anos, fumantes atuais ou ex-fumantes que tenham parado até há 15 anos, com carga tabágica (quantidade de consumo) de 20 anos-maço realizem o rastreamento com tomografia computadorizada de baixa dosagem do tórax.
 

“O cálculo de anos-maço é feito da seguinte maneira: número de maços por dia multiplicado por número de anos fumando essa quantidade. O diagnóstico precoce amplia o escopo de tratamentos a serem oferecidos, especialmente os tratamentos locais, como a ressecção cirúrgica ou a radioterapia, com possibilidade de cura da doença”, explica o médico.
 

Tratamento

Para o adequado planejamento do tratamento, é necessário fazer o diagnóstico histológico e o estadiamento para definir se a doença está localizada no pulmão ou se existem focos em outros órgãos. “Para as doenças que estão restritas ao pulmão, os melhores tratamentos são a ressecção cirúrgica ou a radioterapia estereotáxica corporal (SBR). Mas, é importante considerar a condição de saúde, como, por exemplo, se o paciente tem comorbidades ou não tem uma reserva pulmonar favorável para a cirurgia. O tratamento em oncologia atualmente é personalizado de acordo com a tolerância do paciente”, aponta o cirurgião torácico.
 

Fatores de risco e prevenção

Cerca de 85% dos casos diagnosticados de câncer de pulmão estão associados ao consumo de derivados de tabaco, segundo o INCA. Também para o especialista do HU-UFSCar, o principal fator de risco para o câncer de pulmão é o tabagismo. Evitar ou cessar o tabagismo, no caso dos tabagistas atuais, já é uma forma de prevenir o desenvolvimento da doença. Existem outros fatores de risco, que não são preveníveis, como o histórico familiar. Pessoas com histórico familiar devem realizar acompanhamento com pneumologista.
 

“Manter hábitos de vida saudáveis, como alimentação balanceada com redução no consumo de industrializados e atividade física regular não é uma recomendação específica para câncer de pulmão, mas é o tipo de recomendação que, com certeza, vai permitir uma melhor condição de saúde e irá permitir que um paciente diagnosticado tolere o tratamento que vier a ser proposto”, finaliza Getúlio Ferraz.

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