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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Anvisa aprova cinco novas canetas com semaglutida: Nutricionista alerta que medicamento não substitui mudança de hábitos.

 

Foto: Imagem gerada por IA.
Lucas de Albú destaca que ampliação das opções terapêuticas são positivas, mas reforça que alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento multiprofissional continuam sendo fundamentais para resultados duradouros.


A aprovação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de cinco novos medicamentos à base de semaglutida produzida por via sintética representa um importante avanço na ampliação das opções terapêuticas para pacientes com diabetes tipo 2 e obesidade. A medida pode aumentar o acesso ao tratamento, principalmente diante da crescente demanda por medicamentos dessa classe.

No entanto, o nutricionista esportivo Lucas de Albú faz um alerta: o aumento da oferta desses medicamentos não deve reforçar a falsa percepção de que existe uma solução rápida para o emagrecimento.

"É uma notícia positiva do ponto de vista do acesso ao tratamento, e pensando em saude em uma perpsectiva ampla, principalmente para pacientes que realmente possuem indicação clínica. Mas é importante deixar claro que a caneta não faz milagres. O medicamento é uma ferramenta terapêutica e não substitui uma alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e mudanças consistentes no estilo de vida", explica o profissional.

Segundo o especialista, a semaglutida atua aumentando a sensação de saciedade, retardando o esvaziamento gástrico e auxiliando no controle da glicemia. Ainda assim, os melhores resultados acontecem quando o paciente modifica seus hábitos alimentares:

"Se a pessoa utiliza o medicamento, mas continua mantendo uma alimentação rica em ultraprocessados, excesso de açúcar, bebidas alcoólicas e sedentarismo, dificilmente terá um resultado sustentável. O maior objetivo deve ser ensinar o paciente a construir uma relação saudável com a alimentação para que ele consiga manter o peso após o término do tratamento.", complementou o nutricionista.

Lucas de Albú também chama atenção para o uso indiscriminado das chamadas "canetas emagrecedoras", impulsionado pelas redes sociais e pelo desejo de emagrecimento rápido:

"Infelizmente, muitas pessoas procuram esses medicamentos sem avaliação médica e sem necessidade clínica. Isso pode trazer riscos importantes à saúde, além de mascarar problemas que deveriam ser tratados de outra forma"

Para o nutricionista, a popularização das novas opções pode contribuir para reduzir custos e ampliar o acesso, desde que a prescrição continue sendo baseada em critérios técnicos.

"Quanto maior a concorrência entre fabricantes, maior tende a ser a disponibilidade do medicamento. Isso pode beneficiar pacientes que realmente necessitam da terapia, a ter acesso ao medicamento com valores mais acessíveis. Mas é essencial lembrar que o tratamento deve ser individualizado e acompanhado por uma equipe multiprofissional, envolvendo médico, nutricionista e, quando necessário, psicólogo e educador físico."

Outro ponto destacado por Lucas é a necessidade de preservar a massa muscular durante o processo de emagrecimento.

"Muitas pessoas perdem peso rapidamente, mas acabam perdendo também massa magra. Por isso, a alimentação rica em proteínas, associada ao treinamento de força e ao acompanhamento nutricional, é indispensável para que o emagrecimento aconteça de forma saudável. Do jeito que as coisas estão caminhando, a tendência é termos uma nova doença nos próximos anos, chamada ‘Sarcopenia’ que é a perda progressiva de massa muscular, força e função muscular”. 

A Anvisa aprovou cinco novos medicamentos sintéticos à base de semaglutida: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema, indicados para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlada, como complemento à dieta e à prática de exercícios físicos. O Ministério da Saúde informou que a prioridade na análise dos registros tem como objetivo ampliar a oferta dessas terapias no país, embora ainda não haja uma data definida para sua disponibilização.

Para o nutricionista esportivo Lucas de Albú, a chegada de novas opções representa um avanço importante, mas reforça uma mensagem essencial:

"Não existe medicamento capaz de substituir hábitos saudáveis. A verdadeira transformação acontece quando o paciente aprende a cuidar da alimentação, movimentar o corpo e desenvolver um estilo de vida que possa ser mantido por muitos anos. É isso que garante saúde e resultados duradouros."

 

Lucas de Albú - pós-graduado em nutrição esportiva e nutrição estética, com atuação clínica focada em performance, emagrecimento, saúde e qualidade de vida.


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