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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Gestão hídrica é o caminho para evitar a escassez

Por meio da sua conservação dos recursos hídricos o meio ambiente é protegido e a qualidade de vida das pessoas é fortalecida.

 

A Conferência da ONU sobre a Água será realizada entre 8 e 10 de dezembro de 2026, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A conferência tem como objetivo acelerar as ações globais para o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 (ODS 6) da Agenda 2030, que prevê a garantia de água potável e saneamento para todos. Em meio ao avanço das mudanças climáticas e à crescente pressão sobre a disponibilidade hídrica, a gestão da água tornou-se um grande desafio.

 

“O cuidado com os recursos hídricos é especialmente relevante em regiões que enfrentam desafios de disponibilidade de água. No Brasil, o consumo médio de água pode ultrapassar 150 litros por pessoa por dia, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), indicador que evidencia o papel da conscientização e da educação na construção de hábitos mais sustentáveis”, salienta Vininha F. Carvalho, economista, ambientalista e editora da Revista Ecotour News & Negócios.

 

Segundo Paulo Paschoal, diretor de Operações da Opersan, empresa brasileira com mais de 40 anos de experiência em gestão de águas e efluentes, a água deixou de ser apenas um recurso operacional e passou a ocupar uma posição estratégica dentro da indústria. Soluções de tratamento e reuso ajudam as empresas a reduzir desperdícios, aumentar eficiência hídrica e trazer mais segurança operacional para as plantas industriais, especialmente em cenários de maior pressão sobre os recursos naturais.

 

O aumento de eventos climáticos extremos, como períodos prolongados de seca e episódios de chuvas intensas, o planejamento das bacias hidrográficas tem ganhado importância na gestão da água. Estudos do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas indicam que o Nordeste brasileiro está entre as regiões mais vulneráveis à variabilidade climática, o que intensifica os desafios relacionados à disponibilidade e à gestão dos recursos hídricos.

 

A proposta da Rio-92 era colocar a questão hídrica no centro da agenda global e incentivar governos, empresas e a população a adotarem práticas de uso consciente da água. Desde a instituição da data, há 34 anos, houve avanços em investimentos e políticas públicas, porém o Brasil perde, em média, cerca de 40% de toda a água tratada antes mesmo de chegar à população, segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

 

“A sustentabilidade depende de inovação e de gestão eficiente dos recursos naturais. O cenário de escassez é agravado pela contaminação das águas. É necessário despertar na sociedade o interesse de preservar este recurso essencial e cada vez mais pressionado pelo crescimento urbano, pelas mudanças climáticas e pelo aumento do consumo”, finaliza Vininha F. Carvalho.


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